sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Uma História que iniciou muito antes da chegada de Hermann Blumenau - Johann Peter Wagner / Pedro Wagner - O pioneiro

Johann Peter Wagner - conhecido Pedro Wagner.

Placa fixada no Obelisco do imigrante na Praça de
São Pedro de Alcântara com os nomes das
 famílias pioneiras.
Iniciamos esta pesquisa com um sentimento de curiosidade e busca de respostas para questões levantadas em outras pesquisas feitas anteriormente e que permaneceram com lacunas abertas. 
Também queríamos conhecer mais um dos personagens da história local do Vale do Itajaí. Logo percebemos, não se tratar somente da história em escala local  - mas também, da história de um personagem da História do Estado de Santa Catarina - por ser tratar de um dos imigrantes co fundadores de São Pedro de Alcântara - primeira colônia fundada pelo primeiro grupo de imigrantes alemães que aportaram em Santa Catarina. Neste Grupo estava Johann Peter Wagner - cuja história não é muito divulgada nos órgãos oficiais e poucos, muito poucos, conhecem sobre. 
Obelisco aos Imigrantes - São Pedro de Alcântara. 
Fotografia de setembro de 2012, por Toni Jochen.






A história da família de Johann Peter Wagner / Pedro Wagner  teve "ecos" nas cidades de Brusque, São José, Florianópolis, São Pedro de Alcântara, Gaspar e Blumenau, entre outras, pois dois de seus filhos, mudaram-se para outros estados. A Família Wagner também foi uma das famílias pioneiras a residir às margens do Rio Itajaí Açu, na região das proximidades do Stadtplatz de Blumenau, antes da chegada do primeiro grupo de imigrantes co fundadores da Colônia Blumenau e tendo descendentes dentro de algumas das primeiras  e principais famílias da colônia fundada por Hermann Blumenau. A primeira vez que Blumenau esteve na região - ainda na primeira metade do Século XIX, visitou a propriedade da Família Wagner já instalada na região - local do atual bairro blumenauense Vorstadt.
Bismarck (figura central, de branco) proclama
o Império Alemão no Palácio de Versalhes - 1871,
óleo de Anton von Werner.

Explicando um pouco - Johann Peter Wagner / Pedro Wagner  ...

Na Alemanha, geralmente as pessoas possuem dois nomes. Na intimidade e no seio da família chama-se a pessoa pelo segundo nome - dos dois. Peter Wagner, que morou mais de 8 anos em São Pedro de Alcântara, além de ser chamado pelo 2° nome, o mesmo foi traduzido para o português, oficialmente feito quando o imigrante era naturalizado. No caso de Peter Wagner, no ano de 1871 - ano no qual foi criado o país Alemanha. Em solo brasileiro, por 43 anos, seu nome continuou a ser Johann Peter Wagner.
Termo da Naturalização de Johann Peter Wagner 
"Aos vinte e um dias do mez de janeiro do anno do nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e oitenta e quatro, perante o Exmo. Snr. Presidente da Província, compareceu Pedro Wagner, por seu procurador Manoel Moreira da Silva, naturalizado por carta desta data, cidadão brasileiro, e em execução aos artigos 5° e 6° do Decreto n° 1950, de 12 de julho de 1871, fez promessa de reconhecer o Brasil por sua Patria de hoje em diante, data em que lhe foi  concedida carta de naturalização: e na mesma ocasião declarou ser casado, Prussiano, Protestante, de 66 annos de idade, tendo os seguintes filhos: Dorothea Knoblauch, de 38 anos; Gertrudes Altenburg; Catharina Germer, 34 annos; Reinold, 28 annos; Luiza, 26; Maria, 22; Selma, 20; Roza (?) e Tecla, gemeas, 19 annos; Alvino, de 17; Carlos 15 annos; Leopoldo, 12 annos; Theodoro, 10 annos; Clara, 8 annos; Jorge, 6 annos; e Arnold, 6 annos. e para constar foi lavrado o presente termo que é assignado pelo mesmo Exmo. Snr. Presidente da Província e pelo naturalizado.  

Dr. Francisco Luiz da Gama Rosa
Manoel Moreira da Silva"
Dando sequência...

Ao iniciar esta pesquisa, desconhecíamos o que encontraríamos nas dobraduras da história local  e "mergulhamos". Não tínhamos expectativas. Ao terminá-la, ficamos satisfeitos e surpresos com tantas informações encontradas, para nós inéditas, e em poder compartilhá-las neste espaço.

Johann Peter Wagner - Pedro Wagner - na década de 1970 - recebeu uma homenagem através da colocação de um busto na frente de uma Sociedade  Caça e Tiro - Atual Clube Blumenauense de Caça e Tiro, localizado na  Rua Itajaí, no bairro Vorstadt, Blumenau - Bairro onde ficava localizada a propriedade de sua família. Também tem seu nome emprestado a uma Praça - onde há um posto de informações turísticas de Blumenau - no mesmo bairro. Muito poucos ou quase ninguém, conhece sua história e que esta praça na entrada da cidade tem o seu nome.
Onde está este Monumento?












































Praça Johann Peter Wagner.

Johann Peter Wagner/Pedro Wagner nasceu na cidade de Bürbach - próximo de Saarbrücken, perto de um afluente do Mosela, no dia 24 de maio de 1818. A localidade onde nasceu Peter Wagner está localizada entre a França e Alemanha e foi algumas vezes disputada entre os dois países e finalmente ficou no território da Alemanha. 
Localização junto ao limite com a França - longe da região dos prussianos (Observar a carta de atualização).









































Johann Peter Wagner / Pedro Wagner imigrou para o Brasil  com a família, no ano de 1828. Tinha, portanto 10 anos de idade. Era filho de Georg Wagner e Maria Wagner, juntamente com os irmãos: Ludwig Wagner, Mathias Wagner e Dorothea Wagner. Sua irmã Dorothea, casou-se com seu amigo de infância e também imigrante que viajou no mesmo navio - Peter Lukas, que também mudou-se para o Vale do Itajaí e foram uma das famílias pioneiras que já residiam na região antes da chegada de Hermann Blumenau. 

Um pouco desta História...

Johann Peter Wagner / Pedro Wagner e família chegaram em Nossa Senhora do Desterro, em um veleiro no ano de 1828, com a idade de 10 anos.


Antes da vinda dos Wagner para o Brasil, existia a prática de propagar "as qualidades" e "facilidades" de se viver no Sul do Brasil, nas terras onde, atualmente, está o país da Alemanha. O objetivo era de atrair soldados alemães para auxiliar na segurança do sul país recém liberto de Portugal e com fronteiras muito frágeis e com riscos de invasões dos espanhóis. Também promover sua povoação através do surgimento de novos povoações, colônias fundadas por estes imigrantes - Este assunto está melhor explicado em outras postagens - listadas no final desta. 
O governo brasileiro prometeu em solo  europeu, que o imigrante em terras brasileiras, receberia cidadania brasileira, terras, cavalos, vacas, bois, galinhas, ovelhas, porcos, etc.  Também receberia, durante seu primeiro ano em solo brasileiro, a diária de um franco por cabeça, reduzida no ano seguinte, para meio franco. Nos 10 primeiros anos em solo brasileiro, não lhe seria cobrado impostos, com a condição de que não se desfizessem da terra  durante este tempo. Só depois estas etapas, é que contribuiria com décima parte de sua produção, ao governo brasileiro. Estas promessas faziam famílias residentes na Europa, imaginar momentos de tranquilidade no continente americano. 
E como tantas outras famílias, acreditando nas promessas do governo brasileiro, a Família Wagner migrou para o Brasil. 
Nossa Senhora do Desterro - 1827.

Como chegaram em Santa Catarina?

Francisco de Albuquerque Mello, ao assumir a presidência da Província de Santa Catarina em 12 de março de 1825, volta sua atenção para a imigração alemã. No período de sua administração  acontece a fundação de duas nucleações coloniais no caminho para Lages.  No ano de 1828, o monsenhor Pedro Machado de Miranda - inspetor da colonização estrangeira no Brasil, encaminha o primeiro grupo de imigrantes alemães no estado. Estes embarcaram  nos navios Johanna Jacobs e Charlotte e Louse - no porto de Bremen. 
Chegando no Brasil - permaneceram alojados na Armação de São Domingos - Rio de Janeiro - até rumarem para a  Província de Santa Catarina em dois navios nacionais: Luíza, com 276 imigrantes e o Marques de Vianna com 359 imigrantes. O primeiro chegou na costa catarinense no dia 7 de novembro de 1828 e o segundo, no dia 12 de novembro de 1828. Os imigrantes  que estavam a bordo do Marques de Vianna, depois de passar 3 meses em Nossa Senhora do Desterro - Capital da Província de Santa Catarina, foram conduzidos para a Vila de São José no dia 11 de fevereiro de 1829, onde permaneceram até o dia 17. Entre eles estava a Família Wagner. 
As terras que estes imigrantes alemães deveriam ocupar, não se encontravam demarcadas e não tinha muita coisa preparada para assentá-los. O reconhecimento das terras foi feito somente no dia 4 de dezembro de 1828. As terras ficavam junto à uma antiga "picada" do Vale do Rio Imaruí, onde foi criada a Colônia de São Pedro de Alcântara, em homenagem à Família Imperial brasileira. Família Wagner chegou ao local no qual onde seria fundado São Pedro de Alcântara no dia 13 abril de 1829. 
Região momtanhosa

Ocupação irregular do solo  - na parte direita da imagem (atual) - Ocupação de encostas - topografia montanhosa.


Logo que os imigrantes foram estabelecidos, observaram que as terras que lhes foi destinadas não eram muito apropriadas para a lavoura,  para fazer roças e plantios - apresentavam topografia acidentada. O que não impede que atualmente criem loteamentos - contrariando a opinião dos imigrantes que chegaram ao local no ano de 1829 - entre eles, a Família Wagner.  Ver imagem anterior.
Com a concretização da estrada, passando por São Pedro de Alcântara
 e Colônia Santana, São José passa a ser um entreposto estratégico.
Mesmo sendo terras férteis, a geografia não facilitava o feitio da plantação - eram terrenos acidentados e com mata fechada - (como também o era no Vale do Itajaí e no entanto se fixaram em nucleações, limpando o terreno). Estes imigrantes que foram levados para o Vale do Imaruí, também cobravam o pagamento combinado (Coisa que não existiu no Vale do Itajaí - os imigrantes compraram as terras de Hermann Blumenau). A partir destes dissabores, alguns imigrantes e suas famílias acabaram se mudando de suas terras de São Pedro de Alcântara para o local que atualmente é Biguaçu. Outros se mudaram para a atual "Praia Comprida", em São José.
Centro de São José - SC.

Muitos problemas surgiram no momento do assentamento dos imigrantes alemães e suas família na Colônia de São Pedro de Alcântara. Responsabilizavam o governo Imperial brasileiro por isto - a partir de informações recebidas de autoridades locais de N. S. do Desterro. O que não aconteceu no Vale do Itajaí tempos depois. Lideranças locais tinham contatos direto com o Imperador brasileiro, minimizando muito a "Boatagem". Em São Pedro de Alcântara, os imigrantes ouviam que o Imperador privava o Presidente da Província, dos recursos necessários para este fim.
Nos dias 15 de abril e 13 de novembro de 1830, houve grandes temporais de granizo  que piorava a plantação dos imigrantes  alemães instalados nesta colônia, também para a Família Wagner.
Através de um ofício, o Presidente da Província  faz um apelo ao Rio de Janeiro pedindo mais subsídio aos imigrantes, o que foi terminantemente negado, e foi instaurada a Lei de Terras no dia 15 de dezembro de 1830, cujo artigo 4° assinalava: "Fica abolida em todas as Províncias do Império a despesa com a colonização estrangeira."  Em meio a confusão burocrática e também problemas internos de instalação, muitos dos imigrantes assentados em São Pedro de Alcântara foram "incentivados" mediante ressarcimento, a mudar-se para outras regiões do estado de Santa Catarina
Gravura da Freguesia do Santíssimo Sacramento do Itajaí
Século XIX.
No dia 5 de maio de 1835 foi criada e Lei Provincial N° 11, através da qual foi fundada duas colônias na Freguesia do Santíssimo Sacramento do Itajaí - caminho novo para os imigrantes que mudavam-se da Colônia de São Pedro de Alcântara, considerado a partir de então, o Centro Emissor de Correntes Migratórias Internas. A partir deste momento histórico, famílias de imigrantes subiram o Vale do Itajaí via Itajaí, antes mesmo de ser fundada a Colônia Blumenau. A partir da Lei Provincial mencionada anteriormente, foram criadas  uma colônia no arraial Pocinho e outra, no Itajaí-Mirim, com o Arraial Tabuleiro, a partir do desenvolvimentismo destes, surgiu outros dois que são: Belchior e Ribeirão Conceição (Atual Gaspar). Nesta época, toda esta região desde o mar até o Alto Vale, pertencia à jurisdição  do município de Porto Belo. A nova lei estabelecia que cada imigrante tinha o direito uma porção de terra. Neste período, o inspetor das novas colônias era Agostinho Alves Ramos que morava na freguesia do Santíssimo Sacramento do Itajaí, fundado na foz do grande Rio Itajaí Açu.
Em 1846, Johann Peter Wagner / Pedro Wagner, já casado e demais familiares (seu pai - Georg Wagner), mudaram-se para o Vale do Itajaí - 8 anos após chegarem no Brasil. Na época ouviu falar da fundação das duas novas colônias e sabia que já existiam alemães e flamencos residindo na região. Curioso é que a geografia da região também apresentava um território montanhoso com pouco espaço entre a montanha e o rio para fixar vilas, cidades e fazer plantação. Johann Peter Wagner / Pedro Wagner se casou, ainda na colônia de São Pedro de Alcântara, com uma filha de imigrantes alemães que também viajaram com a Família Wagner da Europa para o Brasil. Casou-se com a filha de Johann Händchen e Maria Margaretha Walldorf que se chamava Agnes. 



Botocudos e xokleng no Vale do Itajai
etnias nativas que viviam na região -
 antes da chegada dos imigrantes.
A família da esposa de Wagner era oriunda da Renânia - Mosela.
Quando a Família Wagner decidiu mudar-se para o Vale do Itajaí em 1846, iniciativa do patriarca - Georg Wagner, sabiam da presença dos nativos indígenas. Na ocasião, solicitaram ao governo da Província de Santa Catarina, a "companhia de pedestres", uma espécie de "segurança oficial" contra ameaça dos nativos - índios que viviam na região.
Quando chegaram à região do Vale do Itajaí  tomaram cuidado para oficializar a posse de terras a partir da concessão oficial. Em São Pedro de Alcântaramuitos ficaram desamparados, mediante o surgimento do verdadeiro proprietário, após terem assumido instalações e feito plantações em propriedades destinadas ao imigrante. As terras  não era devolutasOs Wagner tomavam cuidados e queriam segurança, quanto a nova propriedade.
Terras devolutas são terras públicas sem destinação pelo Poder Público e que em nenhum momento integraram o patrimônio de um particular, ainda que estejam irregularmente sob sua posse. O termo "devoluta" tem relação com o conceito de terra devolvida ou a ser devolvida ao Estado.
Os homens da família seguiram na frente - rumo à região das novas terraspara o seu preparo e reconhecimento do local. Viajaram em uma pequena embarcação marítima de dois mastros conhecida como sumaça, contornando a costa litorânea catarinense da época - em direção ao norte. Foi uma viagem marítima de 12 horas até a Foz do Rio Itajaí Açu. Na época, chamado de  Rio Tahahi e não tinha a noção de seu tamanho - conhecido somente após da chegada dos imigrantes àquela região. Em alguns mapas, expostos na mesma fonte deste abaixo (legenda), o rio Itajaí Açu sequer existe.
Caminho até a Foz do Rio Itahahi - percorrido pelos Wagner pelo mar
Mapa de 1828 -  S. Sidney - Fonte: Pelos caminhos-antigos.

Viajaram com o mar revolto o que os fez aguardar  um dia na entrada do porto natural. O porto de Itajaí ficava entre o Pontal do Norte e a Ponta Cabeçuda, ao sul.  Na frente do ancoradouro onde ficou a embarcação dos imigrantes chegantes existia a fazenda chamada Fazenda do Arzão - do  Administrador da Freguesia do Santíssimo Sacramento do Itajaí, Major Agostinho Alves Ramos. 
A fazenda, foi residência de João Dias de Arzão, companheiro do fundador de São Francisco do Sul em 1658. Por isto era conhecida por este nome. João Dias de Arzão era oriundo de São Paulo e sua família procurava minas de ouro e outros metais preciosos pelo interior do BrasilNaquele ano, ele requereu e obteve uma sesmaria - que é um lote colonial, às margens do rio Itajaí-Açu, em frente à foz do rio Itajaí-Mirim e ali construiu sua casa. Não tinha intenção de fundar uma povoação. Seu interesse era encontrar ouro e não teve sucesso desejado.
Agostinho Alves Ramos
Fonte: www.itajai.sc.gov.br.
Agostinho Alves Ramos - o administrador, viajava a negócios, quando conheceu o local onde hoje é Itajaí. Era português (o que falamos sobre as mais variadas origens de imigrantes - até portugueses) e sócio de uma casa comercial em Nossa Senhora do Desterro (Atual Florianópolis). 
Em uma dessas viagens de negócio que Agostinho Alves Ramos pela primeira vez veio à Foz do Itajaí-Açu. Mudou-se para o local e requereu ao Bispo do Rio de Janeiro para a fundação de um Curato que aconteceu no dia 31 de março de 1824.
Curato é um termo religioso, derivado de cura, ou padre, que era usado para designar aldeias e povoados com as condições necessárias para se tornar uma paróquia.
Com a criação do Curato do Santíssimo Sacramento, estava fundada Itajaí. Construída uma pequenina capela e o cemitério aos fundos logo começaram a ser então envolvidas de outros moradores, entre os quais, a liderança foi exercida por Agostinho Alves Ramos, seu fundador e neste momento, que chegava a Família Wagner, seu administrador, que recebeu os chegantes e deu-lhes instruções.



As terras destinadas aos Wagner pertenciam à jurisdição do administrador - estavam ligadas ao recém criado  núcleo urbano de Belchior, cuja fundação  fazia parte  do projeto do governo provincial que visava distribuir terras na região aos novos imigrantes. Distribuir e não vender, como aconteceu na Colônia Blumenau, fundada após esta data. A demarcação das  propriedades cobria toda área da foz do Rio Itajaí Mirim até o ribeirão Conceição (Vila de Gaspar), começando no Estaleiro das Naus, passando por Pocinho, Volta de Gaspar, Pedra de Amolar, Volta de Belchior, Arraial do Belchior, até Fortaleza. Nesta época, Johann Peter Wagner / Pedro Wagner  dominava bem a língua portuguesa. Os Wagner não tinham frequentado escolas brasileiras, pois não eram acessíveis e quase não existiam. A grande parte das pessoas que falavam a língua portuguesa eram analfabetos. Johann Peter Wagner / Pedro Wagner frequentou, juntamente com outras crianças uma escola fundada pelos próprios imigrantes, onde um adulto dispunha ensinar as crianças. A escola era improvisada nos fundos de uma residência e na qual era ensinada no idioma alemão. Aprendeu  a falar português, através do contato com as pessoas que residiam no litoral, descendentes de imigrantes portugueses e portugueses.
Em Itajaí, o Administrador instalou-os  em um barracão localizado entre seu casarão e a residência do Padre espanhol chamado Agote, residindo na localidade desde o ano de 1824, como capelão no local do Curato, este reivindicado por seu administrador um tempo antes. 

Santíssimo Sacramento de Itajahy.
No dia seguinte, via fluvial rumaram para o Vale do Itajaí. Levaram consigo mantimentos ferramentas de trabalho, que traziam de São Pedro de Alcântara, mudas de cana-de-açúcar, que já pretendiam lavrar, preparar e plantar na nova terra. A viagem de rio acima, levou 16 horas até os dois núcleos urbanos: Belchior e Pocinho, onde já residiam 65 famílias, entes estas, 17 famílias eram alemãs. Os Wagner residiriam no distrito da Freguesia do Santíssimo Sacramento do Itajaí - Gaspar - mas sua localização atual está no território de Blumenau. Receberam instruções que deveriam ultrapassar  a casa do último morador para então, estar em suas próprias terras. Neste tempo, não imaginavam que imediatamente acima às suas terras, seria fundada a Colônia Blumenau e seria onde estaria o Stadtplatz, ou centralidade desta colônia. Tiveram muita sorte, os Wagner, pois suas terras ficaram localizadas, após a fundação da Colônia Blumenau, muito próximas do Stadtplatz desta, para onde poderia ir - deslocando-se via fluvial - via Rio Itajaí Açu.



Praça Johann Peter Wagner - Bairro Vorstadt - Blumenau.
As novas colônias não possuíam diretores e como já mencionado, sua administração estava logada ao Juiz de Direito localizado em em Santíssimo Sacramento de Itajaí. Como moradores destas colônias, eram aceitos todos os moradores locais e os estrangeiros sem impedimentos. Os chegantes recebiam terra  de 350 a 730 metros de frente por 915 metros de profundidade. Nos primeiros tempos, a terra era cedida gratuitamente, isenta de impostos por 10 anos. Era proibido aos estrangeiros possuírem escravos, pois o imperador brasileiros pretendia fazer a experiência agrícola com propriedades pequenas, possíveis serem trabalhadas pela própria família. Mas não foi bem assim. Talvez daó surgiu a lenda do "embranquecimento" - absurdo diante da própria libertação dos escravos promovido pela Princesa Isabel - com o passar do tempo.
Quando Johann Peter Wagner / Pedro Wagner e demais imigrantes - entre estes, seus familiares, desembarcaram às margens do Rio Itajaí Açu, encontraram brasileiros que já residiam no local há mais tempo e produziam açúcar. Eram eles, integrantes da Famílias Furtado e  Mafra. Limparam o chão e prepararam ripas de palmito para a construção do primeiro rancho. 
Johann Peter Wagner / Pedro Wagner e os demais homens fizeram um trabalho em suas terras, semelhante a este - derrubada da mata, roças e rancho provisório  com material de palmito.


Outros do grupo araram a terra para o plantio da cana, da mandioca, feijão, milho, fumo, café e algodão. Faziam o trabalho em mutirão. Neste tempo, Johann Peter Wagner / Pedro Wagner tinha 4 filhos - São eles: Margarethe (1840) com sete anos; Eugênio (1842) com cinco anos; Dorothea (1843) com quatro anos e Catarina (1845) com quase dois anos. Em São Pedro de  Alcântara estavam seus irmãos Christian Wagner (casado com Maria Anna Gödert) e Heinrich Wagner. 

Mathias Haas, veio sózinho para Blumenau, construir a casa,
para depois ir buscar a família no Alto Vale - Foto nas
proximidades da Estação ferroviária de Blumenau.
Os Wagner partiram, definitivamente para a nova propriedade no Vale do Itajaí em novembro de 1847, quando já tinham as roças plantadas. Johann Peter Wagner / Pedro Wagner e os homens permanecerem "arrumando" o local, antes de ir buscar a família, por aproximadamente um ano. Conhecemos outras famílias que também fizeram assim, onde os homens iam na frente, para organizar as tarefas demais necessidades básicas e depois buscavam a família, quando existia o mínimo de estrutura no local, como por exemplo a Família Haas de Blumenau, quando o patriarca trouxe a família do alto Vale do Itajaí.
Com parte da primeira safra colhida e com o auxílio de seu pai Georg WagnerJohann Peter Wagner / Pedro Wagner  negociou a produção em Itajaí e com o dinheiro adquiriu terras acima de sua propriedade. As terras ficavam onde o rio Itajaí Açu faz uma grande curva, já em território de Blumenau atual. 
Construiu sua casa definitiva com a ajuda dos parentes e vizinhos - na forma de mutirão. O mutirão era uma prática de todos que chegaram à região, nas primeiras décadas. Não poderiam contar com a estrutura oficial.
Johann Peter Wagner / Pedro Wagner e os homens, também construíram uma capela que batizaram de Nossa Senhora da Conceição. Esporadicamente recebia a visita de um vigário de Itajaí que rezava as missas. Lembrando que ele era luterano e simpatizava com o catolicismo, pois em seu testamento pediu para ser sepultado no cemitério católico.
Johann Peter Wagner / Pedro Wagner e outros da comunidade e da família, como Rodolph Wagner, Heinrich e Christian Lukas serviram como cabos no pelotão da já existente Colônia Blumenau e fizeram parte a lista de Voluntários da Pátria que lutaram no Paraguai. 
Ainda na década de 1840, tiveram em sua casa a visita do  funcionário da Sociedade para a Proteção dos Imigrantes Alemães no Sul do BrasilHermann Bruno Otto Blumenau e seu guia na região - o balseiro - Ângelo Dias. A Família Wagner respondeu a muitas perguntas de Blumenau, como: As terras são propícias ao plantio? Os alemães se adaptam bem? Há contato com o restante do mundo? As crianças se desenvolvem? Como se mora? Como se vive?
A Família Wagner serviu aos dois visitantes, refeições com frutos colhidos na terra. E no decorrer das trocas - Blumenau continuou a receber informações destes que já residiam no local há um bom tempo e tiravam suas sobrevivência da terra. Anotou as informações. Hermann Blumenau  e Ângelo Dias saíram da propriedade dos Wagner e seguiram Itajaí acima e retornou após dois dias, partindo depois prometendo retornar.
Os Wagner e outros da comunidade subiram o Rio Itajaí Açú a fim de observar o local que Hermann Blumenau teve interesse, ao ponto de ter demonstrado desejo de assentar imigrantes alemães e fundar uma colônia.
Ferdinando Hackradt
Encontraram o sócio Hermann Blumenau, que tinha negócios na capital da Província - Nossa Senhora do Desterro, Ferdinand Hackradt. Ele e mais 5 escravos adquiridos junto ao administrador de Itajaí -  estavam a construir ranchos, roças e engenhos no local onde atualmente está a foz do ribeirão da Velha. Também os Wagner enviaram homens de Belchior para contribuir com os trabalhos, pois tinham interesse no êxito deste projeto, que era assunto permanente em Belchior. Não durou muito tempo o auxilio e a troca, por incompatibilidade com o método adotado pelo sócio de Hermann Blumenau. Com o passar do tempo a empreitada quase foi abandonada. Do projeto original restaram um rancho, um engenho de serra semiacabado. Sem plantações. 


Hermann Blumenau levou 2 anos para retornar. Hackradt retornou para Nossa Senhora de Desterro. Mais tarde, seu sobrinho Carl Franz Albert Hoepckeque tinha vindo com uma leva de imigrantes para a Colônia  Blumenau, foi trabalhar com ele.
Lembramos deste personagem histórico, porque ele se casou em segunda núpcias com Anna Händchen de São Pedro de Alcântara - filha de Anton Händchen, cunhado de Johann Peter Wagner / Pedro Wagner - irmão de sua esposa Agnes, portanto sobrinho de sua esposa. 
Também o filho de Johann Peter Wagner / Pedro Wagner  - Eugen Wagner - tornou-se procurador da  Firma Fernando Hackradt em Nossa Senhora do Desterro. Por falar em casamentos, também Agnes - sobrinha de Johann Peter Wagner / Pedro Wagner - filha de seu irmão Christian Wagner que permanecera em São Pedro de Alcântara, casara-se como filho de imigrante alemão, comerciante, Hermann Moellmann
Através dos casamentos, ampliava sua rede familiar e de negócios. 
Chegada dos primeiro  17 imigrantes alemães para fundar a Colônia Blumenau - Foz do Ribeirão da Velha. Passaram pela propriedade de Johann Peter Wagner / Pedro Wagner e família.

Johann Peter Wagner / Pedro Wagner, familiares e vizinhos acompanharam a chegada dos 17 imigrantes alemães de um montante de 250 que viriam para iniciar a colônia de Hermann Blumenau. Em um primeiro momento, a Família Wagner negociou com o Gärtner, sobrinho Hermann Blumenau, que abrira um pequeno negócio. Cedeu-lhe 11 sacos de farinha, 3 barris de melado. Tiveram relações estreitas e recebiam visitas constantes, para trocas de experiências e também troca de mudas e sementes. 

Com a fundação da nova colônia alemã, vieram novos profissionais e os Wagner's e vizinhos passaram a ter mais suporte. O agrimensor Julio Richter mediu as terras de Johann Peter Wagner / Pedro Wagner e as legalizou junto à Colônia Blumenau. Passou a fazer parte do Distrito da nova Colônia Blumenau e ficou delimitada com  quatrocentos braças de frente com  mil braças de profundidade - uma braça equivale a 1,8288m. Portanto suas terras mediam 732 metros de frente e 1830m de profundidade. Tinha um terreno de 1,34km2 no bairro do Vorstadt - Blumenau. Local do atual Condomínio City Figueiras - condomínio de alto padrão construído sobre uma das propriedades mais antigas da região. Tinha como vizinhos: a Família de Pedro Deschamps e Ludwig Wagner - seu irmão.


Stadtplatz Colônia Blumenau.
Igreja de Lehre.
Com o passar do tempo e o desenvolvimento da Colônia Blumenau, os acontecimentos da Família Wagner tinham laço estreitos com a nova colônia. No dia 20 de março de 1855 a filha mais velha de Johann Peter Wagner / Pedro Wagner  - Margarethe (chamada no seio da família de Gretchen), com 15 anos de idade, casou-se com Karl Friedrich Julius Baumgarten (filho de pastor luterano), 23 anos, natural de Lehre. 


Pastor Georg Hölzel























O noivo chegou à colônia com 21 anos de idade em junho de 1853 - deixou na Alemanha, os pais e irmãos. O momento festivo foi o primeiro casamento a se realizar na Colônia Blumenau, junto com o casamento também de sua sobrinha, filha de sua irmã - Catarina Lukas que se casou com Wilhelm Schönau. Quem realizou os casamentos foi o Pastor Georg Hölzel da Colônia Dona Francisca. 

Logo nasceu o primeiro neto Hermann Baumgarten - fundador do primeiro jornal de Blumenau - Blumenauer Zeitung (1881), sendo o redator Theodor Kleine - cunhado de  Hermann Baumgarten - casado com sua irmã Agnes.


Hermann Baumgarten - 1° Neto de
Johann Peter Wagner / Pedro Wagner .
O pai de Hermann Baugarten - genro de Johann Peter Wagner / Pedro Wagner  - Karl Friedrich Julius Baumgarten, foi o primeiro Juiz de Paz, quando a Colônia Blumenau  se desmembrou da freguesia de ItajaíJohann Peter Wagner / Pedro Wagner lia o jornal para acompanhar as atividades do Kulturverein (Clicar sobre), com o qual, contribuía como grande e experiente produtor que era nestes tempos. 
Foi publicado um quadro onde aparece a produção da propriedade dos Wagner e da Colônia Blumenau, denotando uma certa concorrência.

















Igreja Luterana da Colônia Blumenau.
No dia 1° de setembro de 1861, faleceu a filha mais velha de Johann Peter Wagner / Pedro WagnerMargarethe Wagner Baumgarten, com  21 anos de idade. Foi sepultada no dia 2 de setembro, no cemitério evangélico da Colônia Blumenau. Frau Baumgarten faleceu durante o trabalho de parto de seu quarto filho.
No ano seguinte faleceu a esposa de Johann Peter Wagner / Pedro Wagner - Agnes Wagner (Solteira - Händchen), com 42 anos de idade, no dia 19 de maio de 1862. Também foi sepultada no cemitério evangélico da Colônia Blumenau. 
Pastor Oswald Hesse.
Johann Peter Wagner / Pedro Wagner tinha 8 filhos neste momento. Não se passou nem um mês após o falecimento de Agnes e se casou com sua vizinha - filha da Família Metzner que se chamava Frederika. Eram vizinhos de porta. Ele tinha 44 anos e ela tinha 16 anos. Casaram-se no dia 4 de junho de 1862 na Igreja Evangélica de Blumenau, cerimônia oficiada pelo Pastor Oswald Hesse. Só para registro, a noiva Frederika - era natural  de Schönbrunn, Eberfeld - Alemanha. Não existiu bom clima entre os filhos mais velhos de Johann Peter Wagner / Pedro Wagner e sua nova esposa. No ano seguinte, no dia 8 de dezembro nasceu sua filha Selma, a primeira de mais 12 novos filhos de Johann Peter Wagner / Pedro Wagner.
A localidade onde estava a propriedade de Johann Peter Wagner / Pedro Wagner ficou conhecida na Colônia Blumenau, como Capim Volta. Sua filha Gertrudes, nascida em Capim Volta, logo depois se casou com Luiz Altenburg, nascido em Reichenbach (Silésia) no ano de 1844.

Reichenbach - Alemanha.


O noivo Luiz Altenburg, conheceu a noiva no dia de  sua Confirmação na Colônia Blumenau. Casaram-se na sede da Diretoria da Colônia Blumenau em fevereiro de 1867. Neste tempo, as pessoas de religião protestante não poderiam construir igrejas e só poderiam se casar em casa ou em edificações para este fim, sem com isto a volumetria desta edificação tivesse semelhança com um templo religioso. 

Por que isto acontecia? Só poderiam construir igrejas os seguidores da religião oficial do Império - Igreja Católica Romana que também tinha atribuições de Estado.
Igreja Luterana em Itoupava Rega - Blumenau - Enxaimel.



Em agosto de 1868 nasceu o primeiro filho do casal Altenburg e neto de Johann Peter Wagner / Pedro Wagner. Tiveram 6 filhos e 5 filhas - sendo uma prole de 11 filhosGertrudes  Wagner Altenburg faleceu com 38 anos de idade, em sua propriedade, em Gaspar. 
Cemitério Luterano Centro - Blumenau.
Um fato curioso, foi que a filha de Johann Peter Wagner / Pedro Wagner, antes de morrer e preocupada com a família acertou o segundo casamento do marido pessoalmente. Sua escolhida para ser a esposa do marido e sucessora era uma Professora que residia em sua casa e era sua amiga pessoal - Clara Breithaupt. O segundo casamento de Luiz Altenburg aconteceu no ano de 1886. A título de registro, Clara Breithaupt faleceu  8 anos depois, em 1894 e teve 7 filhos (Luiz Altenburg - 18 filhos). Faleceu após seu último parto. Luiz Altenburg, casou-se em seguida com a irmã de Clara, com a qual teve mais 2 filhos, somando, 20 filhos. Estes acontecimentos contribuem um pouco para criar o contexto de como viviam as pessoas no tempo de Johann Peter Wagner / Pedro Wagner, pessoas que eram parte de sua família.



Johann Peter Wagner / Pedro Wagner, neste tempo tinha dois escravos - um canoeiro e uma escrava do lar. 

Também neste tempo conheceram Carl Christian Renaux - imigrante da cidade de Lörrach - de Baden, que chegou  à Colônia Blumenau com um pouco mais de 20 anos e que foi o marido de sua primogênita do segundo casamento - chamada Selma.

Nos primeiros tempos, na Colônia Blumenau, Herr Renaux foi trabalhar em Salto Weissbach. Após um tempo, mudou-se para Brusque, onde foi gerenciar a filial da empresa Asseburg e Willerding. Conheceu Selma em Gaspar, que era auxiliar de Professora em Blumenau. Casaram-se no dia 19 de fevereiro de 1884 na Igreja Evangélica de Blumenau - inaugurada em 1877


Pastor Sandreczki
Quem celebrou o casamento da filha de Johann Peter Wagner / Pedro Wagner  com Carl Christian Renaux foi o Pastor Heirich Sandreczki, enviado pela missão evangélica de Basel. Neste tempo a igreja evangélica era construída, mas sem torre, pois a religião oficial continuava sendo a Católica. 
Johann Peter Wagner / Pedro Wagner presenteou sua filha Selma, escolhida entre todos os demais filhos, dos dois casamentos, para receber o jogo de porcelana branca timbrada que pertenceu a sua mãe Maria Wgner e que foi trazido da Alemanha. 
Imagem ilustrativa - Jogo de porcelana antigo - alemão.
Após o casamento, o casal se mudou para Brusque, onde Carl Renaux comprou a filial de Asseburg e Willerding que gerenciava. Depois mudou seu negócio para o ramo têxtil, após adquirir teares usados, passou a produzir tecidos com o  objetivo  de produzir tecidos para os colonos de Brusque. 
A pequena empresa começou a funcionar no dia 11 de março de 1892, dia do aniversário de Carlos Renaux, em instalações improvisadas ao lado da sua casa.


Também na Colônia Blumenau acontecia os negócios dos Hering neste mesmo ramo. Passaram a produzir as camisetas Jaegerhempten, usadas também por Johann Peter Wagner / Pedro Wagner. Suas bisnetas Clara Kleine e Hedy Kleine se casaram com filhos de Hermann Hering - Max e Curt, respectivamente.

Família Hering na frente de seu negócio - Bratwursttrasse - Atual Rua XV de Novembro.
D. Pedro II - 1887.
Johann Peter Wagner / Pedro Wagner  foi um republicano, ao contrário da maioria das lideranças entre os imigrantes alemães.  Acreditava que conseguiria todos os direitos de um cidadão brasileiro quando fosse instaurada plenamente a República. Destoava de muitos outros blumenauenses da época que politicamente eram a favor da Monarquia e nutriam simpatia e respeito pelo Imperador brasileiro - D. Pedro II.
Com a aplicação da farsa da Proclamação da República, seu genro de Brusque - Carl Renaux foi eleito deputado da primeira assembléia constituinte estadual, em 1889. 
Carl Christiano Renaux
Deputado da Primeira
Assembléia Constituinte de
Santa Catarina (1889).












Família Imperial brasileira
Outros familiares seus, que foram muitos, a partir de seus 23 filhostiveram outros rumos. Seu filho Arnold Wagner continuou trabalhando na agricultura na localidade de Belchior, como também seu filho Theodor Wagner. Duas de suas filhas casaram-se com Oscar Ebert e foi residir em Warnow - Atual localidade de Indaial e Johann Schneider, que foi residir em São José - respectivamente. Um de seus filhos faleceu nas águas do Rio Itajaí Açu - José Wagner. Outros dois foram construir a vida longe, em outras regiões brasileiras. Reinold Wagner se fixou em Pirassununga - estado de São Paulo. Outro foi para uma região de imigração alemã do Rio Grande do Sul.
Johann Peter Wagner / Pedro Wagner  faleceu no dia 23 de novembro de 1901, na cidade de Blumenau com a idade de 84 anos.
" No dia 23 de novembro de 1901, faleceu em Blumenau, com 84 anos de idade, o senhor Peter Wagner. O falecido se fixara em 1848 junto ao rio Itajaí, a quatro quilômetros abaixo da cidade de Blumenau de hoje, para trabalhar na agricultura. Nascido em  Bierbach, Saarbrücken, na província do Reno, imigrou Peter Wagner como rapaz de 10 anos no ano de 1828 no sul de nosso Estado, para 20 anos mais tarde, ainda antes da chegada do Dr. Blumenau, fixar-se no Vale do Itajaí. Em árduo trabalho o falecido chegou a um relativo bem-estar, de forma que pôde gozar o final de sua vida tranqülo, Os descendentes do falecido se compôem de cerca de 16 pessoas. De seus 23 filhos 7 o antecederam na morte." Semanário Blumenauer Zeitung - 30 de novembro de 1901.
Testamento de  Johann Peter Wagner / Pedro Wagner 
" Registro do testamento de Peter Wagner na forma que segue: Mil novecentos e um - Juiz de Direito da Comarca de Blumenau. Testamento do falecido Pedro Wagner. Jesus, Maria, José - Em nome da Santíssima Trindade, Padre, Filho, Espírito Santo, em que eu, Peter Wagner, firmemente creioe em cuja fé protesto viver e morrer. Este o meu testamento e última vontade. Declaro que sou natural da Alemanha e atualmente naturalizado brasileiro, filho de Georg Wagner e Maria Wagner, já falecidos. Falecendo neste município, quero ser sepultado no cemitério católico. Declaro que fui casado com  Agnes Händschen, já falecida e de cujo matrimônio existem os seguintes filhos: Reynold, Gertrudes, Catarina, Luiza, Maria, Dorothea. Declaro mais que tive uma filha deste primeiro matrimônio, casada com Júlio Baumgarten, a qual já faleceu, deixando os seguintes filhos: Júlio Baumgarten e Agnes. Declaro mais que sou casado em segundas núpcias com Frederika Metzner, de cujo matrimônio existem os seguintes filhos: Selma, Tecla, Roza, Alvino, Carlos, Leopoldo, Teothoro, Clara, Jorge, Ana, Arnold e Agnes. Declaro que deixo à minha mulher a terça parte de meus bens. Rogo ao meu genro Renaux queira fazer a obra pia de ser meu testamenteiro. Esta a minha última vontade e disposição para depois da minha morte e por este testamento revogo qualquer outro. Blumenau, vinte e quatro de julho de mil oitocentos e oitenta e cinco. Pedro Wagner (Segue o termo de Aprovação assinado pelo escrivão Elesbão Pinto da Luz (Clicar sobre) e as testemunhas: Frederico Germer, Heinrich Koch, Carl Knoch, João Morbach, Gottlieb Metzner)
Padre Jacobs
Johann Peter Wagner / Pedro Wagner  foi sepultado no cemitério católico (??) de Blumenau. De acordo com os decretos imperiais  de 1863, quando um dos cônjuges fosse católico, o casamento, para ser reconhecido, tinha que ser realizado dentro da igreja católica que também tinha o papel de Estado. Agnes era católica e supõe-se que o casamento de Johann Peter Wagner / Pedro Wagner  e Agnes tenha sido realizado dentro da igreja católica. Talvez por isto ela tenha sido sepultada no cemitério católico de Gaspar (óbito  n° 24). Após a Proclamação da República e a queda do Império aconteceu a equiparação de direitos entre todas as religiões e a religião foi separada do Estado - coisa que gerou muita confusão na Colônia Blumenau - como fuzilamento de personagens da história local e a prisão do Padre Jacobs (Link no final - para leitura). 
Há possibilidades que os filhos tivessem feito o translado do corpo da mãe - Agnes Händchen Wagner para o cemitério evangélico de Blumenau, onde seu óbito se encontra registrado sob o n° 17. 
Carl Christiano Renaux foi o 1° Cônsul alemão em Santa Catarina
O Filho de Selma Wagner e de  Carl Christiano Renaux Guilherme Renaux - foi o responsável, juntamente com o Prefeito de Blumenau - Félix Theiss e Frederico Carlos Allende - titular da Fundação Cultural de Blumenau, a rara homenagem feita a  Johann Peter Wagner / Pedro Wagner - o Pioneiro -  na década de 1970.
Onde está este Monumento?
 "Esta cidade, deve tributo ao colono Pedro Wagner, cognominado "O Pioneiro", por ter sido ele o primeiro morador a se instalar e a produzir com sua família dentro dos limites que viriam a construir a futura Colônia BlumenauA vida de Pedro Wagner permite entrever, nos propósito e na labuta diária do homem simples vindo da Europa no século XIX, o que foi a vida dos colonos alemães às margens do rio Itajaí nos primórdios da história do Vale, via esta menos conhecida por tratar-se da ribalta dos cenários oficiais, mas nem por isso menos heroica e, portanto, menos merecedora de ser trazida à luz..."  Maria Luiza Renaux
Alfredo Wagner
Para ler sobre: Clicar na foto

Leituras Complementares - relacionadas a esta postagem:
Para acessar - Clicar sobre o título escolhido

RENAUX, Maria Luiza. Vida de Pedro Wagner:uma faceta do Império no Vale do Itajaí /Maria Luiza Renaux. -Blumenau : Edifurb, 2000. - 118 p. :il.

*Familiares que se manifestaram após esta leitura
  • Andreas Von Der Heyde - Tataraneto
  • Ingrid   Von Der Heiyde (Solteira - )Friedrich  -  Bisneta
  • Mathilda  Friedrich (Solteira - Kaestner) (Filha de Clara Wagner)  - Neta
  • Gunther Ronald Ewald - Eu sou tataraneto de Catharina lukas...filha da Dorothea nascida Wagner....se escreve muito pouco sobre estas duas primeiras familias Wagner e Lukas...
  • Juliano Wagner - Maestro e Músico - Neto do neto de Alfredo Wagner, que foi sobrinho neto de Peter Wagner - "Alfredo Henrique Wagner era sobrinho neto de Johann Peter. O avô de Alfredo, Christian Georg Wagner, era o primogênito do casal de imigrantes Georg Wagner e Maria Katharina von Kurz. Christian chegou ao Brasil contando a idade de 14 anos." Estamos escrevendo mais um Capítulo desta história de pioneiros a partir da cidade de Alfredo Wagner, para onde foi o filho do primogênito de Georg Wagner - pai de Johann Peter Wagner.
  • Patrícia Schwanke - Tataraneta - sua vó Judith Krepsky era bisneta de Pedro Wagner.
  • Godofrido Wagner - Neto de Pedro Wagner.Godofrido Wagner foi filho de Georg Wagner, que por sua vez, foi filho de Pedro Wagner. Nasceu no dia 12 de setembro de 1918 em Cananeia - na época era parte do território da Colônia Blumenau. Quando tocara no casamento mencionado e já casado com Asta - solteira Reinert, residia no bairro Vila Nova - Blumenau. O casal teve 3 filhos e 4 netos.
    Tocava bandoneon desde muito jovem e abrilhantava festas de casamentos e bailes, principalmente em Badenfurt.

No centro - Matilde - neta de Pedro Wagner


Filho de Godofrido Wagner que por sua vez é neto de Pedro Wagner  - setembro de 2015























35 comentários:

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    1. Fico muito feliz que gostou. É uma história que existiu, porém não parte dos autos oficias, ficando assim desconhecida para muitos. O que fazemos é compartilhar. É fato histórico, não somente de nossa região, mas do estado de Santa Catarina. Abraços...

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    2. Obs: a Mathilde era (nome de solteira uma Kaestner) casada com Georg Friedrich
      Minha Mãe IngridFridrich (filha de Mathilde) passou e se chamar Ingrid Friedrich...casada com meu Pai Franz Von Der Heyde)..

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    3. Ficou claro. Danke!!
      Como é seu nome correto?...
      Abraços.

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  2. Angelina, meu nome é Renan Wagner. Sou tataraneto de Pedro Wagner (Pedro>Theodoro>Arnoldo>Ingo>Renan). Parabéns pelo ótimo texto, as informações são muito esclarecedores e estão bem claras. =D

    Sabe me dizer se algum descendente de Pedro conseguiu a cidadania Alemã?

    Obrigado pela ajuda e parabéns mais uma vez pelo texto.
    Renan

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    1. Oi Renan. Linda Família a sua. Se puder leia a outra postagem que disserta sobre o Museu Lomba Alta - foi uma grata surpresa. Não saberia lhe informar sobre a cidadania. Posso lhe afirmar que quando esses pioneiros vieram para Santa Catarina - Brasil, o estado da Alemanha ainda não existia. Raras exceções, mas é muito difícil a cidadania, pois suas nacionalidades, mesmo de origem germânica, eram outras. Pode ter ocorrido, não pelo fato de ser descendente dos pioneiros Wagner, mas outros familiares.É possível a cidadania nesses casos, quando o imigrante retornou para a Alemanha - já institucionalizada e esse, requeresse a cidadania naquela época, dando o direito aos seus descendentes. Abraços cordiais...

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  3. Muito obrigado pela pesquisa! Ótimo trabalho ;)

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    1. Que bom que apreciou. Suponhamos que você é um membro desta grande e pioneira família...abraços cordiais.

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  4. Olá, Angelina. Achei incrível a sua narrativa a respeito da família Wagner. Meu bisavô, Bruno Wagner (casado com Frieda Wagner), nasceu em 1890 e está sepultado no cemitério Luterano do Warnow, bairro onde moro. Você sabe onde eu poderia encontrar material que permitisse "encaixar" meu ramo familiar nessa história?
    Parabéns pelo seu trabalho de pesquisa.
    Att., Vitor Wagner

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    1. Oi Vitor.
      Não saberia lhe informar. Posso indicar o Museu de Lomba alta em Alfredo Wagner, organizado por um membro da família. Ele possuem a árvore genealógica.
      Abraços.

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  5. Parabéns pelo resgate histórico. Gostaria que nos falasse como ou o que despertou em você o interesse pelo assunto aqui tratado. Abraços, Eliane.

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    1. Bom dia, Eliane.

      “...pelo assunto aqui tratado. ” Seria no blog?
      Faço como Arquiteta Urbanista, a profissão de minha vocação e a qual cursei a duras penas, com família e poucos recursos, durante a década de 1990. Corri atrás daquilo que me fazia realizada. Após a formatura, deparando-me com a realidade da cidade, tentei de algumas maneiras, frear um pouco o descontrole da ausência de planejamento e valorização de questões que denotam e fortalecem a identidade cultural da cidade. Fiz várias e diferentes tentativas, inclusive politicamente. Percebi a duras penas, que a questão toda também é uma ferramenta na mão de poucos que não a percebem como algo importante para toda a população. Faz parte do discurso político, mas não das políticas públicas e ações. Foi sufocante assistir e não poder contribuir para minimizar o “fenômeno”. Por um tempo utilizei o espaço da imprensa oficial local, através de artigos e cartas. Percebi que também ali, poderiam publicar o que interessava a alguns, mas não tudo e verdadeira importância à comunidade.
      Tive crise de identidade. Se realmente minha intuição me pregava alguma peça e eu estava enganada sob determinados aspectos relacionados à cidade. Viajei para a Alemanha e me deparei com outra realidade e verdades e que tinha sintonia com aquilo que ansiava para as cidades da nossa região. As cidades alemãs que convivem com o mesmo sistema capitalista ou até mais, no entanto não perderam alguns valores a partir de iniciativas de sua população que recebe educação, informação e é politizada.
      Percebi que aqui no Brasil usam o caos e a total ausência de informações para enterrar mais ainda a segregar muito mais, dizendo ‘ que as coisas estão piores” que tudo está errado”, como se fosse algo generalizado no Planeta. Mas isso ocorre aqui, na nossa realidade.
      Resolvi então, graças ao momento da tecnologia atual, produzir informações e ventilar desprovida de intermediário…As postagens acontecem de maneira intuitiva o faço como Arquiteta e Urbanista. É uma “válvula” de escape e a frustração não incomoda tanto. É um trabalho que faço nas minhas horas de folga. Faço pesquisas relacionadas à cultura da região onde está situado Blumenau. Se estivesse residindo em outra cidade com berço de outra cultura, como Salvador, por exemplo, estaria publicando uma pesquisa com outro perfil e por certo estaria fazendo parte de uma "roda de capoeira", onde as pessoas participam e outras não estranham que não sejam descendentes afros, mas sim alemães, ingleses entre outros povos.
      Já me questionaram porque eu trajo um traje alemão. É porque estou residindo na cidade de Blumenau e aqui não tem a cultura da música axé e do samba (que não é música de todas as regiões do Brasil – mas o produto que vendem lá fora, a partir da primeira capital do Brasil – Rio de Janeiro). Nem minha cidade natal, que está na serra catarinense o tem.
      Faço-o como arquiteta e professora de arquitetura. Tenho escritório de arquitetura e trabalho na área desde 1996.
      Encontrarás mais esclarecimento nesse link...https://angelinawittmann.blogspot.com.br/2015/06/nossa-palestra-na-associacao-cultural-e.html
      Abraço cordial e amigo

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  6. Angelina, boa noite. Parabéns pelo ótimo texto genealógico, bem completo! Por acaso, em suas pesquisas, descobriu algo sobre HEDWIG GOTTSCHALK WAGNER que foi casada com HARRY WAGNER? Eles eram de Santa Catarina e seus pais eram da Alemanha.

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    1. Bom dia. Não descobri nada sobre Hedwig. Quando descubro algo novo, coloco no texto para todos.
      Abraços.

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  7. Angelina, bom dia. Parabéns pelo ótimo texto genealógico, bem completo! Por acaso, em suas pesquisas, descobriu algo sobre HEDWIG GOTTSCHALK WAGNER que foi casada com HARRY WAGNER? Eles eram de Santa Catarina e seus pais eram da Alemanha. Se tiver alguma informação, por favor, em envie por e-mail: marcelosantosadv2016@gmail.com muitíssimo obrigado! E parabéns pela pesquisa.

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    1. Bom dia.
      Grata.
      Não descobri. quando descubro algo novo, compartilho com todos nesse espaço.
      Abraços.

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  8. Angelina, parabéns pela riqueza de detalhes! Você sabe onde eu poderia localizar maiores informações sobre Mathias, irmão de Pedro, bem como de seu filho Felipe Roberto Wagner?

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    1. Grata. No Museu de lomba Alta, no município de Alfredo Wagner - também um membro da grande família Wagner. Abraços.

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    2. Olá, Felippe Wagner era pai do meu bisavô Paulo Wagner

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    3. Olá! Seguem algumas informações sobre Mathias Wagner, sétimo filho dos imigrantes Georg Jakob Wagner e Maria Katharina von Kurz. O casal teve nove filhos, e apenas os dois últimos - Mathias e Frederico - nasceram no Brasil, mais precisamente em São Pedro de Alcântara.
      7. Mathias Wagner nasceu em São Pedro de Alcântara em 02/12/1829. Morreu afogado no Rio Itajaí Açu em 10/05/1885. Casou entre 1850 e 1855 com Anna Maria Theiss (20/02/1833, em Erkrath,Westfalen, filha de Valentin Theiss e de Maria Gertrudis Gödert (filha de Ioannes Iacobus Gödert[*1779] e de Maria Margaretha Gaez[1784-1813]). Anna Maria Theiss era sobrinha de Maria Anna Gödert; logo, Mathias era irmão e sobrinho por afinidade de Christian. Os filhos de Mathias (Maria [*11/03/1854], Catharine Wagner Hein[*02/05/1859], Philipp Robert [*29/05/1865, em Brusque], Gertrude Margarethe Wagner Belz[*12/05/1868, em Brusque], Leonide W. Peggau [12/05/1876] foram batizados na igreja luterana de Blumenau.

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    4. Obrigada pela contribuição Juliano. Parabéns pelo trabalho pelo resgate e manutenção da história da família. Abraço grande.

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  9. Sou tataraneto de Peter Wagner. Neto de Mathilde Friedrich.
    Linda história.
    Luiz Gustavo Friedrich

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    1. Boa noite, Luiz Gustavo.
      Linda história, realmente, tem o teu antepassado e uma grande família. Fico feliz que tenhas apreciado.
      Abraços.

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  10. Bom dia Dona Angelina,
    Sou Pedro Jayme dos Santos, neto de Pedro Borges dos Santos, bisneto de Joao Conrad Schimtz...bela matéria. Tenho grãnde admiração por seu trabalhoe e com identificação mútua seu pensamento. Vida longa a você com as bênçãos de Deus.

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    1. Boa tarde, seu Pedro. Muito prazer. Somos filha de um xará seu,seu Pedro também.
      Que bom que leu e apreciou nossa pesquisa. Foi feita, como também as demais, com intuito de contribuição e compartilhá-las ao vento...E as sintonias ocorrem naturalmente.
      Vida longa ao senhor e aos seu familiares. Muito obrigada.
      Abraços de Blumenau.

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  11. Magistral seu trabalho, Angelina! Li-o com toda a atenção, encantando-me com a substância dos conteúdos e a riqueza de detalhes. Descendo de Christian Georg Wagner(meu tetravô), irmão primogênito de Johann Peter. Sou bisneto de Alfredo Henrique Wagner, patrono do município onde nasci e resido.
    Segue minha árvore genealógica:
    Georg Wagner & Maria Katharina von Kurz > Christian Georg Wagner e Maria Anna Gödert > Henrique Cristiano Wagner e Maria Caetana Wagner > Alfredo Henrique Wagner & Júlia Freiberger Wagner > Olíbio Leandro Wagner & Santília Schmidt Wagner > Norberto Wagner & Eunice Franz Wagner > Juliano Norberto Wagner

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    1. Ahh Juliano Wagner, se teus antepassados Georg Wagner e Maria Katharina von Kurtz (Responsáveis pela grande ramificação dos Wagner no estado de Santa Catarina) pudesse vislumbrar sua descendência através de teu trabalho, relacionado à cultura, à memória e à musica, por certo estariam muito felizes.
      Que bom que tirasse teu tempo o dispensasse para ler esta pesquisa sobre o pioneiro dos pioneiros na região do Vale do Itajaí e também na região do pé da serra catarinense e de São Pedro de Alcântara. Colocarei tua contribuição na postagem.
      Abraços do "tipo quebra costelas" expressão dos meus antepassados de Vacaria... :)

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  12. Bom dia. Belissimo trabalho de pesquisa o seu. Meu bisavo era johann wagner. Porem de campod estsdo rj. Parece que sao o wagner da Suiça.Enquanto os wagner alemaes forsm p o sul do pais, não? Vc pode me enviar alguma referencia destes wagner? Tb escrevo um livro a respeito. Obrigado

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    1. Podes referenciar o Blog. Local onde são registrados informações coletadas e onde membros desta família se encontram.
      Abraços.

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  13. Olá a todos os descendentes da família Wagner.

    Me chamo Gustavo e sou descendente de Mathias Wagner, pela parte de seu filho Phillip Robert que acredito ser pai de meu bisavô, Paulo Wagner.

    Estou a procura de documentos a respeito de nossa família e dos cemitérios onde os nossos antepassados estão sepultados.

    Fiquem a vontade para entrar em contato

    44 99869-0700
    gustavo.wagner@live.com

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    1. Muito bom, Gustavo. É uma família muito grande e está espalhada pelo Brasil e fora do Brasil, também. Abraços.

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  14. Oi pessoal meu nome e José Adão crescenzio também sou da família Wagner eu morro na cidade de São Carlos sp a minha vó e da familia Wagner Cristina Wagner o pai chama Felippe Wagner e o vô da minha vó chama Frederico Jorge Wagner e o bizavo da minha vó chama Georg Jorge Wagner

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    1. Muito bom, és descendente, desta grande famíliam, cujo patriarca foi Gerog Wagner.
      Abraços.

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  15. Bom dia.
    Sabe me dizer se o busto de Pedro Wagner ainda existe?

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    1. Bom dia....Se existe seu paradeiro é desconhecido. Não está mais no local.

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