quinta-feira, 30 de julho de 2015

O mito Vincent Van Gogh

Deutsche Welle
Há 125 anos morria o pintor holandês, um desconhecido durante a sua vida e que hoje é considerado um dos maiores da história. Holanda, França e Bélgica celebram o seu legado.
Vincent Van Gogh nasceu em 30 de março de 1853 em Zunder, na Holanda. Ele recebeu o nome do irmão que havia morrido no mesmo dia do ano anterior. Sob o espectro de ovelha negra, Van Gogh era considerado um fracassado pelos familiares. Foi ao lado deles que o pintor passou sua juventude, descrita por ele como fria e sombria.
Antes de começar a pintar, Van Gogh morou em Londres e Paris, onde trabalhou como comerciante de arte. Aos 20 anos, era bem-sucedido na profissão e ganhava mais do que o pai. Mas uma desilusão amorosa fez com que eles se isolasse e se voltasse para a religião. No auge do fervor religioso, tentou tornar-se pastor e trabalhou como missionário.
Impressões expostas
Foi somente em 1879, quando se mudou para a pequena região de mineração de Borinage, na Bélgica, que começou a seguir sua verdadeira vocação: a pintura. Imerso no cotidiano dos mineradores que trabalhavam 700 metros abaixo da terra, Van Gogh passou a expressar suas impressões sobre a região em seus primeiros quadros.
Além das pinturas, foi também por meio de cartas – foram mais de 2 mil – que o artista relatou suas impressões: seus escritos variavam de reflexões profundas sobre acidentes nas minas até a paixão tortuosa nutrida por Margot Begemann, com quem manteve uma relação amorosa trágica em 1884. Entre as cartas, 820 estão preservadas, e pelo menos 600 foram trocadas com o irmão, Theo, com quem desenvolveu um forte laço afetivo.
De volta para casa
"Os comedores de batata", de 1885
Em 1883, após um período em Haia, onde chegou a ter uma relação com uma prostituta e a morar com ela e seus dois filhos, Van Gogh foi morar na casa dos pais – que permanece intacta até hoje – em Nuenen, na província de Brabante, na Holanda, para onde eles havia se mudado.
Nessa época, as pinturas sobre a vida no campo refletiam sua própria vida: simples e melancólica, sem embelezamento – como a famosa obra Os comedores de batata, produzida em esboços durante todo o inverno até ser concluída em abril de 1885.
Uma nova fase
Nesse mesmo ano, após a morte de seu pai, Van Gogh deixou Nuenen. Mudou-se para Antuérpia, na Bélgica, e, em seguida, com o apoio financeiro e com a companhia de Theo, para Paris. Foi na capital francesa que o pintor conheceu e foi influenciado por artistas como Claude Monet e Pierre-Auguste Renoir.
Em 1888 se mudaria mais uma vez, agora para Arles, no sul da França, onde desenvolveu um novo estilo de pintura: cenas cotidianas dotadas de cores mais fortes e vibrantes, contornos definidos e contrastes expressivos entre linhas e superfícies. Nesse mesmo ano Van Gogh produziria o famoso quadro A casa amarela e, em 1889, outro clássico: A noite estrelada.
Van Gogh cometeu suicídio em 29 de julho de 1890, há exatos 125 anos, sucumbindo a uma doença mental.
Ano de comemorações
"A noite estrelada", de 1889
Em Eindhoven, na Holanda, a obra Noite estrelada (1889) é lembrada de uma maneira literalmente brilhante: mais de um milhão de luzes de LED simulam estrelas no chão de uma ciclovia. A experiência sensorial, denominada Van Gogh Bicycle Path, foi projetada pelo designer Daan Roosegaarde e faz parte de um conjunto de homenagens aos 125 anos da morte do pintor.
Trinta instituições europeias realizam exposições e eventos culturais sob o nome de "125 anos de inspiração". Entre elas estão cidades holandesas, como ‘s-Hertogenbosch e Otterlo, e também Mons, na Bélgica, eleita capital cultural da Europa neste ano. Participam ainda as cidades francesas de St. Remy, Arles e Auvers-sur-Oise – onde o pintor cometeu suicídio com 37 anos, em 1890.
Embora tenha sido na França que Van Gogh produziu as obras que o tornariam um dos pintores mais famosos do mundo, é na Holanda, onde nasceu, que há mais exposições em sua homenagem. Em 25 de setembro será inaugurada em Amsterdã a exposição Munch: Van Gogh, que abordará paralelos entre as obras do pintor com as do expressionista Edvard Munch – o qual, no entanto, nunca conheceu.
  • Data 29.07.2015
  • Autoria Sabine Oelze / Gabriela Soutello



quarta-feira, 29 de julho de 2015

Musik in der Nacht

Guten Abend Freunde!
Um pouco de música na noite...




Da Pomerania


Canção da Prússia







Bis Morgen!!






segunda-feira, 27 de julho de 2015

Linguagem Arquitetônica da Igreja Luterana de Brusque

Ficamos muito satisfeitos que este espaço está atingindo seu objetivo e propiciando boas trocas a partir da arte, história, antropologia e cultura.
Ficamos felizes em receber "ecos" dos mais variados lugares.
Recebemos uma correspondência eletrônica da cidade de Brusque, que nos consultou sobre o estilo de sua Igreja Luterana. E quando observamos, a partir de um "novo olhar", aprendemos um pouco mais. Escrevemos para nosso interlocutor e sentimos o desejo de compartilhar as conclusões com todos.
Nosso amigo nos encaminhou as imagens do templo luterano de Brusque.
Igreja Luterana de Brusque
Foto Marcelo Reis

Igreja Luterana de Brusque
Foto Marcelo Reis
Analisando a "Arquitetura" da Igreja Luterana de Brusque através de uma reflexão.

Iniciando... 
Logo após a conversão do Imperador romano Constantino ao cristianismo a arquitetura e sua identidade, nas cidades, assumiram uma identidade com estreita ligação aos seus templos, pelo menos no ocidente.
Tomaram como exemplo arquitetônico para construir e adotar o primeiro templo oficial cristão, a basílica civil de Roma. Dela herdamos a colunata e as naves, a planta retangular. Foi a primeira vez na história da humanidade que o homem orava no interior de seu templo. Até então este espaço estava limitado a imagem de divindades e dos sacerdotes.
Tipologia adotada pelos cristão para inspirar seus primeiros templos oficiais
Com a divisão do Império Romano em oriente e ocidente e depois com a sua queda e a invasão dos povos bárbaros, tivemos presentes nos espaços e na arquitetura das igrejas da época, características locais, regionais e identidades que permaneceram nos locais até os dias atuais, a partir do românico e gótico medieval. Possuíam as características do românico e do gótico, porém, apresentava características peculiares locais, com materiais e técnicas construtivas locais.
Igreja sueva de São Martinho - Românica

Igreja de St. Lambert, em Münster, na Alemanha
Este período, gótico, permaneceu nas "sombras" da nova elite européia, por mais de cinco séculos - Século 19. E exatamente este período - "das  sombras", foi considerados por muitos dos países surgidos posteriormente, como o estilo e a linguagem nacional dos mesmo, como por exemplo: a Alemanha. Consideravam o Renascimento, por exemplo, um estilo internacional. 
Nós afirmamos que o Renascimento foi uma tentativa da nova elite italiana resgatar a arte romana, do antigo império fragmentado. Uma das características deste povo é o forte etnocentrismo e nacionalismo e não perderiam a chance de resgatar o poder, a gloria e a arte do antigo Império. Ao nosso ver, um dos motivos de ignorar o estilo Gótico - estilo implantado com muita contribuição das tribos bárbaras, dos godos - os mesmos que quedaram o Império Romano e o invadiram e portanto por muito tempo, considerados inferior, adjetivo estendido à sua arte.

O Renascimento, através da nova classe social, além do clero e da nobreza – a burguesia, formada pelos banqueiros, artesões, comerciantes – mudou o foco da ação da sociedade até então - Igreja de Roma. 
Inicia o período Moderno, onde o Capital dividia espaço com o Divino na busca e anseio das pessoas do período. Também surgiram os novos países, como França, Alemanha e Itália e estes, como já mencionamos, tinham como estilo nacional- o Gótico, ou então, o Neogótico. Adotaram a arquitetura e hábitos do período da idade média. Davam pouca atenção à arquitetura residencial (Geralmente estilo enxaimel), empregavam muita segurança na arquitetura militar (Fortalezas e cidades muradas) e buscavam a elevação espiritual na arquitetura religiosa (Igrejas góticas). Igreja gótica que adotou, com exclusividade alguns elementos, antes não construídos, como por exemplo, a verticalidade, os vitrais, os arcos botantes e ogivais, a abóbada, pilaretes, gárgulas, entre outros.

As pessoas que migraram da região da Alemanha atual para os muitos lugares no planeta, como também, para nossa região, tomavam emprestadas aquelas lembranças de partes do templo cristão que habitam o inconsciente coletivo e reproduziam, misturado com outros. O importante era a tipologia da igreja - "Inventavam". Muitas vezes, o resultando era um elemento com “colagens” dos vários períodos, que denominamos eclético - Inclusivos elemento locais, como no caso da igreja analisada - também encontrados no norte da Alemanha, onde utilizam-se elementos decorativos presentes na igreja, até mesmo o  arco romano  e outros detalhes, só que, com tijolos à vista - como aqueles encontrados no Seminário de Corupá.



Igreja do Seminário de Corupá


Seminário de Corupá


















































A igreja analisada, a qual denominamos um exemplar eclético, apresenta elementos arquitetônicos românicos, como o arco plena Cintra (igrejas do período do império romano), o campanário gótico ou neogótico, a rosácea descaracterizada e sem a proporção - do neogótico ou neoclássico, ou ainda barroco sob a porta frontal e o decorativismo do neoclássico  – arte do período entre as guerras mundiais – início do século 20.

Concluindo – é uma tipologia eclética com elementos românico, neogótico e neoclássico, com planta retangular, uma torre frontal central, que também é o campanário munido de relógios. O conjunto, a partir da linguagem neoclássica, recebe uma grande carga de decorativismo, aos moldes do neoclássico com detalhes regionais do norte da Alemanha. 
É um exemplar eclético regional do imigrante alemão..
Observa-se que os vitrais  na igreja de Brusque se restringe a algumas janelas próximas ao altar.
 Talvez em função do custo - Vitrais é uma característica do período Gótico - no Renascimento usavam vidros bracos em igreja com janelas com menor verticalização.


































Igrejas do Norte da Alemanha
Foto de Antje Hasen-Käding

Foto de Antje Hasen-Käding

Foto de Antje Hasen-Käding
Dorfkirche Linstow


Igreja Evangélica - distrito da Pomerania
Norte da Alemanha










Norte da Alemanha


Arquitetura comunica e faz parte da identidade cultural de um povo!
Abraços nosso aos amigos de Brusque, em especial ao Marcelo.
Agradecemos a oportunidade.

Leitura complementar  - Clicar sobre:
Seminário de Corupá








domingo, 26 de julho de 2015

Musik in der Nacht

Guten Abend Freunde!
Um pouco de música, para iniciar bem a semana.










Bis Morgen!!



A História do Oktoberfest Blumenau - Desde 1984

Desfile do Oktoberfest Blumenau - 1986 - Rua XV de Novembro.
Banda dos Tiroleses - da cidade de Treze Tilias SC - Dreizehnlinden.
A menina que assiste ao  desfile oficial  - atualmente está com 30 anos de idade.


Em outubro de 1984 aconteceu A 1° edição do Oktoberfest Blumenau nas instalações da PROEB - antiga sede da FAMOSC e anteriormente, conhecida pelo nome COEB
Vamos apresentar "pedaços" do início desta história e deixar seu registro, para que as novas gerações tomem conhecimento deste evento que, já faz parte da história da cidade.
Na década de 1960 a PROEB era
 chamada de COEB





Antes de darmos prosseguimento à história do Oktoberfest Blumenau, vamos conhecer um pouco sobre a história do Oktoberfest que inspirou esta - a Oktoberfest de München - Alemanha. 
Okotoberfest - Oktober/outubro - fest/festa; Festa de Outubro - em alemão.

Oktoberfest de Munique - Baviera - Alemanha

Ludwig I und Theresa
Em 12 de outubro de 1810, o Príncipe herdeiro da Baviera - Ludwig, mais tarde Ludwig I casou-se com Therese da Saxe-Huldburghausen. Todos os cidadãos de München foram convidados para participar das festividades, que aconteceram nas proximidades das portas da cidade, em um parque. O local ficou conhecido por Theresieenwiese - Campos de Theresa, nome que as vezes é chamado através de sua abreviatura - Wies´n.
Theresieenwiese - 1810





As festividades, que contaram com a presença da família imperial, estenderam-se - como um festival - por toda a BavieraCorridas de cavalos, marcaram o encerramento do evento. Decidiram repetir as corridas de cavalos no ano seguinte - 1811, o que deu origem a tradição do Oktoberfest de München.
Theresieenwiese - Atual - Observar que após mais de 200 anos de festa, não foi praticamente modificada a área do espaço da festa. Também não se permitiu a verticalização no entorno, para fins de especulação imobiliária e nem tampouco, foi degradado o ambiente. Observar que há locais, onde os gabaritos dos edifícios não ultrapassam determinado limite. 





Em outubro de 1811, junto com as corridas de cavalos, aconteceu o primeiro Show Agrícola, criado para impulsionar a agricultura bávara
Atualmente as corridas de cavalos não são mais realizadas, mas a feira agrícola ainda o é - a cada três anos, durante o Oktoberfest de München, que ainda acontece nos campos de Wies´n, anualmente.
Nos primeiros tempos, o parque era pequeno. O primeiro carrossel e dois balanços foram criados em 1818. O Oktoberfest contava com pequenos stands de cerveja, que aumentaram nos anos seguintes. Em 1896, foram construídos tendas de cervejas e criados camarotes de cerveja.
Atualmente o Oktoberfest de München é considerada a maior festa do mundo. Cerca de seis milhões de visitantes de todo o mundo passam pelo evento, todos os anos. Curiosamente, os moradores locais ainda chamam o Oktoberfest de München de Wies´n.
München

Blumenau - 1986

Oktoberfest de Blumenau

O Oktoberfest de Blumenau nasceu dentro de um processo tumultuado, de enchentes e polêmicas internas no partido do PMDB (partido do candidato à prefeitura e depois eleito -. Dalto dos Reis) - dentro da Prefeitura e na comunidade blumenauense.
Antônio Pedro Pereira Nunes
Antes mesmo de tomar posse, o novo prefeito eleito, Dalto dos Reis convidou Antônio Pedro Pereira Nunes para ocupar a pasta da Secretaria de Turismo, o que surpreendeu muitas pessoas, principalmente seus partidários, na época. Nunes, apesar de ser proprietário, juntamente com sua esposa, Marga Nunes, da primeira agência de turismo do estado de Santa Catarina - Turismo Hollzmann - fazia parte de outro partido político. Na década de 1980, após o convite - o prefeito de Blumenau solicitou a Nunes que não comentasse sobre o convite, publicamente. Mesmo assim, a notícia tornou-se pública e foi impossível evitar sua publicação e tornar-se manchete do Jornal de Santa Catarina, no dia após o convite. Houve reação contrária dentro do partido do PMDB, partido do Prefeito. 
Senador Jaison Barreto
Jaison Barreto - Senador da República pelo PMDB (vencido por Dalto, para se tornar candidato do partido para concorrer às eleições ao cargo de Prefeito de Blumenau - Convenção interna - final da década de 1960) reagiu contrário à escolha do nome para a Secretária de Turismo de Blumenau. O Senador chegou ao extremo de levantar denúncias contra o Turismo Holzmann, empresa de Nunes, por envolvimento em esquemas de recrutamento de trabalhadores para atividades na Alemanha. Chegou a pedir o fechamento da empresa - inconformado com a decisão de seu opositor dentro do partido PMDB
Dalto dos Reis manteve o nome escolhido de seu Secretário de Turismo e enfrentou as adversidades dentro do partido e mesmo dentro da comunidade, até a sua posse. O Senador Barreto, não perdeu tempo em deixar seu recado:
"Quando você for o prefeito de Blumenau, você escolhe os seus secretários. Agora quem escolhe sou eu."
Logo após a posse do cargo, Dalto dos Reis iniciou os preparativos para a primeira Oktoberfest Blumenau sob a coordenação do Antônio Pedro Nunes - que tinha apresentado o projeto da festa ao Prefeito, antes mesmo das eleições. 
É importante deixar registrado, que existia um projeto para resgatar as Festas do Chope, tradicional não somente na cidade de Blumenau mas em toda a região. O Programa da Festa do Chope, aos moldes tradicionais, previa música alemã e muito chope. Chegamos a frequentar algumas destas festas, nas décadas de 1980. No momento da aquisição do ingresso, as pessoas recebiam um caneco caracterizado e que era servido de chope livremente dentro do espaço da festa.
A Administração do Dalto do Reis previa o retorno da Festa do Chope rebatizada como Festa do Imigrante Alemão que aconteceria no mês de julho de 1984 - por um período de 9 dias - do dia 20 ao dia 29 de julho. De Acordo com Marga Nunes (esposa de Antônio Pedro Nunes) esta festa também foi um resgate de Nunes. Estava tudo organizado, mas não se concretizou porque aconteceu mais uma inundação de grandes proporções na cidade - enchente de 1984. A seguir, a iniciativa foi preterida pela decisão arrojada do Secretário de Turismo - Antônio Pedro Nunes, em organizar a 1° Oktoberfest Blumenau - aos moldes de München e que conhecia muito bem, através de inúmeras visitas ao evento alemão. 

























Aparentemente a festa estava agendada para acontecer na Semana da Imigração alemã -  na qual está o dia 25 de julho - data  que se homenageio o imigrante alemão de maneira tradicional no sul do Brasil.
O Projeto previa a primeira edição da festa em 1983. Imprevisivelmente em julho deste ano, a cidade foi inundada em grande parte de seu território, por águas de chuvas e sofreu uma enchente de grandes proporçõesMesmo a cidade passando por processo de reconstrução, a administração pública, através de seu Secretário de Turismo e contra a ideia de muitos, que viam nisto, um ato de insensibilidade após a tragédia, foi iniciado o processo de organização da primeira edição da festa de outubro de Blumenau.  Antônio Pedro Nunes era da opinião, que a festa contribuiria para a reconstrução da cidade em acreditou nisto.
Vista do centro da cidade - Beira Rio  - 1983
Foto - Agência RBS Jornalismo
"Diante da tragédia, decidimos cancelar a primeira Oktoberfest. Adiamos o evento para o ano seguinte".
No início de 1984 - os preparativos para o Oktoberfest estavam sendo feitos para que a festa acontecesse em outubro deste ano. O ano de 1984 iniciou tranquilo, até que, nos meses de julho e agosto, novamente a cidade de Blumenau sofreu com outra enchente de grande porte. Esta, teve seus níveis de água mais altos acrescido de 10 cm a mais do que a enchente de 1983. Estas inundações, de 1983 e 1984, causaram muitas vítimas e perdas materiais. 

Para ler sobre a grande enchente - Clicar sobre
Próximo ao mês de outubro - data programada para a festa - a Equipe de Turismo teve que decidir se fazia, ou não, o 1° Oktoberfest Blumenau, já adiada um ano, no ano anterior.
O Secretário de Turismo - Nunes defendia, que a festa deveria acontecer, mesmo com a tragédia e os ânimos em baixa, não somente na cidade de Blumenau, mas em toda região. Defendia que o clima instaurado na cidade era um forte motivo para o Oktoberfest Blumenau acontecer. Acreditava que seria uma fonte de alegria e distração, após tantos momentos de dor vivido pelos blumenauenses. Era uma oportunidade de poder mostrar ao Brasil, a superação e a força da população atingida pelas águas e externar a gratidão à solidariedade recebida de todas as regiões do país, como também da Alemanha. Neste momento, a  atenção da mídia nacional estava voltada para a região, em função dos últimos acontecimentos - com foco na reconstrução da cidade. O evento seria propagado e conhecido nacionalmente, bem como a reação das pessoas mediante a tragédia e também, suas práticas culturais.
Roberto Holzmann é filho do Antônio Pedro Nunes e
de Marga Nunes
Antônio Pedro Nunes assumiu para si - a responsabilidade da coordenação dos trabalhos para a realização do 1° Oktoberfest Blumenau, com o apoio do Prefeito de Blumenau - Dalto dos Reis e da Associação dos Caça e Tiro de Blumenau - que, neste momento, se organizaram em uma Associação - ACCTB - Seio das práticas culturais trazidas pelos imigrantes e com atividades permanentes, dos primeiros anos de história da Colônia Blumenau, até o momento presente. Alterou o tempo planejado da festa de 7 para 10 dias - Acreditava que a festa deveria iniciar no meio de uma semana, a partir da sangria do primeiro barril de chope e terminar no próximo final de semana, e na primeira festa, assim aconteceu. Muitos, também discordavam de tantos dias de festa, mas o Secretário de Turismo de Blumenau assumiu para si a mudança pautado em argumentos, embasamento e muita segurança a partir de seus conhecimentos na área de turismo. Deve se considerar adequações e adaptações ao local e geografia, mas com  originalidade cultural.
Decidido materializar o projeto da primeira edição da festa - iniciado antes da enchente, o Secretário de Turismo direcionou seu foco em busca de um local adequado para receber a 1° Oktoberfest Blumenau. A PROEB,  muito utilizados na década de 1960, era um local não muito utilizados naquele momento - década de 1980, ou não com o uso a altura destes espaços. 

No local, aconteciam as feiras, jogos de futebol de salão, e uso de atividades da indústria. Nunes observou que estes espaços públicos (parte do patrimônio municipal) estavam quase sem uso.
Conversamos, via telefone, com Ex Secretário Executivo da PROEB - gestão de Renato de Melo Viana - Paulo Sérgio Reis. Reis comentou que no  ano de 1977, uma grande Churrascaria se instalou nas imediações da PROEB e o espaço teve novamente novos eventos após este período, como por exemplo: O Encontro Nacional Filatélico, promovido pelos Correios no ano de 1979 e o Show da Souza Cruz, evento nacional, a partir de um momento publicitário de um de seus produtos. Em um determinado período, o Pavilhão B foi dividido e alugado para a Cia Hering e a Cremer S/A. Como depósito e uma extensão de seu parque fabril respectivamente.
Observando o Complexo da FAMOSC Antônio Pedro Nunes, convicto de que seria o local ideal para o evento, levou a sugestão de espaço para o Prefeito com sua argumentação. Aceita, as idéias tomaram forma e providências foram tomadas a partir de reuniões e contatos. Foi retirada a equipe de trabalhos da Empresa Cremer do local e foram iniciados as reformas e decoração dos dois pavilhões para receber a 1° Oktoberfest de Blumenau. 
A decoração dos dois pavilhões foi, feito na forma de mutirão e foi umas das mais lindas decorações da festa, de todas as edições. Foram usadas flores feitas com folhas e flores naturais desidratados preparadas e pintadas colocadas em pilares e tetos envoltos de guirlandas e heras com pequenos arames. Lamentamos não termos registrado através de fotografias.
Antônio Pedro Nunes assumiu para si - todas as idéias e a responsabilidade da organização. Muitos eram contrários ao evento após as enchentes. A partir de observações feitas na região da  Baviera - Alemanha e de toda sua experiência, a partir de seu envolvimento com o turismo e viagens, não só para a Baviera, mas para toda a Alemanha e contando com o potencial que acreditava existir na cidade de Blumenau - com muita segurança, o Secretário de Turismo de Blumenau argumentava e defendia o lançamento da festa, depois das grandes enchentes. Acreditava pessoalmente, que os blumenauenses mereciam esta festa e buscou apoio, através de suas relações e influência, na Rede Globo, que noticiou a tragédia e, gratuitamente enviou grande número de estrelas de seu elenco para fazer presença e prestigiar a Oktoberfest Blumenau, com o espírito de ajudar, e através da alegria do Oktoberfest, levantar o ânimo e renovar a esperança do blumenauense atingido pela catástrofe ambiental. E assim o Brasil, também conhecia a primeira edição do Oktoberfest Blumenau 1984. 











Algo inusitado aconteceu e culminou com a presença de uma Banda  alemã na primeira edição da festa que aconteceu mediante o espírito atento dos idealizadores para os acontecimentos, de maneira muito casual. De acordo com  Marga Nunes, uma banda alemã estava na cidade de Porto Alegre e se locomoveria, por via terrestre, desta cidade até a cidade de São Paulo. Blumenau estava na rota do translado. Wingen telefonou para o Fred Ullrich e pergunta se os organizadores do Oktoberfest tem interesse na presença desta banda na festa. A resposta foi positiva. Ficou combinado que na quinta feira de festa, a Banda alemã tocaria, chegando diretamente da viagem para a festa. A Secretaria de Turismo foi em todos os jornais e rádios de Blumenau e propagou a noite do Oktoberfest Blumenau com a presença da banda alemã. Uma multidão compareceu na noite de quinta feira e a banda atrasou. A festa iniciou sem a banda e seus organizadores desconheciam que o veículo que a transportava teve contratempo na estrada. Chegaram no local da 1° Oktoberfest Blumenau, após as 23:00hs e entraram no ambiente da festa tocando em alto em bom som, contagiando a todos os presentes. Nunes não soube dizer o nome da primeira banda alemã que tocou no Oktoberfest  Blumenau, mas disse que este momento foi inesquecível - a entrada triunfante e sonora da melodia musical da banda da primeira banda alemã que tocou na festa blumenauense.
Uma banda que marcou a história da festa blumenauense foi a Banda de Hemulth Högl. A banda alemã do renomado músico estava tocando em São Paulo e ligaram para  Nunes se ele tinha interesse que a mesma tocasse no Oktoberfest Blumenau, pois as passagens não seriam necessárias, uma vez que já estavam no Brasil. Precisavam somente de alojamentos, o que não foi problema. Assim, Hemulth Högl, veio tocar no Oktoberfest Blumenau e em  muitas edições posteriores do Oktoberfest Blumenau.
Helmuth Högl e sua banda vieram para o Brasil especialmente para tocar no Oktoberfest Blumenau - e foi um dos grandes sucessos das primeiras edições da festa. Quanto sua banda iniciava o show no Oktoberfest Blumenau, atraíam todas as atenções, não só do pavilhão que tocava, mas também dos demais pavilhões - como eram chamados os inúmeros espaços do Complexo da festa naqueles tempos. Sua alegria e carisma contagiavam e o músico alemão tornou-se um dos nomes desta história. 
Helmuth Högl escreveu, especialmente a música Hallo Blumenau - Hino, por vontade popular, de todas os Oktoberfest  Blumenau. Escreveu a música especialmente para a festa de Blumenau e demonstrava grande carinho por seu público do Brasil.
Helmuth Högl - estrela das primeiras Oktoberfest Blumenau -- dando 
atenção ao seu público durante um dos desfiles oficiais do 
Oktoberfest Blumenau
Foto: www.blumenau.sc.gov.br

Para ler - Clicar sobre: 

Helmut Högl e Marcos Henrique Buechler.

Apresentamos uma parte da entrevista com Karin Volkmann que contou-nos um pouco sobre episódios - hoje história - ocorridos nos primeiros Oktoberfes's Blumenau.
Karin contou um pouco sobre o Maestro Helmuth Högl.
Vocês sabiam que o Pavilhão A da PROEB tinha o nome do famoso maestro e músico -Helmuth Högl? Quando este foi demolido sem muita reflexão, a placa com o nome do homenageado desapareceu.
A entrevista com Karin Volkmann

Hino do Oktoberfest de autoria do Herr Högl era outra canção do que aquela, que mencionamos à Karin Volkmann durante a entrevista. Equivocamos - nos. 
canção mencionada por Karin e que recebeu "nova roupagem" do famoso maestro e ficou conhecida como Jetzt gehts nach Blumenau.
Helmuth Högl faleceu no ano de 2000 e deixou saudades! Até hoje é lembrado por aqueles que o assistiram nas edições da festa nos anos de 1980 e início de 1990.
e Helmuth Högl - Hallo Blumenau
Algumas canções que tocou nas primeiras Oktoberfes´s Blumenau
Gravado ao vivo em uma das edições que participou
Apresentando-se na Alemanha
Para ler mais sobre Helmut Högl - Clicar sobre: Helmuth Högl

Continuando...

No ano de 1985, a Prefeitura de Blumenau mandou construir o Pavilhão C, em tempo recorde. Durante muito tempo o local foi o maior e mais moderno espaço para eventos de Santa Catarina. Foi construído pela Prefeitura Municipal de Blumenau, sem parcerias, portanto parte do patrimônio público da cidade de Blumenau.

Este espaço cumpriu sua missão até o final de 2005, quando foi incorporado às novas instalações do novo complexo chamado de Vila Germânica construída sobre o espaço do histórico Pavilhão A - FAMOSC, demolido após o Oktoberfest deste mesmo ano. Soubemos, há pouco tempo, que esta orientação partiu do Senador Joinvilense, Luiz Henrique da Silveira e a ideia foi acatada pelo governo municipal - Prefeito João Paulo Kleinubung, que na última noite do Oktoberfest Blumenau 2005 sugeriu que, quem não tivesse ainda fotografado o edifício histórico, que o fizesse, pois seria desmontado no dia seguinte e assim aconteceu. Dua pessoas externas à história local, que ocuparam os cargos via política.
Não houve debates, reflexões e nem a passagem na Câmara de Vereadores - que existe para acompanhar e fiscalizar as ações do executivo - apartidariamente. Simplesmente aconteceu a partir do acato da decisão de alguém externo à cidade, comandado por um representante político - dentro de um recorte de tempo - desta história, de maneira definitiva. Os espaços deixaram de ser público e tornaram-se uma miscelânea de ambientes negociáveis e apertados, sem local para o parque, uma característica importante dos dois Oktoberfest´s, de Blumenau - até então - e de München.

Retornando..."Só faltou Maremoto!"

Eleito em 1982 para ficar por quatro anos na prefeitura, Dalto dos Reis acabou ficando seis anos. Tomou posse em março de 1983 e ganhou dois anos extras devido a uma alteração na legislação promovida nos estertores do regime militar ao qual se opunha. Durante seu governo, Blumenau sofreu três grandes catástrofes naturais. Em 1983 veio a primeira grande enchente. Em 1984, além da segunda enchente, ocorreu também uma enxurrada de grandes proporções no bairro Garcia.
"– Tivemos até neve no Morro do Cachorro durante o meu mandato. Foi uma tragédia atrás da outra. Foram tragédias que atingiram em cheio a economia e o ânimo da população, atrasando nosso desenvolvimento" - Dalto dos Reis.
Blumenau sofreu duas enchentes de grande porte quase consecutivas, nos anos de 1983 e 1984. A tragédia teve repercussão nacional e internacional. A cidade ficou por semanas submersa e as perdas materiais e de vidas foram grandes.

Dalto dos Reis

Em entrevista concedida ao Portal Noticenter http://www.noticenter.com.br) , Dalto dos Reis contou os bastidores da criação da festa, desmistificou algumas das lendas em torno do evento a respeito das duas maiores enchentes que se já abateram sobre Blumenau e que tiveram estreita ligação com o evento. 
Observação - a reportagem não está mais on line. Nós tínhamos salvo e acessado seu conteúdo no dia 4 de novembro de 2010 - às 22:35hs.

Partes da entrevista com Dalto dos Reis
Reza a lenda que a Oktoberfest foi uma festa criada para recuperar a auto-estima dos blumenauenses após as duas grandes enchentes que se abateram sobre a cidade, nos anos de 1983 e 1984. “Não é verdade”, assinala Dalto. “A ideia da Oktoberfest circulava nos meios políticos de Blumenau vários anos antes, mas ninguém ainda havia tomado a iniciativa. A proposta fez parte do plano de governo da minha candidatura. Foi uma promessa de campanha”. 
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Antes mesmo de tomar posse, Dalto dos Reis decidiu, por iniciativa própria, convidar o empresário Antonio Nunes para assumir a secretaria de turismo. De acordo com o ex-prefeito, Nunes reagiu com surpresa ao convite, pois ambos ocupavam trincheiras opostas no campo da política.
— Eu não votei em você. E sou de outro partido — reagiu Nunes. 
— Não estou procurando partidários. Estou procurando uma gestão profissional — respondeu o prefeito eleito.
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Ao final do convite a Nunes, Dalto pediu sigilo. “Se você recusar, meu próximo convidado irá figurar como uma segunda opção. Por isso peço que você mantenha nossa conversa em segredo”, pediu Dalto. Duas coisas aconteceram: Nunes aceitou e a notícia vazou. No dia seguinte, para surpresa geral e do próprio Dalto, a indicação de Nunes surgiu em forma de furo no Jornal de Santa Catarina. A notícia causou indignação em integrantes do PMDB. Jaison Barreto, então senador da República e candidato derrotado a prefeito de Blumenau na década de 70, protestou com veemência. Ele estava denunciando a empresa Turismo Holzmann por envolvimento num esquema de recrutamento de trabalhadores para uma indústria de plásticos da Alemanha. O caso era tão grave que Barreto pediu o fechamento da empresa.As pressões foram inúteis. Dalto bancou o nome de Antonio Nunes. Ao senador Barreto, deu a seguinte resposta: — Quando você for prefeito de Blumenau, você escolhe os seus secretários. Agora quem escolhe sou eu. 
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Logo após a posse de Dalto dos Reis a prefeitura de Blumenau começou a preparar sua primeira Oktoberfest. Ela deveria acontecer em outubro de 1983. Mas em julho ocorreu a primeira enchente. “Foi um trauma”, lembra o ex-prefeito. “Diante da tragédia, decidimos cancelar a primeira Oktoberfest. Adiamos o evento para o ano seguinte”. 
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O ano de 1984 começou tranqüilo. A primeira Oktoberfest estava marcada para outubro. Mas entre julho e agosto veio a segunda grande enchente, que atingiu dez centímetros a mais que a primeira. 
 — A decisão de manter a festa foi traumática — recorda o ex-prefeito. 
 As enchentes de Blumenau causaram dezenas de vítimas. Pouco depois da tragédia de 1984, a prefeitura começou a ser cobrada sobre a realização da festa. Dalto já havia sinalizado que manteria a programação. Havia muita controvérsia sobre a conveniência de fazer ou não a festa. “Um dia, inesperadamente, um cidadão invadiu meu gabinete. Ele simplesmente chutou a porta e entrou”, conta o ex-prefeito.O invasor, possivelmente traumatizado com as mortes, questionou o então prefeito: 
 — Você vai ter coragem de fazer um bailão para dançar em cima dos mortos?Dalto confessa que a cobrança o deixou perturbado.  
— Passei várias noites sem dormir, atormentado pelo dilema de fazer ou não fazer a festa —recorda.  
Em suas reflexões, Dalto diz que rememorou informações sobre tragédias naturais ocorridas na Ucrânia, que provocaram muitas mortes. 
 — Lembrei-me de que os ucranianos, várias vezes vitimas de desastres naturais, se reuniam e bebiam por vários dias, como forma de se revigorarem. Achei que devíamos fazer o mesmo, que não seria falta de respeito — assinala. 
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Na entrevista concedida ao Noticenter, Dalto dos Reis relembrou a gravidade das tragédias provocadas pelas enchentes. 
— Realizamos uma bem-sucedida operação para esconder a real dimensão do número de vítimas. Até hoje sou capaz de lembrar de locais onde exumamos 15 ou 20 pessoas, no bairro Fortaleza. Tivemos que esconder para evitar maiores traumas. Ninguém da imprensa conseguiu essas informações. 
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No início da administração de Dalto dos Reis a Proeb (hoje Vila Germânica) estava semi-abandonada. O Pavilhão A, criado para as primeiras edições da Famosc (primeira feira de negócios de Santa Catarina e grande sucesso dos anos 70) servia apenas para jogos de futebol de salão. E o Pavilhão B estava alugado para a empresa Cremer, que mantinha uma linha de produção no local.Dalto definiu a retirada da Cremer e iniciou as primeiras reformas para que os dois pavilhões pudessem receber a primeira edição da Oktoberfest. 
Em 1985, mandou construir o Pavilhão C em tempo recorde. Durante muito tempo o local foi o maior e mais moderno espaço para eventos de Santa Catarina. Cumpriu sua missão até o final de 2005, quando foi incorporado às novas instalações da Vila Germânica. 
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Eleito em 1982 para ficar quatro anos na prefeitura, Dalto acabou ficando seis. Tomou posse em março de 1983 e ganhou dois anos extras devido a uma alteração na legislação promovida nos estertores do regime militar ao qual se opunha. Durante seu governo, Blumenau sofreu três grandes catástrofes naturais. Em 1983 veio a primeira grande enchente. E em 1984, além da segunda enchente, ocorreu também uma enxurrada de grandes proporções no bairro Garcia.– Tivemos até neve no Morro do Cachorro durante o meu mandato. Foi uma tragédia atrás da outra. Foram tragédias que atingiram em cheio a economia e o ânimo da população, atrasando nosso desenvolvimento, assinala o ex-prefeito. 
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No último domingo pela manhã, em pleno desfile da Oktoberfest pela rua XV, o ex-prefeito Dalto dos Reis circulava anonimamente pela Beira Rio, depois de comprar um jornal. Perguntado sobre a dimensão adquirida pelo evento, ele manifesta discordância com a política de preços praticada pelos organizadores.  
– Os preços estão indecentes - protesta - Quando começamos a festa, exigi que o preço do chope e dos ingressos fosse menor que o praticado no mercado. Colocamos barracas de cachorro-quente para que os trabalhadores com menor poder aquisitivo pudessem levar suas famílias - assinala o ex-prefeito.- Diziam que a festa dava prejuízo. Não era prejuízo. Era investimento em lazer e bem-estar. Quando gastamos na construção de uma praça, não dizemos que ela deu prejuízo, embora ninguém vá ressarcir os cofres públicos do seu custo. O saldo negativo da festa era planejado, dentro de uma margem que considerávamos aceitável para que a maioria da população pudesse ter acesso - afirmou.
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De acordo com Dalto, a marca de mais de 1 milhão de pessoas atingida nas primeiras festas embutia um número aproximado de apenas 100 mil turistas. “A grande massa era formada por pessoas da região, que participavam da festa vários dias, devido aos preços populares. Nos finais de tarde registrávamos engarrafamentos de vários quilômetros nas duas entradas da cidade”.  
- Hoje, com uma população bem maior, a Oktober deveria manter um volume superior a 1 milhão de visitantes, caso as famílias pudessem ir duas ou mais vezes à festa”, calcula. 
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Apesar das críticas aos preços, Dalto disse ter ficado contente com a Oktoberfest 2006. -Acho que a festa deste ano foi uma das melhores dos últimos tempos, disse. 
- Foi tudo muito bem organizado. O clima entre as pessoas estava bom, o ambiente na Vila Germânica contribuiu para uma renovação de ares. Gostei, afirmou. 
Harold Letzow
Oktoberfest 2012 - Na concentração do Desfile trajado e com a faixa de
 Embaixador do Oktoberfest - Sua última Oktoberfest Blumenau. 
Mesmo doente, cumpriu seu papel de Embaixador da festa.
Foi um dos organizadores das cinco primeiras edições do Oktoberfest de Blumenau e um dos responsáveis, junto com o Martin Schwertl, pela vinda da Banda alemã da cidade de Rödelsee pela primeira vez, em 1988 - Winzerkapelle Rödelsee. 
Em 1997 recebeu o título de Embaixador do Oktoberfest Blumenau - cargo que ocupou até falecer, em junho de 2013, com 88 anos
Também foi Presidente do C.C. 25 de Julho de Blumenau por três gestões e fundador e idealizador do mais antigo grupo folclórico em atividade da cidade de Blumenau e que desfilou no primeiro desfile oficial na 1° Oktoberfest Blumenau no ano de 1984 - Blumenauer Volkstanzgruppe.
1977 - Com  o Governador do Estado de Santa Catarina  Antônio
 Carlos  Konder Reis -  Encontro Internacional de Cantores
Sommerfest 2011- Letzow com o Grupo Folclórico que  idealizou e
contribuiu para sua fundação.
1° Grupo Folclórico alemão
Fundado junto com os preparativos do 1° Oktoberfest Blumenau
Neste período éramos folclorista do Volkstanzgruppe - permanecemos no grupo por três anos e meio. Dançamos durante este período com nosso traje pessoal - por não recebermos o traje oficial do grupo.
Grupo Foclórico Blumenauer Volkstanzgruppe
De acordo com o livro assinado pelos  Wilfried Wolkmann e  Renate Rossmark Centro Cultural 25 de Julho de Blumenau - Sua História - 1954 a 2009, nos anos 70, o 25 de Julho mantinha um intercâmbio cultural muito forte com diversos grupos culturais do Brasil, Argentina, Uruguai, Alemanha e Áustria. Muitos destes grupos culturais eram grupos de danças folclóricas, o que despertou o desejo de também  criar um grupo de danças no centro cultural. 
Gr D - C.C. 25 de Julho de Blumenau - 1978
Foto do Livro -  Centro Cultural 25 de Julho de Blumenau
Sua História - 1954 a 2009
Na época, a diretoria do 25 de Julho estava envolvido com a organização da 1° Oktoberfest Blumenau, com a participação de grupos como:  Skat e o Teatergruppen - Grupo de Teatro.
Antes da grande enchente, Letzow já tinha conversado com seu amigo, Paulo König sobre a criação de um grupo de danças folclóricas germânica. Após a enchente, o assunto foi retomado a partir do aval do novo Presidente do 25 de Julho de Blumenau Friedrich Ideker, marido da Ângela Ideker. A ideia se materializou, quando o jovem Jürgen König, filho do Paulo König se interessou em participar da formação do grupo de danças. Após a "convocação" de vários jovens, em 7 de julho de 1984, oficialmente era apresentado o Grupo de Danças Folclóricas Blumenauer Volkstanzgruppe. 
O grupo folclórico Blumenauer Volkstanzgruppe foi oficialmente fundado a 7 de julho de 1984 pelo Embaixador da Oktoberfest e na época ex-Presidente do C. C. 25 de Julho de Blumenau,  Harold Letzow. 
Blumenuer Volkstanzgruppe, fundado por Letzow  em um dos  desfiles do Oktoberfest de 1984 Primeira edição do Oktoberfest Blumenau
Chope em Metro

Desde o ano de 1986 foi criado a Competição - com o Apoio da Artex e Cristais Hering - da  modalidade do Chope em Metro. A competição se resume no ato de "o atleta" beber "um metro" (Forma do copo conhecido tulipa) de chope gelado (600ml), no menor período de tempo, sem babar. A atividade esportiva, criado no Oktoberfest Blumenau foi idealizada pelo Mário  Cesar Deggau e, na época, era cronometrados por membros do curso de Educação Física da FURB.
Nos três primeiros anos "os atletas" dos naipes femininos e masculinos competiam juntos. Participamos do Chope em Metro do Oktoberfest Blumenau, nesta competição mista, no ano de 1986. Conquistamos o "caneco" no naipe feminino, nos anos de 1990, 1991 e 1992, e vice campeonato, em 1993, quando decidimos não participar mais da competição.
Quadro dos campeões
Naipe feminino
AnoVencedorCidadeTempo
1987Dulce SchumoellerRio Fortuna (SC)17s74
1988Iara GomesBlumenau17s46
1989Roselaine Z.Z. SilvaBlumenau17s49
1990Angelina C. R. WittmannBlumenau15s67
1991Angelina C. R. WittmannBlumenau16s00
1992Angelina C. R. WittmannBlumenau15s47
1993Schirley LucasBlumenau15s72
1994Schirley LucasBlumenau12s36
1995Schirley LucasBlumenau17s43
1996Schirley LucasBlumenau14s50
1997Schirley LucasBlumenau13s91
1998Roselaine Z. da SilvaBlumenau14s68
1999Regina VoigtBlumenau20s25
2000Caroline Siane SchmidtBlumenau17s58
2001Caroline Siane SchmidtBlumenau15s54
2002Caroline Siane SchmidtBlumenau16s52
2003Joice Mara da CunhaBlumenau16s83
2004Andréia Mara ZimathBlumenau19s16
2005Caroline SchmidtBlumenau16s61
2006Caroline SchmidtBlumenau17s42
2007Joice Mara da Cunha Blumenau16s66
2008Shirley LucasBlumenau16s86
2009Gisele Soraia GrohBlumenau17s92
2010Gisele Soraia GrohBlumenau19s94
2011Giselle S. GrohBlumenau16s65
2012Tatiane ChoinackiBlumenau16s69
2013Shirley LucasBlumenau16s22
2014Tatiane Luci ChoinackiBlumenau13s46

Naipe Masculino
Ano VencedorCidadeTempo
1984Armando Dutra JuniorBlumenau13s49
1985Flávio Campos ReisRio de Janeiro12s94
1986Gilmar ZaniniGaspar13s13
1987Rui Gellert VoigtBenedito Novo16s27
1988Rui Gellert VoigtBenedito Novo14s78
1989José Ricardo da SilvaBlumenau15s93
1990Walter Pereira PassosBlumenau14s86
1991José Ricardo da SilvaBlumenau15s19
1992Rui Gellert VoigtBenedito Novo13s46
1993Wagner Ribeiro da CostaPiracicaba (SP)14s50
1994Reginaldo MilkeBenedito Novo13s78
1995Rui Gellert VoigtBenedito Novo13s25
1996José Ricardo da SilvaBlumenau12s03
1997Deusdith de Souza Jr.Blumenau10s78
1998Reginaldo MilkeBenedito Novo11s40
1999Jairo Luis RosaFlorianópolis11s38
2000Jairo Luís Rosa JúniorFlorianópolis12s45
2001Jairo Luís RosaFlorianópolis12s46
2002Rui Gellert VoigtBenedito Novo12s25
2003Charles Pereira / David MartinsBlumenau12s41
2004David MartinsBlumenau12s97
2005André ColaresBelo Horizonte13s01
2006Charles PereiraBlumenau13s00
2007Sérgio Luiz Heringer Jr. Blumenau 12s15
2008Charles Pereira Blumenau11s47
2009Charles PereiraBlumenau13s05
2010Charles Pereira e Sérgio Luiz Heringer Jr. Blumenau12s07
2011André Collare PernambucoRio de Janeiro13s49
2012Sérgio Luiz Heringer Jr.Blumenau13s97
2013Sérgio Luiz Heringer Jr.Blumenau13s04
2014Rui Gellert VoigtBenedito Novo11s38
Chope em Metro - 1986

Vídeos

Atualmente a competição utiliza chope sem álcool.
A Festa foi muito descaracterizada - das primeiras edições até as edições atuais. Teve momentos de crises e reflexões sobre sua continuidade no calendário de eventos de Blumenau. Tornou-se um produto rentável, dentro da escala nacional e muitas vezes isto depõe contra a cultura local.
O ponto positivo - a partir de seus mais de 35 anos de festa, foi um resgate de muitas atividades culturais da cidade, como por exemplo a dança folclórica alemã com o surgimento de inúmeros  grupos folclóricos a partir de 1984. 

Para ler mais sobre - clicar sobre:
 Associação dos Grupos Folclóricos Germânicos do Médio Vale do Itajaí - AFG

Também, surgiram outras atrações e despertaram e fizeram surgir muitas bandas e grupos musicais, como a vinda de outras bandas alemãs que interagiram e tocaram no Oktoberfest Blumenau. Muitos músicos alemães decidiram morar na região. 
O evento promovia intercâmbio e continua promovendo entre Blumenau e várias regiões da Alemanha, como por exemplo a cidade de Rödelsee, que recebe continuamente visitantes de Blumenau, entre outros. 

Algumas bandas alemãs que tocaram no Oktoberfest Blumenau...
Assistimos...








Michael Lochner - Reside em Pomerode - primeiro a esquerda abaixado











Alois Hoffmann - ao centro  - Reside em Blumenau









Segundo da esquerda para a direita - Alois Hoffmann


Grupo de Schuhplatter - Ficaram hospedados em residências de amigos em Blumenau - Um deles ficou em nossa casa
Da Áustria





 






































Cartazes de todas as Oktoberfest´s Blumenau






































Galeria de Rainhas da Festa



Apresentamos um pouco desta história através de imagens.


Bebê com traje para o Oktoberfest 1985
Isabel Wittmann

Banda Cavalinho Branco tocando em lugares públicos - com Jorge Wittmann

Do livro do C.C. 25 de Julho de Blumenau






Campeã do Chope em Metro - Angelina Wittmann

































































































Alois Hoffmann - ao centro. Atualmente reside em Blumenau























































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Dia 7 de outubro de 2015
Pessoas da área do jornalismo que tem página no Facebook fazem uso destas imagens que digitalizamos das originais e divulgam como acervo da Família que nos autorizou a publicação nesta postagem.

Final do Chope em Metro 1991


Imagens em vídeo - de um dos desfiles oficiais de 1992

Final do Chope em Metro 1992

Entrevista com o Ex Prefeito de Blumenau - Dalto do Reis - Sobre os momentos e bastidores das primeiras edições do Oktoberfest Blumenau.

Parte 1

Parte 2
Vídeo - entrevista Marga Holzmann Nunes

História do Oktoberfest Blumenau.

A seguir...
Algumas imagens, documentos do 1° Oktoberfest Blumenau, da 2° e da 3° - ilustrando as palavras de Marga Holzmann Nunes


São materiais inéditos de nossa pesquisa que, em um futuro próximo, serão disponibilizados através da publicação de um livro, com outros tantos. 
Este livro está sendo "montado" há mais de um ano, através da coleta de material - para publicar as informações que envolvem o Oktoberfest Blumenau. 
Este projeto teve início quando percebemos, em 2010 e 2011, que havia uma deliberação em retirar o nome do Secretário de Turismo Antônio Pedro Pereira Nunes da história da festa, fato que acompanhamos e sabíamos muito sobre sua importância para o sucesso do Oktoberfest Blumenau, que atualmente é modelo para outras tantas festas. 
Há mais de um ano coletamos material e pesquisamos sobre a festa, a qual prestigiamos todas as edições. Já havíamos conversado com a esposa do Secretário de Turismo de Blumenau Marga Holzmann Nunes, sobre o nosso desejo de entrevistá-la e, no dia 29 de outubro de 2018, isto foi possível.






O Secretário de Turismo atuou pessoalmente para fomentar o
surgimento da cultura adormecida, através da dança Folclórica.

Pedro Nunes e Marga Nunes em viagem oficial pela Alemanha.

3° Oktoberfest Blumenau e o convite oficial do Prefeito Dalto dos Reis e
 do Secretário de Turismo Pedro Nunes.

Credencial do Secretário de Turismo de Blumenau - Antônio Pedro Nunes.

Decoração do 2° Oktoberfest - Pavilhão da PROEB - Demolido no Governo de João Paulo Kleinubing - amando do Governador Luiz Henrique da Silveira.

Discurso de Antônio Pedro Nunes na Inauguração do 5° Oktoberfest de Blumenau - quando lembra o início da festa e sua história




Pedro Nunes e Dalto do Reis recebendo autoridade internacional.





Inauguração do 1° Oktoberfest Blumenau 1984 - no dia 5 outubro com a presença do governador do Estado de Santa Catarina - Espiridião Amin ao lado do Prefeito de Blumenau Dalto dos Reis e Antônio Nunes.




Discurso do Secretário de Turismo de Blumenau - Pedro Nunes no momento de inauguração do 1° Oktoberfest Blumenau - assim denominavam a solenidade. Atrás de Pedro Nunes a presença de Wilson Wan Dall - de chapéu vermelho.

Discursando antes da sangria do primeiro barril de Chope - fornecido pela Cia Cervejaria Antártica

Antônio  Nunes com o documento do Discurso nas mãos . - no momento da inauguração e sangria do primeiro barril de chope.






Papel do discurso proferido pelo Secretário de Turismo de Blumenau -Antônio Nunes, no momento da abertura do 1° Oktoberfest Blumenau.

Momento de descerra a faixa para a abertura do 1° Oktoberfest Blumenau - Marga Nunes e a Primeira Dama acompanhadas de seus maridos - Dalto dos Reis e Antônio Nunes.


Sangria do primeiro barril de chope na 1° Oktoberfest Blumenau - O Governador do Estado de Santa Catarina Espiridião Amin em ação, ao lado de Antônio Pedro Nunes e Dalto dos Reis - observados por Hans Prayon. 

Primeiro "Ein Prosit!" entre Espiridião Amin e Dalto dos Reis, observados por Wilson Wan Dall - de chapéu vermelho.
Oktoberfest Atual

Atualmente, a cidade de Blumenau e toda a região muda de ritmo para iniciar a festa que ascendeu a alegria de mostrar e praticar a cultura que por muitos anos foi "sufocada" durante o período de Nacionalismo vivido entre as décadas de 1930 e 1950, com resquícios até mais ou menos a década de 1980. Essas práticas foram tiradas de pelo menos duas gerações. Geração de filhos que estudaram em escolas fundadas por seus pais e avós (que as construíram) - nas quais os professores eram alemães (por falta de opção), mediante a ausência do Estado no local, viram-se obrigados a deixar de falar o idioma alemão, único usado em torno das mesas das refeições. Sob humilhação implantada pelo Bullyng oficial do estado brasileiro, aprenderam que era ilegal cantar, dançar e falar o dioma alemão, como também o italiano - dentro das colônias do Vale do Itajaí. 
O Oktoberfest fez despertar e resgatar essa cultura que estava nos álbuns, nos baús, na paisagem e nas lembranças, guardados, muitas vezes, em caixas muito bem fechadas nos sótãos das casas ou, ainda presente, na mesa dos almoços de domingo. 
Desfile na Rua XV de Novembro - que não é desfile de carnaval brasileiro e nem de carnaval alemão

Rigo's Stern - líder Rikobert Döring - é o fundador da Banda Cavalinho Branco - atual Cavalinho







Todo ano, no mês de outubro, ocorre uma grande expectativa dentro dos muitos grupos culturais que têm grande responsabilidade de fazer a festa - sem que perca sua identidade.
Sob as cinzas do Nacionalismo nunca apagou a chama da cultura local.

Ein Prosit!!

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Em Construção
Em Breve mais imagens.


Ein Prosit!