Meyer & Spierling - Stadtplatz de Blumenau - Palmenallee.
Pesquisador Günter Weimar - UFSC, 2008.
A primeira vez que lemos o termo "enxaimel"foi na publicação do arquiteto gaúcho Günter Weimer, no início da década de 1980. Depois encontramos publicações regionais, no Vale do Itajaí, onde encontramos a expressão escrita diferentemente. Lemos em textos técnicos a palavra "enchaimel" e, sem saber, censuramos, achando que o autor/pesquisador estava equivocado, o que pode não ser bem assim.
Outro dia alguém nos perguntou: o que significa, especificamente, "enxaimel" e sobre sua origem sob a ótica etmonológica?
Resolvemos, então, buscar essa resposta e constatamos que o termo "enchaimel" pode ser que não esteja totalmente errado como imaginávamos.
Braço do Trombudo SC.
De acordo com Weimer, a palavra "enxaimel" não é alemã e nem árabe. O arquiteto defende que a palavra "enxaimel" já existia no vocabulário ibérico medieval muito antes da chegada dos alemães ao Brasil.
Descreve que o termo se reporta ao "mobiliário" (prateleiras). Explica que, na carpintaria luso-brasileira, o vocábulo original designava peças isoladas de madeira, caibros de suporte ou estruturas de armações horizontais e verticais — isto é, o esqueleto de marcenaria usado para erguer estantes, jiraus, estrados e prateleiras de secagem ou exposição de mercadorias. Lembramos que a estrutura de madeira encaixada não se limita somente à construção de edifícios, mas também de máquinas e mobiliário.
Estrutura sem fechamento, que lembrava a estrutura de prateleiras. Com trama de madeiras a partir da conexão de peças de madeiras horizontais, verticais e inclinadas.
Quando os primeiros imigrantes alemães começaram a construir o Fachwerk no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, representantes oficiais do Estado, engenheiros luso-brasileiros e vizinhos que documentavam as colônias usaram o termo técnico de marcenaria que mais se assemelhava visualmente àquela estrutura. Eles olhavam para a casa sem o fechamento (seja de tijolos, madeira ou de taipa) e viam uma grande armação vazada cheia de nichos, idêntica a uma grande estante ou estrutura de prateleiras. O termo técnico de mobiliário foi, portanto, "emprestado" para a arquitetura. Faz muito sentido.
Se for observada a tradução literal de Fachwerk, temos “construção em prateleiras", e através dela se designa uma construção onde as paredes são estruturadas por uma trama de madeira conseguida a partir da conexão de peças horizontais, verticais e inclinadas, encaixadas entre si, e cujos tramos (em alemão: Fach, pl. Fächer) são posteriormente preenchidos com fechamentos que podem ser de taipa, adobe, pedra, tijolos, madeira, paneis industrializados, vidro, etc.
Trama estrutural de madeira com fechamento de vidro e de tijolos rebocados.
De acordo com o Dicionário da Arquitetura Brasileira, de Corona e Lemos, enxaimel é:
1) uma parede interna de taipa;
2) um pau a prumo ou inclinado que recebe ripas;
3) o mesmo que taipal;
4) sinônimo de esteio, nos mocambos de taipa nordestinos.
Nesses conceitos, a palavra "enxaimel" sempre tem relação com uma peça de madeira e não, como no alemão, com uma estrutura composta de muitas peças de madeira encaixadas e conectadas estruturalmente. A palavra enxaimel, em toda a nossa pesquisa, sempre deve ser entendida como no alemão: elementos estruturais de madeira conectados entre si.
Outras fontes definem que a palavra "enxaimel" é derivada do termo antigo "enchaimel", que significa "enchimento". Com isso, não está errado o termo "enchaimel" que encontramos na década de 1990, em textos antigos, na região, relacionados às primeiras pesquisas sobre o conceito. O pioneiro na pesquisa nesta região foi o Dr. Vilmar Vidor, arquiteto e professor, doutor pela Sorbonne e fundador do segundo curso de Arquitetura e Urbanismo de Santa Catarina — na FURB, Blumenau.
Uma das fotografias que o Professor Vilmar Vidor mais gostava. Curso de restauro de estrutura enxaimel ministrado por Manfred Gerner - um dos maiores nomes da pesquisa do Fachwerk - Enxaimel, na Alemanha - 12 a 16 de agosto de 1996. O encontro e o curso foi idealizado e promovido pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Blumenau - IPPUB - neste tempo Vilmar Vidor foi seu Presidente.
Concluímos, portanto, que a origem da palavra "enxaimel" é, de certa maneira, incerta e divide linguistas e historiadores, pois o termo já existia na língua portuguesa muito antes da chegada dos imigrantes alemães ao Brasil. A principal linha etimológica aponta para o termo antigo "enchaimel", tal como encontramos em textos antigos da década de 1990, na região do Vale do Itajaí, que significa "enchimento".
Além desta reflexão ainda há mais duas reflexões para a evolução dessa palavra que devem ser consideradas.
A origem do "enxaimel" na língua portuguesa:
Origem Latina: Estudiosos apontam que a palavra evoluiu a partir do latim vulgar. O termo descrevia o ato de preencher os vãos de uma estrutura. Originalmente em Portugal, o termo "enchaimel" descrevia cada uma das estacas ou tabuões de madeira que sustentavam o barro amassado nas construções tradicionais de taipa. Quando os portugueses viram uma das técnicas das construções alemãs (com estrutura independente de madeira preenchida), o termo passou, então e denominar essa técnica construtiva, em solo brasileiro.
Casa enxaimel onde viveu a professora da E.B.M Machado de Assis - Professora Norma Dignart Huber, cujos alunos ainda andam por aí. A Professora Norma lecionou na E.B.M Machado de Assis - Antiga Escola Alemã Altona, na décadas de 1960 e 1970. Foi demolida para dar lugar para um edifício. O desenho da rua, foi modificado em projeto do IPPUB - em respeito ao patrimônio, não considerado posteriormente.
Origem Germânica Antiga: Outros pesquisadores, sugerem uma raiz no alto-alemão antigo (Mittelhochdeutsch, do período entre 1050 e 1350). A palavra derivaria de Vach (que significa "pau" ou "painel de madeira"), a mesma raiz que gerou a palavra alemã moderna para a técnica: Fachwerk.
Embora a técnica construtiva que conhecemos no Sul do Brasil tenha sua origem no enxaimel originário na Alemanha, a palavra enxaimel é um termo da própria língua portuguesa adaptado para descrever esse método de "encher" paredes estruturadas em madeira, que Günter Weimar denominou "prateleiras".
Respondido...
Um registro para a História.
Eu sou Angelina Wittmann, Arquiteta e Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade.
CORONA, Eduardo; LEMOS, Carlos A. C..Dicionário da Arquitetura Brasileira. -2. ed. fac-similada. - São Paulo: Companhia das Artes, 1998. - 472p. :il.
WEIMAR, Günter. A arquitetura da imigração alemã; um estudo sobre a adaptação da arquitetura centro-europeia no meio rural do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, Ed. da Universidade, UFRGS, São Paulo, Nobel, 1983. 296p. ilust.
A comunidade de Testo Alto, em Pomerode, sediou o encontro público "O Tombamento e Construções Turísticas", organizado pela Rota do Enxaimel em parceria com o IPHAN, com foco nas regras de preservação do patrimônio e novas construções.
Em sala de aula e nas palestras que ministramos, citamos Pomerode como exemplo de boas práticas no que tange ao seu patrimônio original e histórico, bem como por suas ações de valorização, preservação, cuidado e disponibilidade para o uso de visitantes de outras cidades, estados e até de outros países.
No dia 19 de maio de 2026, a Associação Rota do Enxaimel, proporcionou um debate sobre "Tombamento e Construções Turísticas para o espaço da Rota histórica", convidando técnicos (engenheiros, carpinteiros e restauradores da região - Paulo Volles, Anderson Töwe e Rubens Löwen, arquitetos, pesquisadores, representantes de Secretarias afins da Prefeitura municipal, como Turismo e Planejamento), a Superintendente do IPHAN em Florianópolis, Maria Regina Weissheimer, e os associados da Rota Enxaimel. Também esteve presente Leila Sabin e Rogério Siewert - Presidente e Vice Presidente da Associação daRota do Enxaimel - o anfitrião da noite.
Antes de apresentarmos parte do debate promovido pela Associação da Rota do Enxaimel, que aconteceu na Sociedade de Caça e Tiro XV de Novembro, no próprio bairro Testo Alto, efetuamos uma reflexão sobre o tema — este elaborado antes do encontro e desconhecendo a pauta e os trabalhos que seriam apontados — e a compartilhamos para a pesquisa.
Nosso Comentário - Patrimônio - Pomerode
Cartão de visitas de um dos responsáveis pela valorização do patrimônio construído em enxaimel - Pomerode. Fundador do Museu Pomerano.
Assim como uma casa não se resume ao quarto ou à cozinha, a cidade não pode ser apenas um lugar para produzir e circular. Ela precisa, intrinsecamente, garantir as pausas. O caminhar, o contemplar e o encontro casual — o chamado "espaço do pedestre" — são os elementos que a transformam em um organismo vivo com espaço adequado às pessoas, preservando a paisagem, seja ela natural ou construída pelo homem.
Pomerode - 2019.
Pomerode - 2018.
Pomerode - 2018.
Pomerode - 2023.
Pomerode - 2023.
Pomerode - 2023.
Pomerode - 2023.
Pomerode - 2026.
Pomerode - 2024.
Pomerode - 2025.
Pomerode - Rota do Enxaimel - 2025.
A identidade de um lugar não nasce do nada; ela é uma construção histórica, feita dentro dos períodos históricos, e estes deixam suas marcas na paisagem. Está sendo construída a do presente. Cabe ao homem organizar estas transformações naturais e necessária às novas e atuais práticas da sociedade atual.
Cada geração deixa sua marca na paisagem, na técnica construtiva, no traçado das ruas, no espaço da cidade. Preservar a identidade espacial de um lugar é o que garante o sentimento de pertencimento. Quando a identidade de um bairro ou cidade é apagada por uma readequação agressiva e genérica, os moradores perdem suas referências e a conexão com o próprio lugar.
O grande desafio do Urbanismo contemporâneo está em adequar o espaço "atual" às práticas da sociedade atual (com novas demandas tecnológicas, de mobilidade e de convívio) sem destruir o patrimônio que confere singularidade ao lugar e a continuidade histórica através do espaço e da paisagem.
Um exemplo específico de arquitetura contemporânea em Pomerode alinhada harmonicamente à arquitetura pioneira por meio da volumetria e dos materiais, tendo sido construído originalmente sem a presença do kitsch e do fake.
Impacto - Pomerode - 2024.
As casas das cidades da região do Vale do Itajaí tiveram sua origem no assentamento urbano do território europeu médio — cujas raízes remontam ao período neolítico —, adaptada à geografia e ao clima locais do Sul do Brasil. (Imagens do livro Fachwerk - A Técnica Construtiva Enxaimel).
Pioneiros alemães e a casa temporária – Alto Vale do Itajaí– Volumetria característica nos primeiros anos de Colônia Blumenau– a partir de suas proporções – altura, largura e inclinação do telha-
do – construída com materiais e recursos extraídos do próprio ambiente/terreno colonial. Fonte: WITTMANN, 2019.
Pioneiros alemães e a casa temporária – Alto Vale do Itajaí – com a mesma volumetria da casa pioneira construída com materiais e recursos extraídos do próprio ambiente/terreno colonial - fibras naturais trançadas. Fotografia: Pastor Leonhard Grau. Fonte: WITTMANN, 2019.
Casa neolítica – Steinzeithaus Schussenried – localizada no museu ao ar livre Pfahlbauten, em Unteruhldingen. Fonte: WITTMANN, 2019.
Maquete de casa neolítica – Fränkische Freilandmuseum Bad Windsheim. Fotografia em 12 de maio de 2016. Fonte: WITTMANN, 2019.
Pioneiros alemães e a casa temporária – Santa Catarina – Volumetria característica nos primeiros anos de colonização – a partir de suas proporções: altura, largura e inclinação do telhado – construída com materiais e recursos extraídos do próprio ambiente/terreno colonial. Fonte: WITTMANN, 2019.
Habitação construída no período neolítico – pelos agricultores – Parque Arqueológico – Aldeia Neolítica Di Travo – Atual Itália. Fonte: WITTMANN, 2019.
Construção neolítica da região localizada entre o Báltico e a Floresta Negra, cidade de Oerlinghausen – Alemanha. Fonte: WITTMANN, 2019.
Tipologias neolíticas do Lake Dwelling Museum localizado em Uhldingen-Mühlhofen – Alemanha – às margens do Lago de Constança. Volumetria característica. Fonte: WITTMANN, 2019.
Vídeo - Uhldingen-Mühlhofen – Alemanha
Característico rancho de uma propriedade rural. Observar a estrutura da edificação e comparar com as casas construídas na região dos antepassados destes imigrantes, no período neolítico (Figura 79). Cobertura com tabuinhas de madeira, estrutura de pau roliço enterrado na terra. Início do século XX. Volumetria característica. Fotografia: Pastor Grau – Fonte: WITTMANN, 2019.
Alto Vale do Itajaí – Casa com estrutura enxaimel, totalmente revestida de madeira e coberta com palha. Início do século XX. Volumetria característica. Fonte: WITTMANN, 2019.
Tipologias características, construídas nas primeiras povoações neolíticas na região do sul da Europa Central – Onde aconteceu pela primeira vez, a revolução agrícola no território, onde está a atual Alemanha. Volumetria característica. Fonte: WITTMANN, 2019.
Naquela região de origem, as cidades mudaram muito pouco a sua paisagem; elas se mantiveram fiéis à sua estrutura morfológica, à relação entre cheios e vazios e à volumetria características das casas dos primeiros séculos de sua história. Criaram uma identidade visual.
Isto, contudo, não significa que as novas construções tenham que manter a mesma técnica construtiva das primeiras habitações erguidas na região em cada um dos períodos históricos que, desde a pré-história até os dias atuais, foram classificados em estilos de arte, que se apresentam também na arquitetura. Nestes locais, onde há de fato desenvolvimento e capitalismo, preserva-se a arquitetura original histórica, muitas vezes com elementos de tecnologia de ponta e novas construções alinhadas ao seu gabarito e volumes característicos, parte da identidade visual da cidade local.
Construções de vários períodos históricos em harmonia, na paisagem. Alemanha.
Construções com variações regionais dentro da Alemanha, adotando diferentes técnicas construtivas e mantendo a identidade regional. Esta se aproxima muito do embrião da casa de madeira.
Construções de vários períodos históricos em harmonia, na paisagem. Alemanha.
Construções de vários períodos históricos em harmonia, na paisagem. Alemanha.
Construções de vários períodos históricos em harmonia, na paisagem. Alemanha.
Construções de vários períodos históricos em harmonia, na paisagem. Alemanha.
Construções de vários períodos históricos em harmonia, na paisagem. Alemanha.
Edificações originais construídas com a técnicas construtiva enxaimel rebocadas para preservar a madeira. Dinkelsbühl, Alemanha.
Construções de vários períodos históricos em harmonia, na paisagem. Alemanha.
Construções de vários períodos históricos em harmonia, na paisagem. Alemanha.
Construções de vários períodos históricos em harmonia, na paisagem. Alemanha.
É preciso entender que, para que essa atualização não signifique demolir a história para construir o novo, a história deve ser mantida, servindo como diretriz para as novas intervenções ou orientando a criação de novas áreas destinadas à expansão contemporânea, sendo esta expansão harmonizada e respeitando a paisagem construída pretérita.
Também aqui na região houve uma evolução no modo de construir, fazendo surgir novas técnicas construtivas sem que, com isso, se perdesse a identidade regional.
Muitos confundem esse processo — principalmente nas regiões que receberam imigrantes do sul da Alemanha, onde houve forte influência cultural de Roma (cultura que não aceitava bem a construção em madeira e era conhecida por usar com maestria a pedra e o tijolo). Devido a essa confusão, alguns acreditam que a construção enxaimel é a única representação da arquitetura do pioneiro alemão, incentivando a produção dos "neos" e da arquitetura kitsch (ripas coladas em construções de concreto armado - foto acima).
Pomerode -Alles Park Pomerode - Fachadismo Kitsch.
Reportando-se à arquitetura local, deve-se considerar que toda edificação deve utilizar a tecnologia e a técnica construtiva com originalidade, jamais construindo cenários kitsch.
Esse tipo de prática não acontece nas paisagens das milenares cidades da Alemanha, de onde partiram os imigrantes que fundaram grande parte das cidades da nossa região.
A Casa Enxaimel é resultado de um processo evolutivo, com ritmos diferentes nas várias regiões do planeta, e este processo existe até os dias atuais, o qual acompanha as necessidades da sociedade, a tecnologia e tipos de materiais nos locais e industrializados, com atualizações.
Debate sobre o que construir - Rota do Enxaimel
Presidente da Associação Rota do Enxaimel Leila Sabin e Jackson Siewert.
Iniciativa exemplar mediante a preocupação com a manutenção da paisagem histórica em detrimento da formação da paisagem atual deste local histórico de Pomerode, onde está localizada uma amostra de um grande número de construções em enxaimel, que formam o acervo da Rota do Enxaimel.
O evento iniciou às 18h30, com a fala da Presidente da Associação Rota do Enxaimel Leila Sabin, seguido das falas do Secretário Municipal de Planejamento de Pomerode (SEPLAN), Alexandre Gevaerd, e do Secretário de Turismo, Manfredo Zmazek Goeda.
Falaram igualmente o empresário e líder da associação, Ivan Blumenscheid, e a arquiteta do IPHAN, Maria Regina Weissheimer.
Após as falas, houve espaço aberto para perguntas e manifestações, com a presença marcante de técnicos da pesquisa e da área de manutenção, restauro e construção de edificações feitas com a técnica construtiva enxaimel, na região.
Então, passado das 21h e após o término dos trabalhos, foi servida uma mesa com pratos da gastronomia local, feitos pelos residentes e sócios da Rota do Enxaimel. Fazia muito tempo que não provávamos algo tão saboroso.
Fala de Maria Regina Weissheimer - IPHAN SC.
Vídeo
A imagens comunicam
Secretário de Planejamento de Pomerode, Alexandre Gevaerd.
Arquiteta do IPHAN - Florianópolis, Maria Regina Weissheimer.
Vice Presidente da Associação da Rota do Enxaimel - Pomerode - Rogerio Siewert.
Anderson Töwe - Jaraguá do Sul.
Rubens Löwen, Benedito Novo.
Guido Heuer.
Depoimento de um dos proprietários da Rota do Enxaimel - o alemão Andreas Pomp. Esta associação no fez lembrar da Associação de Proprietários de imóveis antigos, de Blumenau, fundado na década de 1990, pelo Professor e arquiteto, Vilmar Vidor.
Ivan Blumenschein (proprietário de uma edificação na Rota do Enxaimel), Paulo Volles (carpinteiro), Anderson Töwe (carpinteiro), Maria Regina Weissheimer (Arquiteta do IPHAN - Florianópolis), Suellen Artuso Rocha (Arquiteta do IPHAN - Pomerode), Angelina Wittmann (Arquiteta), Rosane Dahlke (Arquiteta), Tatiana Borges (Arquiteta IPHAN Pomerode) e Rubens Löwen (Carpinteiro).
Andreas Pomp.
Aqui deixamos um registro para a história de uma prática dos residentes e empresários da Rota do Enxaimel, em Pomerode, que vai contra aquilo que predominantemente vem sendo feito na região no que tange ao patrimônio e sua valorização, para que seja usado como inspiração e exemplo, e para que não permitam, por exemplo, a construção de uma loja de departamentos no local feita com uma arquitetura kitsch e fora do grão e da volumetria das construções locais, como vem sendo permitido em outros locais do Vale do Itajaí.
Enquanto na cidade de Blumenau se inaugura uma filial da megaloja dentro do conjunto do Centro Histórico — não somente de Blumenau, mas do Vale do Itajaí —, em Pomerode acontece um encontro público com a presença de técnicos, empresários da cidade, IPHAN e a comunidade de Testo Alto, onde está a Rota do Enxaimel, com mais de 50 tipologias enxaimel, para debater sobre a volumetria e o tipo de construção atual que se deve fazer no local.
Um Registro para a História...
Eu sou Angelina Wittmann, Arquiteta e Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade.