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sábado, 17 de junho de 2017

Uma tipologia em enxaimel a menos - Bairro Vila Nova - Blumenau




Assistimos diariamente, tipologias de grande valor histórico arquitetônico, parte de listas de patrimônio importantes e que deveriam estar e permanecer no espaço da cidade de Blumenau sendo retirados da paisagem. Três ou quatro construtoras são responsáveis por essa mudança célere e que o poder público assiste passivamente.
Edificação histórico do bairro Vila Nova demolida
no mês de maio - iniciam-se as obras de um edifício.
Nesse bairro da cidade de Blumenau - Vila Nova, nas proximidades outras três ou quatro edificações com valor arquitetônico histórico foram demolidas e se iniciam as obras de edifícios no local. É sabido que é complexo, em se tratando de Brasil - adequar políticas públicas que atendam os direitos dos proprietários com a harmonia e continuidade da paisagem da cidade através de sua evolução histórica.  Mas nunca foi tão voraz e agressivo como o está sendo no momento presente. Desmantelaram todo e qualquer órgão, munidos de técnicos, que pudessem debater, assessorar ou mesmo, sugerir opções de projetos adequados ao urbanismo e à identidade de Blumenau. Não há uma previsão, a médio e a longo prazo, de qualquer tipo de planejamento. Atualmente um profissional da agronomia é titular da pasta da Secretaria de Planejamento e dá continuidade às pseudas avaliações do "Plano Diretor". Todo o trabalho pretérito e conquistas, no âmbito do Patrimônio Histórico Arquitetônico estão sendo desconsiderados e está valendo o que mais pode e a rentabilidade do mercado imobiliário. Isso não significa a adequação da infraestrutura e o desenho da cidade atual às novas realidades e adensamentos.

Repetimos, que não nos opomos a verticalização, mas sim,  à forma com que vem sendo feita. Não há projeto de cidade e sequer um PLANO DIRETOR realmente. Há adequações mapeadas de acordo com os interesses de uma minoria, que muitas vezes passam suas férias - visitando a história milenar das cidades europeias, onde as políticas públicas são muito diferentes dessas que vem sendo aplicadas aqui. Aliás, como em tudo o que vem acontecendo no Brasil atual.
Resultado de imagem para Escola Alemã AltonaDeixamos, portanto, para o registro, com pesar, a retirada total, pois não foi relocação, da casa enxaimel onde viveu a professora da E.B.M Machado de Assis - Professora Norma Dignart Huber, cujos alunos ainda andam por aí. A Professora Norma lecionou na E.B.M Machado de Assis - Antiga Escola Alemã Altona, na décadas de 1960 e 1970.
A Professora Norma emprestou seu nome a uma Escola Básica Municipal localizada no Bairro  Coripós - Blumenau.
E.B.M. Norma Dignart Huber - Coripós - Blumenau SC.
Qual a lição que levarão os alunos dessa escola e de outras, ao assistirem o que
vem acontecendo  com a história de sua cidade?
Soubemos que no período que foi asfaltada a Rua Benjamin Constant, foram tomados cuidados,  como a mudança do traçado e também um leve estreitamento na frente da edificação histórica para não danificar a mesma. Bem que, passavam automóveis muito próximos da casa com estrutura de madeira. Tomaram esse cuidado porque a edificação era tombada. 

Uma de suas vizinhas, antiga moradora no lugar, comentou conosco sua estranheza, com a permissão da demolição do imóvel, uma vez que era sabido de seu tombamento.

Nós também estranhamos e percebemos que não há "freios" para o que vem acontecendo na cidade de Blumenau atualmente.
Ficam, portanto, os registros de imagens - agora - parte da história de Blumenau.

Fotos - dia 17 de julho de 2016
















Fotos - dia 17 de junho de 2017







 




















Isso não é Arquitetura e Urbanismo!
Não é planejamento urbano e...
A cidade está perdendo a graça e a alma.


Em construção...
Acompanharemos o que será feito do terreno e atualizaremos essa postagem.






quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Urbanismo - Transporte Público cidade de Blumenau - Os Caminhos da cidade








Blog do Pancho
Foto: Patrick Rodrigues
"Tendo como base o fato de que o transporte coletivo é um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento de uma cidade, lamento profundamente todo este episódio que protagonizamos.
Não estou aqui questionando a decisão do prefeito nem mesmo a eficiência da empresa contratada emergencialmente para prestar o serviço. Ao que tudo indica, foram medidas necessárias para estancar os problemas que não paravam de crescer. Questiono o futuro de nosso transporte e, por consequência, do desenvolvimento da nossa cidade.

Num cenário ideal teríamos um sistema confortável, pontual, confiável e com preço justo. O número de usuários cresceria a cada ano, já que seria fácil comprovar que o carro poderia, sem prejuízos aos nossos afazeres, permanecer por mais tempo na garagem. E sem tantos carros nas ruas, pedestres, ciclistas e a cidade como organismo lucrariam infinitamente.

O que vemos é justamente o contrário. Se os ônibus eram “meia-boca” antes, agora são piores. E por mais que seja compreensível, já que se trata de uma emergência, a impressão que fica ao usuário é péssima. Dessa maneira, a migração passa a ocorrer no sentido contrário, do ônibus para o carro ou moto.

Além de um sistema perfeito, a próxima concessão precisa incluir um trabalho de conscientização eficiente. Não será suficiente colocar ônibus nas ruas. Precisamos convencer a todos que o ônibus tem (assim esperamos) a melhor relação custo/benefício."

























Nosso Comentário

A cidade é um “organismo vivo”…Uma frase que repetimos e está gasta. Os caminhos, suas artérias, não são necessariamente caminhos para veículos motorizados. É importante a democracia também nestes espaços da cidade, de uma cidade para todos. Temos o direito de escolher o meio de transportes que queremos usar. Temos o direito de termos transporte público de qualidade, promessa de campanha (Até com ar condicionado) para que possamos deixar nossos veículos privados em casa. Uma, porque é sustentável. Outra, porque não tem mais espaço para a frota de veículos privados. As “artérias” estão à beira de um colapso.
IPT - FURB



Também temos o direito de optar circular nos caminhos da cidade de bicicletas, com segurança. Parabenizo aqueles que persistem fazê-lo, entre uma morte e outra de um ciclista. Teríamos o direito de tomar um trem e seguir para as muitas cidades, da rede de cidades do Vale do Itajaí, que já foi munida de uma ferrovia. Desmontaram-na, enquanto em muitos lugares do mundo, aprimoraram suas ferrovias adequando-as dentro da intermodalidade e acompanhando o desenvolvimento tecnológico. 
Em nossa cidade, quase sempre, leigos tomam as decisões na altura do “seu entendimento” econômico” e se protegem dentro de suas “panelas”. Os “ecos” destas ações respingam em todos. 
O que acontece? A cidade, enquanto organismo vivo, está doente. Quem deveria estar tomando este transporte público? Todos!
O transporte público de qualidade, em uma cidade sadia, é para todos. Os carros? Na garagem, para uso esporádico.
Nesta linha apresentada no vídeo - com uma série de problemas - a nova empresa, que está operando na atualidade, diminuiu o número de ônibus desta linha (linha que também foi mudada - para pior)  e aumentou o período de tempo entre as viagens, que já era longo.
Filme que fizemos já algum tempo - com o celular

Entramos na política e concorremos eleições, imaginando que poderíamos contribuir. Ilusão. A patologia não tem cura dentro deste sistema implantado. Enquanto não iniciar do zero, o “Faz de conta”, continua. É uma pena que muitos “fazem de conta” que acreditam.


Promessa de campanha do atual Prefeito.

Para registo na História, do momento presente da cidade de Blumenau, que pela primeira vez na sua história, ficou uma semana, no mês de janeiro de 2016, sem transporte público. Tentando contornar os problemas, a Prefeitura de Blumenau contratou, sem licitação pública, uma empresa de ônibus do interior de São Paulo. Com uma frota aquém daquela que operava na cidade até então, e com ônibus menores e linhas mudadas com redução das mesmas, em alguns casos.

Imagens de Blumenau em constante transformação. 
Espaço público é democrático, ou necessitamos embarcar em um automóvel - veículo privado, para termos espaço na cidade?

Potenciais urbanos naturais ignorados e "agredidos".
Qual a integração da paisagem construída e natural? 
Atroca da paisagem construída segue algum critério de
 planejamento da infraestrutura básica da cidade? 

Infraestrutura testemunham as mudanças histórica. A Ponte rodoviária mais antiga sobre o grande Rio Itajaí Açu - Ponte Lauro Müller

As "artérias" deste parte do "organismo vivo" comporta mais esta população a partir da verticalização pontual? Quem planejou isto, contou com o impacto na paisagem pré existente? A linha de ônibus está sendo adequanda para este acréscimo de passageiros?

A situação era ruim - com a presença de veículos articulados - e agora?

Transporte público limitado em veículos automotivos com passagem na histórica rua das Palmeiras em frente das tipologias mais antigas do Vale do Itajaí - construídas em enxaimel - ano 1858

 Vídeo







Caos, dia e noite - Cidade doente


Equipamentos públicos - Pontos de ônibus dos bairros
onde os blumenauenses embarcam no ônibus

Pedestre

Espaço PÚBLICO fechado para a população - há mais de 10 anos






























































































Registro para a História...
História de Blumenau.