quarta-feira, 20 de maio de 2020

Böhmischer Traum - Em período de Isolamento social - Covid 19


Bergknappen mit neuem Kapellmeister | | wirSiegen - das Siegerland ...
Sven M. Hellinghausen
Uma melodia feita para ser tocada em uma Blasmusik, por um grupo de sopros, em época de pandemia é silenciada ao vivo. Essa prática necessita da reunião dos músicos, pelo menos de maneira convencional. 
O isolamento social, não foi o suficiente para impedir a sonorização das notas do Sonho Bohemio - ou da conhecida Polka Böhmischer Traum.
Em um dia de maio de 2020, um grupo de músicos se reuniram na Alemanha, cada um, em sua casa, alguns gravaram com seu próprio celular, e contaram também com a presença do compositor, Norbert Gälle, registrando esse momento.
O arranjo e apresentação teve como diretor Sven M. Hellinghausen.
Norbert e Alexandra Gälle no Brasil em 2020.















O resultado




Parte dos link's abaixo contam sobre Norbert Gälle e sua história no Brasil. 

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Urbanismo - Pesquisa desenvolvida por acadêmicos de Arquitetura e Urbanismo - Cidade de Rio do Sul SC

Ponte do Arcos - ponte ferroviária de Rio do Sul  SC.
Uma das questões que nos aproximou da história das cidades e das sociedades e cultura, com aspecto científico, foi o de buscar compreender o Urbanismo e esta área, no que tange a organicidade das cidades, espaços sociais que estão em constante modificações, na busca das adequações às atividades e práticas da sociedade que nele vive dentro de um determinado recorte de tempo. Estas modificações, sob aspecto espacial podem ser moldadas, adequadas, construídas do novo, ou pode ocorrer meramente, sob a intenção especulativa de um grupo que está parte deste todo social.

O espaço pode estar submetido à vontade das práticas sociais, como também pode controlar estas práticas e a sociedade a partir destas. O espaço interfere no inconsciente de uma sociedade, de maneira positiva, ou, não.
Para estudá-lo de fato e toda sua complexidade, faz-se necessário reunir uma equipe interdisciplinar formada por técnicos das várias áreas científicas, desde o urbanista, sanitarista, geografo, historiador, engenheiro de tráfego, florestal, civil, sociólogos, enfim, são muitas as áreas e esta equipe, sem vínculo com qualquer outro grupo a não ser, a cidade e sua sociedade atual com foco na sociedade do futuro, observando as sociedades do passado. Se não for possível reunir toda a equipe, ao menos acessar dados fornecidos por cada um dos técnicos em outras repartições e fontes, da área estudada;
Casa  Odebrecht - Rio do Sul SC.

 Dentro deste estudo, se destaca a evolução histórica dentro de recortes de tempos anteriores, para compreender o espaço resultante atual, poder, de fato propor uma adequação espacial urbana - dentro de uma cidade, para o presente, delineando um planejamento para o futuro.
O projeto de cidade não se resume somente ao tipo de bancos, lixeiras, pisos  e luminárias públicas, vai muito além. É necessário conhecer o espaço que receberá a intervenção, as práticas sociais e perfil cultural, como também, a própria sociedade que ali vive no momento presente.
Nos locais realmente desenvolvidos, este procedimento acontece, alinhado ao debate público, formado por pessoas que recebem edução formal de excelência, portanto, são politizados e possuem um pouco de consciência das práticas públicas.
Pautada nestas questões e percebendo a real realidade de nossas cidades, há aproximadamente 15 anos, resolvemos debater estas questões com a nova geração, porque em suas mãos, estará o destino de nossas cidades, "plagiamos" o Padre José Maria Jacobs, justificando sua iniciativa em fundar o Colégio Santo Antônio, em Blumenau: "É preciso fornecer instrução àqueles que ocuparão nossos lugares"!
Compartilhamos neste espaço e também, para a História, fatos, alguns inéditos, que farão parte de nosso próximo livro (em processo) sob as migrações no interior do Estado de Santa Catarina e seus caminhos, no recorte de tempo entre o final do século XIX e início do século XX.
Na pesquisa apresentada nesta postagem, em específico, está o processo de formação da primeira célula urbana e sua evolução até o tempo presente, parte do trabalho de uma equipe de pesquisadores de Rio do Sul, sob nossa orientação - desenvolvida na cidade de Rio do Sul - ao longo dos últimos 3 meses (de fevereiro a abril de 2020). 
Local estudado em mapa de 1917 - Rio do Sul SC.
Pontos importantes da área estudada - marcos históricos deste início embrião urbano, e que tinham ligações com a história do Vale do Itajaí, foram "tragados" pela ocupação desprovida de orientação e planejamento urbano, como ocorre em inúmeras cidades da região.  

Os alunos do 7° Semestre do Curso de Arquitetura e Urbanismo - disciplina de Ateliê Urbano, mediante a proposta de efetuar um projeto de revitalização urbana junto ao local da primeira balsa de Rio do Sul, no Rio Itajaí do Sul - "transformaram-se" em uma "equipe interdisciplinar" e pesquisaram esta região e seu entorno imediato, trabalho desenvolvido em equipe e através de videoconferências, de onde extraíram algumas conclusões que resultaram em um diagnóstico e no momento presente, desenvolvem o Projeto Urbanístico para a área.
Achamos a pesquisa tão relevante, que com o consentimento dos pesquisadores, compartilhamos aqui no blog, pois poderá ser útil a outros pesquisadores.
A turma do 7° Semestre foi dividida em três equipes que trabalharam na mesma área. Percebemos, que mesmo sendo a mesma área, o olhar das três equipes de  pesquisadores foi diferente e também, os resultados apresentados. 
Mesmo diante desta constatação, apresentaremos a seguir, um dos trabalhos.

A seguir - imagens feitas no local da área estudada.

Momento de "olhar" o local de estudo em equipe - considerando as várias áreas das ciência - acontece um pouco antes do isolamento social em função do COVID 19 - no dia 6 de março de 2020.
Aula no local que receberia a proposta de intervenção urbana - um pouco antes do isolamento social em função da pandemia causada pelo COVID 19.

Nas proximidades do Ponto Chic.

Local da primeira balsa no Rio Itajaí do Sul - antigo Südarm -  Ponte Curt Hering.
Local importante durante o processo de criação da nucleação urbana - local da antiga "venda" de Rudolf Odebrecht - atual conhecido Casarão Odebrecht. Não nessa edificação, mas nesse local foi construído a primeira casa comercial. Local entre os dois rios que formam o Rio Itajaí Açu - Südarm e Westendarm, atuais rios Itajaí do Sul e Itajaí do Oeste.
Parada para água na Fundação Cultural de Rio do Sul - nas proximidades da Ponte dos Arcos.

Igreja luterana de Rio do Sul.





Vídeos
A turma foi divida em 3 equipes de trabalho:

Equipe N° 1
1. Gabriel Luiz Bona Pinheiro
2. Jonathan Bagatoli
3. Luiza de Oliveira
4. Mirian Letícia Sander Harbs
5. Natascha Schneider
6. Rodrigo José Rosa
7. Marta M. Schmidt















Equipe N° 2
1. Ana Caroline Willemann
2. Andressa Carla Dalpiaz
3. Daiani Prochnow
4. Rodrigo Alexandre Wartha
5. Sabrina Calbusch Varela
6. Thalia Nasatto

















Equipe N° 3
1. Aline da Cruz da Silva
2. Eduarda Laíz de Souza
3. Francisca Stela Hann Cucchi
4. Karine Wiggers
5. Letícia Moraes
6. Maria Luiza Kreusch




Acesso à Pesquisa para a execução de uma proposta de Revitalização Espacial Urbana para á área do território da 1° Nucleação surgida em torno da 1° Balsa - Rio do Sul SC - seu Centro histórico (se existisse formalmente).

 Acesse a Pesquisa desenvolvida pela equipe - Clicando sobre: Para delinear diagnóstico e embasar diretrizes projetuais para projeto urbano parte do centro de Rio do SC






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Em breve - vídeos.


Leituras Complementares...
Clicar sobre o título escolhido:
  1. A igreja Luterana de Rio do Sul - referencia visual dentro da cidade do início do Século XX - e sua análise atual
  2. Arquitetura religiosa - Sob a ótica da cultura regional - Vale do Itajaí
  3. Cemitério VII - Local de Visitação e História - Cemitério da Igreja Luterana - Rio do Sul SC
  4. Catedral São João Batista - Rio do Sul SC
  5. Rio do Sul nas palavras do Colonizador
  6. Arquitetura - A presença do brutalismo em Rio do Sul SC - Esporte Clube Concórdia
  7. Arquitetura - 5 Edificações do Patrimônio Histórico Arquitetônico - Rio do Sul SC
  8. Estação Ferroviária da EFSC - Cidade de Rio do Sul
  9. Urbanismo
  10. VLT - Um meio da Transportes dentro da intermodalidade
  11. Paisagem Urbana - Por Gordon Cullen
  12. Pomerode - Um pouco de história - sábado de sol
  13. Ascurra e um pouco de sua História - Fez parte da Colônia Blumenau
  14. Colônia Hammonia - Atual Ibirama
  15. Dona Emma
  16. Pomerode -Igreja da Paz - 130 anos - Cemitério do imigrante
  17. Uma Volta em Pomerode - Domingo a tarde
  18. Pomerode - Localização e Igrejas históricas
  19. Timbó - SC - Um pouco de história da Colônia Blumenau
  20. Primeiro Núcleo Urbano de Blumenau - Stadtplatz - Entre 1850 - 1880
  21. Blumenau - Crescimento desordenado e aparente ausência de critérios
  22. Jardim suspenso Cia Hering - Entrevista com João Maria Schissel
  23. Recanto Silvestre - região sul do município de Blumenau
  24. Godofrido Wagner - neto de Pedro Wagner - e seu bandoneon
  25. Documentário Arquiteto Hans Broos - Equipe eslovaca
  26. As cores de outono na paisagem central de Blumenau
  27. 1992 - Centro Histórico de Blumenau - Intervenção na Rua das Palmeiras - Pesquisa Arquitetura e Urbanismo da FURB
  28. Comunidade Horto Florestal - Blumenau - Pesquisa Arquitetura e Urbanismo da FURB
  29. Brutalismo de Hans Broos - Caminhada Cultural
  30. Um Patrimônio Histórico Arquitetônico - antiga Fiação e Tecelagem Cia Hering
  31. Uma tipologia em enxaimel a menos - Bairro Vila Nova
  32. Símbolo da mobilidade sustentável - a bicicleta - completa 200 anos
  33. Arquitetura - Apresentação e análise da Casa Salinger - Blumenau SC - Sul do Brasil








quarta-feira, 13 de maio de 2020

Musik in der Nacht

Guten Abend Freunde!
Um pouco de Música na noite...







Bis Morgen!!






terça-feira, 12 de maio de 2020

Para ouvir e ver cantando - Wo de Ostseewellen trecken e Martha Müller-Grählert


Martha Müller-Grählert
Fonte Wikipédia
Das canções folclóricas mais conhecidas do norte da Alemanha, junto ao Báltico, Wo de Ostseewellen trecken - é a que nos faz desejar cantarolar junto, quando a ouvimos. Estudando sua origem, soubemos que é a canção mais conhecida do mundo - originária do território da antiga Pomerania.
Wo de Ostseewellen trecken é uma composição antiga, do início do século XX  e sua compositora foi Martha Müller-Grählert de Vorpommern. 

Um pouco de sua história...

Nem sempre o nome da compositora de Wo de Ostseewellen trecken  foi  Martha. Quando, nasceu em 20 de dezembro de 1876 em Barth, recebeu o nome de Johanna Friederike Karoline Daatz. 
Barth - Blick zur Marienkirche - geograph.org.uk - 8662.jpg
Barth - Alemanha. Fonte: Wikipédia.
Sua mãe - Caroline Henriette Christine Daatz - a teve solteira e escolheu esse nome, o qual está registrado no livro de batismo da cidade. Seu pai era o farmacêutico de Barth. Por ser filha ilegítima, Martha sofria Bullyng na infância e no início da juventude. Viveu este período na casa de sua vó materna, que foi homenageada, mais tarde, em seu poema Túmulo da avó, lembrando de sua memória com gratidão. 

Mais tarde, sua mãe se casou com o moleiro da cidade de Zingster, Karl Friedrich Mathias Grählert, com quem teve mais dois filhos. Grählert adotou a filha ilegítima de sua esposa - e trocou seu nome de Johanne para Martha. A poetisa começou a trabalhar na fábrica de Grählert, em Zingst
Urlaub in Zingst an der Ostsee, FeWo-Vermietung Wisniewski
Zingst.

Cursou a faculdade de Pedagogia (para ser professora) no Seminário de Franzburg e trabalhou como professora particular. Nesse tempo começou a escrever poemas. Os primeiros poemas de baixo alemão e alto alemão foram publicados no Barther Tageblatt, desde 1891. Isso encorajou e levou Martha a se mudar para Berlin com a objeção dos pais, onde começou a trabalhar no escritório editorial da “Deutsche Familienblatt”, em 1898. 
Não era bem vista na pequena cidade de Zingst, por ter ido sozinha para a grande cidade. Martha Grählert afirmou-se na capital imperial, adquiriu uma vasta experiência. Estava saudosa de sua terra natal e escreveu o poema sobre as ondas do Báltico na Pomerânia Ocidental. Nessa época, com o título Mine Heimat, exatamente a letra da canção famosa do norte da Alemanha. 
Seu poema foi publicado em 1907 - no volume Schelmenstücke. Durante esse período, a poetisa se familiarizou com Dr. Max Müller, que estudava agricultura e pecuária e trabalhou inicialmente, como professor particular. Casaram-se algum tempo depois.
Ao lado de Müller, Martha agora era bem-vinda na cidade da família - Zingst
Em 1911, quando seu marido recebeu uma cátedra na Universidade Japonesa de Sapporo, mudaram-se para o Japão, onde o casal permaneceu até o início da Primeira Guerra Mundial  - 1914. Tensões surgiram entre as tendências poéticas dela e a exata orientação científica dele. O retorno do casal para casa no momento do início da guerra foi extremamente turbulento. Após a guerra, o casal se separou. A partir de então, Müller trabalhou em Chemnitz, onde morreu em 1933. 
Dentro desse contexto histórico, político e econômico, Martha iniciou uma vida de privações. Tentava ganhar um renda - proferindo palestras e noites de leitura. 
Em 1920, Mudder Möllersch  - Reis de Berlin foi publicada. 
Em 1924, retornou à sua terra natal e tentou se sustentar com poemas nos jornais da região o que não era muito viável. Teve vida difícil. 
A letra da canção Wo de Ostseewellen trecken  - poema de Martha Müller-Grählert  - é testemunho de seu profundo amor pelo Heimat localizado na costa do Mar Báltico. A canção teve várias versões com pequenas modificações em redor do mundo - mas a essência é a mesma, como canção e como poema original de Martha Müller-Grählert, de Vorpommern. 
Seu poema Mine Heimat se tornara muito conhecido. Um vidreiro de Flensburg  levou-o, publicado em um jornal Folhas de Meggendorf, para, o então, maestro do coro masculino dos trabalhadores, Simon Krannig. O maestro gostou tanto do texto poético que o escolheu para a letra de sua música - 1910, que foi sucesso imediato. 
A estréia da canção Wo de Ostseewellen trecken  aconteceu em Zurique, na Suíça.
Martha Müller-Grählert viveu em necessidade econômica nos anos seguintes. Apesar de um processo longo e cansativo, ela não conseguiu afirmar seus direitos autorais sobre a música do mar Báltico e seus selos, nem receber royalties. Martha chamou atenção para as muitas violações de seus direitos autorais e se posicionou como autora da letra. A poesia era um sucesso e amplamente divulgada, sem o seu nome como autora que passou por privações e nunca teve acesso aos direitos autorais de sua composição que rendeu muitas divisas. 
Em 1936, finalmente ela e o compositor Krannig receberam os direitos autorais, quase tarde demais para Martha. Antes que as disposições do julgamento se tornassem definitivas, Martha Müller-Grählert partiu em 18 de novembro de 1939, quase cega, pobre e sozinha no lar de idosos, em Franzburg, perto de Stralsund. 




Museum Zingst
Zingster Heimatmuseum.
Foi sepultada na sua cidade natal, Zingst, onde a memória da poetisa é respeitosamente cultivada de muitas formas diferentes. Seu túmulo é muito visitado e preservado no parque Martha-Müller-Grählert no centro do Dorf, lembrando da canção do Mar Báltico até o Zingster Heimatmuseum, que homenageia sua memória e dedicou o Zingster Heimatheft  N° 2 a ela .




Museum Zingst
Zingster Heimatmuseum.
Algumas regiões reescreveram em outras versões da letra da música: os frísios cantam: as ondas do Mar do Norte, a Prússia Oriental: as ondas Haffes. Em Val di Fassa, longe da água e das ondas, a letra reporta: Onde os prados estão cheios de flores.
Atuamente as ondas viajam pela Europa e pelo mundo. A música é conhecida na América, Canadá, no Brasil, África e Austrália.
Para ouvir e ver cantando, segue:

Vídeos





Letra
Wo de Ostseewellen trecken
Composição/Letra:Martha Müller-Grählert
Música: Simon Krannig


Wo de Ostseewellen trecken an den Strand,
wo de gäle Ginster bleught in’ Dünensand,
/:wo de Möwen schriegen grell in’t Stormgebrus,
dor is mine Heimat, dor bün ick tau Hus./:

Well- un Wogenruschen wiern min Weigenlied,
un de hogen Dünen seg’n min Kinnertied,
/:seg’n uck mine Sähnsucht un min heit Begehr,
in de Welt tau fleigen öwer Land un Meer./:

Woll hett mi dat Läwen dit Verlangen stillt,
hett mi allens gäwen, wat min Hart erfüllt,
/:allens is verschwunden, wat mi quält un drew,
häw nu Fräden funden, doch de Sähnsucht blew./:

Sähnsucht nah dat lütte, stille Inselland,
wo de Wellen trecken an den witten Strand
/:wo de Möwen schriegen gell in’t Stormgebrus;
denn dor is min Heimat, dor bün ickt tau Hus!/:

Partitura


Cantar faz bem e não tem contra indicação!
Para ouvir, ver e cantar junto - outras canções - Clique sobre: Canções alemãs




















































sábado, 9 de maio de 2020

Hermann Christian Rüdiger - Um Pioneiro do Vale do Itajaí - Biografia

Nesse momento vamos relatar a história e as práticas de um pioneiro da Colônia Blumenau - uma homenagem a um jovem que reside na cidade de Jaraguá do Sul e nos procurou para conhecer mais sobre um de seus antepassados - seu trisavô - Opa de sua Oma, que residiu em Blumenau desde a década de 1860 e foi um dos primeiros pioneiros e personagem da história desta região, entre outras que já narramos.

Hermann Christian Rüdiger ...

...nasceu em 19 de dezembro de 1842 no Reino da Saxônia. Foi filho de Friedrich e Magdalene Rau Rüdiger. Imigrou para o Brasil em 1862 e no dia 30 de outubro de 1864 casou-se com Frederike Mahnke enteada de David Seibe e filha de Caroline Mahnke
Hermann e Frederike tiveram 14 filhos. Dos quais, abaixo estão nas fotos, em frente à Casa Comercial Rüdiger, dois de seus filhos: Adolf Rüdiger e Leopold Rüdger, em 1929 - data que este já havia partido há 3 anos.
Bicicleta inglesa, meio transporte usual, principalmente pelo cavalheiros, como ainda o é na Alemanha atual para damas e cavalheiros. Em frente a Casa Comercial Rüdiger, negócio de Hermann Christian Rüdiger e filhos. Foto do Acervo de Daniel  Wischral - trisneto de Hermann Christian Rüdiger.
Mesmo que Hermann Christian Rüdiger tenha chegado em Blumenau com apenas 21 anos de idade, já veio para o Brasil sabendo tocar  6 instrumentos musicais e no território onde depois se formou a nação alemã, dirigia corais e grupos musicais. 
Chegando em Blumenau, em 1864, não demorou um ano, para fundar a primeira Musikkapelle da colônia, o qual também dirigia, que seria uma pequeno grupo musical de sopro e percussão, conhecida como Rudigeskapelle. Chegou em Blumenau -  casou-se  e formou a Kapelle, no mesmo ano de sua chegada. 
Musikkapelle Rüdiger  ou   Rudigeskapelle.- Fonte Fundação Cultural de Blumenau.
No trabalho - Rüdiger trabalhou no garimpo e na agricultura, nos primeiros momentos de Brasil - exercendo na Colônia Blumenau, como todos os demais imigrantes, também a atividade de colono, trabalhando na terra. Depois mudou para o ramo do comércio.
Fundou o negócio de secos e molhados e também uma relojoaria na Rua XV de Novembro, esquina da Estrada para a Velha –  atual Rua Dr. Amadeu Luz. Naquele época não existia a Rua 7 de Setembro e esta estrada da Velha acompanhava a o Ribeirão da Velha para o interior de seu vale, cuja foz no Rio Itajaí Açu ficava nas proximidades do local do Comercial Rüdiger - observar o mapa.


Na publicação ACIB 90 anos, no ano de 1900, é mencionado  que H. Rüdger e Filhos, tradicional casa de negócios da cidade, põe em oferta uma variada coleção de máscaras e grande volume de artigos para  o carnaval. Portanto, em 1900, já existia a conhecida Casa Comercial Rüdiger. Também na mesma publicação, na página do ano de 1906 - menciona a sociedade comercial entre Hermann Christian Rüdiger Sênior (Como ficou sendo chamado em Blumenau) e seu filho Oscar Rüdiger, fundada em 1° de janeiro com o nome de H.Rüdiger e Companhia - com o perfil de Secos e Molhados com registros de 1898.







Além da atividade comercial e também musical, da família Rüdiger, Todos e principalmente Hermann Christian Rüdiger  possuíam uma atividade social muito intensa  na Colônia Blumenau do final do século XIX e início do século XX. Participavam de atividades esportivas e teatrais. Hermann Rüdiger atuou nas peças de Edith Gärtner, interpretando vários personagens, entre estes, alguns foram registrados para a história.

Otto  von Rohkohl nasceu em 21 de janeiro de 1881 e faleceu em 4 de agosto de 1969. Ernst Steinbach nasceu em 18 de Novembro de 1864 e faleceu em  13 de janeiro de 1937.
Com a partida de Oscar Rüdiger, o negócio foi administrado pelo filho Arthur Rüdiger, que não teve muita oportunidade de trabalhar no ramo, pois faleceu relativamente moço. O edifício com com uma arquitetura impar, foi demolido em 1962, para a construção de Edifício Impala
Arquitetura característica do pioneiros alemães com acréscimo da arquitetura vernacular portuguesa local - contando com a presença de varandas conseguidas a partir de um perfilado de colunas clássica que suportam o anexo do telhado dessa. A varanda é munida de guarda corpo rendilhado a partir do assentamentos de tijolos  maciços. Conta com a presença da mansarda, existente quando o sótão é utilizado e conta com a presença de janelas.
Hermann Rüdiger partiu no dia 4 de dezembro de 1926, às 4:00h da manhã, com 83 anos de idade. A morte de Hermann Christian Rüdiger foi publicada no “Der Urwaldsbote” ano 34 nº 37, sexta-feira em 5 de novembro de 1926. A nota do jornal dizia ainda que os familiares agradeciam ao Dr. Kuebel que atendeu Rüdger e o tratou ainda em vida, e ao Pastor Schroeder. Antes de falecer, Rüdiger havia presenteado o maestro Heinz Geyer com a sua batuta. 

"Ontem à noite faleceu nesta cidade o Senhor Hermann Ruediger Senior com 83 anos de idade. Com a morte dele nossa cidade perde mais um dos velhos pioneiros que trabalhou no desenvolvimento de nossa colônia. Com 19 anos emigrou para o Brasil em 1862. Após uma vida de privações e lutas seguiu uma mais tranqüila e próspera. Suas horas de lazer as procurava na Música. A banda de música Ruediger tornou-se famosa além da fronteira de nosso município. Também na vida da comunidade teve uma atividade próxima, foi por muitos anos cobrador da Poupança (Caixa) “Sparkesse”. Autógrafo nos estatutos da Caixa Agrícola vide pasta 1, arq. 4. Ver foto da casa de negócio de Hermann Ruediger na pasta 7/1. Foto de Hermann Ruediger Senior entre os sócios do clube de bolão Vollmond na pasta 72."

Quando  Hermann Christian Rüdiger partiu , 7 de seus filhos já o haviam precedidos. Quando partiu, tinha 45 netos e 30 bisnetos. 

Alguns dos Filhos de Hermann Rüdger

RÜDIGER, Hermann Oleiro e músico em Velha, nascido a 2 de setembro de 1867 em Blumenau, filho de Hermann Rüdiger e Friederike geb. Mahnke. 
Casou-se pelo pastor Sandrezcki em 6 de novembro de 1888 em Blumenau com Wilhelmine HOERNKE.

RÜDIGER, Hermann Luis Oscar 
Data de nascimento: 14 de abril de 1877 em Velha. 
Nome do pai: Hermann Rüdiger – músico. 
Nome da mãe: Friederike geb. Manke. 
Padrinhos: Hermann Reinhold, Caroline Matthes

RÜDIGER, Julius Gottlieb 
Data de nascimento: 22 de julho de 1874 em Blumenau. 
Nome do pai: Hermann Rüdiger – músico. 
Nome da mãe: Friederike geb. Mahnke. 
Padrinhos: Gottlieb Huscher, Friederike Kaestner, Johann Reinhard - bisavô de Daniel Wischral - residente em Jaraguá do Sul SC.

RÜDIGER, Minna 
Filha de Hermann Rüdiger e Friederike geb. Mahnke, nascida em 25 de abril de 1866 em Blumenau. 
Casou-se pelo pastor Runte em 26 de outubro de 1889 com Wilhelm BUTZKE.

RÜDIGER, Richard Christian 
Data de nascimento: 4 de novembro 1875 em Velha. 
Nome do pai: Hermann Rüdiger – músico Nome da mãe: Friederike geb. Manke Padrinhos: Johanna Froehner, Christiane Trotsche, Peter Hartmann.

RÜDIGER, Rosa Anna Wilhelmine 
Data de nascimento: 13 de outubro de 1871 em Velha. 
Nome do pai: Hermann Rüdiger. 
Nome da mãe: Friederike geb. Mahnke 
Padrinhos: Wilhelm Siebert, Eva Beims, Johanna Hackbart.

RÜDIGER, Thecla Ida Auguste
Data de nascimento: 10 de setembro de 1889 em Velha
Nome do pai: Hermann Rüdiger – músico.
Nome da mãe: Wilhelmine geb. Hoernke............
Padrinhos: Wilhelm Butzke, Ida Seiler, Auguste Manke.

RÜDIGER, Wilhelmine 
Data de nascimento: 25 de abril de 1866 em Blumenau. 
Nome do pai: Hermann Ruediger – músico. 
Nome da mãe: Friederike geb. Mahn.

RÜDIGER, Clara Minna 
Data de nascimento: 12 de junho de 1878 em Velha. 
Nome do pai: Hermann Ruediger – músico. 
Nome da mãe: Friedrike geb. Mahnke. 
Padrinhos: Minna Seiler, Luise Pauli, Franz Geithner.

RÜDIGER, Ernestine Emma Marie
Data de nascimento: 17 de março de 1878. 
Nome do pai: Hermann Rüdiger. 
Nome da mãe: Anna geb. Strahsburger 
Padrinhos: Wilhelmine Kuenzer, Marie Fischer, Jacob Holler

RÜDIGER, Friedrich Richard Gottlieb
Data de nascimento: 19 de fevereiro de 1873 em Velha.
Nome do pai: Hermann Ruediger – músico.
Nome da mãe: Friedrike geb. Mahnke.
Padrinhos: Friedrich Ruediger, Gottlieb Froehlich, Anna Bornhold.

RÜDIGER, Friedrich Rudolf Gustav
Data de nascimento: 15 de novembro de 1879 em Velha.
Nome do pai: Hermann Rüdiger – músico.
Nome da mãe: Friedrike geb. Manke.
Padrinhos: Friedrich Raabe, Gustav Krieck, Emma Seyde.





 Daniel Wischral reside em Jaraguá do Sul, é folclorista do Norden Tal Volkstanzgruppe e também, músico. Aprecia a tradição e a História de seus antepassados e foi ele que apresentou a foto da casa dos Rüdiger para nós e mencionou o pioneirismo deste.
Wischral é trisneto de Hermann Christian Rüdiger que é Opa de Oma.
À direita, Daniel Wischral - descendente de Hermann Rüdiger que reside em Jaraguá do Sul SC.
Daniel Wischral ao piano

Já para a História!!

(Sem revisão....)
Leitura Complementares - Clicar sobre o Título escolhido:
  1. O Carnaval é uma festa brasileira?
  2. Biografia - Maestro Heinz Heinrich Geyer
  3. Aniversário de 5 anos do Norden Tal Volkstanzgruppe Jaraguá do Sul SC - Momentos.
  4. Para conhecer a Tradição do Schützenverein e Momentos do 29° Schützenfest - Jaraguá do Sul
  5. Por que o dia 25 de Julho é uma data importante
  6. Cemitério I - Local de Visitação e História - Cemitério Luterano Centro - Blumenau







Referencias - nas fotografias: Blumenau em Cadernos e do livro:  "Colônia Blumenau - no Sul do Brasil"  Gilberto Schmidt Gerlach - Bruno Kilian Kadletz - Marcondes Marchetti.