sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Contato da Família do Arquiteto Hans Broos da Alemanha - a partir de um publicação nossa no You Tube

Germaid Broos e Hans-Peter Broos
No dia 19 de janeiro de 2018, uma brasileira que reside em Berlin - capital da Alemanha, entrou em contato conosco, via nossa página profissional do Facebook, dizendo que seu marido - Waldemar Botte, também arquiteto, tinha um colega de trabalho que solicitou a ela, Marcella - por intermédio do marido -  que traduzisse o dialogo de um vídeo do You Tube, que nós publicamos em nosso Canal, pois segundo o colega de Waldemar, o entrevistado era seu tio que residia no Brasil - o Arquiteto Hans Broos. 
Abaixo, parte do vídeo feito com o Arquiteto Hans Broos, no qual contava com a idade de 89 anos - no ano de 2010, onde citava seus familiares que ficaram na Europa, através de uma conversa informal conosco.
A brasileira Marcella, que reside em Berlin, enviou a seguinte mensagem:
"Olá Angelina, 
 Tudo bem? Eu encontrei você pelo YouTube (na verdade um colega) e queria perguntar se você tem mais informações sobre o arquiteto Hans Broos. Eu moro na Alemanha, em Berlin, e um colega de trabalho do meu marido é sobrinho do senhor Broos. O pai dele era irmão do senhor Hans Broos e já faleceu. Quando meu marido comentou com o colega dele que eu era brasileira ele ficou muito feliz porque achou seu vídeo entrevistando o senhor Broos no YouTube, mas não entendia nada. Ele se emocionou muito com o vídeo e pediu para eu traduzir. Ele nunca foi ao Brasil, mas conhece a história do tio. 
Você tem mais informações sobre o senhor Broos? Com quem ele morava? Com quem passou seus últimos dias? O que fazia na sua velhice? O sobrinho dele ia ficar muito feliz com qualquer informação. Se tiver outras fotos ou vídeos dele, ele também ia se emocionar muito. 
Desde já muito obrigada, 
Marcella"
Marcella e Waldemar Botte
Em um primeiro momento, foi difícil acreditar no que estava acontecendo. Nós nos emocionamos. Procuramos ver todas as questões sob ângulos diferentes, para encontrar um sentido sobre o ocorrido. Nesse momento lembramos de Hans Broos e de como, esteve sozinho em seus últimos momentos de vida. A memória avivou ainda mais, pois nesse mesmo período, um pouco depois entrávamos em contato com sua obra construída na cidade de Rio do Sul SC.
Projeto de Hans Broos - Rio do Sul - Fotografamos no dia 7 de fevereiro.
Respondemos a Marcella e adiantamos algumas informações sobre o arquiteto. Passamos os link´s de nossas postagens (listados no final dessa) sobre o arquiteto e o casal repassou  as informações para o sobrinho de Hans Broos - na cidade de Berlin.
Ainda não  tínhamos certeza de que se tratava realmente do sobrinho do Arquiteto Hans Broos, que de acordo com Marcella, conta com 62 anos incompleto e se chama Peter Broos. 
Pedimos para Marcella, que contactasse com Peter, através de seu marido - Waldemar e lhe solicitasse seu endereço eletrônico, para que pudéssemos nos comunicar diretamente.
Simultaneamente, sentimos que deveríamos entrar em contato com a equipe da Eslováquia que está produzindo o documentário sobre a vida e obra do arquiteto Hans Broos. Contactamos com Darina Smrzova - Editora da equipe de filmagens e que reside em Bratislava. Entramos em contato com a editora no mesmo dia 19 de janeiro, à noite.
Equipe eslovaca do documentário da vida e obra de Hans Broos - em Blumenau.

Nós e Darina revisamos as informações da família do arquiteto juntas via web e ficamos um pouco confusas, pois os dados não eram exatamente os mesmos. Por exemplo, a equipe tentava, sem sucesso encontrar o sobrinho do Arquiteto Hans Broos em Berlin, com o nome que tinham conseguido encontrar em suas pesquisas - em Blumenau - o nome? Klaus-Peter Brosz, nascido em 12.12.1956. O nome não era o mesmo do colega de Waldemar Botte.
Recebemos o endereço eletrônico de Hans-Peter Broos e escrevemos para ele, com algumas perguntas e também, enviamos fotografias e falamos sobre o documentário que estava sendo feito sobre a vida e obra de seu tio - pedimos-lhe permissão para repassar seu contato à equipe eslovaca. 
Enviamos essa imagens entre muitas outras informações a Hans-Peter Broos
Concluímos, após análise de alguns dados trocados, de que as informações que tínhamos sobre o arquiteto e sua família não estavam totalmente corretas. A equipe do documentário buscava o paradeiro e contato com o sobrinho de Hans Broos de Berlin há algum tempo, mas sem sucesso. Muitas dúvidas sobre o laço familiar de Hans-Peter Broos e Hans Broos.
Recebemos a primeira correspondência eletrônica de Hans-Peter Broos no dia 23 de janeiro. Em seguida, enviamos algumas informações do arquiteto, via correspondência eletrônica. Também, quando recebemos algumas fotografias do arquiteto Hans Broos e familiares, se esvaiu toda e qualquer dúvida sobre Hans-Peter Broos ser sobrinho do arquiteto. De fato era seu sobrinho.
Hans Broos com os irmãos Mathias (Pai de Hans-Peter) e Adalbert - o irmão mais novo.
Recebemos uma correspondência eletrônica de Hans-Peter no dia 7 de fevereiro, e foi muito esclarecedora. Nessa, também autorizou o repasse de seu contato à Darina Smrzova - editora da equipe eslovaca do documentário. Aqui no Brasil, nesse mesmo dia, fotografávamos  casas de projetos do Arquiteto Hans Broos na cidade de Rio do Sul SC.
Obra do Arquiteto na cidade de Rio do Sul SC
Nessa oportunidade, Hans-Peter escreveu muitos detalhes sobre a família e sobre seu tio. Sabíamos que seu nome - Hans-Peter - era uma homenagem ao seu tio Hans Broos. 
Irmãos Broos - Foto enviada por Hans-Peter Broos
"(...)Ich freue mich darauf, von Ihnen zu hören. Ich hatte die Woche zuvor schon geschrieben, aber etwas hat nicht funktioniert.
Also werde ich es nochmal versuchen. Ich wollte dir ein paar Dinge über meine Familie und meine Beziehung zu meinem Onkel erzählen.
Ich weiß nicht, ob Onkel uns etwas über uns erzählt hat. Ich wurde 1956 geboren, also bin ich alt, ich bin verheiratet, ich habe zwei Kinder und zwei Enkelkinder. Leider kannte ich meinen Großvater Johann und Hans Vater nicht, weil er vor meiner Geburt starb. Meine Großmutter Elisabeth ist alt genug dafür. Ich glaube sie starb 1983, sie war eine Urgroßmutter für mich und ich verbrachte viel Zeit in meiner Jugend. Sie war immer sehr traurig, als ein Brief aus dem fernen Brasilien kam, weil ihr Sohn so weit weg war. Für mich war er immer ein großartiges Vorbild und meine Eltern haben immer gesagt, lass mich ein Beispiel von meinem Onkel nehmen. Das hat leider nicht funktioniert, denn bei mir reichte es für ein handwerkliches Training. Leider ist ein Teil meiner Familie, nach der Vertreibung der Tatra, in dem Teil Deutschlands gelandet, der die Welt geschlossen hat, was mit dem Kontakt schwierig war. Meine Großmutter und mein Vater haben viel nach der alten Heimat gefragt. Mein Vater Mathias mit starb sehr früh vor 40 Jahren, als er erst 53 Jahre alt war. Mein Bruder Wolfgang, der starb, wurde ebenfalls 56 Jahre alt. Er war verheiratet, hatte aber keine Kinder. Der Kontakt mit Hans war tatsächlich durch meine Mutter, sowohl per Brief als auch per Telefon. Das letzte Mal über einen Pastor glaube ich an Blumenau, aber leider ist meine Mutter schon seit vier Jahren tot. Hans jüngster Bruder, Adalbert, ist bereits vor ein paar Jahren gestorben. Er war auch verheiratet und hatte keine Kinder. Du siehst, ich bin der Letzte. (...)" - Hans-Peter Broos
Hans-Peter Broos e Germaid Broos
Entre outras coisas, Hans-Peter contou um pouco sobre sua família. Disse que ele nasceu no ano de 1956, é casado e tem 2 filhos - Katharina e Tobias - e 2 netos - Till e Mia (Filhos de Tobias). Contou que não conheceu o pai de Hans Broos e de seu pai - o Opa Johann Broos - mesmo nome que o arquiteto mencionou no vídeo. Conheceu sua Oma - Elisabeth, que ele imagina, ter partido no ano de 1983. Conta que a mãe de Hans Broos sempre ficava muito triste quando chegavam notícias de seu filho, de tão longe
Hans Broos com sua mãe Elisabeth - Foto enviada por Hans-Peter Broos
Para toda a família - Hans Broos era um exemplo e sempre era citado por seu pais, para o tomarem como exemplo de vida. Hans-Peter não completou sua formação como seu tio. Fez o curso técnico.
Parte da família de Hans Broos foi expulsa pelo regime político do local onde viviam (atual Eslováquia), por conta da 2° Guerra Mundial. Mudaram-se para a Alemanha, onde o arquiteto terminou seus estudos de Arquitetura. Parte da família permaneceu na região onde hoje é a  Eslováquia e perderam contato. Disse que seu pai - Mathias - irmão do arquiteto Hans Broos e seu avô Johann Broos, sempre perguntavam sobre a antiga pátria. Seu pai Mathias morreu há muito tempo, há mais de 40 anos e partiu com a idade de 53 anos. O Irmão de Hans-Peter, que se chamava Wolfgang, morreu com 56 anos. Era casado e não tinha filhos. A mãe de Hans-Peter, esposa de Mathias, sempre manteve contato com o arquiteto Arquiteto Hans Broos - no Brasil, via telefone. Ela faleceu há 4 anos. O irmão mais novo de Hans Broos, Adalbert, também é  falecido e também não deixou filhos. Hans-Peter disse que ele é o último que pode falar sobre a história da família.

Hans-Peter Broos autorizou o repasse de seu contato à equipe eslovaca do documentário da vida e obra de Hans Broos, como já mencionamos. A equipe procurava o sobrinho de Hans Broos em Berlin e não conseguiam retorno positivo às suas comunicações de buscas. Avisamos Hans-Peter que Darina Smrzova  entraria em contato com ele, e assim aconteceu.
Hans-Peter Broos e Germaid Broos
A equipe do documentário da vida e obra de Hans Broos esteve em Berlin no dia 23 de fevereiro, momento no qual, entrou em contato com a História de Hans Broos na Alemanha, a partir de seu único familiar vivo, seu sobrinho Hans-Peter Broos, que olhou um vídeo que publicamos e contactou indiretamente com uma brasileira - a Marcella, que entrou em contato conosco e que, na sequencia, entramos em contato com a equipe do documentário, que o procuraram. Sinapses!
Não é Fantástico!?
Equipe Eslovaca do Documentário - em Blumenau 2017


Ampliação do Parque Fabril Cia Hering  - Projeto do arquiteto Hans Broos

Leituras Complementares - Clicar sobre Título escolhido:

Vídeos





























terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Musik in der Nacht

Guten Abend Freunde.
Um pouco de música na noite....








Bis Morgen!!







Fundação Cultural de Blumenau Promove Encontro com Regentes de Corais de Blumenau

Maestrina Juliana Letícia Furlani - regente do Coro Infanto Juvenil do C.C. 25 de Julho de Blumenau  -  recebendo a visita do Ex Maestro blumenauense -  Antônio Simplício Müller - atualmente residindo e trabalhando (regendo) em Concórdia SC.
Rodrigo Ramos
A Fundação Cultural de Blumenau (FCBlu) está convidando os regentes de corais da cidade para uma reunião no dia 28 de fevereiro, às 19:00h, no Cine Teatro Edith Gaertner - junto à Fundação. 
Para ver mais - Clicar sobre: Fundação Cultural promove encontro com regentes de corais da cidade.

Na ocasião, serão discutidas as possibilidades da promoção de um Encontro de Corais na cidade de Blumenau - tradição muito forte na região, em décadas passadas.
O convite e a notícia nos foram enviandos pelo Presidente da Fundação Cultural de Blumenau - Jornalista Rodrigo Ramos.

Na data especificada, também acontecerá o início o censo cultural dos grupos de canto coral em atividade junto à plataforma Blumenau+Cultura.

Para confirmar a presença, os regentes interessados deverão encaminhar seus dados pessoais para o e-mail cultura@fcblu.com.br, até o dia 26 de fevereiro.

Encontro com Regentes de Corais

Data e horário: 28 de fevereiro, às 19:00h
Local: Cine Teatro Edith Gaertner - Fundação Cultural de Blumenau.
Para participar: enviar   e-mail:  cultura@fcblu.com.br até 26 de fevereiro.
Uma tradição que já foi muito forte na cidade de Blumenau e região. Ainda há atividade do canto coral a partir da Liga Cultural do Vale do Itajaí - mas o formato é outro. Valoroso resgate cultural.





Um dos grandes nomes dcanto coral na cidade de Blumenau  e região foi o Maestro Heinz Heinrich Geyer.  
É claro, entre outras tantas atribuições culturais praticadas por essa personalidade da história local, regional e catarinense.





Para ler sobre -  Clicar sobre: Biografia - Maestro Heinz Heinrich Geyer





 Estaremos no encontro...
Prestigiando e registrando, para a história.







segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Walter Malewschik - um construtor de cultura e de violinos - São Bento do Sul SC

Um porta fotografias com sua imagem fazendo seu ofício - em seu atelier - São Bento do Sul SC.
Estivemos em São Bento do Sul SC - (Südbrasilien), no mês de dezembro de 2017, para as comemorações do (Clicar sobre)  40° aniversário do GFG Böhmerwald - grupo folclórico mais longevo da região - cidade da centenária (Clicar sobre)Banda Treml, patrimônio catarinense e sobre a qual também já escrevemos nesse Blog.
Banda Treml do Oktoberfest Blumenau 2017 com o compositor alemão Norbert Gälle.

Interagindo com a comunidade de São Bento do Sul, registrando e pesquisando simultaneamente, encontramos a história de um personagem catarinense - Walter Malewschik, a qual compartilhamos nesse momento.
Walter Malewschik.
Ouvimos sobre Walter Malewschik pela primeira vez, durante o evento de aniversário do G.F. Böhmerwald. 
No período histórico do início do grupo de danças folclóricas, a partir de uma iniciativa de Rose Marie Scharf e várias pessoas convidadas, aconteceu uma assembléia para concretizar a fundação do grupo de danças germânicas. 
No dia 03 de dezembro de 1977, reuniam-se no Centro Social da Igreja Puríssimo Coração de Maria: Roberto (Rose Marie) Scharf, Norberto (Reny) Lobermeier, Arnordo (Norma Théa) Harms, Walter (Mônica) Malewschik, Mario Weiher Mann (Daisy Elisa Beckert), Edison (Edaly Lízete) Liebl e Marcos Malewschik. Antes da assembléia, de comum acordo, decidiram adotar o nome - Grupo Folclórico Germânico Böhmerwald. Os primeiros ensaios, foram realizados com músicas do acordeão de Marcos Malewschik, que mais tarde fundou um grupo musical para esse fim. Walter Malewschik foi coordenador do G.F. Böhmerwald, na gestão do presidente Alvacir Morais, e também folclorista, junto com sua esposa Mônica, Roberto (Rose Marie) Scharf, Alvacir (Neusal Morais, Afonso (Mima) Rank, Nilo Schôlge e Roseli Meros, Orlando (Alminda) Ramalho, Valverdi (Bernadete Müller) Roberti, Norberto (Reny) Lobermeier e Genésio Kotovicz (Elenice Beckert). 
O grupo musical era formado por: José Sluminsky (regente), Marcos Malewschik (arranjador e acordeonista), Roberto Koch e Sérgio Stein (saxofone), Rubens Buchinger, Márcio Rank, Charles Tascheck (pistões), Dilmar Tascheck (baixo), Heinz Pienink (percussão) e Pedro Braier (Sax-tenor).
Também a Sociedade Ginástica São Bento, fundada em 1925, foi reduto e teve a contribuição do trabalho de Walter Malewschik, lembrando que seu pai Leo Malewschik foi um de seus fundadores
As atividades na sociedade foram suspensas por conta da 2° Guerra Mundial. 


Walter Malewschik.
Trabalhos reiniciados, na década de 1950, o instrutor alemão Fritz Beck resgatou as atividades, com muito rigor e trabalho.
Walter Malewschik ficou sócio, independente de sua família - no ano de 1969
Em 1982, um número de mais de 100 atletas participaram, na cidade de São Bento do Sul, do Campeonato Brasileiro Interclubes Infanto-Juvenil – coordenado pelo então presidente da CME - Comissão Municipal de Esportes - Magno Bollmann. Nesse tempo, Walter Malewschik  era um dos integrantes da equipe e da organização. 
Em 1988, Walter assumiu a direção da Sociedade Ginástica e então teve a iniciativa de construir um ginásio próprio para a ginástica – sociedade. Nessa época, Walter também foi instrutor da Sociedade Ginasta e Desportiva São Bento.
A família Malewschik sempre esteve muito envolvida com a modalidade da ginástica.
O ginasta mais conhecido foi o filho de Walter e de Mônica -  Charley Malewschik. Foi campeão municipal, estadual, brasileiro, sul-americano e pan-americano. Atuou na Seleção Brasileira durante 10 anos e disputou 3 Mundiais. A equipe masculina da cidade de São Bento foi a 3° melhor do Brasil, em 2001 e a equipe feminina conquistou os campeonatos do Jasc em 1976, 1977, 1978, 1987, 1997 e 1999.
No destaque - Walter Malewschik. Seu filho Charley Malewschik era uma das crianças.

Quando Walter Malewschik adoeceu e sem condições de se manter na Sociedade Ginástica e Desportiva São Bento nesse tempo, foi convidado a se retirar da mesma. 
Walter Malewschik foi sócio da Sociedade Ginástica e Desportiva São Bento por mais de 40 anos.
Mas não foram essas contribuições, a partir do foco cultural e esportivo, na cidade de São Bento do Sul, por parte de Walter Malewschik que nos inspiraram a escrever sobre sua pessoa - mas sim, sua arte de construir violinos - transformar madeira em música.
Obra de Walter Malewschik.


Residência dos Malewschik  - construída por Walter - em etapas - Parte inferior  à direita era seu atelier de transformar madeira em melodia.
São Bento do Sul SC - Dia 4 de dezembro de 2017 
 Residencia dos Malewschik.
Estivemos em sua casa na cidade de São Bento do Sul, onde ainda reside sua esposa Mônica Malewschik, em dezembro de 2017 e conhecemos seu atelier de trabalho, o qual se encontra como se ele estivesse tido trabalhado no dia anterior, no local. Tudo estava como ele deixou, quando partiu prematuramente em 2011, vítima de câncer. 
A casa onde residia e onde está o atelier, foi construída, em etapas, por Walter. Apresenta a linguagem arquitetônica da edificação vernacular existente no Tirol - Sul da Alemanha e na Áustria - rodeada de árvores que plantou, junto com sua esposa Mônica. 
Quintal da residência dos Malewschik - São Bento do Sul SC.

Visitamos sua oficina (Em um anexo - junto ao quintal - onde funcionava uma pequena marcenaria) e fotografamos objetos que guardou durante sua vida, que lembram a cultura na qual estavam suas raízes - a cultura de seus antepassados. Casa onde ainda reside sua esposa Mônica Malewschik.
Observando os locais onde trabalhou e nos quais fazia sua arte - que o tornou um luthier. Observando sua obra,  resolvemos compartilhar para a História.

Luthier é um fabricante de violas, violinos e outros instrumentos musicais de corda. A palavra é francesa e é derivado de luth (alaúde). O termo lutherie, aportuguesado para luteria, designa a arte da construção de instrumentos de cordas ou, ainda, é o ateliê, onde os instrumentos (de corda) são construídos). Portanto - Walter Malewschik, de artesão, tornou-se em um luthier muito respeitado no estado de Santa Catarina e no Brasil.
"Beethoven e suas sinfonias, Vivaldi e sua Primavera, Strauss e Bach revezam-se no aparelho de som, enquanto inspiram Walter Malewschik em mais uma de suas obras. De seu ateliê rodeado de árvores, na germânica São Bento do Sul, a 70 Km de Joinville, já saíram aproximadamente 300 Km. O luthier tornou-se uma referência estadual na construção destes instrumentos musicais e não demorou a conquistar encomendas de todas as partes do país. Construir um violino de som perfeito é como fazer uma escultura. A escolha da madeira é fundamental. A matéria-prima precisa passar pela secagem de, no mínimo, dez anos. Se for mais tempo, melhor. O período de secagem influi no preço da madeira e, por conseqüência, O catarinense Walter Malewshik é referência nacional na construção de violinos." 30/05/2017 Por Marília Maciel - do Jornal Laboratório ISSUU
O local onde trabalhava está exatamente assim como na foto da reportagem de Marília Maciel - só falta a figura de Walter Malewschik.
Walter iniciou o ofício de luthier quase por acaso, há mais de 20 anos. Mas, o contato com violinos iniciou bem antes. Quando quebrou, acidentalmente, o violino de seu pai, buscou ajuda de uma amigo e antigo artesão e luthier para concertá-lo. Foi até o atelier de Augusto Pfau (nascido em 1910 - Corupá), também em São Bento do Sul.
Augusto Pfau chegou em São Bento do Sul no ano de 1932, para aprender o ofício de Marceneiro com os Irmãos Weihermann. Nesse meio - também aprendeu o ofício de luthier, e tornou-se construtor de instrumentos de cordas e órgãos de Igreja. Por muitos anos fez trabalhos para a Orquestra Sinfônica do Paraná e para a Escola de Música de São Bento do Sul. Acompanhou a equipe da construção de toda a parte de madeira dos Órgãos das Igrejas de São Bento do Sul, Rio Negrinho, Jaraguá do Sul e de Rio do Sul. Em 1950 foram a Petrópolis/RJ, onde reformaram o Órgão da Capela Imperial, onde também restaurou o Órgão da Congregação Franciscana em São Paulo SP, mais tarde na cidade de Agudos SP, construiu um Órgão no Convento Franciscano, o qual nós fotografamos, em 2012.
Órgão do Convento Franciscano - Agudos SP - trabalho de Augusto Pfau.
Pfau  não concertou o violino quebrado - e disse a Malewschik, que ele próprio deveria fazê-lo. Auxiliou e ensinou as primeiras etapas da técnica a Walter Malewschik para que esse pudesse concertar o violino de seu pai. Após algum tempo, Walter adotou a profissão de luthier.
Walter Malewschik foi o único aprendiz de Augusto Pfau. Antes de construir violinos, possuía um atelier onde produzia artefatos de madeira - era um artesão de madeira. Sua pequena marcenaria ainda se encontra na propriedade.
No trabalho com instrumentos musicais, iniciou concertando, fazendo manutenção e construindo violinos infantis. Nessa ápoca era difícil encontrar violinos pequenos. Esse trabalho com violino para crianças, durou aproximadamente 7 anos.
Na época de abertura ao mercado internacional, mais precisamente - mercado chines - chegaram violinos produzidos naquele país a preço menor e de qualidade não muito boa. Resolveu construir violinos também para adultos, mais exigentes - no quesito qualidade sonora
Fotografamos seu primeiro violino construído para adulto - cuidadosamente conservado e guardado por Mônica  Malewschik.






Walter Malewschik viajou algumas vezes para a Europa  buscando aperfeiçoamento e também, material tecnicamente apropriado para os violinos - usava  material das florestas da Alemanha e Suíça. Em um depoimento seu, disse  que a matéria prima são oriundas de árvores cultivadas nas montanhas, onde a taxa de crescimento não ultrapassa a um milímetro por ano. Esta característica garante uma beleza muito maior ao instrumento. 
O custo de seu trabalho, por peça construída - violino - variava entre R$ 1500,00 a R$ 2000,00.  Cada violino seu levava de 20 a 30 dias de trabalho para ser feito. O fabrico era totalmente artesanal, garantindo o melhor acabamento e qualidade acústica.

Encontramos suas ferramentas e formões com os quais esculpia a frente e o verso do violino. Era um trabalho delicado e de arte. Sua filha Taciana Malewschik contou-nos que seu pai apreciava trabalhar no silêncio da noite. Seus dedos alisavam a madeira, depois se fechavam para bater levemente sobre o bojo. Dizia:  “Pelo som da batida eu sei se já atingi a espessura ideal”. 
Walter Malewschik também construiu violas, violoncelos e pesquisava a técnica de construir o Alphorn - instrumento sobre o qual já escrevemos - Clicar sobre: Alphorn - Um instrumento feito artesanalmente - Por Hubert Hense.
Quando estivemos, em dezembro de 2017, no seu atelier, fotografamos seu primeiro violino construído. Também, como já comentamos, encontramos a bancada de trabalho, estudos, desenhos, gabaritos, todos no mesmo local, desde que trabalhou pela última vez no local. 
Seu primeiro violino construído  para músico adulto.
Conversando com alguns músicos,  foi-nos confirmado de que Walter Malewschik foi uma referência como luthier, e os instrumentos construídos por ele, são muito procurados no mercado e apresentam a qualidade que ele mesmo sempre buscou, para disponibilizar uma opção aos músicos mais exigentes.
Anúncio do violino do luthier Walter Malewschik na web.
Pretendemos complementar essa postagem (ainda em pesquisa) com mais informações e imagens. Entramos em contato com sua esposa Mônica Malewschik - que nos atendeu - e confirmou que, nos enviará mais informações e documentos históricos da história de seu esposo para a História - nos próximos dias.

Pedimos também, a todos os músicos que entrarem em contato com essa postagem, que possuam um Walter Malewschik, fotografem-no e nos enviem sua fotografia para o e mail (angewitt@hotmail.com), acompanhada de seu nome e o nome de sua cidade. Enriquecerá muito esta matéria.

Algumas imagens do atelier e oficinas do luthier Walter Malewschik  - São Bento do Sul SC














































Dois violinos ficaram por terminar - estão assim desde 2011.





Tudo muito organizado - pronto para o trabalho

Tudo muito organizado - pronto para o trabalho.





Sua cidade - São Bento do Sul SC
























Com a Família de Walter Malewschik
Nós, com sua filha Taciana Malewschik, seu genro Adelino Treml Jr., seu cunhado e sua esposa Mônica Malewschik - Foto de Roberto Wittmann.
Seu filho Charley Malewschik, sua nora Karine B. Malewschik e netos.
Sua história...para a História - Expressão catarinense
Dois violinos permaneceram inacabados.