sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Traje da Realeza do Oktoberfest Blumenau - 2015

Candidatas à realeza da Oktoberfest Blumenau - 2012 - Foto Eraldo Schneider - Blog Feito Irmãs.
Dedicamo-nos a estudar e escrever sobre as tradições, a história e os costumes de um povo, bem como sobre as cidades — o espaço onde o homem habita e interage por meio de seu legado cultural. Concluímos, invariavelmente, que ainda temos muito a aprender; movidos por esse sentimento, buscamos aprofundar nosso conhecimento sobre a cultura praticada em Blumenau e região.
Nesta postagem, registramos nossas próprias reflexões e as compartilhamos com o intuito de avançar em nossas conclusões — um exercício de "pensar em voz alta".
Realeza da 32ª Oktoberfest Blumenau (2015), ano desta postagem: Rainha Tamíris Gallois Ficht, 1ª Princesa Malú de Oliveira e 2ª Princesa Daniela Cristina Spézia. Na época, os organizadores argumentavam que a realeza não fazia uso do avental, peça considerada essencial e tradicional nas regiões de origem da Oktoberfest na Alemanha.
Realeza Oktoberfest Blumenau 2009 - Vanessa Chacorowski (Rainha),
Jussara Schwanz ( 1ª Princesa) e Bruna Camila Philippi
(2ª Princesa). Fonte: Oktoberfest Blumenau 2009.
Acompanhemos ...

Já escrevemos sobre o traje folclórico, um dos requisitos para a gratuidade em algumas festas da região e até mesmo em determinados dias da Oktoberfest Blumenau — que é inspirada na Oktoberfest de Munique (München), localizada no estado da Baviera, ao sul da Alemanha.

Para acessar a postagem - Clicar Sobre:  
Trajes Usados ​​na Baviera .

Sempre nos inquietou o traje oficial usado pelas realezas da Oktoberfest de Blumenau nos últimos 20 anos — nem sempre foi assim. Predomina uma linguagem que remete ao traje da prenda da cultura gaúcha; com raras exceções, pouco lembra o traje usado na Baviera, local de origem da Oktoberfest.
A cultura gaúcha é bonita e contagiante e mantém seus seguidores alinhados às tradições por meio do prazer de sua prática. Naturalmente, ela se estabeleceu com certa facilidade no Vale do Itajaí e em outras regiões fundadas por imigrantes alemães ou austríacos (como Treze Tílias, o Oeste catarinense e a Serra Gaúcha). Muitos descendentes de imigrantes alemães e italianos têm sido atraídos para os CTGs, espaços tradicionais das práticas gaúchas.
Nesses locais, dentro da tradição gaúcha, tocam-se canções com instrumentos trazidos por esses imigrantes. A partir da integração cultural entre imigrantes e outras etnias — como a indígena, a espanhola e a portuguesa —, surgiu esse cancioneiro e outras características distintas das culturas originais que o formaram. A Antropologia explica esse fenômeno. Inclusive, já escrevemos sobre a história das gaitas e harmônicas, instrumentos que têm origem nesse intercâmbio cultural.
Secretário de Turismo de
Blumenau - 1992 -  Antônio Pedro Nunes.
Nem sempre foi assim. No período em que a Oktoberfest Blumenau era organizada por Antônio Pedro Nunes — que, ao lado de Marga Holzmann Nunes, geria a Holzmann Turismo, primeira agência de viagem do estado de Santa Catarina —, o rigor técnico era outro. O casal organizava frequentes viagens de lazer para o sul da Alemanha e conhecia profundamente a festa de Munique (München), além de outras festividades regionais que ocorrem entre maio e outubro.
Nunes foi o responsável por materializar e organizar as primeiras oito edições da Oktoberfest Blumenau. Naquela época, as Rainhas vestiam-se adequadamente, como comprova a fotografia do repórter Gilmar de Souza, publicada no caderno Oktoberzeitung (Jornal de Santa Catarina), retratando a Rainha da edição da Oktoberfest Blumenau 1992.
Posteriormente, tentaram "inventar", esquecendo-se de que a tradição não envelhece: ela é atemporal. Também surgiram argumentos de que a realeza não deveria usar avental — uma afirmação que se ouve e lê com frequência em Blumenau
Vamos refletir sobre isso na sequência. 
Maestro da Götz Buam  -  Zig  e a rainha da  Oktoberfest Blumenau 1992 - Suzane Timmermanns de Dirdl. Foto de Gilmar de Souza - Oktoberzeitung.
Oktoberfest de München.
No momento em que organizamos uma festa inspirada em outra já existente no sul da Alemanha — como é o caso da Oktoberfest —, tudo se torna mais simples. Basta observar o que tem sido feito tradicionalmente por lá há séculos, quase sem grandes variações até os dias atuais.
Seria somente isso? Parece fácil!
Acontece que a Oktoberfest de Munique (München) não possui uma "realeza" nos moldes da nossa; em vez disso, conta com a Rainha da Cerveja. Esta é uma das diferenças que precisamos trabalhar, ou ao menos é o que se comenta por aqui. Por outro lado, existem, sim, as realezas das festividades do sul da Alemanha relacionadas às festas da colheita e da produção de vinho. Conhecidas como Weinprinzessinnen (Princesas do Vinho), elas têm seus reinados estabelecidos nas inúmeras Weinfeste (Festas do Vinho) em todo o estado da Baviera, estado alemão onde surgiu a Oktoberfest
Algumas princesas Fazer Reunidas Vinho Na cidade de Kitzingen. Kitzinger Hofrat mit Weinprinzessinnen.
No caminho de acesso de pedestre para o Schloss Neuschwanstein.
Seus trajes são o Dirndl, uma vestimenta feminina tradicional e atual, típica da Baviera, Áustria e Tirol, baseada no vestuário camponês alpino do século XIX. Composto por um colete ajustado, blusa branca e avental, o traje é um símbolo cultural que serve de base para a identidade de outras regiões da Alemanha, mediante pequenos ajustes. São frequentemente usados em festas locais, regionais e na Oktoberfest.
Conhecer essa característica por meio de nossa pesquisa foi o que nos motivou a levar cinco trajes durante nossa visita ao sul da Alemanha, em 2013.
Königsschloss - Chiemsee - Bayern, 2013. Este colar com Edelweiss, perdemos Ravensbur em abril de 2025.
De onde surgiu o hábito de usar o traje em ambientes e situações tão variadas nesse estado alemão, a Baviera?
O traje é uma das marcas de identidade cultural de cada região da Alemanha e da Europa; há diferenças nítidas entre eles, inclusive nas vestes camponesas. O regionalismo foi, e permanece sendo, muito forte no sul da Alemanha, no Tirol e na Áustria. É um fenômeno semelhante ao que ocorre com a cultura gaúcha no cenário brasileiro, onde as pessoas sentem profundo orgulho de sua história, de suas tradições e de seus trajes.
Historicamente, na Baviera, o Rei Maximiliano II determinou, por meio de um decreto, que o traje bávaro poderia ser usado em todos os ambientes sociais e cerimônias por qualquer pessoa, independentemente de seu nível social, status ou localidade, tanto dentro quanto fora do estado. O monarca e os bávaros faziam questão de trajar o figurino típico — tradição que se mantém viva até os dias atuais.
Na Áustria, o Imperador Franz Joseph (Francisco José I), marido da Imperatriz Sissi, também incentivou o uso do traje em todos os ambientes do reino, por todos os súditos, indistintamente.
Maria Von Trapp - devidamente trajada, de acordo com sua região, nos Estados Unidos.
Na saída da missa dominical em Ruhpolding, no sul da Baviera, encontramos muitas pessoas trajadas — incluindo, notavelmente, o uso do avental. Achamos o cenário maravilhoso e fizemos um registro fotográfico com uma senhora, ao lado da igreja, que gentilmente veio conversar conosco.
Senhora que acabou de sair  da missa - Ruhpolding. Ano: 2013.

Rei Maximiliano II trajado.
Também citamos a história da Imperatriz SissiElisabeth Amalie Eugenie —, nascida na Baviera e imortalizada no cinema, onde é retratada como uma princesa vestindo o traje típico acompanhado de avental durante um passeio ao lado de seu pai. O filme evidencia muito bem o orgulho de ambos pela tradição bávara.
Nas imagens abaixo, vemos a princesa Sissi, interpretada pela atriz Romy Schneider, vestida com o traje típico bávaro, com a presença do avental. Observamos que o príncipe herdeiro da Áustria — Franz Joseph — também aparece devidamente trajado nas cenas da obra, uma produção de meados da década de 1950.
Cena do Filme - Sissi, com pai explorando a montanhas do sul da Baviera
devidamente 
trajados

Para quem pensa que a realeza não usa traje -
 O Príncipe Luitpold e Albert da Baviera em um cartão de 1910.
Atualmente - Na Baviera - Tradição de todos ...
Jogadores do  Beyern de München.
Jogador da Seleção alemã é sua família - Bastian Schweinsteiger.















Cantora alemã Andrea Berg - Foto Facebook Oficial.
Desfiles de moda - estilo  Oktoberfest - com avental
Face oficial  Oktoberfest München
Nossa experiência na Baviera - Realezas devidamente trajadas 
Grupo do CC 25 de Julho de Blumenau com algumas Princesas do Vinho - Recepção na Prefeitura de Kitzinger - O Secretário de Turismo - Walter - 2013.

À vontade com o traje - durante passeios na Baviera - 2013.
Para acessar a postagem - Clicar Sobre:  ​​Trachtenbewegung

Alguns Pontos:

A Oktoberfest de Munique (München) não possui Realeza. O uso do Dirndl faz parte da tradição e da cultura do estado da Baviera. Vestem o Dirndl tanto as princesas das diversas festividades da colheita e celebrações religiosas, quanto as participantes que trajam os "Trajes Históricos", que preservam a história de cada localidade regional da Alemanha, que possui uma diversidade.

Hinderlanger Familie.
Realidade do Brasil Colônia, em um determinado período histórico.
A ideia de que a realeza não deva usar esses trajes por terem origem camponesa é, ao menos na Baviera, equivocada. Trata-se de uma "leitura latina" que surge de sociedades com classes sociais historicamente segregadas, marcadas pelo período escravocrata.
Na época da escravidão, sob influência das culturas portuguesa e espanhola em muitas regiões do Brasil Colônia, o trabalho braçal era considerado inferior — uma percepção que, de certa maneira, persiste em meios colonizados por essas nações, onde a escravidão foi parte estruturante da sociedade por longo tempo. No estado da Baviera, cujo perfil agrícola é muito forte, a relação social com o trabalho braçal e o pastoreio possui outro enfoque, fundamentado na dignidade e na identidade.

 Pai, Mestre e Inspiração do músico Toni Bartl Jr. - Baviera - Alemanha

Também observamos uma confusão, aqui na região, quanto ao  uso de flores nos cabelos das damas, compondo com o seu traje. É ou não é correto? Tratando-se da região do Vale do Itajaí, é correto.
A grande maioria dos imigrantes alemães que povoaram a região do Vale do Itajaí é oriunda da região do Báltico, no norte da Alemanha. Nessa área, pomeranos, prussianos, poloneses e o povo de Kaschubien (Cassúbia) utilizam muitos adornos florais, não apenas em seus trajes bordados, mas também nos cabelos.

Algumas imagens dos trajes Kaschubien - Alemanha

Para acessar a postagem - Clicar Sobre: ​​Traje Kaschubien

No Vale do Itajaí, território da antiga Colônia Blumenau,  assim como em outras regiões brasileiras fundadas por imigrantes alemães, ocorre uma mistura de várias práticas, gastronomia, culturas e tradições do território germânico de diferentes épocas e regiões (vale lembrar que a Alemanha só se unificou em 1871). Isso gera, por vezes, uma certa confusão de identidade, dada a carência de um acompanhamento histórico rigoroso. Muitas vezes, os próprios descendentes desconhecem sua origem específica na Alemanha e passam a compreender a identidade "alemã" como algo único e uniforme, ignorando as ricas diferenças regionais.
Realeza mirin da 41ª Festa Pomerana.
Na Festa Pomerana, por exemplo, o uso de flores no cabelo — por meio de apliques ou arcos floridos — é perfeitamente adequado, visto que a grande maioria dos descendentes na região é de origem pomerana.
Já na Oktoberfest Blumenau, seria ideal respeitar a originalidade dos trajes e as práticas da tradição de Munique (München), na Baviera, local onde a festa foi criada. Se lá não existe uma "realeza" nos moldes atuais (embora a primeira edição tenha surgido justamente para celebrar um casamento real), ao menos a realeza de Blumenau deveria trajar vestimentas semelhantes às das Weinprinzessinnen (Princesas do Vinho) ou à da Rainha da Cerveja da Baviera, que abrilhantou a festividade bávara em 2015.
Marlene Speck - Rainha da Cerveja 2015 em 18 de maio de 2015
Postado em maio de 2015.
Der Weinprinzessinnen Südlichen Weinstraße,
Julia Stieß (links) und Maren Schmitt
.

Die bayerische Tracht steht den beiden: Markus Huttner und seine Christin
sind das der Prinzenpaar Münchner Wiesn und werden von OB Ude getraut.

Príncipe  e Princesa de München.
Seguem Uma risca o Decreto baixado Cabelo Rei Maximiliano - Casamento com Traje Bávaro.
Continuaremos pesquisando para que possamos chegar a conclusões cada vez mais precisas e fidedignas com o passar do tempo.
Abertura do Oktoberfest Blumenau 2014.

Abertura do Oktoberfest Blumenau 2014.

Oktoberfest München.

Oktoberfest München.












































-------------------
Maio de 2015
Apresentada a nova Rainha da Cerveja da Baviera

Foi eleita a nova Rainha da Cerveja 2015/2016. Marlene Speck foi a escolhida entre 66 candidatas, por meio de uma votação on-line e da avaliação de uma banca de jurados formada por representantes dos setores de Gastronomia, Moda e Comunicação da Baviera. A nova Rainha da Cerveja é estudante de Comunicação.
Observem o traje da Rainha da Cerveja da Baviera de 2015/2016.









--------------------------
Dia 24 de maio de 2015

Acompanhamos o resultado da eleição da Rainha da Cerveja da Baviera 2015/2016, ocorrida no último dia 18 de maio, quando Marlene Speck foi eleita e coroada.
Marlene foi escolhida por um corpo de jurados composto por representantes das áreas de turismo e cultura. Entre os jurados, destacava-se a presença da designer brasileira de trajes, Elisa Berzaghi-Freymann.
No destaque - parte do juri do Concurso Rainha da cerveja de Bavária - Elisa Berzaghi Freymann.
Marlene Speck
Conversamos com Marlene Speck, via mensagem eletrônica, sobre a tradição da Oktoberfest  Blumenau, bem como sobre as raízes de muitas famílias que vivem no Vale do Itajaí e em outras regiões do Brasil.
Gentilmente, a Rainha da Cerveja da Baviera (Bayerische Bierkönigin) 2015/2016 enviou algumas palavras aos brasileiros. Ela comentou sobre uma brasileira "com coração bávaro" que vive na Baviera e é uma empresária bem-sucedida no ramo da alta costura de trajes típicos — os Dirndls. Marlene contou que essa empresária brasileira foi, inclusive, um dos membros do júri do tradicional concurso no qual ela foi eleita rainha.

A Mensagem da Bavária
Olá und Servus Brasil! 
Ich freue mich sehr, euch eine Nachricht als neue Bayerische Bierkönigin schreiben zu dürfen. Im nächsten Jahr werde ich das bayerische Bier und damit auch die bayerische Kultur vertreten und es wird bestimmt eine aufregende und tolle Zeit! Viele von euch in Brasilien haben eine Verbindung nach Deutschland und auch nach Bayern, die Ihr unter anderem auf dem Oktoberfest in Blumenau feiert. Es ist so schön zu sehen, dass die bayerische Lebensfreude und Gemütlichkeit auf der ganzen Welt gelebt wird. Ein tolles Beispiel der Beziehung zwischen Brasilien und Bayern ist die Münchner Dirndl-Designerin Elisa Berzaghi-Freymann. Sie hat brasilianische Wurzeln und ist gleichzeitig ein echtes "Münchner Kindl". Elisa ist sehr erfolgreich mit ihren wunderschönen Dirndl-Designs, die ich bereits schon am Finalabend der Wahl zur Bayerischen Bierkönigin tragen durfte. Ihr könnt euch ihre Werke hier anschauen: http://www.berzaghi-freymann.com 
Ich sende euch herzliche Grüße und finde es toll, dass euch das bayerische Bier und die bayerische Kultur so gut gefällt! 
Adeus, 
MarleneBayerische Bierkönigin 2015/2016
Tradução
Ola amigos do Brasil!
Estou muito feliz em poder lhes escrever uma mensagem como nova Rainha da Cerveja Bávara. No ano que vem eu vou representar a Cerveja Bávara e Cultura Bávara e, portanto, é um momento emocionante e muito bom!
Muitos de vocês, no Brasil tem uma ligação direta com a Alemanha e também com a Baviera, que também é celebrada, entre outras coisas, no Oktoberfest em Blumenau. É tão bom ver que a cultura da Baviera e seu ambiente acolhedor é vivido em todo o mundo. Um grande exemplo da relação entre Brasil e München da Baviera é a estilista de Dirndl - Elisa Berzaghi-Freymann. Ela tem raízes brasileiras e, ao mesmo tempo uma bávara autêntica. Elisa tem seus belos desenhos de Dirndl e trabalho reconhecidos a tal ponto que me foi permitido usar na final da eleição da Rainha da Cerveja Bávara um traje assinado por ela.
Você pode verificar seu trabalho neste endereço: http://www.berzaghi-freymann.com
Envio-lhes calorosas saudações e acho muito bom que você divulgue a  concurso da Rainha da Cerveja da Baviera e da cultura sua bávara! 
Até mais, Marlene.
Rainha da Cerveja da Baviera 2015/2016
Ficamos muito honrados em receber as palavras da Rainha da Cerveja da Baviera, em virtude de sua beleza, alegria, simpatia e simplicidade. Desejamos-lhe um ótimo reinado e enviamos o nosso abraço amigo, deste lado do Atlântico, aos amigos da Baviera.
O mandato de Marlene Speck tem tudo para ser intenso, com eventos e programações ligados à cultura bávara — a começar pelas comemorações dos 500 anos da Bayerisches Reinheitsgebot (Lei da Pureza da Cerveja).
Staatsminister Helmut Brunner _Bayerische Bierkönigin 2015/ 2016 Marlene Speck.

Elisa Berzaghi-Freymann

No Vale do Itajaí, ainda há muitas dúvidas sobre a real definição de um traje alemão — seja ele de passeio ou histórico —, considerando as diversas regiões da Alemanha. Esse tema é uma das especialidades da estilista brasileira Elisa Berzaghi-Freymann. É gratificante conhecer o trabalho de uma compatriota, reconhecido pela excelência em Munique (München), no coração de um dos estados mais tradicionais do país.
Ao observar o site de Elisa, percebemos sua preocupação com a estética e a originalidade do Dirndl. Ela destaca a longa trajetória do traje de passeio e sua importância no modo de vestir bávaro. Por meio de seu trabalho, ela realiza releituras de trajes exclusivos sem, contudo, perder a essência da tradição — oferecendo opções contemporâneas sem descaracterizar a vestimenta. Para isso, Elisa utiliza composições de cores clássicas com detalhes marcantes.
A estilista fundou sua empresa em Munique, em 2011, após estudar design de moda na escola ESMOD. Seu trabalho foi prontamente aceito pelo público e, em 2012, sua marca já era consolidada. A Berzaghi & Freymann produz coleções que levam o selo "Made in Germany" para outros países, utilizando tecidos e apliques oriundos, principalmente, da Áustria.
A linha de alta costura é o carro-chefe da empresa, com vestidos bordados à mão pela equipe de design em Munique. A marca produz, inclusive, coleções exclusivas para a tradicional Lodenfrey e disponibiliza joias artesanais para o traje diário, com brincos em vários comprimentos e peças em ouro ou prata sob encomenda. Graças às gentis palavras da nova Rainha da Cerveja da Baviera, pudemos conhecer o primoroso trabalho desta brasileira na tradicional capital bávara.

Traje assinados por Elisa Berzaghi-Freymann






Oktoberfest Blumenau

Realeza da Oktoberfest 2012: Fernanda Klaumann Barbosa (Rainha), Mariane Klann (1ª Princesa) e Danieli Sutil Muniz (2ª Princesa). Traje indefinido e sem avental.

Traje da realeza do  Oktoberfest Blumenau 2015 - Tentando aplicar a identidade regional (Criada comercialmente por alguém) à uma festa que nasceu das tradições da Baviera repassadas de geração para geração - postado em 8 de outubro de 2015.
Realeza da 32ª Oktoberfest: Tamiris Gallois Ficht (Rainha), Malú de Oliveira (1ª Princesa) e Daniela Cristina Spézia (2ª Princesa). O traje desta edição buscou imprimir personalidade ao momento, mas resultou em uma estética próxima à de uma fantasia, mesclando elementos do Dirndl com características dos trajes de prendas. Sem a presença do avental.
























Traje da realeza do  Oktoberfest Canadá 2015 - Em visita ao Oktoberfest Blumenau - Foto do dia 24 de outubro e postada no dia 25. Traje de acordo com o evento e festividades. Miss Oktoberfest Candá é Srta. Lindsai Kalbfleisch















Dia 11 de Junho de 2017

Durante nossa visita à 31ª Feirinha da Servidão Wollstein, em 2017 — evento que ocorre sempre no segundo domingo do mês em ruas centrais de Blumenau —, conhecemos Olívia e seu trabalho com trajes. Ao percorrermos a feira para colher registros, encontramos a modista e estilista Olívia Pereira, com quem trocamos ideias sobre o traje das festas locais e o seu uso tradicional no sul da Alemanha.
Esclarecemos que, ao divulgarmos essa troca de ideias, não há qualquer interesse comercial, mas sim um propósito exclusivamente cultural.
A tradição é atemporal e é uma dos requisitos
 para consolidar a identidade local.
24 de janeiro de 2026

Após 11 anos, da postagem deste registro (2015) encontramos a Realeza da 41ª Oktoberfest Blumenau 2026, Letícia Zonta Madureira (Rainha), Nicoli Heinzen Lucas Gassen (1ª Princesa) e Luana Oenning (2ª Princesa)  em um evento regional, o encontro das realezas das festas das cidades da Região do Vale do Itajaí e do Vale do Itapocu na 41ª Festa Pomerana, vestidas com um novo traje. 
Após 2015, a organização da Oktoberfest Blumenau já fez algumas visitas na cidade de origem da Oktoberfest Blumenau, Munique - no período da Oktoberfest por lá e isto muito nos deu esperanças de apreensão de quesitos originais da festa de outubro.
No último 24 de janeiro de 2026 fotografamos a a Realeza da 41ª Oktoberfest Blumenau 2026 com um novo traje que, finalmente conta com a presença do avental.
E com isto atualizamos este estudo e comentário feito em 2015 com intuito de contribuir com a Oktoberfest Blumenau e ficamos satisfeitos ao ver e fotografar a Realeza da 41ª Oktoberfest Blumenau 2026,  nas ruas de Pomerode, no penúltimo desfile oficial da 41ª Festa Pomerana - na cidade de Pomerode.

As imagens comunicam


O avental deve estar posicionado acima do umbigo.



Um Registro para a História.
 
Eu sou Angelina Wittmann, Arquiteta e Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade.
Contatos:
@angewittmann (Instagram)
Angewitt  (You Tube) 
AngelinaWittmann  (Facebook)






Nenhum comentário:

Postar um comentário