segunda-feira, 25 de abril de 2016

Conversando...



Ao longo de nossa pequena carreira de 20 anos de Arquitetura e Urbanismo, sempre procuramos "Ver" esta Arquitetura sob e nas diversas escalas, interagindo, desde um pequeno banheiro público, até a escala da cidade, região, estado...e assim vai.

Descobrimos que a cidade de Blumenau e também, outras cidades brasileiras – por “n” motivos, vem paulatinamente perdendo características importantes para que este espaço seja saudável às pessoas que ali vivem. Estas não percebem, poucas percebem, por vários motivos e por isto, não conseguem aponta-los ou mesmo efetuar um diagnóstico. É como sentir uma dor, sentir sua presença, mas sem análises, consultas de médicos especialistas e exames. Não há como diagnosticar. Tentamos e continuamos tentando alguns caminhos, sem muito êxito.

A identidade, por exemplo, está relacionada à várias questões: da música, à casa, ao espaço, à mesa…etc...etc...Que alguns podem até chamar práticas culturais, sociais, históricas. A cidade de nossos avós e suas lembranças faz bem à saúde e nem tudo pode se tornar produto de troca. A cidade é simplesmente, uma casa grande, onde, como os pais, existem pessoas para mantê-la e cuidar dela. Não é um ponto comercial somente.

Para esta busca, fomos de candidata a vereadora (E não mais seremos – foi um aprendizado) à professora (ainda somos), temos escritório de arquitetura e hoje, atualmente, buscamos os caquinhos de história desta região, nas horas vagas, acreditando que isto vá contribuir a restabelecer a saúde de nossos espaços. As pessoas desconhecem o que ocorre, porque não está na sua área de formação, mas na nossa - Arquiteta e Urbanismo, está.

Alguns mais sensíveis e autodidatas sabem sobre o que falamos. Também àqueles que conhecem outras realidades, outras cidades e países e sabem que o desenvolvimento não se dá sobre o caos do espaço.

Para isso, buscamos parte desta história e tudo aquilo relacionado ao perfil cultural e identidade da cidade de Blumenau, região e até do Estado de Santa Catarina e de outros estados nacionais . Compartilhamos estas buscas no Blog (que alguns imaginam que exista, porque temos amor pela cultura alemã - também temos, mas não é só isto - e desconhecem o cunho profissional por detrás disto). Nossa identidade cultural de berço é a tropeira de Vacaria, nascida na Serra Catarinense. Escolhemos Blumenau para morar (1981) e temos consciência que precisamos contribuir para manter e respeitar sua identidade e seus espaços.

A partir do Blog, Dr. Wolfgang Betz, editor da revista alemã Weltruf ficou conhecendo um pouco sobre nossa Pesquisa da arquitetura enxaimel que desenvolvemos e pretendemos aprofundar no Doutorado. Já tentamos ingressar, sem sucesso. Mas, conseguiremos. Muitos alemães e brasileiros nascidos na região e que residem na Alemanha acompanham nossos compartilhamentos - tornou-se um compromisso quase diário.

Estaremos em viagem de estudos pela Alemanha - Sul da Alemanha, no próximo mês. Este editor, sabendo de nosso trajeto de pesquisa em solo alemão, com o objetivo de pesquisa, convidou-nos para estar na sua cidade Neuendettelsau e se nos levar a alguns pontos de pesquisa desta técnica e contatos com pessoas que lá desenvolvem estudos sobre. Também este fato, temos que compartilhar, para extravasar nossa alegria e satisfação em poder encontrar estas pessoas e poder compartilhar um pouco mais e com muito lastro.

E assim será feito, estaremos com o Dr. Wolfgang Betz, do dia 11 até o dia 14 de maio próximos.
Queríamos deixar este registro a quem interessar possa. Estaremos compartilhando os estudos ou parte deles, do local onde visitaremos, diretamente no Blog.


Alguns dos links´s que trarão esclarecimentos sobre este tema:



Naturalmente resumimos em uma fase que ilustra um pouco disto e o porque:

Quem conhece, gosta - e quem gosta, cuida!


Saudações,
Grüss,
Arquiteta Angelina Wittmann





2 comentários:

  1. Blumenau precisa voltar a ser uma Cidade com suas características. Belo trabalho! Parabéns!

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    1. Ainda há tempo...Mas...
      Sinto que já há uma movimentação, mas a proporção é muito grande. Contamos contigo na "equipe". Sós, nada somos e podemos.
      Abraços .

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