quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Réveillon - comemoração do Ano Novo - 2026

O Réveillon é a comemoração da transição — o encerramento do ano que finda e as boas-vindas ao ano que inicia, o Ano Novo. Que este novo ano, 2026, seja muito bem-vindo.
O termo tem origem no verbo francês réveiller, que significa despertar, acordar ou "deixar de dormir". Do latim velare, remete a cuidar, velar e permanecer desperto. Na França, o termo é comumente associado ao período de Natal; já para o Ano Novo, utiliza-se a expressão Réveillon de la Saint-Sylvestre, pois 31 de dezembro é o dia de São Silvestre.
De uma maneira geral, ao longo do planeta, Réveillon é a expressão consagrada para denominar as celebrações de recepção ao Ano Novo. Rio de Janeiro 2025/2026.
 Rio de Janeiro 2025/2026.
As festividades de comemoração da passagem do Ano Novo são muito antigas. Nasceram no seio do povo que inventou a escrita e a roda — o berço da cultura ocidental: a
Mesopotâmia. Sua origem possui ligações com rituais da natureza, os ciclos celestes e lunares e a agricultura. São ciclos ligados à ideia de recomeço, assim como acontece nos dias atuais.
Os primeiros registros desta comemoração na Mesopotâmia datam de 2000 a.C. A festividade era conhecida como o Festival de Ano Novo e, na Babilônia, iniciava-se no equinócio da primavera.
Os assírios, persas, fenícios e egípcios comemoravam o Ano Novo no dia 23 de setembro. Já os gregos celebravam o início do novo ciclo entre os dias 21 ou 22 de dezembro.
Os romanos, em 753 a.C., criaram uma data dentro de seu calendário para comemorar a festa de encerramento do ciclo anual e o início de outro. Naquela época, o Ano Novo iniciava no dia 1° de março. Posteriormente, foi oficializado por meio de um decreto do imperador Júlio César, em 46 a.C., que o dia 1° de janeiro seria o primeiro dia do Ano Novo.
Na época de Júlio César, os romanos dedicavam este dia a Jano, o deus dos portões. Sua dupla face simboliza o passado e o futuro — uma voltada para frente e a outra para trás. Jano é o deus dos inícios, das decisões e das escolhas. Seu nome deu origem ao nome do mês de janeiro.
Moeda romana com a imagem do deus Jano.
Antes de o Império Romano tornar-se cristão, a religião era politeísta, com a presença de várias divindades — uma herança oriunda dos povos mesopotâmicos. Os festejos de virada de ano eram uma prática comum daquela cultura, embora não se tenha notícia de que judeus e cristãos comemorassem esta data naqueles tempos.
A ordem dos meses no calendário romano seguia a sequência de janeiro a dezembro, como na atualidade. Essa estrutura existia desde o reinado de Numa Pompílio, por volta de 700 a.C., de acordo com Plutarco e Macróbio.
Papa Gregório VIII.
Durante a Idade Média, diferentes povos consideraram diversas datas como o primeiro dia do Ano Novo, tais como 1° de março, 25 de março, 1° de setembro e 25 de dezembro.
Em 1582, a Igreja Católica adotou o calendário gregoriano, instituído pelo Papa Gregório XIII, o que consolidou definitivamente a data de 1° de janeiro como o início do Ano Novo. Atualmente, na maioria dos países do Ocidente, o dia é considerado feriado nacional.







Em 1755, por exemplo, a Inglaterra e todos os países sob seu domínio ainda consideravam que o Ano Novo iniciava no dia 25 de março. Somente após esse período os ingleses adotaram o dia 1° de janeiro como o marco inicial. Com a expansão da cultura ocidental e o avanço tecnológico das comunicações, o calendário gregoriano — e o significado do Réveillon em 1° de janeiro — foi aceito em quase todo o globo.
Contudo, a data não é celebrada da mesma forma em todas as nações:
  • China: A passagem do ano ocorre no final de janeiro ou início de fevereiro (conforme o calendário lunar), com grandes desfiles e espetáculos pirotécnicos.
  • Japão: As comemorações estendem-se pelos três primeiros dias de janeiro.
  • Israel (Judaísmo): O Ano Novo é o Rosh Hashaná ('Festa das Trombetas'), celebrado em setembro ou outubro, com duração de dois dias.
  • Mundo Islâmico: O Ano Novo é celebrado em meados de maio, marcando o aniversário da Hégira (a migração do Profeta Maomé de Meca para Medina em 622 d.C., o ano "zero" do calendário islâmico).
Em alguns países da América Latina, sob um enfoque cultural, existe um vasto leque de tradições e superstições em torno desta data, incluindo o Brasil.
Algumas das tradições mais comuns são:

Cor da roupa
Yemanjá.

Cor Branca  (mais comum)

No Brasil, essa celebração sofreu forte influência da cultura e mitologia africana (Iorubá), por meio da Umbanda e do Candomblé. O hábito de festejar junto ao mar tem origem na homenagem a Iemanjáorixá cujo nome deriva da expressão iorubá Yéyé omo ejá ("Mãe cujos filhos são peixes"). Filha de Olokum, o dono do mar, ela é considerada a Rainha das Águas.
Essa tradição popularizou-se no Brasil a partir do Rio de Janeiro, cenário propagado pela televisão para todos os cantos do país. A celebração da virada em solo carioca, com milhares de pessoas vestidas de branco, consolidou rituais como o "banho de pipoca" e o pulo das sete ondas, realizados para pedir sorte à orixá. Atualmente, tais práticas não se restringem ao Rio, mas são repetidas em toda a costa brasileira, com homenagens feitas nas areias ou dentro do mar durante a transição para o Ano Novo.
Salvador, na Bahia, foi a primeira capital do Brasil e o local onde se concentrou uma das maiores populações de africanos escravizados entre os séculos XVII e XIX. Essa densidade demográfica e histórica transformou a cidade no maior epicentro da herança africana no país, moldando profundamente a cultura, a religiosidade e as tradições.



Divulgação do sincretismo religioso e seus rituais, pela mídia.

Programas televisivos e seus apresentadores filmam na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, realizando oferendas à orixá Iemanjá, com transmissão em rede nacional.
Dentro da mitologia africana, crenças e tradições foram trazidas por africanos que eram comercializados na costa da África e trazidos cativos para o Brasil, em navios negreiros, para trabalhar para os colonizadores portugueses que exploravam o país na época.
A cor branca fazia parte dos rituais dessas religiões e permanece presente no Brasil até os dias atuais. Com o tempo, as práticas religiosas dos descendentes desses africanos sofreram influências e modificações devido ao contato com o cristianismo português, dando origem ao sincretismo religioso presente no país. Atualmente, o uso de roupas brancas na virada de ano é mantido com o mesmo significado de outrora, embora muitos desconheçam sua verdadeira origem histórica.
Lavagem das escadarias da Igreja do Bonfim após a chegada do cortejo que saiu do bairro do Comércio, em Salvador. (Foto: Reprodução - Max Haack/Ag. Haack)
Continuando...

Independentemente do Orixá ou do Santo, cada filho de santo veste-se de branco ao prestar homenagem ao Pai e às divindades. Conta-se que uma entidade da Umbanda, conhecida como Caboclo das Sete Encruzilhadas, sugeriu que médiuns, sacerdotes e demais participantes das sessões religiosas utilizassem roupas brancas.
A cor branca sempre foi adotada por representar a paz e a fraternidade.
Também nas antigas ordens religiosas do Oriente, a cor branca significa elevada sabedoria e alto grau de espiritualidade. Na antiga Índia, os Magos Brancos utilizavam vestimentas dessa cor e eram assim chamados por praticarem sua magia para o bem. O branco também transmite a sensação de limpeza, paz e harmonia — critérios observados nos uniformes de profissionais das áreas da saúde e do ensino.
Sob o enfoque científico, por meio das pesquisas de Isaac Newton, constatou-se que a luz solar (branca), ao atravessar um prisma de cristal, desdobra-se nas cores do arco-íris. Concluiu-se, assim, que a cor branca contém em si todas as demais cores.
Podemos concluir que o costume de usar branco no Brasil, durante as comemorações da virada de ano, tem origem no sincretismo religioso entre diferentes culturas. Atualmente, essa prática está profundamente inserida nos costumes e na religiosidade do país. Muitos participam das celebrações de Ano Novo vestidos de branco, ainda que desconheçam a origem e o significado dessa indumentária.
Conhecer é preciso.

Prosseguindo...
  • Cor Amarela – De uso recente, representa a prosperidade e a riqueza material. Seu significado está relacionado à cor do metal ouro.
  • Cor Verde – De uso recente, representa a natureza. Também tem relação com a prosperidade, por meio da renovação da esperança.
  • Cor Azul – De uso recente, representa bonança e prosperidade.
  • Cores Escuras (marrom, preto, cinza) – De acordo com os credos, devem ser evitadas no Réveillon, pois podem atrair tristezas e maus agouros.
Alimentos que não devem estar na mesa das festividades de final de ano, segundo as tradições e superstições no Brasil:
  • Aves (inclusive peru e chester): Dizem que a felicidade voará de sua casa junto com a ave. Também se observa que, como as aves "ciscam para trás", isso poderia significar um "retrocesso" à vista.
  • Romã
    Romã – Devido à grande quantidade de sementes, acredita-se que a fruta atrai felicidade e fartura. Uma dica popular sugere que, no primeiro dia do ano, coloque-se uma semente de romã na primeira panela de arroz a ser cozinhada. Outra semente deve ser guardada na carteira durante todo o ano, sendo substituída apenas no próximo Réveillon.
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Existem outras tantas superstições e práticas as quais não listaremos aqui. Para quem se interessar, vale a pena realizar uma pesquisa sob o olhar da Antropologia. Nossa intenção e objetivo é provocar a curiosidade e motivar a busca pelo conhecimento, desprovida de etnocentrismo. Sabemos que existem muitas outras práticas que variam de região para região, ou de país para país, realizadas neste período do ano.
Quanto às expectativas para o Ano Novo, acreditamos que colhemos as reações de cada uma de nossas ações — sejam elas positivas ou nem tanto. Se os resultados não forem tão bons, devemos observar com atenção, pois pode tratar-se de um "remédio amargo", porém útil em nossa jornada. Tudo possui um sentido maior e os momentos difíceis, se bem analisados, podem não ser tão ruins quanto parecem à primeira vista.

Desejamos muita sabedoria a todos neste ano de 2026.
Florianópolis 2025/2026.
Florianópolis 2025/2026.




Passamos a virada do Ano Novo em Gravatá, Navegantes (SC), na companhia de Roberto Wittmann. Durante a passagem de ano, entre abraços e lembranças daqueles que não estavam presentes, brindamos com votos de "um mundo melhor" a partir dos bons momentos vividos.
O show pirotécnico é uma prática que teve origem no Oriente. Hoje, vivemos e praticamos um conjunto de diferentes hábitos e costumes repassados, durante muitos séculos, de pai para filho. Muitas vezes apenas os repetimos, sem plena consciência de seus significados. É importante conhecer nossas tradições para que não nos percamos da essência.

Prost Neu Jahr!

Praia de Gravatá - Navegantes SC.
Praia de Gravatá - Navegantes SC.
Feliz 2026!
Glückliches Neues Jahr !!

Eu sou Angelina Wittmann, Arquiteta e Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade.
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Ex-prefeito de Blumenau Gerhard Carlos Francisco Neufert - Votos de "Feliz Ano Novo" de Blumenau em Cadernos - dezembro de 1961

Filho de Gerhard Neufert, Antônio Carlos Neufert  e
sua esposa Ângela Neufert.
Estamos no último dia de dezembro de 2025. 
Decidimos buscar uma mensagem de 'Feliz Ano Novo' nas páginas de uma de nossas fontes primárias. Encontramos, na revista Blumenau em Cadernos (Tomo IV, dezembro de 1961), uma mensagem e a breve biografia do ex-prefeito de Blumenau, Gerhard Neufert. O registro surgiu em suas páginas como se pedisse para ser ampliado por nós.
Seu filho, o dentista blumenauense Antônio Carlos Neufert — o Toninho para os amigos —, participa de maneira ativa das práticas culturais de Blumenau. É comum encontrá-lo com seu grupo de atividades ou em seu consultório profissional.
O filho Antônio Carlos Neufert, a nora Ângela e o neto Diego, integrando o grupo de práticas culturais na Oktoberfest Blumenau 2017.
Encontramos esta pauta quando buscávamos uma histórica mensagem de "Feliz Ano Novo".
Vamos conhecer um pouco sobre este ex-mandatário de Blumenau, Gerhard Carlos Francisco Neufert, ou, simplesmente, Gerhard Neufert.
Gerhard Carlos Francisco Neufert
foi prefeito de Blumenau por um ano, no período de 26 de janeiro de 1955 a 31 de janeiro de 1956. Foi eleito pela Câmara de Vereadores para assumir o cargo após a renúncia de Hercílio Deeke, que se afastou para ocupar uma cadeira na Câmara Federal.
Gerhard nasceu em Curitiba, em 1º de março de 1917, filho do engenheiro civil Carlos Neufert (1884–1960) — nascido em São Paulo e filho dos alemães Carl e Maria Neufert. 
Sua mãe foi Elsbeth (Repp) Neufert (1884–1960), nascida na Alemanha foi filha de Hermann Repp e de Alexandria (Schumann) Repp. Seus pais foram sepultados no Cemitério da Rua Bahia.





Local de sepultamento dos pais do ex-prefeito de Blumenau, Gerhard Neufert - Cemitério da Rua Bahia. 

Złotoryja e Legnica (Voivodia da Baixa Silésia). 
Gerhard Carlos Francisco Neufert
formou-se em Engenharia Química pelo Instituto de Química da Faculdade de Engenharia do Paraná e possuía também o curso de normalista, realizado na Escola Normal de Paranaguá. Mudou-se para Blumenau em 1939, quando foi contratado pela Eletro Aço Altona S/A, na Itoupava Seca, para atuar como engenheiro químico.
Gerhard se casou com uma moça de Rio Negro, mas que vivia em Rio do Sul, Otillia Davet Schneiderem 22 de fevereiro de 1941.
Assinatura de Gerhard Carlos Francisco Neufert e Otilia Schneider Neufert, no dia de seu casamento.

Ottilia filha de Karl Gottlieb Schneider Jr. (1870-1961) e de Marcília Davet Ferreira Schneider, também pais do primeiro prefeito de Rio do Sul, Eugênio Davet Schneider  e com ligações com a família do pioneiro do vale do Itajaí, Gottlieb ReifKarl Gottlieb Schneider Jr. foi filho do imigrante prussiano Karl Gottlieb Schneider (construtor em Rio Negro) de Kreibau, Kreis Goldberg-Haynau, Provinz Schlesien, Preußen. Atualmente pertence aos distritos poloneses de Złotoryja e Legnica (Voivodia da Baixa Silésia).
O distrito de Goldberg-Haynau foi um distrito prussiano na Província da Silésia (região administrativa de Liegnitz) que existiu de 1742 a 1945 e tinha seu centro administrativo na cidade de Goldberg. Atualmente, a área pertence aos distritos poloneses de Złotoryja e Legnica (Voivodia da Baixa Silésia). Originou-se do distrito de Goldberg, foi expandido em 1817 para incluir Haynau (Goldberg-Haynau) e reunido ao distrito de Schönau em 1932 para formar o distrito de Goldberg, até se tornar parte da Polônia em 1945.
Família de imigrantes prussianos, os Schneider. Avós maternos dos filhos de Gerhard Neufert.
Primeiro Prefeito de Rio do Sul e cunhado de Gerhard Neufert.
O casal Gerhard Carlos Francisco Neufert   e  Otillia Davet Schneider (irmã do primeiro prefeito de Rio do Sul) tiveram 4 filhos. São eles:
  • Vera Marisa Neufert
  • Yara Regina Neufert
  • Carmen Lúcia Neufert 
  • Antônio Carlos Neufert
No final da década de 1940, Neufert ingressou na política, elegendo-se vereador em Blumenau. Em 1955, o então prefeito Hercílio Deeke renunciou ao cargo para assumir uma cadeira de Deputado Federal.
Homenagem aos Voluntário da Pátria assinada pelo prefeito Gerhard.
O Legislativo Municipal, ao tomar conhecimento da renúncia, em 26 de janeiro de 1955 elegeu Gerhard Neufert — então presidente da Câmara — para completar o mandato, cargo que ocupou até 31 de janeiro de 1956. Pelo visto, não existia na época o cargo de vice-prefeito. Foi candidato a deputado estadual para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina nas eleições de 1954 pela União Democrática Nacional (UDN), recebeu 2.490 votos, ficando na posição de suplente e foi convocado para a 3ª Legislatura (1955-1959).
Sua liderança política motivou ações como a abertura da rua Joinville e da estrada do bairro Fortaleza; o prolongamento da rede de água às ruas Itajaí, Pastor Hesse e Almirante Barroso; e a instalação de uma nova bomba de sucção "Pleuger" na estação de tratamento. Atuou também na remodelação e organização interna do Hospital Santo Antônio. Adquiriu caminhões, inclusive para a limpeza pública; reconstruiu diversas pontes e a escola municipal de Nova Rússia, no Garcia; e iniciou negociações para a planta da rede de esgotos junto ao Ministério da Saúde. Além disso, contratou o levantamento aerofotogramétrico do município pelo Serviço Geográfico do Exército e ordenou o restauro dos túmulos de Otto G. K. Blumenau (filho do fundador que faleceu criança) e do diretor interino Hermann Wendeburg, que se encontravam em situações precárias.
Em 1954 foi eleito deputado estadual para a legislatura de 1956 a 1959. Como representante do povo, encaminhou vários projetos e proposições em benefício do Vale do Itajaí e mesmo de outras regiões. Residia no bairro de Itoupava Seca, em frente ao "Machado de Assis".
Gerhard Carlos Francisco Neufert faleceu em Blumenau, com 65 anos, em 26 de novembro de 1982.
Aponte localizada quase na foz do Ribeirão da Velha tem o seu nome.


Inspiração para essa busca, onde estava a mensagem de "Feliz Ano Novo!"
Um registro para a História.

Eu sou Angelina Wittmann, Arquiteta e Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade.
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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Weingarten (cidade coirmã de Blumenau) - Basílica St. Martin - O Restauro - Alemanha 2025

Basílica barroca St. Martin - Weingarten.
Vielen Dank! Obrigada. Amigos conosco em  Wolfwegg.
Saindo do Affenberg Salem (o Parque dos Macacos) no dia 26 de abril, acompanhamos Alex e Norbert Gälle — que nos guiaram gentilmente após um dia intenso e repleto de memórias — até sua casa, em Wolfegg. Lá, conversamos e descansamos para prosseguir com o roteiro, na manhã seguinte, quando seguimos para Weingarten, terra natal de Norbert e cidade coirmã de Blumenau, e, posteriormente, visitamos Ravensburg.
Lembramos que Wolfegg, onde residem os Gälles, é um município que pertence ao distrito de Ravensburg, região administrativa de Tubinga, estado de Baden-Württemberg. 
Distância percorrida entre Affenberg Salem  e a residência da família Gälle.



No dia 27 de abril, logo cedo e após um café da manhã em um local harmonioso e belíssimo, cercado pelas incríveis paisagens naturais de Wolfegg, seguimos viagem em direção a Weingarten.
Para chegar à Basílica de St. Martin, na cidade de Weingarten, percorremos um curto trajeto de 13 km em cerca de 17 minutos. Ao chegarmos, deparamo-nos com a rica história desta região da Alemanha, a qual passaremos a apresentar agora.
Basílica de St. Martin - Weingarten

Integra a Rota Barroca da Suábia, sendo o lar da maior basílica barroca ao norte dos Alpes: a Basílica de St. Martin. Um dos pontos focais desta cidade coirmã de Blumenau é o deslumbrante turbilhão de afrescos e ornamentos que decoram seu teto, criando uma ilusão de profundidade que parece aproximar o céu da terra. A peça central desse cenário é o monumental Órgão Gabler, ricamente decorado e composto por 6.666 tubos.
Além de sua arquitetura, a Basílica abriga a sagrada relíquia do Sangue de Jesus misturado à terra. Em honra a essa relíquia, realiza-se a Blutritt (Cavalgada do Sangue Sagrado), o maior desfile equestre anual da Europa. O evento, que atravessa as ruas de Weingarten, é um espetáculo que reúne até 2.500 cavalos e cavaleiros ornamentados, acompanhados por música tradicional alemã e o melhor da gastronomia típica regional.
À sombra da Basílica, ergue-se outro milagre da engenharia barroca, conhecido localmente como o "Riacho Silencioso" (Stiller Bach). Planejado, construído e mantido pelos monges beneditinos, esse incrível sistema de canais é a espinha dorsal de Weingarten e permanece quase completamente preservado. Trata-se de um testemunho vivo da sofisticada engenharia hidráulica medieval e barroca, que até hoje serpenteia pela cidade coirmã de Blumenau.
Weingarten - Procissão do Sangue Sagrado - em 1865. Litografia de Joseph Bayer  -  Wikimedia.

Vamos conhecer um pouco desta história
Basílica de St. Martin - Weingarten. Google Earth.
 Basílica de St. Martin.
No sudeste de Baden-Württemberg, próxima a Ravensburg, encontra-se a cidade de Weingarten que, desde a consagração da Basílica de St. Martin em 1724, orgulha-se de abrigar a maior igreja barroca ao norte dos Alpes. Naquela época, entretanto, a localidade ainda se chamava "Altdorf"; foi apenas a partir de 1865 que o nome do mosteiro de Weingarten tornou-se oficialmente o nome da cidade.
A basílica integra esse mosteiro, cujas origens remontam a 1056. O edifício da igreja foi inspirado na Basílica de São Pedro, em Roma, que, por sua vez, buscou referências nas antigas basílicas romanas. Estas tinham sua origem nos mercados e tribunais do Império Romano — modelos arquitetônicos que serviram de base para os primeiros templos cristãos da cristandade.

Altdorf e Weingarten - Primeira cidade irmã  de Blumenau - na Alemanha

O nome Altdorf deriva do antigo dialeto franco e significa, literalmente, "vila velha". Na Alemanha medieval, sob o sistema feudal, os núcleos urbanos costumavam surgir em torno de igrejas, palácios ou universidades. No caso dessa cidade, até meados do século XIX, sua identidade estava ligada a essa "vila antiga", até que o nome foi alterado para Weingarten ("Jardim das Vinhas"), refletindo sua tradição vitivinícola.
Nas proximidades da "vila velha" (Altdorf), foi encontrado um sítio arqueológico — um cemitério antigo com sepultamentos que datam do início do século V.
No século VIII, a região passou a integrar o Império Franco. Já no século IX, consolidou-se a formação da Casa de Welf (os Welfs Antigos), uma importante dinastia de governantes suábios. O registro mais remoto de Welf I data do ano de 842; conta-se que ele era filho de Conrado que, por sua vez, era filho de Welf, o Conde de Altdorf.
A linhagem masculina dos Welfs Antigos foi extinta quando o Duque da Caríntia morreu sem deixar herdeiros, em 1055. No ano seguinte, em 1056, a sede ancestral foi transferida para o novo castelo recém-construído em Ravensburg. Foi nesse período que se fundou a nova abadia beneditina de Martinsberg, em Altdorf, que mais tarde ficaria mundialmente conhecida como a Abadia de Weingarten (Abbey Weingarten).
Fotografia da antiga abadia Imperial de Weingarten tirada do Graf von Zeppelin em 30 de setembro de 1907, local da atual Basília St. Martin.
Em 1191, Frederico Barbarossa, membro da dinastia Hohenstaufen, recebeu por meio de um contrato de herança a propriedade de Schussengau — que incluía Altdorf, Weingarten e Ravensburg — do Duque de Spoleto. Cerca de 70 anos depois, com a morte de Conradino em Nápoles (1268), a linhagem Hohenstaufen foi extinta, e o território foi confiscado como propriedade imperial do Sacro Império Romano Germânico.
Nesse período, enquanto a pequena vila de Altdorf era governada pelo Reichslandvogt (o administrador imperial) da Suábia, a Abadia de Weingarten conquistava o status de abadia imperial, com privilégios semelhantes aos de uma "cidade livre". Tornou-se, assim, um dos mosteiros mais ricos do sul da Alemanha, detendo cerca de 306 km² de terras.
A história mudou novamente em 1803 com o Reichsdeputationshauptschluss (o Principal Decreto da Deprecação Imperial), um projeto de lei que determinou que Weingarten passasse para a Casa de Nassau, enquanto Altdorf seria integrada ao Ducado de Württemberg. Pouco depois, em 1806, Weingarten também foi incorporada ao Ducado (futuro Reino) de Württemberg.
Desde 1949, a maior parte das dependências da Abadia de Weingarten é ocupada por uma instituição de ensino superior e seus cursos de mestrado. Durante reformas administrativas em 1970, houve mais uma tentativa de unificar as cidades de Ravensburg e Weingarten, mantendo a histórica proximidade entre elas.
Recentemente, a Abadia de Weingarten foi cotada para acolher refugiados síriosA proposta foi apresentada por Dom Gebhard Fürst, Bispo de Rottenburg, em resposta ao apelo humanitário feito pelo Papa Francisco. Como o mosteiro beneditino encontrava-se vazio, a Igreja local disponibilizou temporariamente a estrutura para a acolhida e o amparo dessas famílias. O desfecho dessa iniciativa, contudo, reflete os embates culturais e religiosos que acompanhamos no tempo presente.




Relíquia do Santo Sangue.
Detalhando esta história
Basílica -  origem e Tempos medievais

Fundada em 1056, a Abadia surgiu quando a sede ancestral da Casa de Welf foi transferida para o novo castelo recém-construído em Ravensburg. Transformada em mosteiro familiar e local de sepultamento dos Welfs, o espaço passou a ser habitado por monges beneditinos vindos de Altomünster. Desde o início, a Abadia de Weingarten consolidou-se como um dos mosteiros mais poderosos do sul da Alemanha.
Sua igreja colegiada, construída a partir de 1100 no estilo de Hirsau, já impressionava pelo tamanho monumental; vestígios dessa estrutura original ainda podem ser vistos ao lado da torre sul, no pátio da Basílica.
Registros históricos apontam que, por meio do casamento de Welf IV com Judite de Flandres, um rico tesouro foi doado ao mosteiro em 1094. O item mais precioso desse acervo é a relíquia do Santo Sangue, que tornou a cidade um importante destino de peregrinação muito antes dos anos 1400.

Período Barroco
Sebastian Hyller em frente ao desenho da nova Basílica
Em 1715, o Abade Sebastian Hyller ordenou a demolição da antiga igreja de 600 anos para erguer um "santuário digno" ao Preciosíssimo Sangue, inspirado na Basílica de São Pedro, em Roma. Conhecida como a "São Pedro da Suábia", a construção é considerada a maior igreja barroca ao norte dos Alpes e a única na Alta Suábia e na região do Bodensee a possuir uma cúpula.
Esta cúpula, assim como quase todas as dimensões do edifício, possui aproximadamente metade do tamanho do modelo romano. Embora quase todos os principais arquitetos do sul da Alemanha tenham apresentado propostas — e nenhuma delas tenha sido selecionada integralmente —, o resultado final é um dos interiores de igreja mais bem-sucedidos do século XVIII. O edifício representa uma síntese perfeita entre o projeto de planta centralizada e o modelo de planta da Catedral de Vorarlberg.

Secularização

Com a dissolução do mosteiro durante a secularização de 1803 — processo de transferência de bens religiosos para o Estado —, as peregrinações foram proibidas sob a influência dos ideais do Iluminismo. Nesse período, infelizmente, perderam-se o precioso "Altar da Graça" e diversos objetos litúrgicos originais.
Em 1811, a igreja, então extinta como sede monástica, foi designada como a igreja paroquial de Altdorf-Weingarten. Mais tarde, em 1922, com o retorno da abadia para os monges de Beuron-Erdington, iniciou-se uma nova fase. A configuração atual do santuário foi implementada em 1931, o que envolveu o deslocamento do coro barroco para a frente do altar-mor e a instalação do atual Altar do Santo Sangue. Essa mudança foi considerada uma antecipação litúrgica das reformas que viriam décadas depois com o Concílio Vaticano II.

Presente

Em 2010, ocorreu a dissolução voluntária do convento e a subsequente mudança de local da comunidade monástica. Apesar dessa transição, a Basílica permanece servindo à paróquia local e continua sendo um destino fundamental para inúmeros peregrinos. Como a maior igreja da Diocese de Rottenburg-Stuttgart, o templo consolida-se como um dos espaços mais importantes para as grandes celebrações religiosas da região.

Cronologia Histórica: De Altdorf a Weingarten

  • 1056: Fundação do mosteiro pela Casa de Welf.
  • 1094: A relíquia do Santo Sangue é entregue por Judite de Flandres.
  • 1182: Consagração da catedral em estilo românico.
  • Cerca de 1200: Auge da iluminura de livros (manuscritos decorados) sob o comando do Abade Berthold.
  • Antes de 1274: A abadia ganha o status de Reichsabtei, ficando diretamente subordinada ao Sacro Imperador Romano.
  • A partir de 1520: O Abade Gerwig Blarer impede o avanço da Reforma Protestante na região.
  • 1529: Primeiro registro oficial da Cavalgada do Sangue (Blutritt), já descrita na época como um "costume antigo".
  • 1587: Reforma monástica liderada pelo Abade Georg Wegelin.
  • 1715: Início da demolição da catedral medieval para dar lugar ao novo projeto.
  • 1724: Consagração da nova Catedral Barroca (a atual Basílica).
  • 1753: Recorde histórico da Procissão do Sangue, com a participação de 7.055 cavaleiros.
  • 1802/03: Secularização: O mosteiro é dissolvido e as propriedades passam para a Casa de Nassau-Orange-Fulda.
  • Aos fundos placas que encobrem o restauro
    do altar principal.
    1806: Weingarten é incorporada ao Reino de Württemberg.
  • 1811: A antiga igreja monástica assume a função oficial de igreja paroquial.
  • 1922: O mosteiro é repovoado pela Congregação Beneditina de Beuron.
  • 1938–1945: O regime Nacional-Socialista (Nazismo) proíbe a realização da Cavalgada do Sangue.
  • 1956: O Papa Pio XII eleva a catedral à categoria de Basílica Menor.
  • 1994: Celebração do 900º aniversário da chegada da relíquia do Santo Sangue à cidade.
  • 2010: Os monges beneditinos encerram suas atividades e deixam Weingarten.
  • 2016: Inauguração do mosteiro como um novo centro espiritual e diocesano.
Restauro atual
Ao chegarmos à Basílica em 27 de abril de 2025, observamos que o monumento passava por um minucioso trabalho de restauro, iniciado em maio de 2021, o projeto é uma iniciativa completa do estado de Baden-Württemberg, abrangendo a recuperação do interior, das fachadas e dos telhados, visando preservar a integridade deste ícone do barroco alemão.
Todo o complexo, incluindo os magníficos afrescos do teto — de autoria do mestre Cosmas Damian Asam —, necessitava de um restauro urgente. Enquanto os afrescos já foram concluídos, como também as obras nos telhados e nas fachadas. O estado de Baden-Württemberg assumiu a responsabilidade pela execução do projeto, que foi dividido em quatro fases, com previsão de conclusão total para 2028.
Fonte: Katholische Seelorgeeinheit Weingarten.
  • Fase 1 (2021 – final de 2022): Esta etapa inicial compreendeu a montagem dos andaimes nos dois primeiros vãos internos da nave, permitindo o início da minuciosa restauração dos afrescos do teto. A partir de 2022, os trabalhos expandiram-se para a área externa, com a instalação de andaimes na fachada para a execução de reparos estruturais tanto nas paredes quanto no telhado.
Fonte: Katholische Seelorgeeinheit Weingarten.
Fonte: Katholische Seelorgeeinheit Weingarten.
Estrutura - enxaimel - das estrutura de telhado, efetuadas de acordo e como se procede dentro de um verídico restauro.
Estrutura - enxaimel - das estrutura de telhado, efetuadas de acordo e como se procede dentro de um verídico restauro.
O púlpito passou por uma extensa restauração, assim como os altares de mármore estucado e seus respectivos retábulos. Uma equipe de 22 especialistas dedicou-se a essa tarefa minuciosa. Tanto o púlpito quanto os altares estavam profundamente amarelados, devido ao desgaste natural e ao acúmulo de acabamentos antigos.
Todas as superfícies, que se encontravam cobertas por fuligem e poeira, foram limpas com sucesso por meio de métodos de higienização a seco e úmido. Um detalhe notável é que o mármore estucado permanecia em excelente estado de conservação, mesmo após 300 anos, não exigindo revestimentos adicionais. Já as superfícies de madeira do púlpito receberam uma nova camada de verniz, enquanto a douradura original foi conservada e parcialmente retocada. Além disso, os corrimãos metálicos da galeria e as janelas de vidro dos vãos internos também foram restaurados, integrando o cronograma que seguiu sem interrupções durante a segunda fase da construção.
  • Fase 2 (2023 – final de 2024): Concentrou-se na restauração das naves laterais restantes e na recuperação da fachada da nave central, mantendo o cronograma de preservação da estrutura externa.
Fonte: Katholische Seelorgeeinheit Weingarten.



Exemplo! Fonte: Katholische Seelorgeeinheit Weingarten.

Colocação de andaimes no interior, antes da  fase 2. 
Fonte: Katholische Seelorgeeinheit Weingarten.
Um dos maiores desafios técnicos foi o projeto de andaimes e a criação de uma estrutura isolante, à prova de poeira, para o Órgão Gabler. Essa proteção foi essencial para permitir o acesso aos afrescos e aos estuques das abóbadas durante a segunda fase da construção na nave oeste. Durante esses trabalhos, descobriu-se uma fresta de construção entre a abóbada e a parede oeste, por onde detritos do telhado caíam atrás do órgão. Toda essa sujeira foi removida — assim como ocorreu na primeira fase — e a junta foi devidamente selada.
Fonte: Katholische Seelorgeeinheit Weingarten.
Além disso, houve um planejamento rigoroso com engenheiros elétricos e autoridades de preservação histórica para a instalação de um novo sistema de alarme de incêndio no telhado e nas salas adjacentes. A renovação completa do sistema elétrico da Basílica também foi um marco: as novas bandejas de cabos foram instaladas atravessando toda a extensão do piso da década de 1960. Essa estratégia inteligente evitou qualquer dano às paredes ou pilares, preservando intactos os estuques barrocos de altíssimo valor histórico e artístico.
A segunda fase da construção, iniciada com o remanejamento dos andaimes em janeiro de 2023, permitiu a restauração de mais dois vãos da nave. Dando sequência ao cronograma, priorizou-se a recuperação dos afrescos do teto e da estrutura interna. Os altares laterais e a imponente caixa do Órgão Gabler também foram contemplados nesta etapa, recebendo o restauro artístico logo após a limpeza técnica de toda a estrutura interna da nave.
  • Fase 3 (Outono de 2024 – Verão de 2026): Esta fase, atualmente em curso, dedica-se à restauração dos altares laterais e do imponente coro, áreas de extrema delicadeza artística e litúrgica. Momento que visitamos o local.
A terceira fase representou a etapa mais robusta do projeto, abrangendo a restauração da estrutura do telhado, da fachada e das janelas do transepto e do coro. Em 2025, iniciam-se os trabalhos nos afrescos do teto e das paredes, áreas que, a exemplo da primeira fase, sofreram danos severos devido a infiltrações de água.
Além das intempéries, intervenções de restauros passados comprometeram a vivacidade original das pinturas de Cosmas Damian Asam. A degradação é acentuada pelo acúmulo de fuligem e poeira dos últimos 70 anos, um desgaste que se torna especialmente visível no estuque dos capitéis, onde a perda da definição ornamental evidencia a necessidade desta intervenção minuciosa.
Fonte: Katholische Seelorgeeinheit Weingarten.
O ciclo do Milagre do Sagrado Sangue e o ciclo natalino nos afrescos do teto foram plenamente restaurados, devolvendo a vivacidade às cores originais. O Órgão Gabler brilha novamente sob uma nova perspectiva: completamente limpo e restaurado, agora é valorizado por um moderno sistema de iluminação por holofotes. Uma equipe dedicada de nove especialistas conduziu essa etapa minuciosa.
Na parte estrutural, as obras nas treliças do telhado da nave foram concluídas, utilizando técnicas tradicionais de carpintaria com juntas de cavilha de madeira, respeitando os métodos construtivos da época. O telhado recebeu novas telhas de encaixe, enquanto as rachaduras na fachada foram sanadas, com o reboco reparado e a pintura renovada. Os vitrais históricos também passaram por uma limpeza cuidadosa. Por fim, a modernização incluiu a renovação total do sistema elétrico, a ativação do alarme de incêndio e a instalação de grades de proteção nas janelas românicas do pátio do Bruderhof.
  • Fase 4 (Outono de 2026 – Verão de 2028): A etapa final está prevista para este período, quando serão concluídos os detalhes remanescentes e a finalização geral do projeto, devolvendo a Basílica ao seu pleno esplendor.
Mapa das obras de restauro. Fonte: Katholische Seelorgeeinheit Weingarten.
Após percorrermos o entorno e o interior da Basílica de St. Martin, seguimos para Ravensburg, completando o estudo e o conhecimento sobre esta região da Alemanha. Realizamos a jornada na companhia dos amigos Norbert e Alex Gälle, que se emocionaram no interior da igreja. A arquitetura do templo representa a cidade natal de Norbert — a cidade coirmã de Blumenau, Weingarten.

As imagens Comunicam
Vídeo
Fotografias




Querida Alex Gälle.




Recém restaurados.
Altar sendo restaurado, cujo execução de projeto terminará em 2028.
Recém restaurados.


 Órgão Gabler composto por 6.666 tubos, restaurados pelo poder público.




Encantados, pela sensibilidade da comunidade e órgãos públicos em manter a história.



Fotografias de Alex Gälle.



Fotografias de Alex Gälle.
Seguimos para Ravensburg, onde participamos de uma excursão gentilmente organizada por Alex Gälle. Integrados a um grupo maior, observamos os pontos históricos da cidade, cuja história era narrada por uma guia devidamente caracterizada com trajes de época.
Vamos lá.

Referências

  • Katholische Seelorgeeinheit Weingarten. Basilika – Katholisch in Weingarten. Restaurierungsarbeiten in der Basilika. Disponível em: https://katholisch--weingarten-de.translate.goog/restaurierungsarbeiten/?_x_tr_sl=de&_x_tr_tl=pt-BR&_x_tr_hl=pt-BR&_x_tr_pto=sc,  Acesso em: 25 de dezembro de 2025.

Um registro para a História.
 
Eu sou Angelina Wittmann, Arquiteta e Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade.
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Roteiro 3 com base na cidade Passau
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