sábado, 5 de outubro de 2019

Herr Schmidt - o carpinteiro que tocou por mais de 25 anos seu bandoneon no Oktoberfest Blumenau - no Bierwagen

Estamos em ritmo de postagens "Escrevendo o livro 'Fachwerk - Técnica Construtiva Enxaimel'". Em Breve retornaremos ao ritmo de postagens diárias. Agradecemos a compreensão.
Arthur Schmidt, com 61 anos de idade, no Bierwagem do primeiro desfile da primeira Oktobefest Blumenau - Ano 1984.
Durante pesquisa, com Jones Schmidt e Marciano Pereira .
Estação de Matador - EFSC, 
Alto Vale do Itajaí  .
Pesquisando por aí no grande Vale do Itajaí, vamos encontrando descendentes de personalidades que passam e deixam sua marca na História, dentro de um leva de anônimos que não aparecem nos livros de histórias, mas que fizeram história no territória da antiga Colônia Blumenau, não importando qual o período.
Pesquisando a ferrovia local em 2018, observando os resgates de voluntários, conhecemos um pouco do trabalho do carpinteiro Jones Schmidt, construtor de vagões de madeira e de casas enxaimel. Aprendeu o ofício com seu pai e este, com seu Opa.
Entrevistamos o Jones na ocasião - vídeo abaixo e a postagem, no final desta, para quem desejar ler.
Quem foi o Opa de Jones Schmidt? - que deu seu nome ao pai de Jones - Arthur Schmidt.

Conversando com Jones Schmidt - neto de Herr Schmidt
Arthur Schmidt - Opa de Jones Schmidt

Conversando com Jones Schmidt descobrimos que este era filho de Arthur Schmidt, que por sua vez, era filho de Arthur Schmidt (novamente), sendo todos os três, carpinteiros de profissão e construtores de casas enxaimel

Um pouco sobre o Opa Arthur Schmidt...

O Opa Schmidt era neto de imigrantes alemães de Berlin. Propagava que, na sua casa - a família se comunicava somente no idioma alemão. 
Fotografia no Desfile na Rua XV de Novembro em outubro de 2008 - Foto:  Franco Rodrigues.
Nesta fotografia, Herr Schmidt contava com 86 anos.
Anderson Töwe.
Herr Schmidt construía casas com a estrutura enxaimel, fazia móveis e também pintava casas, quando, após a 2° Guerra Mundial, não se construía mais com esta técnica, como antigamente. 
Parece incrível, mas quase todo construtor de casas com madeira, sabe tocar o bandoneon
Não é o primeiro que encontramos. Atualmente conhecemos também Anderson Töwe de Jaraguá do Sul, que além de musicista do instrumento - bandoneon, constrói e restaura casas enxaimel.
Trabalho atual executado por Töwe.
Música e carpintaria, arte e arquitetura - que contribuem para a identidade de uma cidade e região. 
Isso também sabia Herr Schmidt, que participou desde o primeiro desfile na primeira Oktoberfest Blumenau - 1984, tocando seu bandoneon.
Tornou-se uma das figuras folclóricas do Oktoberfest Blumenau - O Opa do bandoneon, que no Bierwagen, distribuía chope na cidade. Fez isto desde a primeira edição da festa. Gostava de dizer e de contar que participou, ininterruptamente de todas as Oktoboberfest's Blumenau, mais de 25 anos, nos meses de outubro - desde 1984.
Contou que pegou pela primeira um instrumento musical, quando tinha a idade de 9 anos. Fez-no escondido do pai, quando pegou sua gaita para tocar no vizinho. Uma arte artística. Aprendeu sozinho ordenar as notas musicais em melodia, melodia da música além mar. Além da gaita aprendeu a tocar violão, violino, teclado e o bandoneon. 

Tocava um bandoneon construído em 1965, um dos muitos que ele possuía, dentre os quais, um está  muito bem guardado com Jones Schmidt. 
Um dos bandoneons de Herr Schmidt.
Primeiro Desfile da primeira Oktoberfest Blumenau - o Bierwagem - do qual Herr Schmidt  tocava, enquanto era distribuído chope ao público da Rua XV de Novembro.

[opa+do+bandoneon+(1)blog.jpg]O Opa Arthur Schmidt partiu no dia 22 de janeiro de 2010, quando contava com 88 anos de idade. Na época de sua despedida foi lembrado pela comunidade de Blumenau - comparado-o a outros personagens do Oktoberfest Blumenau que já tinham partido: a Espanhola e o  Horácio Braum. 
Fotografia feita quando Herr Schmidt tinha 83 anos  - durante o desfile do Oktoberfest Blumenau 2005 - Fotógrafa de Sabrina Frâncio/PhotusPress.
Herr Schmidt, com seu neto Eduardo Alexandre Maueler - que muitas vezes o acompanhou nos desfiles. Eduardo  partiu em 2018.




"Cada vez que escuto uma música dele e como se estivesse junto." Eduardo Alexandre Maueler
Um dos  chapéus de Herr Schmidt que estava com Eduardo Maueler até o final.
"O inicio de um legado deixado pelo Opa..." Eduardo Alexandre Maueler
Um dos primeiros bandoneons de  Eduardo Maueler.

O neto de Herr Schmidt, Eduardo Alexandre Maueler, era o tocador de bandoneon da Die Dorfmusikanten - Rock'n Volxmusic que tanto apreciamos conhecer e sobre a qual escrevemos - Banda de Witmarsum PR, a qual conhecemos em Curitiba no IV Concórdia Tanzboden - em julho de 2019. 

Temos planos de ir a Wittmarsum ver Die Dorfmusikanten - Rock'n Volxmusic tocar da festa de sua cidade.
Descobrimos esta história agora!! - Dia 5 de outubro de 2019  - É fantástico!




















Ein Prosit!!


Um pergunta...
Foi mencionado tanto "bandoneon", alguém teria um para emprestar para um jovem músico e folclorista, para sonorizar uma roda de canto após o ensaio de dança folclórica. O instrumento fica também sob nossa responsabilidade. É um jovem de grande capacidade e vocação e muito nos sensibilizou. Registraria o seu uso e compartilharia neste espaço. Apreciamos construir pontes.
Se sim....entrar em contato conosco.


A História do Oktoberfest Blumenau - Para conhecer - Clicar sobre:

















































segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Musik in der Nacht

Estamos em ritmo de postagens "Escrevendo o livro 'Fachwerk - Técnica Construtiva Enxaimel'". Em Breve retornaremos ao ritmo de postagens diárias. Agradecemos a compreensão.

Guten Abend Freunde!
Um pouco de música na noite...







Bis Morgen!









O livro - A FERROVIA NO VALE DO ITAJAÍ Estrada de Ferro Santa Catarina

Estamos em ritmo de postagens "Escrevendo o livro 'Fachwerk - Técnica Construtiva Enxaimel'". Em Breve retornaremos ao ritmo de postagens diárias. Agradecemos a compreensão.



Nenhuma descrição de foto disponível.
Em ritmo de término do livro - Fachwerk - Técnica Construtiva Enxaimel, o qual seguirá seu processo até estar pronto na mão e que será lançado nos primeiros meses de 2020, exatos 10 anos após o outro livro - A Ferrovia no Vale do Itajaí - Estrada de Ferro Santa Catarina que o compartilharemos neste momento - aos interessados e pesquisadores, pois é para isso, que este trabalho existe.

Palavras do Professor Vilmar Vidor, orientador da Dissertação de Mestrado na UFSC - Programa de Pós-Graduação em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade que originou este livro.
O desenvolvimento do Vale do Itajaí poderia ter sido melhor se a Estrada de Ferro Santa Catarina não tivesse sido desativada e, sim, administrada com seriedade e competência. O resgate e a análise minuciosa, por Angelina Wittmann, de um conjunto importante de documentos provam a tese de que o desmonte da Estrada foi um procedimento inconsequente.
Resultado de imagem para vilmar vidor
A tese, muito além da dedicação acadêmica e científica, é um trabalho de descoberta de antigas emoções que ainda são reveladas em determinados lugares da Estrada, como em algumas estações reconstruídas/restauradas por associações de amigos apaixonados pela Estrada de Ferro; pela beleza das pontes em estrutura de ferro importado e abandonadas no interior da mata atlântica. Dentre essas pontes, pelo menos duas estão sendo reutilizadas para o trânsito viário em Blumenau e em Rio do Sul. Angelina resgata, igualmente, a memória viva de alguns usuários e trabalhadores da Estrada de Ferro, revivendo momentos de glória e prosperidade no imaginário das pessoas do Vale do Itajaí.A obra, pela complexidade de seu desenvolvimento e pelo conjunto de documentos expostos, compreende um acervo importante para a história, a geografia, a arquitetura e o urbanismo do Estado de Santa Catarina.

Prof. Vilmar Vidor

Vídeos e imagens de seu lançamento na cidade de Blumenau - Teatro Carlos Gomes - Blumenau em 30 de abril de 2010.
















Imagens de seu lançamento na cidade de Rio do Sul - na Galeria de Artes Arno Georg da Fundação Cultural  - em 22 de setembro de 2010. 
























Imagens de seu lançamento na cidade de Florianópolis - Assembléia Legislativa - em 13 de abril de 2011. Fotos Fábio Queirós 






Wilson Wan Dall










Infelizmente perdemos o arquivo configurado para a impressão na Editora, por isso, o número das páginas não conferem e ainda está um pouco "esculhambado" e diferente daquelas publicadas no livro em edição impressa - Disponibilizamos, portanto, para a sua Leitura.

 Para sua pesquisa, leitura e observações disponibilizamos o livro, no link abaixo. Para isso basta "clicar" sobre:

A FERROVIA NO VALE DO ITAJAÍ - Estrada de Ferro Santa Catarina

Boa leitura!























sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Já para História - Imagens - Momentos 10 anos - 4 - Um momento do Oktoberfest 2012 - Rikobert Döring e família

Estamos em ritmo de postagens "Escrevendo o livro 'A Técnica Construtiva Enxaimel - Fachwerk'". Em Breve retornaremos ao ritmo de postagens diárias. Agradecemos a compreensão.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012


Rikobert Döring e sua família marcaram presença no Restaurante do Setor 2 da Vila Germânica. Imagens captadas no dia 12 de outubro de 2012.
 Rigo Döring como é conhecido entre os amigos, foi o fundador e idealizador de uma das Bandas mais conhecidas da região - Banda Cavalinho Branco.
A Banda Cavalinho Branco criada por  Rikobert Döring tem mais de 35 anos de música na cidade, região, Brasil. Seu início aconteceu junto ao Restaurante Cavalinho Branco situado na antiga Maternidade Luterana - Johannastift, atual Casa do Comércio e que inspirou o nome da banda - Banda Cavalinho Branco.

Primeira composição da Banda Cavalinho Branco foi:

Rikobert Döring (Rigo): Acordeon;
Marcos Döring:  Trompete;
Marcos Novaski: Sax e Clarinete;
Perfeito Aguiar: Bateria e ritmo;
Osni Sievert:  Contra Baixo;


Disco do Ano de 1978





















Em um "disco LP" que data o ano de 1978  apresentavam as seguintes canções:

Lado A
Im Weissen Rössel (Ralph Benatzky)
Seerosen (Arr: Rigo)
Köhlerliesel (Karl Uhlisch)
Die Holzauktion (Folclore alemão)
Rosamunde (Lew Brow - Jaronir Vejvoda)
5 de Julho (Rigo)

Lado B
Rosemarie (Folclore alemão)
Lilli Marlen (Norberto Schultze - Hans Leip)
Czardas - Fürstin (Kalmon)
Erika (Niel - Niel)
Edelweiss (Richard Rodgers)
So Ein Tag (Rothenburg)

Quase todas as músicas deste disco podem ser ouvidas e vistas nos vídeos postados no próximo Post. Uma homenagem ao Cavalinho e à sua tradição. Algumas das músicas gravadas - no final da postagem.

Vídeo do  Restaurante que emprestou o nome à Banda Cavalinho Branco.


Atualmente a Banda Cavalinho Branco tem outra formação, mas segue animando e levando a música local para muitas partes do país, além de ser uma das atrações do Oktoberfest Blumenau.

Curiosidades:

O edifício no qual funcionava o Restaurante do Cavalinho Branco, é um dos pontos focais relevantes na paisagem urbana de Blumenau. Seu valor histórico é imensurável e sua concepção arquitetônica única. Foi construído em duas etapas, sofreu um acréscimo posterior. 
Sua história teve início na década 20 do século passado. O local, de propriedade da Sociedade Evangélica das Senhoras de Blumenau, foi no princípio, a sede do terceiro local próprio para obstetrícia na cidade de Blumenau, conhecido como Maternidade Blumenau ou também Johannerstift. A maternidade primeiramente, funcionava em uma casa alugada. Com a grande procura dos serviços prestados, houve a necessidade natural de um espaço maior. Em 1920, a Joahanna Hering doou à Sociedade, um terreno na Alameda Rio Branco, no Bairro Jardim Blumenau. 
No dia 27 de abril de 1922 iniciou-se a construção do prédio cujo partido arquitetônico apresentava fortes traços da arquitetura neocolonial e um programa de necessidades moderno, para a época. O conjunto final foi uma tipologia rica em detalhes e adornos resultando uma concepção única, onde houve a prioridade da função do programa de necessidades. O arquiteto da primeira fase, Kaulich Senior, procurou criar um espaço agradável que lembrasse o ambiente familiar, ignorando o aspecto hospitalar. A forma e os detalhes da tipologia lembram a casa da família. 
A inauguração da maternidade, em uma primeira etapa, aconteceu no dia 30 de Setembro de 1923, como Johannastift (Fundação Johanna). 
Mais tarde, o Arquiteto e Engenheiro Franz von Knoblau projetou e construiu a nova ala em uma ampliação integrada à primeira parte da construção, seguindo e respeitando o partido arquitetônico já existente. Aparentemente a ampliação passa despercebido para os olhos menos atentos. O conjunto ficou simétrico e integrado. Atualmente, no local está instalado a Casa do Comércio do Blumenau.

História viva, rendendo sonoridade e prazer através de sua música. 

Na noite do dia 24 de outubro de 2012, o Coro Masculino Liederkranz do C.C. 25 de Julho de Blumenau interrompeu sua apresentação no Biergasrten da Vila Germânica - Oktoberfest 2012 e fez uma homenagem a este personagem importante da cultura e da tradição da cidade de Blumenau e região - Rikobert Döring.

Ein Prosit!!



Seerosen

Köhlerliesel


Die Holzauktion


Rosamunde


Lili Marlen


Edelweiss


So Ein Tag

Coincidentemente, música relacionada ao Carnaval alemão - Observar a platéia e o coro e suas fantasias carnavalescas.
Muito diferente do carnaval sul americano e brasileiro.


Bis Morgen