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| No museu de Heidi - Maienfeld - Suíça. |
Quem não assistiu ou leu alguma versão da obra da escritora suíça Johanna Spyri, ao menos, ouviu falar de sua obra mais conhecida: Heidi. Em pleno final do século XIX, é publicada uma das obras mais célebres da Suíça. Heidi é uma história que conta a vida de uma menina órfã e, embora tenha sido publicada como um livro infantil, emociona adultos do mundo inteiro. É um dos livros mais vendidos de todos os tempos e um dos maiores clássicos da literatura suíça.
Originalmente, a história foi publicada em duas partes:
- Heidis Lehr- und Wanderjahre (Heidi - seus anos de vagar e aprender)
- Heidi kann brauchen, was es gelernt hat (Heidi - como usou o que aprendeu)
De maneira geral e resumida, Heidi — a protagonista da história — é uma menina órfã, inicialmente criada por sua tia Dete, em Maienfeld (Suíça), após a morte de seus pais, Tobias e Adelheid (irmã de Dete).
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| Maienfeld - Suíça. |
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| Maienfeld - Suíça. |
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| Maienfeld - Suíça. |
Na trama da estória, Dete leva Heidi, que estava então com 5 anos de idade, à casa do avô paterno, localizada após a subida da Montanha de Dörfli . ![]() |
| Montanha Dölfli - Suíça. |
O avô de Heidi vivia só e era hostilizado pelos aldeões de Dörfli. Vivia amargurado com Deus há anos e em total reclusão. Por isso, recebeu o apelido de 'Alm-Öhi' (ou Tio dos Alpes). Quando Heidi chegou à sua casa, ele a hostilizou — mas por pouco tempo. Deixaremos que você acompanhe o desenrolar dessa história ambientada em uma das paisagens mais lindas do mundo, em uma das muitas versões da obra de Johanna Spyri: o filme que deixamos no final desta postagem, com nossa total recomendação.
| Hirzel - Suíça. |
Johanna Louise Spyri (nascida Heusser) nasceu na pequena aldeia de Hirzel, a cerca de 25 km a sudeste de Zurique, na Suíça, no dia 12 de junho de 1827. Seu pai, Johann Jakob Heusser, era médico, e sua mãe, Meta (Margareta) Heusser-Schweizer, era filha de um pastor e descendente de famílias ligadas aos círculos literários do século XVIII em Zurique: as famílias Gessner e Lavater. A mãe de Johanna escrevia poesias e hinos religiosos, mas não autorizava a publicação de suas obras. Quando finalmente o fez, fez questão de que seu nome não fosse revelado. Por causa desse detalhe, o seu trabalho acabou não sendo tão reconhecido atualmente, embora sua obra ainda exista.
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| Meta Heusser-Schweizer. |
Uma seleção de textos alpinos de Meta Heusser-Schweizer foi traduzida para o inglês no ano de 1875, servindo como uma grande referência histórica sobre o modo de vida nos Alpes durante o século XIX. Suas cartas e crônicas (Hauschronik) revelam que a mãe de Johanna era uma observadora atenta e interessada na sociedade e na política local.
Johanna Heusser teve três irmãos e três irmãs. Aos 16 anos, foi matriculada em um internato na cidade de Yverdon, na Suíça ocidental. Após a formatura, retornou para casa para auxiliar sua mãe e dedicou-se intensamente à leitura. Politicamente, esse período foi muito conturbado na Suíça. No ano de 1847, houve uma breve guerra civil entre conservadores e liberais, que resultou na fundação de um Estado nacional moderno, democrático e federal, cujo parlamento e governo central substituíram uma confederação frouxa de pequenos territórios. Apesar do conflito, a vila de sua família permaneceu em segurança.
Talvez toda essa vivência tenha contribuído para que Johanna Spyri se tornasse uma grande escritora de livros infanto-juvenis e adultos — dentre os quais se destaca o best-seller Heidi.

No ano de 1852, aos 25 anos de idade, Johanna se casou com o advogado e jornalista Johann Bernhard Spyri e passou a morar na cidade de Zurique. Seu marido tornou-se secretário-geral do município em 1868. O casamento, contudo, não foi feliz; Johanna enfrentou um período de profunda depressão que se iniciou durante a gravidez e perdurou por vários anos. A tragédia marcou sua vida em 1884, quando seu único filho, Bernhard, faleceu com apenas 28 anos e, no mesmo ano, seu marido também partiu.
Em Zurique, Johanna começou a escrever sobre a cultura, as tradições e os hábitos de seu país. Sua primeira história foi "Ein Blatt auf Vronys Grab" ("Uma folha no túmulo de Vrony'", publicada em 1871 após o incentivo de um amigo da família. A obra trazia uma narrativa sensível e madura, abordando o tema da violência doméstica contra as mulheres.

A história narra a vida de uma mulher maltratada pelo marido alcoólatra. Vrony reza a Deus e aceita seu destino seguindo os conselhos de seu pastor — um retrato fiel da dura realidade social do século XIX. O sucesso imediato dessa publicação encorajou a autora a continuar escrevendo.
Entre suas obras posteriores para o público adulto e infanto-juvenil, destaca-se Heidi, escrita em apenas quatro semanas e publicada em 1881. A narrativa tornou-se um fenômeno mundial já no final do século XIX e permanece relevante até hoje, seja em livros, peças teatrais ou adaptações cinematográficas. Sendo o trabalho mais popular da literatura suíça, Heidi foi traduzido do alemão para mais de 50 idiomas, adaptado para o cinema mais de uma dúzia de vezes e já ultrapassou a marca de 50 milhões de cópias vendidas em todo o mundo.

O marido e o único filho de Johanna Spyri, como já mencionado, faleceram no ano de 1884. A partir de então, Johanna dedicou seu tempo inteiramente à literatura, escrevendo mais de 50 contos antes de sua morte, em 1901. Hoje, ela é considerada uma das maiores personalidades históricas da Suíça. Em sua homenagem, sua imagem foi estampada em um selo postal no ano de 1951 e em uma moeda comemorativa de 20 francos no ano de 2009.


Uma curiosidade: em abril de 2010, um pesquisador encontrou ilustrações em um livro publicado em 1830, escrito por um professor alemão chamado Hermann Adam von Kamp, que pode ter servido de inspiração para Johanna Spyri criar Heidi. O título da obra de 1830 é Adelheide — das Mädchen vom Alpengebirge ("Adelheide — A menina da cordilheira dos Alpes") e apresenta inúmeras semelhanças com a famosa história. Embora as obras de Johanna Spyri tenham sido originalmente escritas em alemão, elas ganharam o mundo ao serem traduzidas para o inglês entre o final do século XIX e o início do século XX.
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| Hermann Adam von Kamp era um professor alemão, historiador local e escritor. |
De 1879 a 1895
16 Contos para crianças em uma série, intitulada Geschichten für Kinder und auch für solche, welche die Kinder lieb haben [histórias para crianças e para quem gosta delas].
- Heidi (1880)
- Cornelli (1892)
- Erick and Sally (1921)
- Gritli's Children (1885)
- Mäzli (1921)
- Moni the Goat-Boy (1897)
- Rico and Wiseli (1885)
- The Story of Rico (1882)
- Toni, the Little Woodcarver (1920)
- Uncle Titus and His Visit to the Country (1913)
- Veronica And Other Friends (1886)
- What Sami Sings with the Birds (1917)
- Vinzi: A Story of the Swiss Alps (1923)
Para assistir o filme Heidi - Clicar na imagem.
Lamentável que pronunciem o nome Heide errado - na dublagem.
Lamentável que pronunciem o nome Heide errado - na dublagem.
(Infelizmente retiram o filme do ar)
Para assistir do Prime Vídeo - Clicar sobre Heide
Eu sou Angelina Wittmann, Arquiteta e Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade.
Contatos:
@angewittmann (Instagram)
@AngelWittmann (X)
Angewitt (You Tube)
AngelinaWittmann (Facebook)















Assisti o primeiro de 1937 ... Bem resumido mais muito bom!
ResponderExcluirQue bom que gostou...
ExcluirAbraço.
que pena que o filme não está mais disponível no youtube, também tiraram da netflix. felizmente achei ele na plataforma vivo play, mas mesmo assim ele é pago :( ... amo a estória da heidi assisti uma vez quando ainda estava disponível na netflix para treinar meu alemão e amei a estória, também tem um desenho muito legal da heidi que passa no canal net geo kids na tv as vezes. só uma curiosidade, como eu assisti o filme em alemão eles pronunciavam heidi certo, mas vc falou que na versão dublada eles falavam errado, como eles falavam??
ResponderExcluirLamento, igualmente. Têm tanto e porque não compartilhar um sucesso com muitos?
ExcluirLamento muito.
Abraços.