Do Jornal O Município de de Blumenau - 5/8/2018 - acessado no dia 2 de novembro de 2018 - 23:00h. João Paulo Kleinübing (DEM) vice de Gelson Merisio (PSD) - Décio Lima (PT) candidato a governador - Napoleão Bernardes (PSDB) vice de Mauro Mariani (PMDB). O três nomes são ex Prefeitos de Blumenau.
Eleições 2018 - Governador eleito do Estado de Santa Catarina Comandante Moisés (PSL) ou Carlos Moisés da Silva.
Para a História local, deixamos registrado que três ex Prefeitos de Blumenau, aparentemente "oponentes políticos" disputaram as Eleições 2018 - Governo do Estado de Santa Catarina, onde dois disputaram em chapas oponentes ao cargo de Vice Governador de Santa Catarina e o terceiro a cargo de governador do estado - Eleições de 2018. O nome do vencedor e que será o novo governador do estado, não era mencionado nas pesquisas oficiais e portanto desconhecido para muitos eleitores - o Comandante Moisés (PSL) ou Carlos Moisés da Silva.
Mauro Mariani (MDB) e Gelson Merisio (PSD)
O nomeque, no início da campanha dividiu o primeiro lugar nas pesquisas com o candidato Décio Lima (PT), e próximo às eleições, sempre esteve à frente para ocupar a vaga do Governo do Estado de Santa Catarina foi Mauro Mariani (MDB) e seu vice, Napoleão Bernardes (PSDB) - que deixou o cargo de Prefeito de Blumenau e que não poderá mais assumir - independentemente do resultado das eleições. Em segundo colocado vinha sempre o nome de Gelson Merísio (PSD) com seu vice - João Paulo Kleinubing (DEM) - investigado na Operação Tapete Negro, quando ocupava o cargo de Prefeito de Blumenau.
Nas Eleições de 2018, quando apuraram as urnas da eleição do primeiro turno - surpresa - no resultado para o cargo ao Governo do Estado de Santa Catarina. Quem estava na frente nas pesquisas até então - não se elegeu. E quem estava em segundo lugar, se elegeu somente com alguns pouco votos na frente da surpresa, que não era mencionado nas Pesquisas até então - o Comandante Moisés, cuja Vice-Governadora é a agricultura Daniela Reinehr - que se formou em Direito - nascida na cidade de Maravilha, extremo Oeste do Estado de Santa Catarina, e atualmente, reside na cidade de Chapecó.
Vice Governadora de Santa Catarina eleita - Daniela Reinehr
Retornando a Blumenau, antes de 2018, em 2002, também outro blumeneuense - o advogado Luiz Carlos Nemetz concorreu o pleito como candidato a Vice Governador, pela chapa do Partido dos Trabalhadores - PT, cujo candidato ao cargo de Governador foi José Frisch.
Resultado Eleições ao Governo do Estado de Santa Catarina 2002 - Fonte TSE.
Deslizamentos no Baú Foto: Gilmar de Souza, - 3/12/2008
Quanto as Eleições 2018 - Para chegar com estes nomes para concorrer aoGoverno do Estado de Santa Catarina, houve muita conversa regional e alianças e previsões, desconhecendo estes, a presença do Comandante Moisés, que tinha comandado os trabalhos da Defesa Civil no Morro do Baú, como bombeiro, quando ocorreu a tragédia natural - deslizamentos (2008), e não mencionara o fato em sua campanha.
Houveram alianças e articulações e definiram - surpreendendo a muitos: Décio Lima (PT) candidato a governador, João Paulo Kleinübing
(DEM) vice de Gelson Merisio (PSD) e Napoleão Bernardes (PSDB) vice de Mauro
Mariani (PMDB), contando com a perspectiva de um blumenauense fazer a oposição ao eleito.
Alguns políticos locais ousaram mencionar "o peso político de Blumenau e do Vale do Itajaí".
O jornal O Município Blumenau noticiou no dia 16 de julho deste ano - 2018:
"... é certo que dois, dos três principais
líderes políticos da história recente de Blumenau ficarão sem mandato em 2019.
A configuração das chapas permite que só um deles tenha gabinete em
Florianópolis – fato que certamente terá reflexos na eleição municipal de 2020."
Nenhum dos três conquistou a vaga pelo voto popular.
E o jornalO Município Blumenau profeticamente e acertadamente previu:
"...Ou nenhum deles, caso as candidaturas de Rogério Portanova
(Rede), Leonel Camasão (PSOL), Carlos Moisés da Silva (PSL), Ângelo Castro
(PCO) e Ingrid Assis (PSTU) surpreendam os grandes partidos e se mostrem
viáveis nas urnas."
Avelino Lombardi - Presidente da ACIB
“Rifaram o Vale do Itajaí de novo, na minha opinião. Com
praticamente 30% do eleitorado, somos comandados por caciques que decidem o
nosso destino nos gabinetes. Duvido que em algum momento eles tenham pensado no
que seria melhor para a parte do estado que mais paga tributos: o Vale do
Itajaí”, Presidente da Associação Empresarial de Blumenau (Acib),
Avelino Lombardi. publicado no Jornal O Município Blumenau
Por que o representante da ACIB fez esta crítica?
Alianças mal feitas e sob orientação de interesses de grupos. A maior mudança se deu entre o partido dos tucanos - PSDB. O senador
Paulo Bauer (PSDB) negociou e aceitou concorrer
à reeleição, em nome da aliança com o MDB. Dessa forma, Napoleão Bernardes, que ocupava o cargo de Prefeito de Blumenau e que desejava uma vaga no Senado, compôs chapa com Mauro Mariani. Jorginho Mello (PR) foi o outro candidato ao
Senado, e que venceu. Napoleão Bernades, observando os números apurados, também não se elegeria ao Senado - e perdeu a chance de estar no cargo de Prefeito de Blumenau no próximo ano.
Do Jornal O Município de de Blumenau - 5/8/2018 - acessado no dia 2 de novembro de 2018 - 23:00h. Alguns dos candidatos que fizeram as negociações para o pleito de 2018 - eleito neste grupo - Somente Jorginho Mello - o quarto da direita para a esquerda.
Resultado eleição a Governo de SC - 1° turno
Candidatos a
governador do estado
Candidatos a
vice-governador
Coligação
Votação
Percentual
Gelson Merísio (PSD)
João Paulo Kleinubing (DEM)
Aqui é trabalho
(PSD, DEM, PP, PSB, PDT, PRB, PSC, SD, PROS, PHS, PRP, PCdoB, PPL e PV)
1.121.869
31,12%
Comandante Moisés (PSL)
Daniela Reinehr (PSL)
PSL (sem
coligação)
1.071.406
29,72%
Mauro Mariani (MDB)
Napoleão Bernardes (PSDB)
Santa Catarina quer mais
(MDB, PSDB, PPS, PR, AVANTE, PRTB, DC, PODE, NOVO, PTB e PTC)
Publicamos esta postagem no dia 2 de novembro - e no dia 3 de novembro - esta mídia comunica sobre a situação dos Ex Prefeitos após a eleição - Seria para contornar um pouco, uma situação não muito boa para a cidade e para a classe que eles representam?.
Fotografia que fizemos durante a pesquisa - ano de 1996. A ponte estava "guardada" no meio do mato - proximidades da foz do ribeirão do Tigre - Itoupava Seca - Blumenau.
No ano de 1996, para a conclusão do Curso de Arquitetura e Urbanismo necessitávamos de um tema para desenvolver um Projeto Urbanístico, um TCC e uma monografia, quesitos, na época, necessários para concluir o curso, ocasionalmente nos deparamos com uma exposição de fotografias da ferrovia Estrada de Ferro Santa Catarina EFSC - da Associação de Preservação Ferroviária - ABPF, no principal saguão da Biblioteca da FURB - Universidade de Blumenau.
Naquele momento, cientes da importância do tema exposto em fotografias, percebemos o quanto o tema era pouco conhecido na comunidade. Então, sabíamos o que pesquisaríamos para cumprir os quesitos para o término do curso como também, decidimos disponibilizá-los como uma contribuição a toda comunidade do Vale do Itajaí. Esse trabalho em forma de pesquisa durou mais de 10 anos.
In loco em pesquisa - 15 de março de 2009
Para relembrar um pouco dessa história
O plano de implantar a ferrovia na região do Vale do Itajaí chegou com os pioneiros na metade do Século XIX, os quais, então, haviam tido contato, em suas cidades de origem, com a revolução industrial e com o processo econômico capitalista que propiciou o início da era moderna. Foi adotada a tecnologia ferroviária alemã porque estes primeiros imigrantes, durante as primeiras décadas, no Vale do Itajaí, mantinham estreitas ligações comerciais e laços afetivos e culturais com seu país de origem, independentemente da hegemonia da tecnologia ferroviária inglesa presente no mundo e em especial no Brasil. Este fato foi evidenciado quando da escolha do local de assentamento da sede da Colônia Blumenau, à chegada dos primeiros 17 imigrantes em 1850, indicado em um plano, marcando lotes coloniais nas proximidades da foz do ribeirão Garcia.
Os núcleos urbanos no interior da colônia foram assentados, alcançando a superfície do Planalto Oriental, na certeza de que existiria o estabelecimento de uma comunicação natural, por meio de caminhos que posteriormente foram feitos por agrimensores alemães, e em decorrência da construção da ferrovia. Estes núcleos urbanos que pipocavam no interior da colônia mantinham constante articulação com a sede, que apresentava sua localização estratégica sob o ponto de vista geográfico.
Durante a pesquisa, percorremos o histórico leito ferroviário, inúmeras vezes. Encontramos vários monumentos - parte da estrutura ferroviária, ainda presentes na paisagem. Alguns em uso. Outros em estado de ruinificação, outros em bom estado, no entanto, sem uso e esquecidos.
Ponte ferroviária da EFSC - localizada na foz do Ribeirão do Tigre - bairro de Itoupava Seca - Blumenau. fonte: Arquivo Histórico Ferreira da Silva.
Um dos monumentos que mais despertou nossa atenção durante a pesquisa ferroviária, no trecho ferroviário daEstrada de Ferro Santa Catarina - EFSC, foi uma ponte construída no início do Século XX e inaugurada junto com o primeiro trecho ferroviário. Na época encontramos essa ponte no meio do mato e acompanhada de uma segunda ponte de ferro. O local está na área urbana de Blumenau e muitos desconhecem sua existência - Foto acima. Na época, nos foi apresentado pelo pesquisador ferroviário Luiz Carlos Henkels. Fotografamos a ponte ferroviária de granito no ano de 1996. Com grande dificuldade, chegamos ao seu local - na foz do Ribeirão do Tigre - ribeirão em que muitas crianças das décadas de 1960 e de 1970 encontravam tartarugas entre outras inúmeras espécies de pequenos peixes.
Com o passar dos anos, nossa tranqüilidade quanto a ponte diminuiu, quando imaginávamos que a mesma não se encontrava mais "guardada" no meio do mato - junto à foz do Ribeirão do Tigre.
O local tornou-se um canteiro de obras da Prefeitura Municipal de Blumenau. Paliativamente apresentaram um projeto e iniciaram sua execução, de um dique junto do Ribeirão do tigre - a obra nunca terminou. Atualmente ainda não compreendemos bem seu real objetivo e quais os cuidados que tiveram com o meio ambiente e observações quanto às leis federais ambientais vigentes. O projeto ainda está sendo executado, na Foz do Ribeirão do Tigre no grande Rio Itajaí Açu - próxima à histórica ponte ferroviária de granito. Sentimos muito, pois a ponte se encontra no canteiro de obras, cuja obra até hoje não foi terminada. A seguir, registros do Google Earth em diferentes tempos. Fomos ao local no dia 4 de janeiro de 2018 - fotos no final da postagem.
Edifurb - 2001
Em 2013, quando Napoleão Bernardes - prefeito de Blumenau, assumiu seu primeiro mandato, tivemos a iniciativa de marcar uma audiência com o mesmo e apresentar um pouco sobre o Patrimônio Histórico ferroviário da cidade, para que a administração pública de Blumenau tivesse alguma iniciativa positiva, em algum projeto executado durante esse mandato. O Prefeito ficou surpreso com a existência do patrimônio histórico, ficou ciente sobre de valor e sabendo da sua existência em solo blumenauense.
Movidos pelo desejo de preservar e resgatar, inserindo patrimônio ferroviário, se possível, em algum projeto urbanístico para a cidade, o qual tínhamos desenvolvido dentro da FURB, no final da década de 1990, a partir de um parque linear junto ao Rio Itajaí Açu e um museu ferroviário, do qual, também a Macuca faria parte. Essa rodando em um pequeno trecho ferroviário - projeto que foi publicado no livro da EDIFURB Estrada de Ferro no Vale do Itajaí - Resgate do Trecho Blumenau a Warnow. Passado algum um tempo, também marcamos uma reunião com o Secretário de Planejamento Urbano de Blumenau no dia 9 de abril de 2013, para a qual foram convidados técnicos da ABPF, voluntários ferroviários, Reitor da FURB, historiadores e arquitetos da Prefeitura. Nada aconteceu e atualmente desconhecemos como está uma daspontes ferroviárias mais bonitas dentro da cidade de Blumenau e que continua no meio do mato, com o diferencial de que nesse momento, também está dentro de um canteiro de obras da Prefeitura Municipal de Blumenau. Nossa proposta para o uso das Pontes Históricas. Projeto desenvolvido na FURB - ano de 1996
A proposta no entorno das pontes ferroviárias históricas sugeria um complexo da paisagem natural, histórica construída e mais a presença do Museu Ferroviário/ Estação - da qual partiriam viagens - em alguns dias, em determinados horários (Com ferrovia mista, junto com as rodovias - feriados e finais de semana) com máquinas à vapor - até a Usina do Salto.
Delimitação do sítio estudado e seus pontos focais mais importantes considerados na proposta.
Croqui do Projeto - publicado no livro - parte do TCC e projeto urbanístico. Nessa época a ponte Tamarindo ainda era somente projeto e a consideramos integrada dentro do projeto proposto - de maneira integrada ao aproveitamento do elementos urbanos existentes.
Reunião com técnicos ferroviários regionais, equipe técnica da Prefeitura Municipal da Secretaria de Planejamento Urbanos e historiadores - dia 9 de abril de 2013. Pauta: a Ponte na Foz do ribeirão do Tigre e a Macuca.
Reunião com técnicos ferroviários regionais, equipe técnica da Prefeitura Municipal da Secretaria de Planejamento Urbanos e historiadores - dia 9 de abril de 2013. Pauta: a Ponte na Foz do ribeirão do Tigre e a Macuca.
Um pouco de História - Ponte ferroviária EFSC
A ponte ferroviária de granito de Blumenau foi construída estruturada em três arcos romanos - obedecendo uma simetria - com o mesmo granito que foi construída aCatedral São Paulo Apóstoloprojetada pelo arquiteto alemão Dominikus Böhm. O granito é oriundo da localidade de Subida - localidade que fica às margens do antigo leito ferroviário de EFSC. Foi construída no início do Século XX e inaugurada no dia 3 de maio de 1909, junto com a inauguração do primeiro trecho ferroviário dessa linha ferroviária.
Eisenbahnbau in Blumenau, Brasilien (Cyanotypie aus dem Nachlass Albert Weitnauer). Ponte ferroviária de granito rosa nova em construção, contando com a presença do estaleiro, necessário de precisar ser recuperada mediante uma possível avaria. Fonte: Arquivo histórico José Ferreira da Silva.
Seu projeto foi assinado pelo engenheiro arquiteto, genro do primeiro Cônsul Honorário do Império Austro-Húngaro na Colônia Blumenau, comerciante que, na época, residia em Warnow - Leopold Franz Hoeschl. O nome do engenheiro arquiteto, genro de Hoeschl, de nacionalidade suíça era Albert Weitnauer.
Foto de 1996 - As duas pontes ferroviárias lado a lado - de pedra e de ferro. As duas, na época dessa fotos - estavam na paisagem e foram inauguradas em maio de 1909. Sobre a ponte: Roberto e Jorge Wittmann
O engenheiro Arquiteto Albert Weitnauer, entre alguns responsáveis pela construção da EFSC, inclusive o Cônsul Honorário do Império Austro-Húngaro- que sedia seu estabelecimento comercial, em Warnow, para escritório da EFSC e tornou-se sogro do engenheiro. Fonte: GERLACH, 2019.
O engenheiro Arquiteto Albert Weitnauer, entre alguns responsáveis pela construção da EFSC, inclusive o Cônsul Honorário do Império Austro-Húngaro- que sedia seu estabelecimento comercial, em Warnow, para escritório da EFSC e tornou-se sogro do engenheiro. Fonte: GERLACH, 2019.
A ponte de granito recebeu a companhia da ponte de ferro que começou a ser utilizada, substituindo-a, ficando esta sem uso. Em 1971, com a desativação da ferrovia, a ponte de granito, já sem uso, estava em pleno processo de ser encoberta, tragada pela vegetação, como ilustra a fotografia.
As duas pontes, de ferro e granito, logo após a desativação da ferrovia – 1971. Desde então, permaneceram no local, isoladas. Fonte: HENKELS, 2009.
Local da Ponte ferroviária de granito - De Blumenau
A cidade poderia ser mais bonita, sustentável e organizada, se houvesse mais "continuidade" e comprometimento na paisagem e com a história ainda presente nessa. Além disso, se assim fosse, estaria-se disponibilizando equipamentos de excelência à comunidade, sem onerar os cofres e mantendo ponto focais relevantes em seu espaço.
Macuca - Até quando ficará exposta às intempéries na frente da Prefeitura Municipal de Blumenau?
Como está a ponte de pedra, no momento presente?
Como está a ponte de granito atualmente?
Em 4 de fevereiro de 2018, fomos buscar a resposta para este questionamento no local onde foi construída e para conseguir encontrá-la, seguimos a orientação de nosso croqui feito no TCC, em 1996 e publicada em nosso primeiro livro.
Percebemos que a obra do dique do Ribeirão do Tigre estava com aspecto de abandono e é utilizado como algum tipo de depósito. Verificamos que a ponte ferroviária de granito rosa de Blumenau continuava no local, no meio da mata e da água.
Se não fosse a informação que parte de um de seus arcos está ruindo – a constatação é de que a ponte continua isolada visualmente, ou seja, guardada de ações de vândalos o que é positivo dentro de todo o contexto, ciente de que alguém possa colocá-la novamente na paisagem de Blumenau como um monumento histórico importante e uma infraestrutura que ainda pode ser usada, como é comum nas paisagens das cidades europeias, bem como a acessibilidade à linda paisagem do Rio Itajaí Açu, tão nobre, útil e admirada em outros tempos.
Confira em vídeo a frustrada tentativa de se chegar ao local da ponte de granito
As imagens comunicam
Dia 4 de Fevereiro de 2018
Um pergunta sem resposta -Como está a ponte de pedra, no momento presente? Fomos buscar a resposta e seguimos a orientação de nosso croqui de 1996.
Percebemos que a obra do dique - sobre o Ribeirão do Tigre está parada e o que foi construído até então, está meio abandonado (lembramos dos "furos jornalísticos" sobre o dinheiro púbico indo para o ralo).
Mas o que nos deixou satisfeitos foi constatar a presença da ponte histórica, ainda literalmente no "meio do mato". Portanto - guardada, até que realmente, alguém possa colocá-la, como merece na paisagem de Blumenau como um monumento histórico e uma infra estrutura que pode ser usada, bem como a paisagem do Rio Itajaí Açu, tão nobre, útil e admirada em outros tempos e atualmente, renegada.
As imagens comunicam
Sobre a Ponte Tamarindo - inexistente no ano de 1996.
Sobre a Ponte Tamarindo - inexistente no ano de 1996.
Paisagem de um dos bairros mais bonitos de Blumenau no início do Século XX - comunidade Altona do Professor Max Humpl - Se desenvolveu de maneira desornada e sem muito Planejamento Urbano - chegada de um fluxo de velocidade - de uma Via Expressa em uma das partes do bairro.
"Canteiro de Obras" do Dique do Ribeirão do Tigre - desde a década de 1980.
Foi inaugurado em 2001
Caminhando em direção a ponte ferroviária de pedra - vista da Ponte Tamarindo
A foto não capta o cheiro de amônia que emanava do local - noutros tempos habitat de tartarugas e peixes.
A ponte ferroviária de pedras localizada no meio urbano de Blumenau - inaugurada em 1909 com o primeiro trecho ferroviário da EFSC continua "guardada" no meio do mato. Enquanto estiver assim, tudo bem, pois o material não é perecível. Em um momento futuro, alguém com consciência e capacitado poderá resgatá-la no espaço da cidade, onde sempre deveria ter estado e sendo usada.
Leituras complementares -Clicar sobreo título escolhido:
GERLACH, Gilberto Schmidt, Colônia Blumenau no Sul do Brasil / Gilberto Schmidt-Gerlach, Bruno Kilian Kadletz, Marcondes Marchetti, pesquisa; Gilberto Schmidt-Gerlach, organização; tradução Pedro Jungmann. – São José : Clube de Cinema Nossa Senhora do Desterro, 2019. 2 t. (400 p.) : il., retrs.
HENKELS, Luiz Carlos; HABITZREUTER, Rubens Roberto. Estrada de Ferro Santa Catarina – EFSC – 1909-2009. Publicação do consórcio Empresarial Salto Pilão – CESAP – que retrata em fotografias fragmentos da história da ex-EFSC. Santa Catarina, 2009. 192p.:il.;23x31cm.
HUMPL, Max. Crônica do vilarejo de Itoupava Seca: Altona: desde a origem até a incorporação à área urbana de Blumenau; Méri Frotscher Kramer e Johannes Kramer (orgs.). – 1.ed. – Blumenau (SC) : Edifurb, 2015. – 226 p. : il.
SILVA, José Ferreira. Cervejarias de Blumenau. Revista Blumenau em Cadernos. Tomo III, Setembro de 1960. N°9. Paginas: 161 – 170.
SILVA, José Ferreira. História de Blumenau. -2.ed. – Blumenau: Fundação “Casa Dr. Blumenau”, 1988. – 299 p.
WITTMANN, Angelina C. R. A ferrovia no Vale do Itajaí: Estrada de Ferro Santa Catarina: Edifurb, 2010. – 304 p. :il.