quinta-feira, 19 de março de 2026

Anni (Schaefer) Brunner - Personalidade da Literatura de Blumenau e que fundou uma editora na Década de 1930

Burilando as entrelinhas da história de Blumenau, principalmente a cultural, encontramos uma personalidade interessante: Anni (Schaefer) Brunner, imigrante alemã que se casou com o filho do engenheiro-arquiteto Eugen Brunner (de Würzburg, Unterfranken) e de Anny (Schell) Brunner (de Kronberg) (1884–1958), Fred Willy Brunner (1913–).
Anni, a exemplo de uma contemporânea sua, Gertrudes (Hering) Gross, foi uma renomada escritora e também fundadora de uma editora conhecida, a Krystall-Verlag, onde publicava suas obras e também as de Gertrud Gross.
Krystall-Verlag era o mesmo nome de uma editora fundada em Viena, Áustria, em 7 de fevereiro de 1922, com base em um contrato social datado de 29 de novembro de 1921, cujo objetivo era efetuar a publicação e distribuição de periódicos. Isso incluía, em particular, a revista de arte "Belvedere". Esta empresa austríaca que inspirou Anni também listava a venda de obras de arte por comissão e uma livraria de livros antigos.
Anni, da família Schaefer, casou-se com Fred Willy Brunner — que poderia muito bem ser Frederico ou Friedrich, bem como Willy poderia ser Wilhelm; não descobrimos. A escritora alemã nasceu em 27 de junho de 1920. Além da editora, ainda na década de 1930, fundou a revista Deutsch-brasilianische Jugend-Zeitung (Jornal da juventude teuto-brasileira). Seu formato era 16 x 25,5 cm e continha 20 páginas. Sua impressão era feita na tipografia Baumgarten, cuja redatora era Alice Olympia (von Mörs) Schwartzer (1883–1964), terceira filha de Paul Schwartzer e de Matilde von Knorring.
O conteúdo das publicações da revista era diversificado, abrangendo desde poesias, contos e dicas até piadas e variedades. Sua periodicidade era mensal e foi publicada até julho de 1936, somando 12 números até ser interrompida.
Antiga residência da família Schwartzer.
Parte do Museu da Família Colonial.
Pode-se afirmar que Anni Brunner quebrou paradigmas ao fundar e administrar uma editora de livros e uma revista, ambientes normalmente masculinos. A Deutschbrasilianische Jugendzeitung (Revista para a Juventude Teuto-Brasileira) tinha como objetivo atender a um público específico.
Todos os números da revista foram impressos em letra gótica. A revista era, naturalmente, publicada pela Krystall-Verlag e tinha como chefe de edição a também filha de Paul Schwartzer, Alice (von Moers) Schwartzer, cunhada do jovem engenheiro alemão da equipe de construção da ferrovia EFSC, Johann Otto Rohkohl (ou Otto Rohkohl), que era casado com sua irmã, Edith Anna Schwartzer. Esta era mãe de Renate Luise Rohkohl, que doou a casa da família para a administração pública de Blumenau, que faz parte do Museu da Família Colonial, e que é pouco divulgada, mesmo que seu pai tenha sido o primeiro Diretor da EFSC e também Consul Honorário da Alemanha em Blumenau.
Anni Brunner publicou, através da editora, diversos livros de sua autoria, muitos dos quais eram romances. Uma de suas publicações abordou, em forma de registros para a história, a imigração alemã para o sul do Brasil (Die Stimme der Heimat).
Anni Brunner faleceu em 29 de agosto de 1999 e está sepultada no Cemitério Luterano Centro - Blumenau.

Um registro para a História.
 
Eu sou Angelina Wittmann, Arquiteta e Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade.
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