quinta-feira, 10 de abril de 2014

Stammtisch - Origem e Tradição

Acontece periodicamente, na cidade de Blumenau e nas cidades vizinhas, o evento que movimenta muitos grupos de amigos - o Stammtisch. Uma prática social e cultural que tem origem na Alemanha, país do fundador da cidade de Blumenau e de muitos imigrantes que vieram para a região a partir da segunda metade do século XIX.
Sr. Hermann Bruno Otto Blumenau
Fundador da cidade de Blumenau

Em frente do 1°  Schützenverein da Colônia Blumenau
Na mesa do Stammtisch da imagem, dentre muitos estão
 presentes: Sr. Hermann Hering, Sr. Bruno Hering,
Sr. Heinrich Brandes, Sr. Wilhelm Scheefer, Sr. Emil Odebrecht,
 Sr. Bernhard Scheidemantel, Sr. Franz Lungerhausen,
Sr. Friderich Blohm, Sr. Paulo Schwartzer Lehrer,
Sr. G. Arthur Koehler, Sr. Gustav Salinger e dois convidados
Comumente, os primeiros residentes do primeiro núcleo urbano da Colônia Blumenau, reuniam-se no primeiro Clube de Caça e Tiro da colônia - o  Schützenverein Blumenau (Atual Tabajara Tênis Clube - que recebeu este nome durante a 2° Grande Guerra - condição para continuar em funcionamento) - Clube onde se reuniam os primeiros alemães que se fixaram no Statdplatz.
Estes, trouxeram consigo o hábito de, em alguns dias da semana, se encontrarem no clube, no final do dia de trabalho, beber Bier conversar sobre assuntos  relacionados à comunidade e outros. Geralmente, como acontece na Alemanha ainda hoje, a mesa era colocada na rua. Apreciaram e, ainda hoje, apreciam a prática de atividades de lazer ao ar livre e sob o sol. Quando andamos por lá, nas terras além mar - terra dos primeiros imigrantes, é comum depararmo-nos com uma mesa grande e bancos à beira da estrada, ao longo dos caminhos, ou mesmo à frente de locais públicos para que as pessoas possam, por momentos livres, conversarem e mesmo lancharem, ao ar livre. Logo saberemos porque.
Em  Rödelsee, em frente a Casa Velha - Local do Stammtisch de
um grupo de amigos que recuperaram a referida casa.

Schwanberg - Rödelsee - Unterfranken - Baviera  






















A Origem...

As pessoas que vivem no continente europeu naturalmente valorizam muito as atividades ao ar livre, por alguns fatores culturais, históricos e climáticos. Criam situações oportunidades para sentir e viver o sol e o ar livre, conversar com amigos, encontrar pessoas, almoçar, lanchar.
Lotam suas praças e parques, que são muitos e fazem pique niques com a família e ou com amigos. 
Marienplatz - Munique - fundada no ano de 1158 - Foto Marcio Luiz  Keunecke - 2013

Na Alemanha, a exemplo de alguns outros países do continente, o inverno é rigoroso e frio. 
Lembramos o livro de Tácito - romano que descreveu suas percepções sobre os germânicos, no momento que os romanos contactaram com o povo. A obra foi publicada em 98 DC – primeiro registro  que apresentou  hábitos e costumes, para   o conhecimento do ocidente - naquele tempo - o domínio romano e o contato com a igreja cristã. 

Os germanos desta época não construíam cidades e viviam bem na mata.

Nos dias atuais, os alemães cultuam e apreciam a prática de atividades ao ar livre, principalmente no período de verão. Cultuam elementos da natureza no espaço aberto.Talvez o façam de maneira inconsciente, desconhecendo os hábitos das tribos dos  antigos germanos e sua religião "pagã". Muito de seu folclore está presente nestas atividades, talvez sem o conhecimento de sua origem ou  mesmo entendimento. Fazem-no como herança e aprendizado dos antepassados, repassada de uma geração para outra, por séculos.
Entre muitos eventos ao ar livre,  os alemães tem a Strassenfest – Festivais na rua, esta em espacial foi batizada de Strassenfest Mit Stammtischtreffen. Este hábito foi levado por imigrantes alemães para os 4 cantos do mundo. Assimilados e adequados aos novos locais, a partir do contato com seus hábitos e costumes.
Strassenfest
No Strassenfest é a oportunidade criada pela comunidade, para as pessoas, sob o sol e o cenário da rua, interajam, festivamente, com seus vizinhos, familiares, amigos e visitantes, comendo, bebendo e praticando atividades como: jogos, esportes, música, dança, .... O foco, como muitos imaginam e confundem, não é somente o de beber. É uma atividade festiva cultural praticada na rua, na companhia de amigos e familiares. Quase sempre os grupos de amigos são conhecidos entre si, pois residem na mesma rua. 

Há o Strassenfest de verão que também são encontros festivos nas ruas de vários bairros de determinadas cidades da Alemanha, durante todo o verão. A rua é fechada para o trânsito, com a permissão de todos os vizinhos. Todos participam e organizam o seu Strassenfest, que quase sempre acontece no dia de sábado. Há a participação direta de bares e restaurantes que montam suas mesas, bancos e barracas de bebidas. Nos maiores festivais de ruas, são contratadas bandas e outras diversões. O período de maior profusão do evento, acontece nos meses de julho e agosto (Alguns também acontecem em junho e setembro) - período de verão na Alemanha. 
Strassenfest de Köln
Outro exemplo atual, citamos a cidade alemã de Backnang, situada no estado de Baden Württemberg – (População entre 35 e 40 mil habitantes). 
Na cidade acontece o Strassenfest no último final de semana de junho. Os clubes locais esportivos e culturais, oferecem comida e bebida aos visitantes. 
Strassenfest de Backnang
A abertura oficial do Strassenfest de Backnang acontece com uma saraivada de tiros de canhão às 6:00h de sexta feira e termina com a Zapfenstreich na segunda feira por volta da 11:00h. Atrai em torno de 100 mil visitantes. 
Também há a festa de Strassenfest Jasper (Estados Unidos) que lembra a vinda de imigrantes da pequena vila alemã – Pfaffenweiler  - 1847. Seus descendentes contam que na época da vinda dos primeiros 100 imigrantes alemães, estes se despediram dos familiares que ficaram na Alemanha, cantando juntos uma canção de despedida, com tristeza. Atualmente, cantam com muita alegria, a canção no Strassenfest que acontece em toda a praça de Jasper, onde são armados barracas de comida, com opção de passeios no entorno. Há um Biergarten e também, ambientes para os grupos.
Ocorre a comemoração entre os descendentes dos imigrantes alemães, que residem nos Estados Unidos e dos descendentes daqueles que ficaram na vila de Pfaffenweiler - na Alemanha. 
Há quem afirme que são consumidos mais de 1.300 kg de salsichas durante os quatro dias de Strassenfest. 
Também,  parte das festividadesdomingo há o desfile e à noite, fogos de artifícios. 


Blumenau

Na Colônia Dr. Blumenau do final do Século XIX e início do Século XX, os imigrantes alemães, que produziam sua própria cerveja, promoviam estes encontros nas sextas feiras após o expediente. Muita coisa mudou durante os períodos das guerras. Este assunto merece uma pesquisa com mais profundidade em um outro post.
Atualmente,  há modificações através do contato com outras culturas, o evento deixou de ser conhecido como   Strassenfest  ou Strassenfest Mit Stammtischtreffen.  Do culto à rua, em Blumenau, passou ao culto e celebração à amizade. 
Lembrar as raízes do povo que cultuava a natureza (descritos por Tácito), lembrar o real sentido cultural dos alemães que continuam nos dias atuais praticando suas festas ao ar livre, de maneira consciente ou inconsciente, sem contar somente com o aspecto econômico. Almejar o   lazer e o prazer das companhias ao ar livre.

O evento de Blumenau – Stammtisch faz parte do calendário da Santur e da Secretaria de Turismo de Blumenau desde o ano de 2000. 
Seus organizadores, tem como um dos principais objetivos, aquecer a indústria do turismo a partir da herança cultural dos imigrantes alemães que fixaram residência na região. Seus descendentes oportunizam o espaço criado pela organização e o evento, para realmente praticar  suas tradições.

Diferentemente, do que na Alemanha, o Strassenfest de Blumenau - Stammtisch, não está adequado às estações do ano. Acontece duas vezes ao ano: abril e setembro. Na Alemanha acontece no verão.

Cada grupo, previamente inscrito junto à organização, elabora seu cardápio e atividades desenvolvidas no seu espaço da Rua XV de Novembro. 

Rua XV de Novembro - Blumenau
24° Stammtisch de Blumenau - 2015
Strassenfest Mit Stammtischtreffen

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Para saber mais, acesse os link´s - clicando sobre:
Viva a amizade.
Ein Prosit!

Em Construção...


Musik in der Nacht

Guten Abend Freunde!
Música na noite, para iniciar melhor o dia....













Bis Morgen!


sábado, 5 de abril de 2014

Musik in der Nacht

Guten Abend Freunde!
Um pouco de música na noite, para iniciar bem o final de semana...

















Retornaremos a qualquer momento, se tivermos acesso à internet.


Estamos na estrada, até a próxima quarta feira...



Um personagem - Carlos Krueger - Tradição e História

Conhecemos e tivemos o prazer de conversar com Carlos Krueger e sua esposa, na ante sala de um consultório médico (Dr. Alexandre Ferreira), em 2011 e, percebemos ser um dos muitos personagens anônimos que fizeram e fazem parte de nossa história - História da cidade de Blumenau
Foi um encontro que marcou muito.
Casados há mais de  60 anos
O casal se conheceu no aeroclube de Blumenau, onde os jovens de outros tempos iam passear nos domingos ensolarados. Ela era um moça de Pomerode e ele sempre viveu no bairro da Vila Nova. 
Aeroclube junto à bomba de gasolina  - 1948
Na época, após a troca de meia dúzia de palavras entre eles, amigas e familiares alertaram-na que não deveria confiar no elegante Carlos Krueger, pois ele era um Dom Juan e tocador de gaita. Avisavam-na que por certo, ele não tinha intenção de levar um relacionamento a sério com uma moça. Ela não deu ouvidos aos avisos e sim, ao coração. Há mais de 60 anos, são casados e é muito bonito perceber o amor que existe entre os dois. Não tiveram filhos e adotaram uma filha, que não mora com eles. A filha reside na cidade vizinha, Gaspar. Vivem sozinhos.

Os dois contando, como se encontraram e depois, caminharam juntos, até hoje.

Moram sozinhos na mesma casa, desde quando casaram - Bairro da Vila Nova. Atualmente contam com os amigos de religião, para auxílio nos momentos mais difíceis. Como desafio, enfrentam alguns problemas com a  locomoção (Transporte) e com a saúde de ambos.
A gaita de Carlos Krueger ainda o acompanha. Atualmente, não consegue mais tocá-la, o que o deixa triste. Mesmo assim, não deixa de sorrir, em momentos de conversa entre os amigos.
Quando o visitamos, um tempo depois, em sua residência, contou-nos um pouco de sua vida.
Carlos Krueger foi torneiro mecânico da Estrada de Ferro Santa Catarina, filho de ex agente ferroviário. O ex ferroviário, ainda conta muitas histórias de uma Blumenau que não tivemos oportunidade de conhecer e os desafios que os descendentes de imigrantes enfrentaram nas primeiras décadas de história da cidade e depois, durante o período das grandes guerras. Ele contou algumas passagens deste período - durante a 2° Guerra Mundial, mas não lhe fez bem, as lembranças. Com olhos marejados de lágrimas, interrompeu a narrativa destes momentos de lembranças tristes. 
Residência de Karl Krueger - seu pai - Ainda hoje está no terreno, localizado na Vila Nova - aos fundos da residência do Sr. Carlos. Sr. Carlos perdeu sua mãe ainda bebê e nos contou que estes milho na frente da casa, foram plantados por sua mãe.
Carlos Krueger, sempre residiu no Bairro da Vila Nova, desde que nasceu - década de 20 do século passado. Acompanhou todas as transformações da cidade e principalmente, do seu bairro - Vila Nova, por mais de 8 décadas. 
Emocionou-nos, quando, nesta visita, pegou sua velha companheira de música - a gaita, e fez a melodia que aprendera com os antigos, com o mesmo vigor de outros tempos, quando alegrava as domingueira e festas de casamento. Tocou, mesmo com os dedos um pouco enrijecidos pela idade.
Atualmente, não toca mais a velha acordeon e está muito doente, mas não o suficiente, para deixar de tratar com um carinho imensurável sua companheira - sua esposa, que nos fez  chorar, diante do estado de saúde dos dois e uma possível separação, em breve. 

Ela disse para ele, na nossa frente:

"Cali, tu não vai, antes de mim. Quem é que vai cuidar de mim?" 

A chamamos de "Ela", porque tem um nome meigo, lindo e diferente, o qual, não conseguimos lembrar. Só lembramos, o quanto são lindos juntos, mesmo diante de tantos problemas. 
Ele mostrou-nos duas fotografias do Livro  A Ferrovia no Vale do Itajaí -Estrada de Ferro Santa Catarina, onde está seu pai, que também foi ferroviário e trabalhou desde os primeiros anos de funcionamento da ferrovia -  EFSC.
Seu pai  - Karl Krueger é o segundo da direita para esquerda. Nesta foto, estão na Estação de Hansa - Hamônia,  - Atual Ibirama.

História: Carlos Krueger tentou ingressar na Escola Luiz Delfino na época do Nacionalismo. Tentou aprovar no exame de admissão e sofreu bullying, por mais de uma vez, sendo reprovado sem a chance de fazer a prova por ser filho de imigrantes, brasileiro e foi humilhado - nos contou esta história com olhos marejados, quando já tinha mais de 85 anos contou que foi até que seu pai, o ferroviário Karl Krueger disse "Chega!...você vai ser ferroviário" Tornou-se então, aprendiz de mecânico ferroviário.
Escola Luiz Delfino - Blumenau.
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Dezembro de 2015

Estivemos visitando o casal Krueger, no último dia 10 de dezembro de 2015. Apesar de todos os revezes, limitações e obstáculo, sorriem juntos. É um exemplo, ao mesmo tempo que também é triste. Um registro.



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Carlos Krueger faleceu em 2019 e sua casa foi demolida em janeiro de 2020, lembrando que sua casa paterna e de sua infância fica aos fundo e apresenta uma arquitetura monumental.
Casa demolida em janeiro de 2010 - localizada na Rua Almirante Barroso, ao lado da praça, cujo terreno foi doado por Carlos Krueger.

Fotografia de 13 de dezembro de 2020.

Fotografia de 13 de dezembro de 2020.


É parte da história da cidade que não consta nos livros de História...mas que existe.











quinta-feira, 3 de abril de 2014

quarta-feira, 2 de abril de 2014

50 anos do Golpe Militar - Opinião: Experiência alemã em lidar com o passado pode servir ao Brasil

Deutsche Welle

Nos 50 anos do golpe, é hora de lembrar que a parceria entre Brasil e Alemanha deveria focar cada vez mais no fortalecimento da democracia e do Estado de Direito, opina Astrid Prange, da redação brasileira da DW.
Astrid Prange, da DW Brasil
"Duas almas vivem, ah, no meu peito": a famosa citação do Fausto de Goethe não descreve apenas a dicotomia humana entre a emoção e a razão – ela se aplica também à relação entre Alemanha e Brasil.
Numa das almas, tristes vozes entoam um lamento aos mortos da ditadura militar brasileira (1964-1985). Na outra, a economia alemã se alegra pelo mercado em expansão do maior país da América Latina.
Até agora, as vozes de concreto e aço sempre ditaram o tom. Mesmo na atual Temporada Alemanha+Brasil – inaugurada pelo presidente alemão, Joachim Gauck, em São Paulo, em maio de 2013, e que se encerra no próximo mês – a direção do projeto coube à Confederação da Indústria Alemã (BDI).
Mas a Alemanha também poderia marcar presença no Brasil para além de sua impressionante potência econômica. Pois é grande, no país, o interesse pelas experiências alemãs com a elaboração do passado de repressão política. Isso ficou claro durante a visita de Gauck há quase um ano.
"Espero que Gauck nos inspire no empenho pela democracia e esclarecimento, e nos mostre possibilidades para o abandono do autoritarismo e da violência", disse, na ocasião, Rosa Maria Cardoso, presidente da Comissão Nacional da Verdade, que investiga os crimes dos Anos de Chumbo.
A Temporada da Alemanha no Brasil, no qual a nação europeia se apresentou moderna e cosmopolita, teria sido uma excelente oportunidade de atender a esse pedido. Porém a solicitada expertise de Gauck na elaboração do passado permaneceu em aberto. E continua em aberto como a Alemanha poderia contribuir concretamente para ajudar a sarar as feridas da ditadura brasileira.
E há na Alemanha arquivos que seguramente poderiam responder a uma ou outra pergunta importante. Por exemplo: até que ponto as empresas alemãs cooperaram com os generais do Brasil? A que arquivos os historiadores brasileiros precisariam ter acesso para provar a perseguição dos críticos do regime também no exílio alemão? O presidente Gauck, na qualidade de antigo encarregado dos arquivos da Stasi – o serviço secreto do governo comunista da Alemanha Oriental –, não poderia desempenhar até mesmo um papel especial nesse contexto?
Ao contrário da China, no emergente Brasil encontra-se ressonância para o comprometimento alemão com os direitos humanos e a democracia. Por isso está na hora de avivar a parceria estratégica, que liga ambos os países, com medidas concretas para o fortalecimento da democracia e do Estado de direito.
Até agora o êxito da parceria tem sido avaliado, em primeira linha, à luz do crescente entrelaçamento econômico entre as duas nações. Contudo, o Estado de Direito é uma pré-condição fundamental para a cooperação econômica bem-sucedida. E as feridas do passado só saram quando são expostas e quebra-se o silêncio.
Em sua amizade que cresceu ao longo da história, Alemanha e Brasil estão ligados por bem mais do que o crescente intercâmbio de mercadorias. Cinquenta anos após o golpe militar, Berlim deveria se lembrar do quanto o Brasil fez ao receber os emigrantes e refugiados da Alemanha. Direitos humanos devem estar em primeiro plano – dos dois lados do Atlântico.
  • Data 01.04.2014
  • Autoria Astrid Prange (av)
  • Edição Rafael Plaisant

terça-feira, 1 de abril de 2014

Musik in der Nacht

Guten Abend Freunde!
Um pouco de música.........












Bis Morgen!!





Oarscheim - Brincadeiras de páscoa no Sul da Alemanha

Oarscheim é um jogo -  jogado na Baviera e também, no estado de Beden-Württemberg. As crianças pequenas e grandes se divertem com esta brincadeira e tradição, do período da páscoa. Também é conhecido por jogo dos Ovos  Hetzeln.






Geralmente é brincado no jardim, onde colocam duas ripas, ou ancinhos, ou vassouras, criando uma "pista" inclinada, por onde os ovos devem rolar. 
Os ovos Oarscheim devem rolar na "pista" inclinada e esta não deve ser muito íngreme, pois os ovos podem se quebrar. O ideal é jogar no gramado, pois é macio. Quando não tem um tempo bom, é praticado em área coberta, como terraço e garagem. São feitos em cima de tapetes ou cobertores. 
Para fazer os pontos é colocado um moeda em cada ovo, que colocado na "pista", rolam até o "ninho" e supõe-se que com o choque deste que desceu a "pista", com os demais, faça cair algumas moedas. 
Ganha pontos quem derrubar as moedas, a partir  do choque de seu ovo com os demais. Quem perde a moeda durante o choque fica sem a moeda e deve colocar nova moeda, geralmente de 10 centavos. Quem derruba as moedas, como já dito, fica com ela. Vence o jogo, quem tiver maior número de moedas, no final da brincadeira.



























Há muita criatividade ao montar o local para brincar com os ovos do Oarscheim. A diversão é a mesma.









Para ler sobre a Origem da páscoa: Acessar o link, clicando sobre: 

A origem das festividades da Páscoa