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sábado, 30 de novembro de 2024

Valada Itoupava - Rio do Sul SC - Igreja Nossa Senhora Imaculada Conceição, comunidade pioneira italiana

Capela Nossa Senhora Imaculada Conceição, Valada Itoupava, Rio do Sul/SC. foi construída na forma de mutirão pela comunidade italiana local.

Estudando um pouco a Valada de Itoupava, atual bairro de Rio do Sul. 
Na região do Alto Vale, principalmente em Rio do Sul, foi adotada a expressão "Valada"  para se chamar  "os vales" de grande profundidade localizados entre as montanhas com um certa profundidade. A expressão Itoupava, tem origem na expressão tupi-guarani: Itupavas, que significa: "corredeiras", "pequena queda d'água" e ou "cachoeira". Imaginemos que o nome do local reporta a alguma corredeira existente neste vale que tem um certo comprimento. Muito pouco há de registro sobre a história da colonização deste local e da comunidade que ali vive, atual bairro de Rio do Sul, exceto uma biografia ou outra de algum pioneiro italiano ou os registros presentes no cemitério da comunidade da Igreja Nossa Senhora Imaculada Conceição (em breve publicado na série "Cemitérios"), cuja igreja nos chamou atenção, quando transitávamos na Rua dos Vereadores em direção à Serra do Tucanos, em direção ao município Presidente Getúlio.

Na Valada Itoupava, após efetuas registros e observações presentes no cemitério e observando a arquitetura da capela, concluímos que há predominância cultural italiana, da imigração italiana, a partir da presença de nomes de famílias e também de elementos clássico italianos, presentes na igreja, como o arco plenos e a simetria da fachada frontal. 
Capela Imaculada Conceição - Valada Itoupava, Rio do Sul/SC.
A valada, que reporta a um vale, geralmente conta com a presença de um rio. Nesse caso, sem dúvida alguma, pois recebeu o nome indígena que aponta a presença de cachoeira - Itoupava. Ao estudar no Google Earth constatamos que o nome do rio da Valada Itoupava, com foz no Rio Itajaí-Açu, tem o mesmo nome deste, mesmo sendo seu afluente. Também acontece  isso na Valada São Paulo, cujo rio que tem sua foz no Rio Itajaí-Açu tem o mesmo nome do rio. Isso não está correto. Fomos estudar o mapa de José Deeke (1905) modificado por Karl Alexander Wettstein (1907), conhecido como Dr. Phil Wettstein, autor do livro Brasilien Und Die Deutsch-brasilianische Kolonie Blumenau e não há a presença do nome Rio Itajaí-Açu, mas sim, Rio das Cobras, que deve ser o correto.
De acordo com mapas antigos o nomes rio das Cabras é aquele que está na Valada Itoupava, que se apresenta com o mesmo nome do grande rio erroneamente.
O mapa integral pode ser encontrado no link: Mapa do Estado de Santa Catarina - 1907.
Encontramos trabalhos e também sites, com apoio da UNIDAVI que aponta o local deste rio na outra valada localizada mais ao leste, Valada São Paulo, e denomina como o vale do rio das Cabras. Não está correto.
E não somente isto. O nome de "Rio das Cobras" está marcado sobre o grande "Rio Itajaí-Açu".
O nome "Rio das Cobras" está sobre o grande Rio Itajaí-Açu, nas proximidades do rio da Valada Itoupava.

Fomos observar o Street View e constatamos que o nome do rio na Valada Itoupava é  Rio Itoupava  e na Valada São Paulo é Rio das Cobras. O Google deveria ser notificado sobre este erro, não?!

Como mencionado, há a predominância de famílias italianas na comunidade, com comprovação, durante uma rápida visita no cemitério local.





A Capela Imaculado Conceição foi construída literalmente, pela comunidade, através de um mutirão, onde muitos trabalharam de servente e até de pedreiro. A mão-de-obra especializada foi contratada em Nova Trento. Com a equipe contratada, trabalhavam 8 pessoas da comunidade por dia, diariamente, como voluntário, até o término da obra. Havia uma escala e cada dia um dos voluntários chefiava a obra. Isto foi contado pelo morador Leandro Sborz, com mais de 90 anos de idade, residente da comunidade e que participou da construção da capela. Ele cotou parte desta história para a repórter Greice Sauer, da RBA TV Alto Vale (único material encontrado sobre o tema. Isso é incrível!). De acordo com Sborz, os tijolos foram produzidos mão de obra voluntária da comunidade e na comunidade. Também retiraram a areia usada na obra, do Rio Itoupava. 
Leandro Sborz assentou o piso de ladrilho hidráulico. 
Iremos no local fotografar o interior da capela.

"A valada toda sente orgulho desta igreja. Leandro Sborz
Matéria da repórter   Greice Sauer
Estivemos no local em 24 de novembro, quando retornávamos de Rio de Sul em direção a Serra do Tucano/Presidente Getúlio, sem um estudo prévio da região. Imediatamente falamos nossas percepções, sem conhecer o local. Reconhecemos os traços da arquitetura italiana a partir dos elementos clássicos, como o arco pleno.

Vídeo

Fotografias












Complementaremos esta pesquisa.

Um registro para a História.

Sou Angelina Wittmann, Arquiteta e Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade.
Contatos:
@angewittmann (Instagram)
@AngelWittmann (X)











domingo, 18 de julho de 2021

Projeto Schützenverein – Clubes de Caça e Tiro - Conselho dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Rio do Sul SC

Jonas Felácio Júnior e  Rodrigo Färber.
O Projeto Schützenverein Clubes de Caça e Tiro de Rio do Sul – 115 anos de história, memória e identidade cultural foi contemplado na edição 2020 do Prêmio Nodgi Pellizzetti de Incentivo à Cultura de Rio do Sul. 
Cátia Dagnoni, Jonas Felácio Júnior, Angelina Wittmann e  Rodrigo Färber.
Projeto foi desenvolvido pelo proponente do projeto, o historiador Rodrigo Färber (fotógrafo de baixa visão com apenas 20%), a pedagoga Tayla Kuhnen e o historiador Jonas Felácio Júnior. A exposição fotográfica relativa ao projeto foi aberta em 1° de julho de 2021, na Galeria de Artes Arno Georg da Fundação Cultural de Rio do Sul. Nós visitamos a exposição em 16 de julho de 2021, onde fizemos alguns registros e ouvimos dois dos autores: Rodrigo e Jonas Felácio.
Segundo os autores, um dos principais objetivos do projeto, além do resgate do acervo histórico fotográfico relacionado às Sociedades de Tiro da região, é a inclusão cultural, através do trabalho desenvolvido pela pedagoga Tayla Kuhnen, possuidora de deficiência visual. A partir das audiodescrições das fotos, Tayla adaptou essas informações para o formato braile, tornando a amostra acessível, igualmente, às pessoas com deficiência visual, possibilitando o acesso destas pessoas à  história e tradições de Rio do Sul.
A exposição estará aberta à visitação durante o mês de julho de 2021
Contato: rodrigofarber@gmail.com ou através do telefone/WhatsApp: (47) 9 8887-9940.


























Trabalho importante pelo resgate de imagens históricas e valorização de práticas culturais e esportivas locais e, com assediabilidade visual, mais ainda!