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quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

Festival de Verão / Sommerfest Festival - Sala de visitas às pessoas que desejam conhecer a cultura e a gastronomia de Blumenau? Este foi o primeiro objetivo

Pavilhão da PROEB (que se transformou no Pavilhão A na Oktoberfest) em janeiro de 1984 – primeira edição do Festival de Verão. Evento com apresentações culturais, gastronomia e exposição de produtos locais e regionais. Pessoas de outras regiões do estado de Santa Catarina e do Brasil visitavam o evento a partir do litoral catarinense, onde veraneavam.

Iniciamos o ano de 2024 e há exatos 40 anos acontecia a primeira edição do Festival de Verão, em Blumenau. O festival surgiu naturalmente em resposta à demanda do público que frequentava o litoral catarinense, oriundo de outras regiões do Brasil que poderiam conhecer as cidades do Vale do Itajaí e sua peculiar e distinta cultura, suas práticas e seus produtos locais e regionais.
Como conhecemos a história do Festival de Verão?
Em 29 de outubro de 2018 entrevistamos Marga Holtzmann Nunes – esposa de Antônio Pedro Nunes – Secretário de Turismo de Blumenau, o idealizador do Oktoberfest Blumenau, cuja primeira edição aconteceu  em outubro de 1984, sendo que esta estava preparada desde 1983.

No meio de mais de uma hora de entrevista gravada, registramos algo muito curioso, fato que poucos conhecem e era inédito para nós.
Quem idealizou e implantou o Festival de Verão, evento que deu origem à Sommerfest Blumenau, também foi o ex-secretário de Turismo de Blumenau, Antônio Pedro Nunes e sua primeira edição – na época aconteceu no mês de janeiro de 1984, depois da grande enchente de 1983, antes de acontecer a enchente de 1984 e também, antes de acontecer a grande festa de outubro, em Blumenau.
A primeira edição do Festival de Verão aconteceu no Pavilhão da PROEB e no C.C. 25 de Julho de Blumenau. Local de exposições de produtos e parte dos ambientes destinados à gastronomia estavam na PROEB e as apresentações culturais aconteciam no C.C. 25 de Julho de Blumenau. O presidente do centro cultural, no período, era Harold Letzow, assessor do secretário de turismo Antônio Pedro Nunes na Secretaria de Turismo.
A primeira edição do Festival de Verão contou com o apoio  de empresas locais e regionais e também, contou com o apoio de entidades ligadas às práticas culturais locais e regionais. As primeiras edições do Festival de Verão receberam a visita de figuras conhecidas do meio artístico nacional.
Local das duas primeiras edições do Festival de Verão – Pavilhão da PROEB, depois ficou conhecido como Pavilhão A da Oktoberfest Blumenau.


O evento contou com a presença de artistas nacionalmente conhecidos.
Esposa de Chico Anísio,  Alcione Mazzeo e o filho do casal, Bruno Mazzeo.

No vídeo seguinte, parte da entrevista de Marga Nunes Holzmann, em que a entrevistada apresenta a história e a origem do Oktoberfest Blumenau, bem como a confirmação de que Nunes foi o autor da primeira edição da Sommerfest – só que com o nome Festival de Verão.
Quando Marga menciona “Ele” está se referindo a Antônio Pedro Nunes.

Há registro das duas primeiras edições do Festival de Verão – anos de 1984 e 1985. De acordo com Marga, o objetivo do evento era “abrir a sala de visitas” de Blumenau àqueles visitantes que se encontravam no litoral catarinense e desejassem conhecer Blumenau, sua gente,  identidade cultural, arquitetura, gastronomia, produtos regionais e cultura. 
Janeiro de 1984 – Festival de Verão – Produtos e gastronomia locais e da região no Pavilhão da PROEB, demolido na gestão do ex-Prefeito João Paulo Kleinubing. Arquitetura moderna com cobertura em alumínio. De acordo com o Maestro Helmut Högl o espaço de melhor acústica da Oktoberfest Blumenau.




Foi constatada a presença maciça da imprensa na abertura da primeira e na segunda edições do Festival de Verão, a qual, igualmente efetuou registros para a história. Muitos destes jornalistas que estiveram trabalhando no evento, ainda estão atuando na cidade de Blumenau no tempo presente, portanto, conhecem essa história.
Festival de Verão - 1985.




Festival de Verão - 1985.



Marili Martendal trabalhando no Sommerfest 2019.

















































As primeiras edições dessa festa blumenauense de verão, inicialmente denominada Festival de Verão, e depois Sommerfest, ao contrário do que vem ocorrendo nas últimas edições, possuíam uma solenidade de abertura, com a presença de autoridades políticas e culturais e depoimentos, recepcionando os visitantes de outras regiões do estado e do país.
Essa prática valorizava o momento festivo cultural e lhe conferia, como acontece em eventos similares na Alemanha, a oficialidade e valorização da presença do visitante, principalmente aqueles de outras cidades.
A abertura era efetivada com o descerramento da fita.

Festival de Verão 1984
Descerrando a faixa da primeira edição do Festival de Verão, em janeiro de 1984 - há 40 anos.
Uma das senhoras no evento é Marga Holtzmann Nunes, esposa do Secretário de Turismo Antônio Pedro Nunes.

Homenageadas.




Apresentações culturais do Festival de Verão no espaço do C.C. 25 de Julho de Blumenau.

Apresentações culturais, no C.C. 25 de Julho de Blumenau. Neste tempo o Grupo Folclórico Alpino, de Pomerode,  ensaiava no centro cultural de Blumenau – até a enchente de julho de  1984, quando foram convidados pelo Prefeito de Pomerode, para mudarem-se para a cidade  e representá-la em eventos culturais.



Também - o registro da presença de Rikobert Döring, fundador da Banda Cavalinho Branco fazendo música há 40 anos.

Antônio Pedro Nunes, reunia a classe artística, também como representantes culturais da cidade. Neste registro, a presença de Lindolf Bell, juntamente com o prefeito, o secretário de turismo de Blumenau e o presidente do C.C. 25 de Julho de Blumenau.

No Pavilhão da PROEB, aconteciam as exposições de produtos locais e gastronomia. Todos os envolvidos participavam dessa organização, para um retorno coletivo à cidade e um incentivo à economia e à cultura local e regional.
Festival de Verão 1985  - Segunda edição
Aguardando o início do evento junto ao acesso principal do Pavilhão da PROEB.


Discurso do Secretário de Turismo  Antônio Pedro Nunes durante a abertura da segunda edição Festival de Verão após a realização da primeira edição do Oktoberfest Blumenau, em outubro de 1984.




Descerramento da faixa feita pelo Vovô Chopão na presença de autoridades de Blumenau e região.

"Esse Vovô Chopão do Festival de Verão de 1985 era interpretado pelo saudoso Carlos Jardim, o primeiro Vovô ao vivo da história..." 9 de janeiro de 2024, Publicitário Luiz Cé.

Abertura da segunda edição do Festival de Verão em Blumenau – 1985.
Acesso ao espaço das exposições de produtos regionais.
Praça de alimentação - Gastronomia.

Na mesa, chope, salsichas e chucrute.
Secretário de Turismo de Blumenau com convidados na praça de alimentação, junto com os visitantes.

Secretário de Turismo de Blumenau com convidados na praça de alimentação, junto com os visitantes.



Setor de exposições com produtos da região.

Palco de apresentações culturais, incluindo teatro.

Setor  de exposições de produtos locais e regionais – local da Secretaria de Turismo de Blumenau.
São passados 40 anos, desde que surgiu a primeira edição do Festival de Verão e 19 anos do lançamento da primeira Sommerfest, que já vinha sendo desprovida do cerimonial de abertura e se transformando em ambiente de experimentos, abrindo espaço para repertórios regionais de outros locais do Brasil, sob o argumento de que as pessoas assim o solicitavam.
Após 40 anos da edição do primeiro Festival de Verão idealizado pelo Secretário de Turismo Antônio Pedro Nunes durante a administração do ex-prefeito de Blumenau Dalto dos Reis, evento que depois passou a se chamar Sommerfest. Neste ano de 2024, também não será mais chamado assim.
Em 2024, quando são lembrados e comemorados os 200 anos da imigração alemã no Brasil, o Festival de Verão se chamará Sommer Festival.
Logo apresentada, do evento Sommer Festival.
A organização denomina  isso de “inovação”, sendo que a tradição e a cultura que dão identidade a um povo são conhecidas por sua atemporalidade.
Tomemos como exemplo a capital da Bahia, que foi a primeira capital do Brasil Salvador. Com um perfil cultural muito bem definido a partir de seu status de primeira capital do Brasil até os dias atuais ou desde o Brasil Colônia, não permite que se toque outra melodia, a não ser aquela que anima as residências daquela cidade. Recebe turistas dos quatro quadrantes do Planeta para usufruir sua musicalidade, gastronomia e cultura.
As pessoas que chegam a Salvador podem participar da lavação das escadarias do Bonfim vestidas de branco, dançar capoeira, independentemente de qual lugar no mundo seja a sua origem. Ninguém questiona ou tenta tocar outro estilo em cima de um daqueles caminhões sonorizados. É, e pronto. Exemplo.
A cidade de Salvador mantém sua cultura e os visitantes chegam na cidade para conhecê-la.
As pessoas que visitam Blumenau, não virão para ouvir a melodia tocada em suas próprias cidades.
Ewald Müller foi Comandante do Caça e Tiro – Schützenverein –  Badenfurt e Cantou no Coro Masculino Liederkranz até falecer, com mais de 90 anos. Praticava a cultura de seus antepassados, durante toda a sua vida.
A Sommerfest nunca recebeu a denominação oficial de “Oktoberfest de Verão”, usada erroneamente pelos visitantes e leigos, que também chamam a Oktoberfest Blumenau de carnaval, o que não é. E esse fato não revela o conceito como verídico. Afirmativa parte da argumentação para “a inovação”, usada pela organização do evento repaginado – denominado Sommer Festival.
Lembramos desse texto publicado 5 anos após a primeira edição da Oktoberfest Blumenau e já sem a presença de seu idealizador – Ano de 1989.
Argumenta-se, no site da Prefeitura Municipal de Blumenau, que a “mudança de nome é o resultado de uma ampla reformulação do conceito do evento, para se tornar muito mais do que um aperitivo para a Oktober, mas um grande festival de música, com atrações nacionais de peso em três dias que prometem agitar Blumenau.”

Aperitivo para a Oktober? Agitar Blumenau?

Não era definitivamente esse o objetivo quando se criou e aconteceu a primeira edição do Festival de Verão,40 anos, quando sequer havia acontecido a primeira edição da Oktoberfest Blumenau. Mas sim, o de “abrir a casa” para o visitante veranista do litoral conhecer Blumenau, seus produtos, sua gente, sua cultura, tal como acontece na cidade de Salvador.
Em 2024, ano em que são comemorados e serão amplamente lembrados os 200 anos da imigração alemã no Brasil, cria-se o Sommer Festival de Blumenau, agendada para os dias 1º, 2 e 3 de fevereiro deste ano, com destaque para os shows de artistas de outras regiões do Brasil e DJs no pavilhão Munique, conforme a programação abaixo.
Do Site do Sommer Festival.

“Tradicionalmente, o litoral catarinense recebe muitos turistas nesta época do ano. Com essa reformulação, vamos entrar definitivamente na rota dos grandes eventos do verão". Mário Hildebrandt, prefeito de Blumenau.

No mesmo texto de divulgação, a organização ressalta que no Spaten Platz, Setor 4 da Vila Germânica, haverá a participação de grupos da região com apresentações de música, dança e brincadeiras. “A gastronomia típica também segue com seu lugar garantido, em um food park que será montado exclusivamente para o festival. Haverá um espaço destinado para bandas locais.”

O que deveria ser o foco e a atração da cidade de Blumenau para o visitante, lembrando que ela faz parte dessa história que envolve as comemorações dos 200 anos de imigração alemã no Brasil?
Uma propriedade de imigrante alemão semelhante a centenas que existiam em Blumenau e região, na virado do século XIX para o século XX.


Um registro para a História.
Referências
  • Parque Vila Germânica. Sommerfest agora é Sommer Festival. Postada em 08/12/2023 18:30. Disponível em:  https://www.blumenau.sc.gov.br/governo/parque-vila-germanica/parque-vila-germanica/sommerfest-agora-ae-sommer-festival17 . Acesso em: 9 de janeiro de 2023 - 00h39.
  • Manual do Turista. Bahia, festas e tradições. Disponível em: https://manualdoturista.com.br/bahia-festas-e-tradicoes/. Acesso: 9 de janeiro de 2024, 00:45.
Leituras relacionadas ao tema:
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Sou Angelina Wittmann, Arquiteta e Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade.
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quarta-feira, 7 de outubro de 2020

O 1° Grupo Folclórico de danças alemãs de Santa Catarina - foi fundado em Blumenau em setembro de 1968.

Em ritmo de Oktoberfest Blumenau.
Rosita Burkhart - atual Rosita Zeplin - 1970.
A dança, e também a música, ocupam um espaço importante nas festas da tradição na região do Vale do Itajaí - antiga Colônia Blumenau, região com o mesmo berço cultural, a partir de sua história de colonização e que não deve ser desconsiderada nunca, em cada história local, da atualidade. 
Antes de surgir o Oktoberfest Blumenau, cuja história é contada no link listado no final desta postagem, foi organizada em 1984, as pessoas do Vale do Itajaí, de Blumenau tinham suas tradicionais festas com um perfil similar, com música e choppe, conhecidas Festas do Choppe e Festival de Cerveja. Muitos colecionavam os canecos que recebiam em cada um deste eventos.
Por que introduzimos o assunto?
Porque recebemos de Haroldo Zeplin, fotografias com um valor histórico imensurável, fotografias do grupo folclórico mais antigo de Santa Catarina e que foi fundado em Blumenau. As fotos foram feitas em uma destas festas - o 4° Festival da Cerveja, ocorrido entre os dias, 23 e 25 de janeiro de 1970, quando este grupo folclórico  tinha um pouco mais de um ano de existência.
Em setembro de 2020, estivemos na Live do 52° aniversário de existência deste grupo de danças - conhecido como Alpino Germânico e atualmente, fixado na cidade vizinha que fez parte do mesmo berço cultural regional - Pomerode.
As fotografias do acervo de Haroldo Zeplin foram feitas no Pavilhão da Famosc, que depois se tornou PROEB, durante o 4° Festival da Cerveja de Blumenau de 1970 - o que seria a atual Sommerfest.
A mesma Sommerfest, na qual, também, fotografamos o Alpino Germânico em janeiro de 2020. Portanto, 50 anos depois.
FAMOSC - Depois PROEB e que foi demolido no governo de João Paulo Kleinubing.

O
G.F. Alpino Germânico, atualmente está sediado em Pomerode e um de seus baluartes culturais, foi fundado em 28 de setembro de 1968, na cidade de Blumenau. O grupo folclórico é sócio da AFG - Associação de Grupos Folclóricos de Blumenau e região.

Um pouco dessa história...
Manfredo e Rita Bubeck clicados no
Oktoberfest Blumenau 2018.
Quem nos contou um pouco desta história foi o ex maestro dos coros do C.C. 25 de Julho de Blumenau e ex Secretário de Cultura, Esporte e Turismo de Blumenau - Manfredo Bubeck. Bubeck disse que antes da fundação oficial do grupo folclórico, existia um trio musical formado pelo fundador do Alpino Germânico, Franz Zmazek (Canto e violão), por ele - Manfredo Bubeck (Acordeon) e sua esposa - Rita Bubeck (Canto). 
O trio se apresentava em muitos eventos da época, como: Encontro de Corais e concertos. Manfredo Bubeck disse que na época, participaram como uma das atrações na inauguração do Bela Vista Country Club - Blumenau.
Após algum tempo, Manfredo Bubeck saiu do trio e quem assumiu o acordeon foi Roland Findeiss, quando  também foi fundador, o Grupo Folclórico Alpino Germânico sob a coordenação de Franz Smazek. 
Nesta mesma data, sob orientações do primeiro coordenador - Franz ou Franziskus Zmazek, foi elaborado o estatuto e regimento do grupo folclórico, este voltado para a prática de danças folclóricas de caráter amador. 
Também ficou definido que Zmazek seria o presidente do grupo que foi batizado  de Alpino Germânico e como é chamado e conhecido até o momento presente. 
Na ata desta primeira reunião, consta os seguintes nomes - fundadores: Franz Zmazek, Ari Egger, Roland Findeiss, Ruth Dehner, Reiwald Findeiss, Wilson Bruch, Isadora Wagner, Osni Hermann, Rosita Burkhart e Renata dos Reis.
"Após a saída do  Manfredo, o Roland Findeiss assumiu o acordeon,  quando se formou definitivamente o Grupo Alpino Germânico - sempre sob a direção do abnegado e idealista das tradições Alpinas Austríacas Sr. Franz Zmazek. Sua sede sempre foi o C. C. T. Testo Salto. O Grupo está vivo até hoje e sua sede atual fica na cidade de Pomerode. Uma linda história." Manfredo Bubeck
Junto com os membros fundadores na noite de jubileu de ouro do G.F. Alpino Germânico - após serem homenageados pelos folcloristas atuais.






Contam aqueles que estiveram presentes no ato de fundação do grupo, que durante oito meses os folcloristas: Ruth Dehner, Ari Egger, Renata dos Reis, Osni Hermann, Rosita Burkhart (esposa de Haroldo Zeplin) (Foto atual ao lado - à direita), Wilson Bruch, Isadora Wagner e Reiwald Findeiss aprenderam a coreografia da dança com o casal Zmazek. Linda Zmazek ensinava os passos e Franz Zmazek, o Schuhplattler. 
O acompanhamento musical, corretamente, era feito sob o som de um acordeon e de um violão, tocados por Roland Findeiss e Franz Zmazek respectivamente.
Grupo Folclórico Alpino Germânico e músicos Franz Zmazek e Roland Findeiss no Frohsinn - Blumenau - Capa de seu primeiro trabalho gravado.
Os primeiros folcloristas do Grupo Folclórico Alpino Germânico foram pioneiros em adotar o Lederhosen na região - traje masculino da Bavaria - não conhecido por todos na cidade de Blumenau. Foi uma tentativa de usar algo semelhante ao original Lederhosen, uma vez que não se tinha acesso à original calça de couro bávara. 
Dessa maneira, o traje foi confeccionado e providenciado dentro do próprio grupo - feito de brim, observando uma Lederhosen original pertencente a Franz Zmazek .
Franz Zmazek possuía uma Lerderhosena qual foi o modelo para Arno Krueger - alfaiate que confeccionou 4 calças como o Lederhosen, de brim. Os suspensórios masculinos foram feitos por Linda Zmazek que recebeu o figuras de flores de edelweiss desenhados por Franz Zmazek e pintados por Rosita Jung. Linda Zmazek fez o traje feminino completo. Ambos os trajes buscaram representar o traje das festas tradicionais da região dos Alpes.
 Lerderhosen confeccionada pelo alfaiate Arno Krueger - Primeiro traje masculino e o chapéu - foto abaixo.

Chapéu de Franz Zmazek
C.C. 25 de Julho de Blumenau - Década de 1960
A primeira apresentação oficial do Grupo Folclórico Alpino Germânico aconteceu em 5 de maio de 1969 - durante o 15° aniversário do C.C. 25 de Julho de Blumenau. Mais tarde, fez parte do grupo, o músico da localidade de Testo Central - Ivo Raduenz (Acordeon). Ainda no ano de 1969, o Grupo folclórico Alpino Germânico se apresentou na 2° Festa da Cerveja de Blumenau  e após, passou a ser umas das atrações do Restaurante Frohsinn, no qual se apresentou entre os anos de 1969 até 1976. Nesta época faziam duas apresentações semanais para os visitantes. Em 1970, surgiu o primeiro trabalho gravado, onde Franz Zmazek e Roland Findeiss gravaram um disco com canções da região dos Alpes - na noite do 50° aniversário, os folcloristas cantaram uma das canções deste trabalho - levando Herr Findeiss às lágrimas. Estes vídeos feito por este Blog (abaixo), inspirou uma apresentação da canção Steirabua - interpretada pelos atuais folcloristas regido por Wandelei Siewert no 50° aniversário. A canção é a segunda faixa do primeiro vídeo abaixo. 

Chapéu do primeiro traje usado pelo  Alpino Germânico
Em 1982, o casal Zmazek viajou para a Áustria e para o sul da Alemanha, com o objetivo também, de complementar, a partir de pesquisa, a indumentária dos trajes do grupo folclórico. Ao retornar para o Brasil, trouxeram uma relação de acessórios, que no mesmo ano de 1982, foram doados pela Cia Karsten - Blumenau. A Karsten doou seis Lederhosen e suspensórios de couro, correntes, chapéu com a pena de águia e coletes para as folcloristas. 
Eugênio Zimmer

Em 1983, durante a grande enchente - que teve início em julho - o Prefeito de Pomerode - Eugênio Zimmer convidou o grupo, prometendo apoio necessário se esse transferisse para a cidade de Pomerode e representasse o município em festividades e encontros culturais.
Na época, a Prefeitura de Pomerode ofereceu ajuda de custo para o transporte.
Esta passagem histórica esclarece e explica porque que a cidade de Pomerode, fundada por pomeranos, passou a ter um grupo de danças folclóricas com tradições bávaras.
Segue abaixo, fotografias do acervo de Haroldo Zeplin, esposo de Rosita Burkhart, uma das folcloristas da primeira formação e, presente nas fotos inéditas
A seguir, apresentamos fotografias feitas por nós, no Sommefest Blumenau, em janeiro de 2020, exatos 50 anos depois desta apresentação de 1970. As festas são praticamente as mesmas,  no mesmo local (com as atualizações que recebeu de PROEB para Vila Germânica), somente com  a  alteração  do nome, onde esta festa tem o mesmo perfil e objetivo. 

4° Festa da Cerveja - janeiro de 1970 - Blumenau SC

À direita, o casal Araci e Roland Findeiss.

Alpino Germânico dançando Schuhplattler.



A folclorista é a esposa de Haroldo Zeplin, a folclorista Rosita Burkhart. O casal reside atualmente no bairro de Blumenau - Badenfurt.
A folclorista Rosita Burkhart - atual Rosita Zeplin.

Sommerfest Blumenau - janeiro de 2020 - Blumenau SC - 50 Anos depois.
























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Curiosidades:

Tradição!


Leituras complementares - Clicar sobre o título escolhido: