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quinta-feira, 17 de março de 2022

Harmônium Francês/Rodolphe Fils & Debian/ do início do século XX - doado à Comunidade Luterana da Igreja do Espírito Santo Blumenau SC - Um pouco desta História


A centenária Igreja do Espírito Santo projetada pelo Engenheiro Heinrich Krohberger está em processo de restauro, com seu órgão retirado do local e também os cultos, estão sendo realizados no salão paroquial, devidamente adequado e com um original e também centenário harmônium francês presenteado à comunidade nestes momentos de organização e melhorias do ambiente. Este foi confeccionado com carvalho, com aparência de um órgão positivo fabricado pela firma francesa Rodolphe Fils & Debian, presenteado por Janete Pasold à comunidade luterana centro - Blumenau SC. 
Encontramos esta história, quando fomos ao culto em memória do coralista dos coros do C.C. 25 de Julho de Blumenau (Coro Masculino Liederkranz e Coro Misto) Márcio Keunicke, realizado em  27 de março de 2022. Imediatamente o imponente instrumento despertou a atenção de muitos dos presentes e nossa também.

Órgão Positivo e Harmônium

O harmônium fabricado pela firma Rodolphe Fils & Debian, tem a aparência de um órgão positivo, porque contém em seu corpo - os tubos - neste caso, somente como elemento decorativo. Este acabamento com os tubos podem confundir o instrumento harmônium, que é o caso, com o um órgão positivo. O que seria o órgão positivo?

Órgão positivo medieval, versão móvel inicial
 do órgão de tubos moderno (por volta do século XIV).
 Gravura  do século XIX.
O órgão positivo é um instrumento muito antigo - que na verdade é um órgão de tubos compacto, geralmente de um manual, construído para ser mais ou menos móvel e transportável. Observar na figura, que retrata uma cena medieval, no entanto desenhada no século XIX - mostra o funcionamento manual do instrumento envolvendo duas pessoas: o musicista e a pessoa que impulsiona o ar através de um tipo de fole manual. O órgão positivo, instrumento que visualmente é semelhante a este harmônium da Igreja Luterana Espírito Santo, foi muito comum na música sacra e secular, entre os séculos X e XVIII, em capelas e pequenas igrejas, como órgão de câmara e para o baixo contínuo em obras de conjunto. Nos períodos renascentista e barroco, os órgãos positivos foram usados ​​em muitos tipos eventos civis e religiosas. Eles eram usados ​​nas residências e capelas de pessoas abastadas, em banquetes e eventos da corte, em corais e escolas de música e nas pequenas orquestras.
Órgão portátil residencial.
Órgão Positivo atual - Viscount Classical Organs.
Harmônium Rodolphe Fils & Debian da Igreja Espírito Santo de Blumenau

Georg Jann à esquerda e Harold Letzow - à direita.
Foto: Wittmann
O harmônium doado Janete Pasold à comunidade luterana centro Blumenau, também como acontece com órgãos positivos, tem como principal característica - a necessidade de que o organista precisa bombear um fole com o pé para que o som seja projetado, em alguns casos, como visto anteriormente, necessitando até mesmo de uma segunda pessoa. Exige um grande esforço do musicista. Para facilita para este, foi solicitado ao organista, que residia em Blumenau e sobre o qual escrevemos (link no final desta) Georg Jann  - que acrescentasse um pequeno motor para impulsionar o som.  O princípio de funcionamento do Harmônium é o de um instrumento de sopro, com teclado, com  depósito de ar, e palhetas livres, sem tubos - o que o difere do órgão. O ar proveniente de foles coloca em movimento cada palheta, quando é apertada a respectiva tecla. Os foles são operados por pedais, como era este da Igreja do Espírito Santo de Blumenau ou, em modelos mais recentes e mais sofisticados, por um motor elétrico, no caso o Mestre organeiro Jann o transformou em um destes, acrescentando o motor. Historicamente este raro instrumento veio para a igreja de Blumenau a partir da iniciativa de doação de Janete Pasold, sua proprietária. Adquiriu o instrumento em 2009, em um antiquário da cidade gaúcha de Bento Gonçalves. Antes de estar à venda, o Harmônium estava em uma capela de fazenda na proximidades da cidade, também gaúcha Uruguaiana.
Janete Pasold teve a iniciativa de doar o harmônium, a partir do aconselhamento da Professora Noemi Kellermann, também diretora do Teatro Carlos Gomes, pois o instrumento estava sem uso, exposto e isto a sensibilizava. Com o sentimento de oportunizar que jovens músicos tenham contato com este esplendido instrumento, doou a comunidade luterana centro Blumenau.
O Harmônium Rodolphe Fils & Debian, provisoriamente foi instalado no salão paroquial - e por certo merece um local privilegiado e nobre, onde a comunidade possa vê-lo se não puder ouvi-lo, pois a igreja possui um dos dois órgãos existentes em Blumenau.
Em 31 de outubro de 2021, às 19:00h, aconteceu um recital para o novo início do centenário instrumento de sopro. O organista Cleonir Zimmermann tocou o harmônio em uma apresentação transmitida via Live, por meio do Instagram, Facebook e YouTube, período de pandemia Covid 19.
O
harmônium foi fabricado pela firma francesa Rodolphe Fils & Debain, com exclusividade para a Casa Sucena, fundada em 1886 pelo Conde português D. José Rodrigues de Sucena, sendo o estabelecimento comercial mais antigo da cidade em reportagem dos anos 70 do século XX. Começou na Rua do Ouvidor, ficou muitas décadas na Av. Rio Branco e depois mudou-se para a Rua Buenos Aires nº 96. loja do Rio de Janeiro. 
D. José Rodrigues de Sucena.
1.º Visconde e 1.º Conde de Sucena.


Casa Sucena - Proprietários, J. P. Souza & Cia.: 1) O novo edifício na Avenida Rio Branco; 2) O edifício da Rua da Quitanda (Casa Matriz); 3) O antigo edifício na Rua do Ouvidor. Foto Novo Milênio. Observar o requinte do ambiente para o qual o Harmônium foi encomendado e comprado especialmente para.




Quando o harmônium foi vendido, o novo proprietário contatou com o Georg Jann para fazer uma manutenção e eletrizá-lo, com a presença do motor.
Rodolphe Fils & Debian
Château Heudicourt.

O
fundador da firma que construiu este harmônium foi o francês Pierre Louis Alphonse Rodolphe, e talvez, seus dois filhos. Pierre nasceu em 23 de agosto de 1815 no Château Heudicourt. Rodolphe, começou sua formação como aprendiz de marceneiro em 1827, com a idade de 12 anos. Após sua formação, foi trabalhar em uma firma que produzia pianos. Fazia o acabamento e a decoração no processo de produção. Abriu sua firma em Paris, em 1850, após ser capataz em Fourneaux. Rodolphe se tornou especialista em órgãos de percussão, na produção de transpositores e pedaleiras. Ele participou com Kasriel, no desenvolvimento do guia de músicas de Paris. Sua firma está situada primeiramente, antes de 1859, na rua Saint Honoré 357, e depois na rua Amelot 64 em Paris e depois na rue de Chaligny 15, uma rua próxima, no Faubourg Saint-Antoine, à de Christophe-Etienne. A sua firma é incrivelmente organizada. Em Nogent-sur-Seine, graças a melhorias técnicas, vapor, peças de reposição são produzidas a partir das mais variadas madeiras armazenadas no local. Os harmônius são montados em Paris e vendidos. Depois a firma  foi organizada em  duas sedes fabris: a fábrica de Nogent sur Seine, atualizada com todas as melhorias técnicas e um motor a vapor de 20 cavalos de potência. Era um complexo industrial de 4.000 metros quadrados de área e administrado por Emile Rodolphe, filho de Pierre-Louis-Alphonse. No local, também se armazenava a madeira de todas as qualidades e também se produzia peças de reposição. A matéria prima e a produção eram transportadas por canal e as peças eram montadas na fábrica da rua de Chaligny, dirigida pelo outro filho de Alphonse, Alphonse Rodolphe.
Em 1855, a firma de Rodolphe participou na Exposição Parisiense. Em 1862, na Exposição Universal de Londres e em 1867, 1878, 1889 e 1900, participou nas Exposições Universais. Obteve várias medalhas de ouro. Em 1878, o júri se manifestou dizendo que  Rodolphe exibia uma grande variedade de modelos e que esta firma tinha seus processos de fabricação exclusivo. Em maio de 1885, os filhos de Rodolphe, Jean-Paul (1884-1927) e Georges-Emile (1882-1966) compraram a marca e lojas Debain. A firma patenteiava um harmonifone , organiza o sistema de aspiração e o sistema de passo em um único instrumento e constrói harmônios com dois teclados e pedais. Na exposição de 1900, Emile Rodolphe apresenta uma transmissão elétrica dos sons do harmônium. Em 1909Pierre Louis Alphonse Rodolphe vendeu sua parte da firma para os filhos e surge a Rodolphe Fils que existiu até 1914. Portanto o harmoniun da Igreja Luterana Centro foi fabricado entre os anos de 1909 e 1914. 
Em 1933, na 31 bis rue Victor Massé, Albert Louis Chaperon  comprou a marca Rodolphe fils & Debain antes de abandonar definitivamente todos os seus bens, em 1936. 
O ponto misterioso na história da Firma Rodolphe é a aquisição da marca Debain. Sobre este assunto, muitas questões foram levantadas e foram ditas sem uma verificação histórica que as confirme e com versões desencontradas. Com o conhecimento histórico atual, ainda há nuances a serem desvendadas quando o assunto é a aquisição da marca Debain. Em anúncios publicitários, a firma Rodolphe anuncia: "Rodolphe fils, únicos sucessores na fabricação de harmônios Alexandre Debain". No entanto, Rodolphe não sucedeu a Debain, pois a história conta que esta firma existe desde 1850 e Alexandre Debain não morreu até 1877. Por outro lado, é verdade que os filho de Rodolphe compraram a Debain & Cie, em 1885, após a morte de Alexandre Debain em 1877 e dissolvida, em março de 1882. 
Embora, aparentemente pareça que a produção tenha sido retomada, trata-se somente de reposição de peças. Rodolphe tinha seu próprio jeito de fabricar e era dono de sua própria fábrica. A recuperação da marca Debain limitou-se provavelmente a afixar o nome Debain junto ao de Rodolphe e isto com uma finalidade puramente comercial, trazendo a marca Debain uma garantia de qualidade e seriedade. Assim, as duas marcas Rodolphe e Debain unidas sob o mesmo nome empresarial continuaram a apresentar processos de fabricação diferenciado.

Harmônium Francês/Rodolphe Fils & Debian da Comunidade Luterana da Igreja do Espírito Santo  Blumenau SC

Textura de carvalho. Vimos muito esta madeira
 em nossa pesquisa sobre enxaimel,
na Alemanha.


Teclado.

Tubos decorativos.







Vídeos

Um registro para a História!


Referências

  • Viscount Classical Organs. Envoy Positive. disponível em: https://viscountorgans.net/products/positive-35/ Acessado em 18/03/2022  - 00:23h
  • Coates, Cambridgeshire: A One-Place Study. The Organ in Holy Trinity Church. Disponível em: https://coatesstudy.weebly.com/the-organ.html . Acesso em: 18/03/2022  - 01:00h
  • Novo Milênio. Impressões do Brazil no Seculo Vinte - [38-115]. Do livro editada em 1913 e impresso na Inglaterra por Lloyd's Greater Britain Publishing Company, Ltd., com 1.080 páginas, mantida no Arquivo Histórico de Cubatão/SP. A obra teve como diretor principal Reginald Lloyd, participando os editores ingleses W. Feldwick (Londres) e L. T. Delaney (Rio de Janeiro); o editor brasileiro Joaquim Eulalio e o historiador londrino Arnold Wright. Foto publicada com o texto, página 598. Disponível em: https://www.novomilenio.inf.br/santos/h0300g38g115.htm . Acesso em 18/03/2022 - 9:52h.  
  • Pancho. Instrumento de mais de 100 anos semelhante a um órgão é doado à paróquia luterana de Blumenau.   Disponível em:https://pancho.com.br/instrumento-de-mais-de-100-anos-semelhante-a-um-orgao-e-doado-a-paroquia-luterana-de-blumenau/ . Acesso em: 18/03/2022 - 17:31h

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Eu sou Angelina Wittmann, Arquiteta e Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade.
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quinta-feira, 11 de abril de 2019

A paisagem da cidade de Paris em 1890 e em 2019 - O que mudou?


Hoje  refletíamos sobre Arquitetura e Urbanismo e suas práticas nas cidades locais e brasileiras. Cidades desprovidas de organização espacial e cujos espaços, são subprodutos da especulação sobre o valor do espaço.
Outro - maior que este está para ser construído junto as adjacências da Ruz XV de Novembro  - Centralidade de Blumenau - projeto assinado por um arquiteto. Este da foto, construído na faixa da ANEA - Área não desaterrável e não edificável do Rio Itajaí Açu - sob a legislação federal - uma APP - Área de Preservação Permanente.
Há um tempo atrás recebemos este caro documento em vídeo da cidade de Paris - uma das cidades preferida e onde, um dos maiores urbanistas de Blumenau - Dr. Vilmar Vidor fez seu doutorado em Urbanismo. Emprestou seu conhecimento e trabalho à cidade de Blumenau. Não somente isso, fundou o curso de Arquitetura e Urbanismo - o segundo de Santa Catarina e o primeiro no interior do Estado.

Samuel Salvaro repassou este documento na forma de um vídeo com a seguinte mensagem:
Video de 1890 da cidade de Paris. A Torre Eiffel havia sido recém inaugurada e só se subia por escadas. Otis ainda não havia inventado o elevador. Se vê a Catedral de Notre Dame, parte dos Champs Elysees, o Campo de Marte e a primeira calçada automática do mundo. O vídeo é real e a velocidade foi remasterizada digitalmente e se colocou som. Retroceda 129 anos no tempo e desfrute de um pedacinho da história dessa inigualável cidade.



Juliana Hartmann - Oktoberfest Blumenau 2018.
Compartilhamos o vídeo nas redes e outras pessoas manifestaram-se. Juliana Hartmann que reside e trabalha na Alemanha, disse - "Amanha estarei lá - passeando." Sem muito tempo, jogamos o desafio e pedimos que fizesse registros dos mesmos lugares publicados nestes antigo vídeo.
Sem mais contar com o desafio cumprido, no final de março de 2019, recebemos comunicação eletrônica de Juliana Hartamann, enviando imagens da grande maioria dos lugares, feitas com seu celular.

Escreveu Juliana Hartmann:
Consegui encontrar 5 dos 8 pontos do vídeo de Paris que você tinha postado. Acho que desses 3 lugares que não encontrei, pelo menos 2 não existem mais. Um deles era de uma esteira para pedestres, como não existe mais, eu filmei a rua entre o grande e do pequeno palácio. :) 
Clicar sobre - melhor aumentar para ver melhor:
Observamos a cidade de Paris, efetuando uma comparação a analisando - a paisagem antiga e a atual a partir de um intervalo de 129 anos. Espaço melhores e com menor trânsito. Qualidade e características de uma cidade bem cuidada - Isso é desenvolvimento!
O desenvolvimento não significa a instauração do caos na paisagem - sob o argumento de "geração de empregos" - Em cidades realmente desenvolvidas não há o problema de ausência de empregos, não na escala com daquelas que conhecemos..

A última parte do vídeo histórico  mostrava a novíssima Torre Eiffel, e que Juliana Hartamann não registrou - mas apresentamos, através uma fotografia do Dr. Vilmar Vidor.






 Vielen Dank ...pela reflexão, Juliana Hartmann!129 anos de História em dois tempos, sendo que a paisagem retratada não se encontra degradada, com o argumento de que é histórico e velho. Também nossa gratidão a Samuel Salvaro, pelo envio do registro histórico.



Leituras Complementares - Clicar sobre o título escolhido:

  1. A cidade de Paris em vídeo - Final do Século XIX
  2. Arquiteto Vilmar Vidor - Sua trajetória - Idealizador do Curso de Arquitetura e Urbanismo - FURB
  3. História da Fundação do Curso Arquitetura e Urbanismo  FURB - Blumenau SC
  4. Arquiteto Vilmar Vidor - Sua trajetória - Idealizador do Curso de Arquitetura e Urbanismo - FURB e do IPPUB
  5. Cidades
  6. Entrevistas - Professor Vilmar Vidor ao Jornalista Altair Carlos Pimpão
  7. Uma palestra - "Villes Nouvelles" - França
  8. Da Associação dos Proprietários de Imóveis Antigos - Instituto Bertha Blumenau - Instituto Histórico de Blumenau - IHB
  9. CARTA de apresentação do Professor Vilmar Vidor





segunda-feira, 11 de março de 2019

A cidade de Paris em vídeo - Final do Século XIX

Paris - Final do Século XIX - créditos: Library of Congress.


O filme desta postagem foge um pouco dos contextos que apresentamos no Blog, relacionados às cidades regionais e às cidades de origem dos imigrantes que fundaram estas.
Mas não resistimos em compartilhar este vídeo que mostra uma cidade de Paris em movimento no final do  século XIX - período de grandes transformações sociais na Europa e onde podemos ver o movimento na antiga cidade medieval, em frente a sua catedral,  bulevares e com os conflitos urbanos que iria movimentar todos os arquitetos e urbanistas e como já vinham movimentando.
A cidade de Paris, cidade do idealizador do curso de Arquitetura da FURB - Professor Vilmar Vidor e foi onde estudou seu Doutorado  e duas vezes, Pós Doutorado.
Paris do século XIX era uma Paris dos maiores nomes da literatura francesa - conhecidos internacionalmente, como: Honoré de Balzac, Victor Hugo, Émile Zola, Marcel Proust e Gustave Flaubert, assim como o contista Guy de Maupassant.
Victor Hugo.
Também dessa época, eram contemporâneos, os poetas: Rimbaud, precursor do surrealismo; o simbolista Mallarmé; o controvertido Verlaine; e o ultrarromântico Baudelaire, que traduziu melhor do que ninguém o mal du siècle - mal do século.
Nesse cenário também viveu o precursor da ficção científica, Júlio Verne que se inspirou nos avanços tecnológicos do período.  Tornou-se um vanguarda da ficção científica com as obras: Da Terra à Lua, Viagem ao Centro da Terra e 20.000 Léguas Submarinas.
Na pintura surgiu o Impressionismo — que rompeu com o academicismo da pintura de salão. Inicialmente boicotados, artistas como Renoir, Monet, Manet, Pissaro, Van Gogh, Gauguin e Berthe Morisot - os quais o Professor Vilmar amava, passaram a privilegiar o que o artista vê e sente. A palavra impressionismo foi inventada por um crítico que pretendeu satirizar o quadro de Monet, Impression, Soleil Levant. Hoje quase ninguém se lembra do nome desse crítico, mas todo mundo sabe quem é Monet.
Monet, Impression, Soleil Levant.
Na escultura francesa do século XIX, o destaque para Auguste Rodin, nascido em Paris, em 1840.

O vídeo abaixo mostra uma Paris de 1.890. A Torre Eiffel havia sido recém inaugurada e só se subia por escadas. Se vê a Catedral de Notre Dame, parte dos Champs Elysees, com um trânsito louco, onde os ciclistas quase não têm espaço. Mostra também, o Campo de Marte e a primeira calçada automática do mundo - uma esteira. O vídeo é real e a velocidade foi remasterizada digitalmente e se colocou som. 
Para saber mais sobre a vida e a obra do Professor Vilmar Vidor - Clicar sobre:
Arquiteto Vilmar Vidor.