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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Pastor Wilhelm Gottfried Lange — O religioso alemão que marcou a história de Guaramirim, Brusque, Itajaí, Pomerode e Timbó

Os jovens Wilhelm Gottfried Lange e Claire (Reuge) Lange e  “Brüdertal” – Vale dos Irmãos, atual Guaramirim.

Brandenburg an der Havel. Fonte: Google Earth.
O Pastor Wilhelm Gottfried Lange nasceu em Derwitz, Brandenburg (no território da atual Alemanha), em uma família de pastores luteranos, no dia 22 de março de 1858. Era filho caçula de Wilhelm Lange (1811–1874) e de Elise Minna (Bournot) Lange (1821–1909). Seus pais se casaram em 4 de janeiro de 1841, em Brandenburg. Wilhelm Gottfried teve quatro irmãos na Alemanha: Adolph Wilhelm Lange (1847–...), Paul Wilhelm Lange (1849–...), Victor Wilhelm Lange (1851–...) e Hermann Lange. Sua infância, entre os anos de 1858 a 1866 (oito anos), passou na sua cidade natal, Brandenburg. Depois disso, mudou-se para a cidade de Potsdam para estudar, onde residiu até fevereiro de 1875, quando foi trabalhar na livraria do irmão Hermann até 1876. Momento em que, em contato com os livros, leu muito. Em 1877, trabalhou na cidade de Guben. Foi professor para meninos em Gnadenfrei nos sete anos seguintes.
Fonte: Google Earth.
Fonte: Virtual Museum of Protestantism
Quando residiu na Boêmia, aprendeu a língua tcheca. Em 1884, mudou-se para a Polônia Russa. A região era pobre e a alimentação, escassa. Trabalhou em Volhynia (Wolhynien), na colônia de Schadura, até março de 1886, quando sofreu perseguição por ser alemão e pertencer a Irmandade (religião). Já era pastor; tinha sido ordenado em Herrnhut, no estado da Saxônia, próximo à fronteira com a República Tcheca e a Polônia, em 1886.
Foi ordenado pastor em Herrnhut — uma comunidade cristã de origem luterana, também conhecida como Comunidade Morávia, Irmãos Morávios ou Irmãos Tchecos. De acordo com Saulo Adami, a Irmandade Herrnhuter, também chamada de hussita, foi criada por Jan Hus — teólogo tcheco que expôs suas doutrinas ao Concílio de Constança, em 1413, e foi condenado à morte devido aos seus conceitos e ideias. Ele defendia o culto do "cristianismo primitivo, a abolição da propriedade privada e contestava alguns dogmas da Igreja Católica, sendo o principal a prática da venda de indulgências." 
Volhynia, cidade onde Wilhelm Gottfried Lange trabalhou até 1886. Está localizada na Croácia. Fonte: Google Earth.

O Pastor Wilhelm Gottfried Lange (1858-1930) atuava na região da Volhynia (Wolhynien), onde ele e os demais Irmãos Morávios e alemães enfrentavam a opressão do governo da Rússia – tanto em termos religiosos quanto em termos econômicos. Impossibilitados de professar sua fé naquela região, Lange e outros 110 membros da Irmandade Herrnhut emigraram para o Brasil e escolheram o interior de Joinville, Santa Catarina (1886) como seu novo lar.  Saulo Adami
A comunidade luterana traduziu a Bíblia para o tcheco e fundou várias escolas. Após perseguições no ano de 1.727 unificaram suas comunidades na cidade de Herrnhut, que seria a sede desta entidade religiosa. Esta comunidade aceitava as doutrinas tradicionais cristãs, mas enfatizava a liberdade plena de consciência, rejeitando qualquer outra autoridade em matéria de fé além da Bíblia. Entre suas atividades, destaca-se o envio de missionários para diversos países do mundo (Adami, 2003).

Relembrando: o Pastor Lange foi enviado, aos 23 anos de idade, para a região da Boêmia e da Polônia Russa, onde serviu durante três anos em Schadura. Nesta região, entretanto, reinava uma intensa vida cristã; havia poucas igrejas e pastores protestantes e, por isso, poucas oportunidades para cultos — conforme relata o próprio pastor em seus registros pessoais. O governo da Rússia não era favorável às práticas religiosas dos Irmãos Morávios e, após algum tempo, através de um decreto do Ministério em St. Petersburg, foi proibida qualquer atividade religiosa dos morávios em Schadura.
Esta decisão formal contribuiu muito para a perseguição aos alemães da região, que formavam um considerável grupo que comungava do ideário do pastor e que também sofria perseguições sob o domínio dos russos. Impossibilitados de ali continuar devido às dificuldades de suas atividades, o pastor e um grupo de 111 imigrantes de regiões da atual Alemanha e da Rússia resolveram deixar Volínia (Wolhynia) e migrar para o Brasil para criar uma comunidade religiosa ligada à Irmandade Herrnhuter, onde pudessem praticar sua fé com tranquilidade.
A viagem do grupo durou de março a 28 de junho de 1886, quando chegaram à Bahia, onde o navio quebrou. Até chegar ao seu destino final, o porto de São Francisco do Sul, a viagem atrasou muito.
Igreja Luterana dos Imigrantes, Guaramirim.
O grupo migrou para o Brasil para fundar uma colônia autossuficiente e onde pudessem praticar sua religião com liberdade. Ao chegarem ao porto de São Francisco, foram até Joinville e adquiriram terras do município para fundar sua colônia, que foi batizada de Brüderthal (Vale dos Irmãos), localizada no quilômetro 18 da Estrada do Sul, onde atualmente estão localizados a Igreja Luterana dos Imigrantes e seu cemitério.
A colônia foi fundada ainda em 1886 — na atual Guaramirim. Neste tempo, o Pastor Wilhelm Gottfried Lange trabalhou duro, como todos os pioneiros que rasgaram a mata para construir as principais estruturas de uma nucleação, iniciando com o rancho de Imigrantes, a limpeza dos terrenos, o feitio dos pastos, roças e pomares e a construção das casas temporárias no meio da Mata Atlântica. O pastor contava com 28 anos e ainda não era casado. 
Não por muito tempo.
A constituição da propriedade rural e o processo de ocupação da mata eram semelhantes em toda a região.
Localização atual da Colônia Brüderthal fundada pelo Pastor  Wilhelm Gottfried Lange e amigos de comunidade.



Com as idades do período do casamento - 1887.
Com isto, em 1887,  Wilhelm Gottfried Lange escreveu para a Irmandade na Alemanha e solicitou uma esposa. Sua noiva, a suíça Claire Reuge, chegou ao Brasil e casaram-se na Colônia Brüderthal, em 27 de julho de 1887. Ela era filha de Louis Leopold Reuge (1834 - 1871) e de Laura Jacot. Antiguíssima família, que remonta ao início do século XVII. Claire, que no Brasil era chamada de Clara, nasceu em 17 de fevereiro de 1857, em Fleurier, Neuchâtel. Foi companheira do Pastor  Wilhelm Gottfried Lange em todas as frentes de atividades e no lar, por toda sua vida. 
A seguir, parte de uma de suas cartas aos familiares, na Suíça, comentando sobre o casamento.

(...) no dia seguinte fomos para Joinville, onde iríamos celebrar nosso enlace. Fomos recebidos com muita simpatia pelo Pastor e sua mulher.
Para o dia seguinte ficou combinada uma pequena festa de casamento, para a qual foi convidada uma série de colonos. De Brüderthal, nossa futura comunidade, vieram a pé entre 20 e 30 jovens, o Grupo de Canto, que queria embelezar a festividade com suas canções. Ali eu logo tive a oportunidade de me alegrar sobre as vozes jovens e claras do nosso pessoal, na maioria originários da Boêmia.
Ligustro.
A casinha paroquial – não casa paroquial, na qual tivemos tão simpática acolhida, era bastante simples, despretensiosa e pequena, de acordo com as circunstâncias. Separava-a da estrada um pequeno jardim, muito bem cuidado e cercado de uma densa e bem podada cerca viva de ligustro.
Alguns ciprestes frondosos e palmeiras de diversas espécies protegiam os canteiros de flores contra os fortes raios do sol.
Praticamente lado a lado com a casa paroquial encontra-se a escola, que ao mesmo tempo serve de igreja. Claire Reuge - Carta para Alemanha. GONÇALVES, 2018.
A distância entre Guaramirim e Joinville soma aproximadamente 42km.

O casal Wilhelm Gottfried Lange e Claire (Reuge) Lange teve sete filhos: Meta Elisa Lange (1888–1916), Clara Gabriele Lange (1889–1956), Walter Heinrich Franz Lange (1890–1977), Rudolf Wilhelm Lange (1892–...), Gottfried Rudolfo Lange (1893–1966), Ilse Reuge Lange (1897–1950) e Hildegard Lange (1899–1985). Seus descendentes estão espalhados por algumas regiões de Santa Catarina.
Historicamente, o Pastor Wilhelm Gottfried Lange liderou o grupo responsável pela fundação de um dos primeiros núcleos urbanos do atual território da cidade de Guaramirim, pioneiramente chamado de Colônia Brüderthal, em 1886. Localizada na atual Rodovia do Arroz, já registramos marcas desta primeira ocupação na paisagem durante nossas viagens à cidade de Joinville.
Dez anos depois, em 1896, o Pastor Wilhelm Gottfried Lange seguiu para Brusque, quando resolveu aceitar o convite para ocupar o lugar vago na paróquia local, onde, no dia 12 de julho de 1896, foi introduzido pelo então pastor daquela comunidade, o Pastor von Czekus.
Fonte: a foto pertence ao arquivo da família Lange/Hoffmann e está
 publicada na obra "Testemunho de Fé - Memorial do Pastor Wilhelm
Gottfried Lange" - organização, notas e pesquisas - Saulo Adami.
Wilhelm Gottfried Lange
permaneceu em Brusque por 13 anos, onde, ao lado de sua esposa Clara, trabalhou intensamente em sua comunidade e, também, na vida social e na área da educação local. Foi diretor da Deutsche Evangelische Schule, onde também ocupou o cargo de professor, ministrando de quatro a seis aulas diárias. Em Brusque, também foi o redator do jornal Sonntagsblatt e, mais tarde, do Christenbote. Além disso, foi o fundador de um asilo que abrigava idosos de 70 a 90 anos.
Permaneceu na cidade até quando adoeceu e, em 1909, o Pastor Lange, aposentado, e sua família mudaram-se de Brusque para Itajaí seguindo  orientação médica. Seu último culto em Brusque foi realizado em julho de 1909, à frente da cerimônia de confirmação de um grande número de meninos e meninas. No final da celebração, desmaiou diante do altar. Nesta época, contava com 51 anos.
Com a menor carga de trabalho, sua saúde apresentou melhoras e, novamente, retornou à ativa, substituindo outros pastores quando era necessário — como, por exemplo, o de Brusque, que também atendia à comunidade de Itajaí. Também residiu em Hansa Hammonia (Ibirama) e em Pomerode, onde foi responsável pela comunidade entre 1º de maio de 1920 e 31 de outubro de 1923, quando, finalmente, não conseguiu mais trabalhar em virtude da saúde.

O Pastor Liebhold, serviu a comunidade até 15 de julho de 1920. Esforçou-se o máximo em prestar serviços à altura de seus antecessores. Dotado de talento musical, ensaiou com os confirmandos da época, canções sacras, em diversas vozes, com grande êxito. Também as suas prédicas ainda continuam na lembrança dos veteranos da comunidade.
Foi substituído, em caráter provisório, pelo idoso e aposentado Pastor Lange. A missão deste, na comunidade, considerando a idade, foi tarefa árdua. Todavia, a contento de toda comunidade, exerceu a missão até 2 de dezembro de 1922. Artigo Prof. João Ehlert - Tradução do alemão Lauro Harbs 
 
Definitivamente aposentado, mudou-se para Timbó após o falecimento de sua esposa, Clara, em 14 de março de 1921, em Pomerode. Neste tempo, aos 63 anos de idade, começou a escrever sua biografia, que compõe as páginas do livro "Testemunho de Fé – Memorial do Pastor Wilhelm Gottfried Lange", de Saulo Adami.
Em Timbó, o Pastor Lange residiu com sua filha Hildegard (Lange) Herweg (1899–1985) até falecer, em 19 de novembro de 1930, aos 72 anos. Hildegard era casada com Heinrich Herweg (1889–1975).

Seu manuscrito sobreviveu à perseguição da polícia de Getúlio Vargas no período do Estado Novo (1937-1945), que promoveu a Campanha de Nacionalização, impondo que não se falasse no país outro idioma além do português. O objetivo era forçar a integração de imigrantes e seus descendentes à cultura brasileira, limitando a influência de suas culturas de origem. Com isso, escolas dirigidas por imigrantes estrangeiros, seus clubes esportivos e de serviço, assim como jornais publicados em outros idiomas foram fechados.
Com medo de que os manuscritos de Lange fossem também alvos da Campanha de Nacionalização, sua filha os enterrou no quintal de sua casa. Passada a Guerra, o manuscrito foi desenterrado e por várias vezes transcrito, até ser traduzido em 2002 por Ursula Rombach e publicado no livro Testemunho de Fé. Saulo Adami
Este trabalho aqui apresentado foi resultado de nossa curiosidade ao sermos procurados, a partir de nossa pesquisa para a "Série Cemitérios" publicada neste Blog, pelo pesquisador e escritor Saulo Adami. Ao acessar a página do Cemitério Municipal de Timbó, Saulo encontrou a sepultura do Pastor Wilhelm Gottfried Lange e de sua esposa, Clara Lange — um dos objetos de sua atual pesquisa.
Registro do túmulo do casal Lange, feito em 16 de dezembro de 2022, responsável por esta "ponte" e por despertar nossa curiosidade sobre o tema. Retornaremos ao cemitério para fazer um vídeo do local.
Meu nome é Saulo Adami, estou te escrevendo de Curitiba, acompanho teu belíssimo trabalho! 
Há algum tempo, encontrei no teu perfil de Facebook, se não me engano, fotografias de túmulos, entre outras personagens históricas, do Pastor Wilhelm Gottfried Lange (1858-1930), às vezes mencionado com os dois primeiros nomes invertidos: Gottfried Wilhelm.
Estou finalizando um livro sobre a comunidade que ele implantou em Santa Catarina em 1886, Brüderthal, que deu origem a Guaramirim, SC.
Vi em uma postagem tua esta imagem, e acreditava que este túmulo estivesse no Cemitério Luterano de Timbó, onde o pastor foi sepultado em 1930, mas acontece que, visitando o cemitério não encontrei o tal túmulo.
Terias alguma notícia correta a respeito do "paradeiro" dele?
Estive lá com o líder mundial da Igreja Morávia, o dinamarquês Jorgen Boytler, em janeiro deste ano.
À esquerda, o pastor da Igreja Morávia do RJ, Davis Dias; o coveiro (não tenho o nome dele aqui...); o pastor Justin Rabbach, dos Estados Unidos, e Boytler (Dinamarca).
Muito obrigado pela atenção e pronta resposta!
Saulo Adami - 3 de abril de 2026
À esquerda, o pastor da primeira Igreja Morávia do Rio de Janeiro, Davis Siqueira Dias; o servidor do município de Timbó, D'jonatha  Cristofolini; o diretor executivo do Conselho de Missões Mundiais da Igreja Morávia (Estados Unidos), e o Pastor Justin Rabbach, dos Estados Unidos, e o teólogo Jørgen Bøytler, líder mundial da Igreja Morávia (Dinamarca).
No momento, o escritor termina o livro, a partir desta pesquisa, cujo título é "Brüderthal – Pastor Wilhelm Gottfried Lange e os primórdios da Igreja Morávia no Brasil", para marcar a passagem dos 140 anos da chegada dos Irmãos Morávios. Liderados pelo Pastor Lange, eles foram os fundadores da Comunidade da Igreja dos Imigrantes e da Colônia Brüderthal.
Detalhes do livro:
  • Título: "Brüderthal – Pastor Wilhelm Gottfried Lange e os primórdios da Igreja Morávia no Brasil".
  • Autor: Saulo Adami.
  • Dados da Edição: Curitiba: Estrada de Papel, 2026.
  • Volume: 720 páginas (miolo em preto e branco, capa colorida).
  • Formato: 16 cm de largura x 23 cm de altura.
O lançamento acontecerá no dia 12 de julho de 2026, na Igreja dos Imigrantes, em Brüderthal, Guaramirim (SC). O evento ocorrerá no período da tarde, durante as comemorações dos 140 anos da chegada dos Irmãos Morávios e do Pastor Wilhelm Gottfried Lange.
Um registro para a História.

Nova visita no Cemitério Municipal de Timbó - 10 de abril de 2026
Limpando a lápide, para que pudéssemos fotografar as
 informações sobre o pastor.
Fizemos nova visita ao Cemitério Municipal de Timbó e novos registros do local onde o Pastor Wilhelm Gottfried Lange, Claire (Reuge) Lange (sua esposa), Hildegard Herweg (sua filha) e Heinrich Herweg (seu genro) foram sepultados.
O túmulo da figura histórica apresenta uma aparência de que não recebe manutenção e limpeza há muito tempo. Foi necessária uma limpeza, com o auxílio do funcionário do cemitério que providenciou escova e balde, para que fosse possível efetuar o registro fotográfico e garantir que as informações estivessem legíveis.


















































Vídeo
Referências:
  • ADAMI, Saulo. Brüderthal, em Santa Catarina, abrigou a primeira colônia morávia do Brasil.
  • ADAMI, Luiz Saulo. Testemunho de fé: memorial do Pastor Wilhelm Gottfried Lange = Ein Leben im Glauben: Memoiren des Pastors Wilhelm Gottfried Lange /pesquisa, organização e notas Luiz Saulo Adami; [tradução: Ursula P. E. Rombach e Carla Sievert]-Blumenau :Nova Letra, 2003. - 209 + 216 p. :il.
  • GONÇALVES, Marcela Elias Santos. Memórias autobiográficas e cartas de Claire Lange: uma análise fenomenológica. Universidade de São Paulo - FFCLRP – Departamento de Psicologia. Programa de Pós-Graduação em Psicologia. Orientadora: Professora Titular Marina Massimi. Ribeirão Preto – SP, 2018. 
Um Registro para a História.
 
Eu sou Angelina Wittmann, Arquiteta e Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade.
Contatos:
@angewittmann (Instagram)
Angewitt  (You Tube) 
AngelinaWittmann  (Facebook)






sábado, 4 de abril de 2026

Dirigente da Deggendorfer Stadlmusikanten, Georg Mirwald e família na região (Timbó e Blumenau) Museu da Música

Em 17 de abril de 2025, chegamos a Deggendorf e permanecemos na região até o dia 23 de abril. Deggendorf é a sede da banda que tocou na Oktoberfest Blumenau, a Deggendorfer Stadlmusikanten. A banda alemã da cidade de Deggendorf — Baixa Baviera — tocou pela última vez na Oktoberfest Blumenau 2017. A partir da banda, conhecemos o regente Georg Mirwald e sua família: a esposa Maria e o filho Markus.
Passamos o dia da Páscoa de 2025 em sua residência em Hengersberg — Sul da Baviera. Neste ano de 2026, no período da Páscoa, estamos recebendo os Mirwald, que também passarão o domingo de Páscoa em nossa casa. Ele também visita outros amigos, não somente em Blumenau, mas também na região, como São Bento do Sul. Também esteve presente dividindo o palco com a Banda Treml, de São Bento do Sul, em 28 de março de 2026.
Museu de Música - Timbó. Arquitetura Backstein.
No dia 3 de março mostramos um pouco da área central de Blumenau, sob um temperatura de mais de 35° e no dia 4 de março apresentamos o Museu da Música em Timbó, idealizado pelo pastor e maestro Hans Hermann Ziel e também onde Norbert Gälle deixo uma página da partitura oficial da Marcha Obrigada em 25 de janeiro de 2020. 
Um página  original da partitura manuscrita da marcha "Obrigado" - Composição de Norbert Gälle entregue para o acervo do Museu da Música de Timbó SC - janeiro de 2018.
O dirigente Georg Mirwald foi recepcionado pelo músico, regente, escritor e chargista da cidade Luiz Lenzi. Houve trocas sobre música e sobre a viagem que a Banda Municipal Professor João Müller (fundada em 1958) fará ao sul da Alemanha e também à Schwarzwald, no próximo ano. Registramos em vídeo um dos momentos de troca entre os dois dirigentes.
Neste momento, também recebemos o último livro de Luiz Lenzi, que nos surpreendeu por suas habilidades com a charge, que estampa parte da história local e regional, a qual apresentaremos em uma das postagens aqui do Blog.
Recebendo o livro "Quadradinhos e outras Histórias" de Luiz Lenzi.
Após a visita ao museu, visitamos o Museu do Imigrante e apresentamos o centro de Timbó, que pairava sob uma temperatura de 35°C, muito além da temperatura habitual da cidade dos Mirwalds.
Para relembrar, Georg Mirwald é um músico e regente alemão, dirigente da banda alemã Deggendorfer Stadlmusikanten, originária de Deggendorf, no sul da Baviera. A banda já se apresentou em seis edições da Oktoberfest Blumenau ao longo de sua história.
Atualmente, Mirwald também atua como consultor e avaliador técnico para bandas locais na região do Vale do Itajaí e de São Bento do Sul, auxiliando no aprimoramento da performance musical e na manutenção das tradições germânicas.

As imagens (dias 3 e 4 de abril) comunicam
Vídeo
Fotografias






































Museu da Música Timbó SC


Luiz Lenzi e Georg Mirwald.











Museu do Imigrante

Outros ambientes em Timbó - sob altas temperaturas












Um registro para a História.
 
Eu sou Angelina Wittmann, Arquiteta e Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade.
Contatos:
@angewittmann (Instagram)
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