quinta-feira, 4 de junho de 2026

Memória do 11° Stammtisch de Pomerode - Fevereiro de 2012

Ao burilarmos nossos arquivos, encontramos registros importantes que foram feitos sobre pessoas e locais da região. Um bom exemplo é o 11° Stammtisch de Pomerode/SC, ocorrido em fevereiro de 2012, um evento regado por muita música e animado por um grupo de amigos vindos não apenas da cidade, mas de toda a região.
Trata-se, neste momento, de uma das mais ricas memórias culturais regionais. O Stammtisch é uma das tradições daqueles que cultuam os elementos da natureza quando as estações da primavera e do verão se fazem presentes, trazendo consigo a maior permanência do sol e o convite ao convívio ao ar livre.
Apreciavam-se esses momentos com música, comida e boa companhia ao ar livre. Isso já acontecia em Blumenau desde as primeiras décadas de sua história, de maneira informal e como parte do cotidiano das famílias, que colocavam uma mesa na rua e apreciavam uma boa cerveja com os amigos. Na cidade, as famílias produziam a sua própria cerveja e promoviam esses encontros às sextas-feiras, após o expediente. Muita coisa mudou durante os períodos das guerras.
Atualmente, observam-se modificações decorrentes do contato com outras culturas; o evento deixou de ser conhecido como Straßenfest ou Straßenfest mit Stammtischtreffen. Do antigo culto à rua, passou-se ao culto e à celebração da amizade.
É preciso lembrar as raízes desse povo que cultuava a natureza — conforme descrito por Tácito — e resgatar o real sentido cultural dos alemães que continuam, nos dias atuais, praticando as suas festas ao ar livre. Seja de maneira consciente ou inconsciente, e sem se renderem apenas ao aspecto econômico, esses encontros almejam, essencialmente, o lazer e o prazer das boas companhias ao ar livre.
Blumenau - século XIX, em frente ao 1º Schützenverein da Colônia Blumenau, onde atualmente construíram a Loja Havan na frente. Na mesa do Stammtisch da imagem, dentre muitos, estão alguns nomes da história das primeiras décadas de Blumenau, como: Hermann Hering, Bruno Hering, Heinrich Brandes, Wilhelm Schaefer, Emil Odebrecht, Bernhard Scheidemantel, Franz Lungerhausen, Friderich Blohm, Paulo Schwartzer, Carl Jürges, Arthur Koehler, Alwin Schrader, Richard Paul e Gustav Salinger.
Fomos a Pomerode no dia 25 de fevereiro de 2012, um sábado chuvoso, especialmente com o propósito de registrar esse momento para a história. No local, que aconteceu junto ao Pórtico Sul de Pomerode, encontramos muitas pessoas conhecidas de Pomerode e de Blumenau. Estavam presentes a equipe da Rádio Pomerode, representada por Maurício Nienow d´Amaral, e os integrantes da organização — titulares e representantes da Secretaria de Turismo e da Coordenação Geral do Stammtisch de Pomerode.
Local do 11° Stammtisch de Pomerode - Pórtico Sul.
Ao andarmos por entre as confrarias participantes, encontramos grupos que, já havia algum tempo, integravam o Stammtisch de Pomerode. Um exemplo notável é o Grupo Amigos da Itoupava, de Blumenau, que participava desde a primeira edição, além de ser uma agremiação muito atuante no Stammtisch blumenauense. Na época, Charles Schneider, seu presidente, convidou-nos para participar do Stammtisch da Vila Itoupava, que aconteceria em julho daquele mesmo ano e que registramos o evento de 2016. 

Registros para a História - 11° Stammtisch de Pomerode 2012
Vídeos






Fotografias
 Ivone Lemke  - Diretoria de Políticas de Turismo de Pomerode e Maurício Nienow d´Amaral  - Rádio Pomerode.




Maurício Nienow d´Amaral  - Rádio Pomerode e Srta.  Denise Lopes -  Assessora de Imprensa -  Secretaria de Turismo.
Maurício Nienow d´Amaral  - Rádio Pomerode, Sra. Ivone Lemke - Diretoria de Políticas de Turismo e Claudio Krueger - Secretario de Turismo de Pomerode.

Amigos da Itoupava - Blumenau, que  participa desde a primeira edição

Nelson esposo de Maria Luiza - exímio marceneiro e dos mais assíduos praticantes de cultura local, que deixou saudades.































Pórtico Sul de Pomerode - local do 11° Stammtisch de Pomerode em 2012.

Um registro para a História.
 
Eu sou Angelina Wittmann, Arquiteta e Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade.
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terça-feira, 2 de junho de 2026

Com a permissão do autor - burilamos a pesquisa - em forma de áudio "Trilhos Suor e Vapor - A conquista da Região de Subia" - de Daniel Baumann de Rio do Sul/SC

Em 1995, iniciamos a pesquisa sobre a Estrada de Ferro Santa Catarina (EFSC) que rendeu dois livros, TCC, dissertação, palestras e comissões - para o retorno daquilo que foi colocado fora. Até esse momento não resultou em nada. 
Daniel Baumann
Nunca deixamos de ficar entusiasmados quando os jovens abordam a pauta com inteligência e reflexão, mesmo quando algumas pontuações despertaram em nós o desejo do debate, que foi realizado dentro deste trabalho, com intuito de enriquecer o material com mais informações.
Daniel Baumann, um pesquisador e ciclista de Rio do Sul, nos encaminhou um áudio de cerca de 30 minutos sobre a EFSC na localidade de Subida (Lontras) — um dos trechos mais perigosos e bonitos dentro da extensão de 130 km da ferrovia.
Como acreditamos que as imagens comunicam, pedimos permissão ao autor desta pesquisa para ilustrar seu áudio com imagens feitas por nós e de nossa pesquisa. Seu trabalho foi publicado na plataforma do Spotify. Daniel Baumann nos permitiu ilustrar sua pesquisa, que compartilhamos aqui neste espaço a partir do canal do YouTube. Foi um trabalho intuitivo.
No final desta exposição, colocaremos à disposição dos interessados os links dos artigos que escrevemos sobre essa pauta, com muito mais imagens.
O Vale do Itajaí estruturou o trajeto ferroviário. A localidade de Subida situava-se no trecho de maior dificuldade para a implantação da linha ferroviária da EFSC, constituindo, talvez, um de seus maiores desafios. Uma vez inaugurada, permaneceu em uso por menos de 50 anos. No mapa a localização do Stadtplatz da Colônia  Blumenau - último ponto navegável do Rio Itajaí-Açu. O projeto urbano regional dos primeiros pioneiros era de implementar e ferrovia deste ponto para o interior da Colônia, que aconteceu menos de 60 anos após a fundação.
Daniel iniciou trabalho, escrevendo:
Embarque em uma viagem pelo coração de Santa Catarina para descobrir como a engenharia e a determinação humana venceram um dos maiores desafios geográficos do Vale do Itajaí: a lendária região da Subida.
Neste episódio, percorremos a trajetória que vai das picadas abertas por pioneiros como Gottlieb Reif até a chegada da Estrada de Ferro Santa Catarina (EFSC), responsável por transformar a economia e a ocupação do Alto Vale.
Conheça histórias do cotidiano ferroviário, as paradas estratégicas para manutenção das locomotivas, os cafés e cucas que acolhiam viajantes nas estações e as curiosas rivalidades entre maquinistas que marcaram a época.
Também analisamos o papel da ferrovia no transporte de madeira, os impactos da retirada dos trilhos em 1971 e os esforços de preservação que permitiram o retorno da histórica Locomotiva 232, hoje símbolo da memória ferroviária catarinense.
Uma narrativa sobre desafios, progresso, patrimônio histórico e o legado de uma ferrovia que ajudou a moldar a identidade da região.
Após ler diversos materiais sobre a história local, produzidos por você e por outros pesquisadores, resolvi fazer um passeio pela região para conhecer de perto esse patrimônio histórico tão rico e fascinante.
A ideia de produzir o áudio foi justamente mostrar o enorme potencial histórico da região, muito bem documentado por diferentes autores, e incentivar mais pessoas a visitarem e conhecerem esse lugar que guarda capítulos importantes da história catarinense. Daniel Baumann - 31 de maio de 2025
O pesquisador fez suas visitas a campo de bicicleta.



Suas fontes de pesquisa (Texto de Daniel Baumann):
  • Livro e Artigos: "A Ferrovia no Vale do Itajaí - Estrada de Ferro Santa Catarina", da pesquisadora Angelina Wittmann, além de seus artigos históricos sobre o tema.
  • Arquivos de Imprensa: Registros históricos do jornal "A Nação" (de Blumenau), com destaque para a edição de 17 de junho de 1943
  • Portal Especializado: O site "Estações Ferroviárias do Brasil", mantido por Ralph Mennucci Giesbrecht
  • Documentário: O mini documentário intitulado "História sobre Trilhos", produzido pelo canal do YouTube "Sabia disso?"
Textos sobre EFSC - recomendados - Clicar sobre título escolhi para ler.
  1. Voo sobre as ilhas fluviais - Rio Itajaí Açu - Projeto Urbanístico - Arquitetura e Urbanismo FURB - 1995
  2. Da EFSC - Estrada de Ferro Santa Catarina à Ferrovia da Integração
  3. Um passeio no Trem da EFSC - Estrada de Ferro Santa Catarina
  4. Primeiro Diretor da EFSC - Entrevista ao Sr. Frederico Kilian
  5. A Ferrovia - EFSC
  6. Ferrovia da Integração - Pauta em Florianópolis
  7. Santa Catarina teve única ferrovia brasileira construída com tecnologia e capital alemães
  8. Passando por Warnow/Ascurra - Comunidade Centenária - Ilse
  9. A Ponte Lauro Müller
  10. Comissão Pró Ferrovias do Vale do Itajaí
  11. O retorno da ferrovia ao Vale do Itajaí
  12. Pessoas e a Ferrovia na região
  13. A Ferrovia no Vale do Itajaí
  14. Hermann Bruno Otto Blumenau - Primeiro Negociante de Terras no Vale do Itajaí
  15. Friedrich Richard Krauel - O primeiro embaixador alemão que visitou a região do Vale do Itajaí - Século XIX - então Colônia Blumenau
  16. O Livro On line: A FERROVIA NO VALE DO ITAJAÍ - Estrada de Ferro Santa Catarina
  17. Ferrovia Paranaguá/Curitiba e a cidade de Morretes
  18. Nome de alguns trabalhadores da Estrada de Ferro Santa Catarina
O Vale do Itajaí "estruturou" e moldou o trajeto ferroviário regional - EFSC. Nesse cenário, a localidade de Subida situava-se no trecho de maior complexidade topográfica para a implantação dos trilhos da histórica ferrovia, constituindo, sem dúvida, um de seus maiores desafios de engenharia. 
Ironicamente, após uma inauguração tão complexa, a linha permaneceu em atividade no local por menos de 50 anos.

Como já mencionado, o planejamento regional dos primeiros pioneiros, em um primeiro momento, previa a ligação ferroviária a partir do Stadtplatz da Colônia Blumenau — o último ponto navegável do Rio Itajaí-Açu — rumo ao interior que se concretizou menos de 60 anos após a fundação da colônia.
Para resgatar e homenagear essa memória, compartilhamos o trabalho publicado no Spotify pelo pesquisador Daniel Baumann, que utilizou a tecnologia do NotebookLM para narrar a epopeia ferroviária em Subida, Lontras. 
De forma intuitiva, decidimos ilustrar o áudio feito por Baumann com nossos próprios registros fotográficos de campo, de pesquisa e comentários, transformando o material em um documento audiovisual disponível em nosso canal do YouTube. 
Foi um processo de criação espontâneo  para  contribuir com a preservação da memoria ferroviária regional.
Um registro para a História.
 
Eu sou Angelina Wittmann, Arquiteta e Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade.
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