terça-feira, 29 de outubro de 2013

Para apreciar... Yodel Chörli Lehn

Grupo de Yodel natural de Bern, logo após a fronteira com o cantão de Lucerna, situada no divisor de águas entre as duas cidades de Berna e Lucerna - Comunidade de  Escholzmatt. 

Há quatro clubes de Yodel dentro da comunidade e um deles é o Yodel Chörli Lehn. Em Lehn, uma aldeia no município, em 1961, alguns vizinhos se uniram para criar o Yodel Chörli. Nos anos 50, o Chörli foi um coro muito conhecido. Por 27 anos, o maestro Sr. Gody Studer, que criou o Yodel Chörli Lehn e conquistou muitas premiações. Em 2005, Sr. Gody Studer entregou o cargo de maestro para o seu filho - também Godi Studer - que misturou yodelling upscale com espirituoso e alegre (Yodel) , continuando a tradição.

Primeiro tenor
Traseira esquerda para a direita: Stefan Thalmann, Franz-Josef Wicki, Karin Bieri, René Stalder Theo Studer; Frente: Annalies Studer (à esquerda), Marie-Theres Bieri (à direita)
Segundo tenor
Traseira esquerda para a direita: Thomas Krummenacher, Simon Strebel, Sami Studer; frontal esquerda para a direita: Franz Markus Stadelmann, Heinz Grimm, como Jean Berger
Primeiro Baixo
Traseira esquerda para a direita: Toni Portmann, Jacob tirano, Matthias Krummenacher, Edi Tanner, Philip Lustenberger; Frente: Franz Bieri (à esquerda), Ivan Portmann (à direita)
Segundo baixo
Traseira esquerda para a direita: Chritoph Wicki, Franz Krummenacher, David Bieri, Roger Limacher; Frente: Godi Studer (à esquerda), Gody Studer (à direita)




Para saber mais - clicar sobre:jodlerchoerli



segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Musik in der Nacht

Guten Abend Freunde!
Um pouco de música e dança na noite...











Bis Morgen!



Últimas canções do Show - Velhos Camaradas - Oktoberfest 2013.

Os cantores do Coro Masculino Liederkranz do C.C. 25 de Julho de Blumenau interpretaram os Hinos Nacionais da Alemanha e do Brasil, para terminar sua apresentação do Show dos Velhos Camaradas no 30° Oktoberfest de Blumenau.
Registramos.




Monalisa - Análise de Uma Obra


Certamente é obra de arte, de todos os tempos, mais conhecida do Ocidente. Reconhecida de imediato, em qualquer lugar do mundo, pelo nome - Monalisa.
Ela foi roubada e recuperada em circunstâncias dramáticas, surrealizada pelo acréscimo de um bigode, transformada em temas de canções populares e usada para anúncios publicitários.
O nome da Obra provem, segundo Vasari que afirma: O modelo foi Madonna Lisa Gherardini ( “Mona” é contração de “ Madona”, que significa “ Minha Senhora” ou “Madame”). Era esposa de Francisco Del Gioconda, um proeminente comerciante florentino, que fez a encomenda a Da Vinci. O Quadro também é conhecido pelo nome de La Gioconda, do nome de casada de Mona Lisa.

Lisa Gherardini tinha 25 anos quando o quadro começou a ser pintado em 1503. Apesar de ser mostrada numa pose nobre e altiva, estava vestida de maneira simples, para uma esposa de um homem rico e influente de Florença.

Francesco não chegou a possuir o quadro. Depois de passar quatro anos trabalhando na obra, Da Vinci não conseguiu concluí-lo, levando-o consigo para a França, razão pelo qual se encontra no Louvre.

Giorgio Vasari
A Obra, hoje, apresenta os tons diferentes da época de Da Vinci. Vasari escreve sobre o naturalismo da pintura, sobre os olhos lustrosos de Monalisa, de suas tonalidades róseas da carne e dos lábios vermelhos. Constata-se o quanto sua aparência foi modificada pela idade e pelo verniz. A atmosfera aquosa verde-amarela não faz parte de concepção original de Da Vinci. Algumas das qualidades misteriosas da obra são no mínimo acidentais. Por outro lado, o sorriso de Monalisa foi descrito por Vasari, como “mais divino que humano”, o que indica que aquela qualidade estranha e especial foi valorizada a partir do século XVI. Vasari afirma que Leonardo da Vinci se serviu de músicos e bufões para evitar que seu modelo parasse de sorrir e caísse na expressão de melancolia convencional.

O cenário de fundo, paisagem esfumaçada de picos rochosos é uma característica de Da Vinci, que acrescenta um elemento conscientemente romântico ao trabalho.

Análise

Ao observarmos esta obra de Leonardo da Vinci nos envolvemos pelo mistério que ela emana. A obra nos transmite a dualidade existente na época renascentista. Apresenta um olhar inquisidor e penetrante, que parece estar censurando por algum motivo, contrapondo ao sorriso doce e amistoso.


A obra possui vida própria, não poderíamos afirmar se por mérito do artista, ou se por ação dos anos, que a modificou. Ao observá-la, temos a impressão que Monalisa tenta se comunicar através da expressão de seus olhos.

A obra está em equilíbrio sob a ótica estética? O equilíbrio de uma obra está no estado de distribuição no qual toda ação chega a um repouso. Uma composição equilibrada apresenta todos os fatores como: configuração, direção e localização em harmonia, onde não há possibilidade de alteração dos mesmos. O entorno assume um caráter necessário de todos estes fatores. Ao contrário, uma composição desequilibrada parece acidental, temporária. Seus elementos apresentam uma expectativa de movimento, a fim de buscar um estado de repouso e um melhor relacionamento com estrutura total.

O peso e a direção são fundamentais para se obter o equilíbrio.

Monalisa de Leonardo da Vinci está em perfeito equilíbrio. O peso está localizado no “colo” de Monalisa, situado no “Centro de Gravidade” do quadro ( com um leve desvio para a esquerda). Sua fronte está equidistante de suas mãos, com referencia ao “Centro de Gravidade”, apresentando visualmente, o mesmo peso, com isto o equilíbrio.

Dentro de uma análise, ao ligar dois ou mais pontos através da semelhança, um pintor pode estabelecer o movimento visual, determinando a direção do olhar do observador. O equilíbrio também se estabelece quando as forças que compõe o sistema se compensam entre si mutuamente. Leonardo da Vinci consegue este movimento visual partindo do olhar de Monalisa. Este é o ponto focal central. Este ponto atrai o olhar do observador, a tendência a seguir é do olhar desviar para o colo, em seguida para as mãos em repouso, seguindo para o braço esquerdo banhado por uma réstia de luz, levando até o caminho sinuoso do cenário e retornando aos olhos, ponto inicial. Desta maneira encerrando o ciclo, caracterizando o sistema nulo e equilibrado. A direção principal e dada ao longo do eixo do esquema estrutural. O equilíbrio é percebido através da direção e pela localização do peso. Sua configuração limita-se ao que se pode observar a partir de um ponto fixo de observação, característica do renascimento.

A forma é a configuração visível do conteúdo. Na obra ela é resultado do efeito da luz e da sombra com as cores. A luz é tênue e difusa, atribuindo o ar de mistério a fronte de Monalisa. Cria partes claras e escuras da composição que interfere diretamente no equilíbrio.



O artista tencionava retratar Dona Lisa Gherardini, e a eternizou através de seu sorriso e olhar enigmáticos. A cada momento seu sorriso parece dizer algo. As vezes cínico,outras inocente, sobressaindo da postura solene e formal do corpo.




Maibaum - (Árvore de Maio)


Estivemos na Alemanha em algumas oportunidades nos meses de abril e maio e acompanhamos de perto as festividades e o ritual do Maibaum na cidade de Rödelsee, cidade de Unterfranken, norte da Baviera. Também vimos o Maibaum nas praças de inúmeras cidades da Alemanha, por onde passamos dentro de um trajeto de 4 mil Km. 
 

 

 

Neste dia, em Rödelsee, com chuva e frio, bem cedo, não afastou as pessoas do tradicional festejos do Maibaum.
Vamos conhecer o  Maibaum...

No momento, sentimos o desejo de escrever sobre, para deixar registrado o conhecimento. Intuitivamente sentimos tratar de  uma prática muito antiga. Praticada muito antes da chegada dos romanos e com eles, do cristianismo à região. E de fato assim o foi. Talvez, foi uma adaptação da religião dos romanos e germanos ao cristianismo que chegou depois desta prática.
No velho continente, o mês de maio, apresenta uma época na qual, a primavera começa a exibir as suas cores mais exuberantes, época das primeiras colheitas e do amor. E assim sempre o foi desde os primórdios e da época dos germanos descrito no (Para ler - clicar sobre) Livro Germânia - Tácito. Os germanos viviam na mata e seus rituais eram voltados para os seres que viviam na mata.
Maibaum de Kresbronn - 2013.
Maibaum de Kresbronn  - 2013.
Existiam inúmeros rituais e neste período também, rituais da fertilidade e carregado de simbolismos entre eles, o Maibaum ou Árvore de Maio, com que se dá boas vindas ao mês da fertilidade, da colheita e da vida. Eckehart Spengler, perito nos ritos de maio, explica que, dentro de religião primitiva dos romanos, antes do cristianismo chegar, as manifestações entre os romanos eram dirigidas à Maia, deusa romana da fertilidade. Também deveria existir uma prática semelhante entre os antigos germanos e na sua mitologia, pois cultuavam as árvores, uma vez que manifestações da natureza ocorriam nesta região. O resultado, de maneira resumida, foi que entre a Páscoa e Pentecostes - do cristianismo -  era hábito saudar a primavera com música e instalar na praça central o Maibaum - Árvore de Maio, representando a Árvore da Vida. 
Uma prática que perdura, por séculos e é tradição em muitas regiões, até os dias atuais.
Outras tradições que tem ligação com o Maibaum, festas de acasalamento, com origens também nas antigas religiões e que fez surgir a Festa das Noivas de Maio – idade média que ainda alimenta a tradição de colocar um galho decorado diante da janela da amada e rege a lenda, que se o galho fluorecer, o amor tem chance, do contrário, não.

Também é conhecido o Walpurgisnacht...

O Walpurgisnacht é um tradicional feriado religioso (celebrado pelos Pagãos, Católicos, Romanos e Satânicos) comemorado em 30 de abril ou 1º de maio em grandes partes da Europa central e do norte. O festival é corrente na maioria dos países que comemoram o Santo Walpurga, nascido em Devon, cerca de 710. Devido ao seu dia cair no mesmo dia, o seu nome se tornou associado com as comemorações, as duas datas ficaram misturadas entre si e criaram o Walpurgisnacht. No folclore alemão o nome é conhecido como Walpurgisnacht ou Hexennacht, comemorado na noite de 30 de abril (véspera do dia 1º de maio) é à noite quando as bruxas supostamente possuem uma grande comemoração aguardando a chegada da primavera sobre a montanha de Brocken. Esta montanha é magnificada por uma sombra de um observador, que geralmente é cercada por um pano de bandas atirado para um banco de nuvem em regiões montanhosas e elevado quando o sol está baixo. O fenômeno foi primeiramente relatado em Brocken. 
Montanha de Brocken.
Por isso à fogueira feita com galhos e cascas do Maibaum serve para "expulsar as bruxas e espíritos malignos" que ficam em formas de cascas e besouros escondidos. Brocken é a mais alta das Montanhas de Harz norte central da Alemanha. 
Na Alemanha o pinheiro utilizado como Árvore de Maio (Maibaum) possui de 60 a 100 anos e chega a medir entre 27 e 32 metros, na tradição essa árvore irá simbolizar força e saúde. 
Maibaum de Miltenberg - 2013.

Maibaum de Miltenberg - 2013.
Os Maibaum´s são, na sua maioria, grandes, árvores altas, com 30 metros aproximadamente, decorados e fixados na praça central da cidade ou na entrada da vila, em um evento festivo será levantada. Na Baviera, tem o espiral a partir da esquerda inferior ao superior direito. Antes de colocar a árvore é realizada uma procissão através da comunidade ou vila e é acompanhada por uma banda, como está registrado no vídeo que fizemos em Rödelsee, e um grupo de danças folclóricas germânicas, onde se dança em torno da árvore (Maibaum), para comemorar o início da primavera e a chegada do verão. 
Em alguns lugares, logo que a árvore esta pintada, ela inicia uma nova fase da vida dela. Isso quer dizer que agora o Maibaum pode ser "roubado". Por isso são organizados turnos para vigiar a árvore. Mas às vezes os guardas noturnos, voltando da festa, não deixam seu sono ser interrompido pelos "ladrões". Se isso acontece, o Maibaum precisa ser resgatado, normalmente o preço do resgate é uma grande mesa com comidas e cervejas. 
O prefeito da cidade dá as boas vindas a todos e agradece as doações realizadas pelos moradores, o reverendo realiza a benção do Maibaum para que ele fique na cidade como forma de força e saúde. Após a "benção", a árvore não pode ser “roubada”. 
Após o Maibaum ser levantado inicia-se a solenidade onde é hasteada a Bandeira ou Flâmula que é acompanhado pelo hino da cidade, a platéia comemora com cervejas e salsichas, enquanto jovens rapazes da comunidade fixam no Maibaum os símbolos de várias profissões manuais e artesanais existentes na comunidade ou vila. 
Tudo isso é acompanhado por música e danças em torno do Maibaum. 
As fitas brancas e azuis sobre a guirlanda tem uma bandagem de magia é uma espécie de bênção da prosperidade. A guirlanda é produzida pelas mulheres jovens da cidade que recolhem donativos e outros enfeites. Pela tradição, o Maibaum precisa ser erguido sem maquinas, nessa hora entram em cena os homens da cidade. Apesar disso, atualmente há cidades que utilizam guindastes para essa tarefa. Pois, é considerado mais importante é a concorrência de quem tem o maior Maibaum. 

A Origem...
A prática dos festejos do Maibaum existe nas regiões de: Emsland, Franconia, Baden e Suábia, Frísia Oriental e na República Checa. Na maioria das regiões, principalmente em Baden Württemberg, Baviera e na Áustria, o seu significado, a partir de um ritual de colocação na praça, são semelhantes e o início das festividades acontece geralmente no dia 30 de abril. 
A origem do Maibaum é muito antiga. Tem raízes nas mitologias germânica e romana adequadas aos muitos locais e práticas do cristianismo.
Os antigos povos da região - nômades e que viviam nas matas, respeitavam e cultuavam seres da natureza. Para isto, tinham rituais que envolviam divindades da floresta, os quais aclamavam e adoravam através de diversos rituais às árvores. Um exemplo, que conhecemos, são os menires, obeliscos, postes sagrados, que possibilitava conexão com o sagrado, tal como também acontecia com a árvore de maio
Há quem afirme que em alguns locais houve perseguição àqueles que praticassem o ritual "pagão"(a religião pretérita não foi respeitada), noutros, foram adaptados à religião cristã, a qual chegou mais tarde, por intermédio dos romanos. Em outros ainda, por algum tempo não foi mais praticado, e após um tempo, foi resgatada a prática do Maibaum. Há registro do Maibaum em uma pintura de Agostinho Buonamici, conhecido como II Tassi – 1580/1644. 
A obra mostra um grande Maibaum na Praça do Capitólio, escalada por jovens. Na Idade Média, muitas vezes, o Maibaum era chamado de Marienbaum, talvez por ser uma adaptação da religião pagã para o cristianismo. Em ambas, o Maibaum tinha relação com a divindade feminina. Na religião pagã era relacionada à Mãe Terra e no cristianismo era relacionada à mãe de Jesus – Maria. Em muitos lugares, de acordo com Eifel, também denominavam a árvore de Pentecostes. 




Na Turígia, em muitas cidades, o Maibaum era montado no dia de Pentecostes. Somente em 1224, em Aachen, de acordo com o Relatório de Cesário de Heisterbach, foi publicado em um documento sobre um mastro de madeira. Outra publicação de 1520 tinha conta sobre o costume de levantar um Maibaum na praça da aldeia, praticado na Franken e na Suábia. Em 1531 foi assinado em um projeto de lei para legitimá-las as festividades do Maibaum na Baviera. Em 1550 há o registro de uma primeira gravura de um Maibaum. 
Na Áustria, mesmo proibido de fazer o Maibaum, é mencionado pela primeira vez em 1466. A maneira de fazer e o  Maibaum como é conhecido hoje, com a ponta verde intactas e o anel, é uma prática desde o século XVI. Na Baviera, é feito como nos dias atuais, desde o século XIX, onde as cidades, agora independentes, e o Maibaum representam o símbolo de autoconsciência. 




Qual o sentido do Maibaum de Blumenau,
que permanece o ano todo na Vila 

Germânica  - local do Oktoberfest  
de Blumenau? Se ainda existir...
Em Blumenau, prefeitos entram e
desfazem o feito pelo anterior.
Sempre tivemos o desejo de escrever sobre este elemento forte dentro das práticas tradicionais da cultura regional da Alemanha que visitamos no ano de 2013 e das quais participamos. Percebemos tratar de algo muito mais antigo do que podíamos imaginar. Muitos repetem e tradição e não possuem o conhecimento e a noção de que seja o resquício de uma prática religiosa envolvendo elementos da natureza, na chegada de um período propício à vida, fecundação e colheita farta através da transição entre as estações da primavera e do verão.


Aprender através das práticas culturais dos antepassados, efetivamente realizadas e com lastro...
 As quais perpetuam na História, através das gerações.



Sou Angelina Wittmann, Arquiteta e Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade.
Contatos:
@angewittmann (Instagram)
@AngelWittmann (Twiter)



















Musik in der Nacht

Guten Abend Freunde.
Um pouco de música na noite....para iniciar bem a semana.















Bis Morgen!!




domingo, 27 de outubro de 2013

Nossos momentos em e Notícias de Rödelsee

Rödelsee
Começamos a conhecer Rödelsee, através dos momentos que  a Banda  Winzerkapelle Rödelsee esteve no centro cultural, durante o Oktoberkaffee e durante a edição do Oktoberfest - do ano de 2010. A Banda tinha estado no Brasil em outros momentos, desde 1988, de acordo com a publicação do Sr. Wilfried Volkmann e Sra. Renate Rossmark no livro Centro Cultural 25 de Julho  de Blumenau - Sua História - 1954 a 2009.


Estivemos, no primeiro semestre deste ano, na companhia dos Coros do C.C. 25 de Julho de Blumenau em muitas cidades e Rödelsee é uma delas e onde deixamos amigos. 
No vídeo a seguir, alguns instantâneos destes momentos.



Para saber mais sobre Rödelsee, clicar sobre:


Também, hoje, recebemos do Sr. Ullrich Haas, notícias publicadas no Jornal da região. Na fotografia, o prefeito de Rödelsee e a Weinprinzessin - Princesa do Vinho - Annalena König que estiveram conosco em maio último. O interessante é que estão em um dos pontos mais originais da cidade - a Casa Velha - Elfleinshäusla. 
Em breve, postaremos aqui sobre esta edificação- A Casa Velha -  restaurada por um grupo de amigos da cidade e usada para visitação pública, como museu e também como ponto de Stammtisch deste mesmo grupo que também seus seus guardiões e fazem sua manutenção.

Recorte do jornal final do mês de outubro de 2013,
enviado por Sr. Ullrich Haas - Rödelsee - Alemanha


Integração a partir da cultura - novos amigos.


Musik in der Nacht

Guten abend Freunde
Um pouco de música na noite...












Bis Morgen.



Arnsberg - Norte Vestfália e um Enxaimel



Recebemos, com exclusividade, uma fotografia da Sra. Ana Alcântara de exemplar autêntico de enxaimel localizado na cidade de Arnsberg  - Alemanha. 

Para conhecermos um pouco...

A  cidade de Arnsberg está localizada no Distrito de Hochsauerland, estado de Renânia do Norte - Vestfália ou - North Rhine-Westphalia. Mais precisamente no norte das Montanhas de ardósia do Vale do Ruhr. O Rio Ruhr corta a cidade de maneira significativa, a qual está 200 metros acima do nível do mar. Tem uma área de 193,39 km2, destes 63% são de floresta e 18% é usado para agricultura. Tem uma população, contabilizada em 31 e dezembro de 2012 de 73.897 habitantes. Atual Prefeito da cidade é Hans Josef Vogel.
Arnsberg foi mencionada pela primeira vez em publicações da Abadia de Werden no Ruhr, em 789. O conde de Werl construiu o primeiro castelo no Rudenberg no século XI. No final deste mesmo século, Konrad Contagem constrói um segundo castelo na montanha oposta, ao castelo  de Werl. Os registros mais antigos deste castelo são do ano de 1102. Época que o Arcebispo de Colônia - Frederich I sofreu uma derrota, como Conde Frederico durante  controverso combate ao lado do imperador Henrique IV. Duas famílias nobres conhecidas da redondeza salvaram o Castelo de  Rüdenbergern, que tornou o núcleo da futura cidade , local, onde está atualmente. 
Sede de Arnsberg e designada condado de Arnsberg, sendo que o castelo era um proteção para a futura vila que se desenvolveu nos seus arredores. No ano de 1114, foram libertadas 14 famílias, sob a proteção de seus Senhores. Lembramos, que na idade média a sociedade era organizada a partir do feudalismo onde as relações aconteciam a partir da suserania e vassalagem. Na segunda metade do século, a cidade velha recebeu o muro, atualmente conhecida Glockenturn, na época era conhecida como Südlichen Torturn. Em 1166, as tropas de Henrique tomaram o Castelo e assassinaram o Conde Henry I. Henrique, construiu o Premonstratensian Wedinghausen a alguma distância da cidade. A população de Arnsberg cresceu relativamente rápida - cerca de 1000 habitantes. Em 1238, foi construído um novo muro protegendo o novo anel de edificações e também o Mosteiro Wedinghausen. Mesmo após a construção da muralha de segurança, esta não segura suficiente para impedir a invasão e o incêndio, em 1366, durante a guerra entre Gottfried IV e  o Conde Engelbert III. O Conde Geoffrey IV foi o último conde de Arnsberg e vendeu seu burgo para seu suserano que residia em Colônia. Para entender, neste tempo, a idade média, doava o direito de uso de terras e concessões sobre infraestruturas ou fontes naturais a outro nobre, sendo que quem doa é o suserano e que recebe era conhecido como vassalo. Nesta relação existia um juramento de fidelidade e confiança. Geralmente o vassalo fazia parte do exército do suserano. 

Quando Arnsberg pertencia a Colônia passou ser a residência dos arcebispos no ducado de Westphalia e local da Assembléia Estates. A cidade, também foi sede  da cadeira de Oberfreiamt.
Um resumo de uma história e um pouco sobre a localização geográfica da cidade, onde foi feita esta fotografia, na semana que passou e no enviada com carinho.


Vimos exemplares muito semelhantes nas cidade de  Miltenberg, durante nossa estada lá em maio deste ano.

Fotografia: Sra. Ana Alcântara
Analisando e belo exemplar da foto enviado pela Ana, constatamos ser um legítimo enxaimel ou Fackwerk medieval, tão antigo quanto os exemplares que vimos na bela cidade de  Miltenberg. O enxaimel é um método construtivo a partir da estrutura de madeira que articulada horizontal, vertical e inclinada formam um conjunto rígido e acabado, pronto para receber as vedações e aberturas. Geralmente era, e é feita a partir de encaixes e caibros, sem o uso do prego. A partir da disposição e a complexidade da volumetria e acabamentos, temos a oportunidade de ver  completas obras de arte a partir da arquitetura.
Neste caso específico, observamos a quase simetria da fachada, com a sequencia de  4 janelas na parte superior, definida pelo espaçamento dos elementos de madeira verticais de maneira equidistante, contraventadas por elementos inclinados nas extremidades. Na parte inferior, observamos que a simetria foi "quebrada". Corremos um risco de errar, mas poderíamos afirmar que a construção sofreu descaracterização, quando foram trocadas as aberturas da parte térrea, por outras com materiais e tecnologia modernos. Há a presença do vidro duplo, veneziana rolô em pvc. A porta de madeira, em duas folhas segue a linha original da arquitetura milenar de Arnsberg.

Para ler mais sobre o Enxaimel - Clicar sobre: Técnica do Enxaimel

A seguir , algumas imagens que fizemos em Miltenberg.
A primeira fotografia, foi o exemplar que lembramos, quando observamos a foto da Sra Ana  feita em Arnsberg. Provavelmente , exemplares da mesma época.



Arte na Arquitetura a partir da técnica construtiva...
 Enxaimel.
Foi bom conhecer um pouco sobre Arnsberg.
Abraços do Brasil aos amigos de Arnsberg.