sábado, 11 de novembro de 2017

Itá - Um pouco sobre a a cidade inundada e reconstruída em outro local

Lago em Itá - Ponto focal atual de Itá, largamente difundido - orgulhosamente exposto para o visitante (é quase macabro) torres da igreja da cidade antiga que foi tragada do mapa - local inundado pelas águas do Rio Uruguai -  Paróquia São Pedro. Dizem que as torres não caiam de jeito nenhum - quase algo divino, um marco - logo temos romaria para o local. Detalhe é presença do santo padroeiro, que não estava mais presente, constato em  fotos antigas.
A cidade é uma "grande casa" com espaços previstos para descansar, se divertir, trabalhar, ir e vir construída para locar as atividades de uma determinada sociedade, ou seja, de um grupo de homens distribuídos em famílias socialmente alinhadas com atividades organizadas sob determinado conjunto de normas e leis (Nada a ver com classes sociais - vulgarmente conhecidos).
Antiga cidade de Itá - demolida e seu território foi inundada pelas águas do Rio Uruguai após a construção da Usina de Itá - empreendimento privado e com concessão até 2030 - vendendo energia para o próprio Estado. A cidade de Itá era autossuficiente - possuía sua própria energia, antes de chegar a Celesc - ou o Estado. O governo do Estado destinou o território da cidade para iniciativa privada construir seu negócio.

Muitos a percebem, na atualidade, somente como uma grande "máquina que deve produzir lucros" - nem sempre para todos que vivem na cidade, mas para poucos que lucram com o grande espaço citadino e criam um pseudo discurso e argumentos que deixam todos anestesiadamente satisfeitos e iludidos de que a vida será melhor dentro das novas atividades e espaços.
Nova cidade de Itá - às margens do lago criado - Perfil muito bonito, mas bem desmatado dentro da área da ANEA - protegido por lei federal, faixa de área não aterrável e não edificável junto às margens dos rios no Brasil (problema também existente em Blumenau e em outras cidades do país), para manter mata ciliar.
Nem sempre, o bem estar, conforto, qualidade de vida de uma pessoa (que vive na cidade) tem relação com o nível de  posses materiais e seu significado, a partir de aquisições relacionadas a essas posses. Tem  relação com a história e a organização do espaço da cidade e sua identidade encontrada também nessas questões. Explicando melhor. Nesse espaço citadino há sinais de vital importância para o ser humano responsáveis por despertar nesse, sentimentos, sensações, lembranças e também passar as sensações de segurança e aconchego familiar. Essa análise envolve várias áreas de pesquisa, dentro das ciências humanas, sociais, econômicas, tecnológicas e jamais poderia-se propor a uma comunidade, desmontar sua cidade, argumentando que "você ganhará uma cidade nova".  O que é isso?
Antiga Itá - também era estruturada com ruas largas e arborizadas.
As questões analisadas dentro desse hífen não se limitam somente ao "velho" e ao "novo", mas em muitas outras. As coisas que estão e fazem parte de nossa memória, jamais poderiam ser descartadas porque são velhas. 
Por que na Europa, em vários períodos históricos, se reconstruiu cidades inteiras após bombardeios de guerras, sendo que para construir uma nova, seria muito mais fácil (desprovido de pesquisa) e muito mais barato? Por que?
Não nos aprofundaremos nas dobraduras da História da construção de Itá, que tem sutilmente e convenientemente diferentes versões. Algumas, cheias de argumentos, como também os tem alguns guias turísticos da atual cidade de Itá, justificando essa história com paixão - o desmonte de uma cidade e a construção de uma nova em outro local, relocando as pessoas - para a construção de uma empresa privada com apoio dos governos estadual e federal - para vender energia elétrica que dá muito lucro até os dias atuais (sua concessão vai até o ano de 2030). Essa firma, que tem como sócio o governo (nosso representante), não passa pela "tempestade" da crise que qualquer um de nós passamos pelo desgoverno desse mesmo governo.
Será que nós, você ou outro cidadão fosse buscar o mesmo apoio ao governo para levantar um negócio, teríamos o mesmo apoio? Nos escândalos atuais abertos na mídia, percebemos que essa prática é muito comum no Brasil republicano. 
Teve algum debate e dialogo para as pessoas da cidade de Itá antiga manifestarem sua vontade e dizer "Não queremos" esse projeto implementado aqui? O projeto veio pronto e foi executado, sem  considerar muito a parte e a opinião do colono que morava nas imediações e também do morador do  núcleo central da antiga Itá. 
Antiga Itá - cidade bucólica junto ao Rio Uruguai e que tinha  fornecimento de energia 
elétrico próprio. Final da década de 1970 - nesse tempo a ameça já pairava sobre si.
Aos fundos -  a igreja da paróquia São Pedro, cujas torres são expostas  como troféu na nova Itá.
Atualmente, na nova cidade de Itá, ironicamente está exposta uma imagem significativa e forte dentro da paisagem alta, localizada na antiga Itá - as torres da igreja - Paróquia São Pedro. Parece representar um "troféu" exposto, tal como um espinho na ferida, àqueles que ainda tem em sua memória e na memória coletiva, a história vivenciada nos espaços da cidade antiga. O ponto focal mais destacado na nova cidade de Itá são as torres da igreja da Paróquia São Pedro com parte submersa no grande lago. O que dizer?
As torres da igreja da Paróquia São Pedro - Itá SC
O outro ponto focal exposto na entrada da cidade nova de Itá é o primeiro super caminhão que foi trazido entre muitos, para o canteiro de obras da usina hidrelétrica. Como urbanista ousamos afirmar, que é um monumento de gosto duvidoso e estranho para os moradores de Itá, principalmente para os antigos residentes da antiga cidade e toda sua história. 
É agressivo.
Primeiro super caminhão usado na obra da construção da usina hidrelétrica
exposto na entrada da cidade nova de Itá.
Dois pontos focais da nova Itá na paisagem da nova cidade para materializar e lembrar bem esse fato histórico onde a população de Itá não participou, mas sofreu, diretamente, suas consequências.
Durante o processo de transição das sedes das  duas cidades - antiga e nova (Que dolorosamente durou mais de 10 anos), houve o cuidado de relocar duas das mais antigas casas da cidade antiga de Itá. Uma das edificações construída por uma família de imigrantes italianos e outra, por uma de família de imigrantes alemães - são as casas Alberton (Arquitetura com influencia alemã) e Camarolli (Arquitetura com influencia italiana). No interior dessas edificações há concentrado um pouco da memória das pessoas que construíram a cidade de Itá no início do Século XX, no local da antiga cidade.
Casa de Memória Alberton - tipologia com herança da arquitetura alemã. Observar como foi construída com uma volumetria característica das edificações encontradas na Alemanha, porém construída com o material existente em abundância no entorno - a madeira.
A Casa de Memória Alberton é a mais antiga das duas edificações histórica. Foi construída, originalmente, na década de 1930 e Henrique Piller foi seu primeiro dono. Posteriormente, foi usada como moradia da família de descendência italiana - Alberton e era o local onde funcionava um armazém de secos e molhados. A edificação apresenta a tipologia da arquitetura alemã trazida pelos primeiros imigrantes. Observar o telhado com a forma de mansarda característica e paredes em peças de madeiras com encaixes e estrutura enxaimel (Com fechamento em madeira) muito comum no oeste do estado de Santa Catarina).  Foi reconstruída na cidade nova de Itá - na Praça Luís Sartoretto.
Casa de Memória Camarolli (As máquinas de ar condicionado poderiam ter outro local para estarem fixadas))

A Casa de Memória Camarolli foi construída por Felipe Camarolli e seu sogro, Guilherme Ludovico Otto Stentzler, entre os anos de 1945 e 1946. A edificação tem características da influência da arquitetura italiana - destaque para o porão - local de fazer e guardar o vinho. Atualmente abriga o Museu da Nova Itá, mantém o acervo histórico cultural da comunidade, com fotos e objetos sobre a relocação da cidade de Itá e memória da vida privada. parte do acervo, também, há peças sacras e objetos da cozinha de descendentes das famílias  alemãs e italianas.

Por que essa postagem?

Porque estivemos na cidade de Itá no dia 4 de novembro de 2017, quando acompanhamos o Coro Masculino Liederkranz para o encontro de Corais na cidade de Peritiba - localizada na região.
Nessa momento, visitamos as duas casas, descritas anteriormente casas Alberton e Camarolli, pertencentes ao patrimônio histórico de Itá e relocadas da cidade antiga. Assistimos um pouco dessa história na fundação cultural, em um vídeo. Também visitamos um mirante junto a barragem da usina hidrelétrica.
O local e a região de Itá (junto às margens do Rio Uruguai) tem uma beleza natural peculiar, e é uma característica da Itá antiga e nova, ou seja a usina não interfere na beleza natural, para que essa fosse "explorada" a partir do ecoturismo. A mesma atividade atual praticada no local - do ecoturismo, poderia ser feita antes da construção da usina e sem a presença da mesma, portanto essa atividade econômica não poderia estar sendo usada como argumento (Como vem sendo feito) para aclamar as vantagens da construção do empreendimento privado, por exemplo.

Vamos conhecer um pouco dessa História...

Itá faz parte da Microrregião do Alto Uruguai catarinense e seu dia de aniversário é comemorado no dia 13 de dezembro - data de sua emancipação política. Atualmente tem  6.383 habitantes5.901 eleitores (Será que as crianças votam?)


As primeiras famílias que chegaram no local onde estava a antiga e inundada  sede de Itá são oriundas do Rio Grande do Sul. Para chegar ao local, viajaram de trem até a estação ferroviária da cidade gaúcha de Barros, atual cidade de Gaurama e andaram por uma picada na mata de aproximadamente 60 quilômetros, passando pelas nucleações de Santo Antônio, Três Arroios e Dourados, até chegarem às margens do grande e lindo Rio Uruguai - ano de 1919.


Isso foi possível e materializado pela disponibilização dessas terras para colonização pela Firma sediada na capital gaúcha e com filial na região: Luce Rosa e Cia Ltda

A primeira família a chegar no local da sede da antiga Itá foi a família alemã de Theodor Scheuble, esposa Helga Scheuble e filhos que viam do estado de São Paulo e se instalaram no dia 21 de maio de 1919 nas imediações do Statdplatz da antiga Itá. 
No dia 31 de Setembro desse mesmo ano - 1919 - as famílias de Valentin Bernardi, Pedro Paludo, Ângelo Paludo e Luiz de Campos fixaram-se e fizeram lotes no local da sede da antiga Itá. Não somente lotearam como também batizaram a mais nova povoação que surgia de maneira organizada. O nome escolhido foi o termo denominado para "Pedra" na língua do tupi-guarani. Foi, então, criado o Distrito de Itá sob a  Lei Municipal n.º 62, de 07-01-1925, subordinado ao município de Cruzeiro
Em 1933, em divisão administrativa, ainda o distrito de Itá figura no município de Cruzeiro. Isso foi até 1934, quando Itá passou ser Distrito do novo município de Concórdia sob o Decreto-lei Estadual n.º 635 de 12 de julho de 1934. Assim permaneceu até o dia 30 de dezembro de 1953, quando ocorreu o desmembramento do município de Seabra de Concórdia e Itá faz parte disso e passa a ser Distrito do novo município - Lei Estadual n.º 133. 
No dia 13 de novembro de 1956, durante divisão territorial, Itá é elevado à categoria de município pela Lei Estadual n.º 268, sendo desmembrado de Seabra. O município de Itá foi  instalado no dia 13 de dezembro de 1956 -  data de seu aniversário.
O grande Rio Uruguai despertou cedo nos moradores,  a percepção sobre sua capacidade para a geração de energia.
Ainda na década de 1940 - de 1947 até 1951 - foi construída e primeira usina hidrelétrica em Itá conhecida por Cooperativa Força e Luz Itaense de Representação Ltda. A Usina entrou em operação no dia 08 de Maio de 1952, e foi inaugurada oficialmente no dia 02 de outubro de 1952. A primeira usina estava localizada a 9 quilômetros do Stadplatz  de Itá e funcionou até os anos de 1967/68, quando a Celesc "atravessou". A cidade era autossuficiente, energeticamente falando. Portanto, não necessitava de maior geração de energia. 
Não passou muito tempo, para que representantes do governo retornassem com técnicos para observar o potencial energético do local, desconsiderando a opinião e interesses da população local. Também desconsiderando a geografia, dentro dela, a sua paisagem natural, possuidora de muitos atrativos para agregar na indústria do ecoturismo, tão difundido posteriormente, como se não existisse antes da construção da usina.


Em 1967, pousou na olaria da cidade de Itá pertencente a João Martini um helicóptero, trazendo os "técnicos" para fazer uma avaliação do Rio Uruguai para a construção da usina. As pessoas da cidade não foram formalmente comunicadas. Souberam sobre os motivos da estranha visita, posteriormente. Em 1977, a Eletrosul firmou contrato com CNES (Consórcio Nacional de Engenheiros S.A), sobre novos estudos para o aproveitamento do Rio Uruguai - sem consultar a população local que foi somente comunicada no ano de 1978 e junto com sua comunicação, receberam a notícia que a cidade de Itá iria desaparecer, o local seria inundado pela águas. 
O consórcio era formado pelo governo federal, estadual e setor privado. Até os dias atuais,  é contado como um fato positivo ser essa usina, a primeira usina construída de maneira privada, com todo o apoio do governo estadual e federal. Ou seja,  uma empresa, com o apoio do governo, teria e tem lucros em seus negócios a partir da comercialização de energia, que até então, a região possuía sua própria usina que supria muito bem as localidades da região e de regiões adjacentes. 
No ano de 1979 foram feitas as revisões e conclusões dos estudos sobre o Rio Uruguai - pela Eletrosul - para a construção da usina hidrelétrica. Foi feito, também, um projeto para a nova cidade de Itá. As pessoas perderam sua identidade, pois a configuração espacial foi outro totalmente diferente. Vizinhos de longa data, mudaram-se e tiveram que se adequar ao novo e ao estanho. Foi uma agressão.
Jorge Konder Bornhhausen
No dia 13 de dezembro de 1981 (aniversário da cidade), o então governador do Estado de Santa Catarina - Jorge Konder Bornhhausen e Presidente da ELETROSUL, Telmo Tompson Flores visitaram a região que estava sendo desestruturada. Ironicamente nesse momento foi feito o lançamento do marco fundamental da cidade nova.
Por mais de uma década os moradores da cidade conviveram com duas sedes, os responsáveis pela "bagunça" impregnaram um ritmo mais lento à obra. As pessoas tiveram que se adaptar a esse quadro.  Em 1994, foi realizada a última missa na Paróquia São Pedro na sede da cidade antiga e em 13 de dezembro de 1996, 15 anos após a visita do governador catarinense que lançou a pedra fundamental, foi quando foi inaugurada a cidade nova.
Derrubaram todas as edificações da cidade antiga de Itá, menos a torre dessa Paróquia, que insistem em contar uma estória de que a torre "não se deixou tombar". Há fotografias da época, onde não há a presença do santo padroeiro, atualmente presente. É uma imagem que deprime - as torres da igreja refletidas no lago e a lembrança da agressão promovida  às pessoas que residiam na região.

Esperamos que o local não se torne local de romaria religiosa, e que seja usado a afirmativa que o santo não permitiu a demolição das torres. Não seria um bom exemplo aos jovens que surgiram após toda essa história.

Um exemplo de Propaganda e Justificativas que encontramos sobre essa ação arbitrária
"A cidade nova foi construída devido a criação da Usina Hidrelétrica de Itá, aproveitando um desnível de 120 metros, a usina teria uma capacidade instalada de 1.450 MW. A água represada do rio Uruguai cobriria toda a área da cidade então a prefeitura e a estatal (Eletrosul) responsáveis pela obra da usina indenizaram as famílias e começaram as obras para a construção da nova cidade de Itá, ao lado da velha cidade mas a uma altitude maior. Quando as águas do rio Uruguai inundaram a cidade velha, restaram visíveis apenas as torres da velha igreja, que hoje serve como ponto turístico para a cidade."
"A estrutura da nova cidade totalmente planejada, é urbano linear atravessando toda a cidade de leste a oeste até a UHE Itá, com estradas de ligação ao interior do município. Com mais de 95% das ruas asfaltadas a cidade de Itá é servida por rede de energia elétrica (Celesc), rede de água (poços artesianos) rede de esgoto (Casan), telefonia fixa e móvel, asfaltamento, coleta diária de resíduos, arborização e ajardinamento. Significado do nome da cidade é Pedra na língua Tupi- guarani. a nova cidade foi fundada em 1985."
"Usina Itá escreveu junto à comunidade uma história de conquistas e bom relacionamento. Um exemplo disso é o Centro de Divulgação Ambiental - CDA, o qual mobiliza por meio de palestras, visitas e cursos uma grande população dos municípios lindeiros. Criado no ano de 2001, o CDA já recebeu aproximadamente 170 mil visitantes juntamente com a Usina, o Horto Botânico e a trilha do Serelepe." Consorcio Ita

Como já mencionado - foram recuperadas duas tipologias de edificações históricas da antiga  Itá

O projeto foi possível com recursos  do Fundo Para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL) - desconhecíamos esse fundo. Visitamos os dois exemplares - a Casa de Memória Camarolli e a Casa de Memória Alberton. O projeto foi gerido pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Foram  repassados o pequeno valor de R$114,6 mil para as restaurações, com o objetivo inserido em um discurso para apresentá-las aos turistas e não à população local que perdera parte de sua identidade espacial.

As duas construções tinham sido relocadas da antiga sede inundada após a construção da Usina Hidrelétrica de Itá. Insistem em justificar o mal feito - "Toda a cidade foi reconstruída em uma região mais alta. As novas ruas são mais amplas, as casas mais modernas e as árvores ainda são jovens nas praças, mas algumas construções históricas, como a Casa de Memória Camarolli e a Casa de Memória Alberton, foram trazidas da cidade antiga antes da inundação e remontadas no novo espaço." 
Ruas largas e arborizadas - antiga cidade de Itá também tinha (Década de 1970)
E?
Explicando o que nós também desconhecíamos...
FRBL - Fundo Para Reconstituição de Bens Lesados

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) é responsável pela gestão do FRBL, que destina recursos para projetos que buscam a reparação dos danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valores artísticos, estéticos, históricos e paisagísticos em Santa Catarina. Pois é. E o resto?
O FRBL é constituído, principalmente, por compensações financeiras definidas nos Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) ou por condenações judiciais. O fundo também pode receber doações, transferências orçamentárias, multas aplicadas em caso de descumprimento de decisão judicial ou previstas em acordos extrajudiciais e rendimentos de depósitos bancários e aplicações financeiras.

Usina Hidrelétrica Itá
Está localizada entre Aratiba no Rio Grande do Sul, e Itá em Santa Catarina. A usina foi construída na Volta do Uvá, no Rio Uruguai. Sua primeira unidade geradora começou a operar no dia 08 de julho de 2000 e a última em março de 2001. Usina Itá tem capacidade instalada de 1450 MW através de cinco unidades geradoras.
O Consórcio Itá, consórcio de empresas constituído para a implantação e exploração da Usina Hidrelétrica Itá, representa os proprietários da Usina e é constituído atualmente pelas empresas Tractebel Energia, CSN - Companhia Siderúrgica Nacional e Cimentos Itambé, e detém a concessão da Usina até  o ano de 2030. Portanto, com a ajuda do governo federal e estadual, foi entregue o terreno para exploração comercial de energia elétrica dentro de uma empresa privada, desconsiderando tudo o mais no entorno. 
Para sua construção foram utilizados 504 mil metros cúbicos de concreto

Para ler essa história com mais detalhes - pode ser acessado o livro sobre o tema ao Clicar sobre:
 Itá - Memória de uma Usina


As imagens - que comunicam (Feitas com nosso celular):




























































































Leituras complementares - Clicar sobre o título escolhido:


A falta de entendimento e conhecimento de um povo tornam as pessoas presas fáceis para alguns que têm "laranjas" dentro da política - dentro das várias escalas: do local ao nacional.








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