quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Único dia de Oktoberfest Blumenau 2020 - O último - Contagem regressiva para Oktoberfest Blumenau 2021

Tanz-und Spielgruppe Gartenstadt, no último e único  dia do Oktoberfest Blumenau, contando com a presença de sua folclorista Karina Marquardt Willrich, que reside em Nova Zelândia. 


No ano de 2020 o Oktoberfest Blumenau 2020 iniciaria no dia 6 de outubro e se prolongaria até o dia 25 de outubro. Em 27 de julho de 2020, o Prefeito de Blumenau - Mário Hildebrandt anunciou que, por cautela, e atendendo a lei estadual, a Oktoberfest Blumenau estava cancelada, acompanhando o fechamento de boa parte dos estabelecimentos comerciais e outros na cidade de Blumenau. Antes disso, em maio, a prefeitura havia anunciado o adiamento de outubro para novembro, e de acordo com a publicação do NSC contavam com a redução de público e que não teria a mesma "relevância financeira", palavras da organização, mas desejavam efetuar a edição, à exemplo da primeira edição, onde Antônio Pedro Nunes, o então Secretário do Turismo de Blumenau, apostou todas as fichas e correu o risco sozinho ao decidir a fazer a festa depois da grande enchente de 1984. Mas isso não aconteceu assim e a edição do Oktoberfest Blumenau 2020 foi cancelada.
Antônio Pedro Pereira Nunes
Com isto, houve uma divisão de opiniões sobre a decisão, pois a classe de músicos,  que já vinha sendo onerada, como outras que também o foram, durante o período de fechamento e isolamento social aplicado em função da pandemia, ficaram sem a renda que tinham como certa e se deslocaram para participar, de uma primeira edição de Oktoberfest criada dentro do Parque do Beto Carreiro World, localizado na cidade Penha - no espaço da "Vila Germânica", sob o assessoramento, entre outros, do ex Secretário de Turismo de Blumenau Norbert Mette.
A 1° Edição do Oktobefest no Beto Carreiro World de Penha, contou com a presença de músicos e bandas de Blumenau e região - que tocam, tradicionalmente, no Oktoberfest Blumenau, assessoria do ex Secretário de Turismo de Blumenau Norbert Mette e outros e, com a presença de muitas pessoas (Sem teste de Covid 19)no ambiente da "Vila Germânica" de Penha.
1° Oktoberfest na "Vila Germânica" de Penha - outubro de 2020.

Em Blumenau "aconteceu" um dia de Oktoberfest Blumenau 2020, não presencial, com uma Live apresentando o Show dos Velhos Camaradas, performance do Coro Masculino Liederkranz, sob a regência do Maestro José Carlos Oeschler. Nós fomos impedidos de circular nas proximidades do palco (coisa que sempre fazíamos desde a primeira apresentação do Show em 2010), por que não tínhamos feito o teste de Covid 19, o qual, todos que estavam envolvidos o fizeram (não fomos avisados). Conseguimos fazer algumas imagens do alto do camarote localizado nos altos do Setor 4. Antes de iniciar a Live, chamamos o grupo folclórico no qual dançamos - o Tanz-und Spielgruppe Gartenstadt - para estar neste dia, próximo ao cenário do Oktoberfest Blumenau 2020 - o que poderia ter acontecido com outros grupos folclóricos e culturais, pois percebemos a movimentação normal no local - parte externa dos edifícios que compõe a Vila Germânica, com os dois ambientes de gastronomia, o Bar do Alemão e a BierVille abertos e com público normal. Estes estabelecimentos estão localizados dentro do Parque  Vila Germânica e contavam com um bom número de pessoas e com a presença de telões, para transmissão da Live do Show dos Camaradas, o qual aconteceu no interior e no palco do Setor 4. Ao consumirmos um chope no interior de um destes  dois estabelecimentos, um garçom nos perguntou se era para colocar na conta da organização. Estávamos trajados e fomos confundido com a organização. Respondemos que não.

A Live do Show dos Velhos Camaradas "significava" o encerramento do Oktoberfest Blumenau 2020, que não aconteceu. Também fazia alusão a contagem regressiva para a edição da festa no ano de 2021. Iniciou as 20h do dia 25 de outubro de 2020 e terminou as 22:00h, com o encerramento e o cortejo e deposição do caneco no local, onde ficará até a próxima edição. Cortejo, contando com a presença dos monges (coralista do Coro Masculino Liederkranz) e realeza do Oktoberfest Blumenau 2020 e 2021: Rainha Sasha Benner Bauer e as princesas Franciele Aline Schwanke e Giane Prochnow. 
Realeza do Oktoberfest Blumenau 2020/2021 - após a Live do Show dos Velhos Camaradas em frente ao palco do Setor 4.

Fizemos alguns registros para a história, de um mesmo ponto, até onde nos permitiram ir. Isso aconteceu somente durante a Live, pois ao encerrar a apresentação, chegamos juntos dos coralistas, no Setor 4, sem receios de transmissão do Covid 19 e fizemos mais imagens. 
Edição atípica com fatos para a história. Esta postagem ficará aberta e acrescentaremos imagens e dados posteriormente, para completarmos a História para pesquisas futuras.

As imagens Comunicam...





















Tanz-und Spielgruppe Gartenstadt, no último e único  dia do Oktoberfest Blumenau, contando com a presença de sua folclorista Karina Marquardt Willrich, que reside em Nova Zelândia. 



Tanz-und Spielgruppe Gartenstadt - à tardinha do 15 de outubro de 2020.

















Rodrigo Vieira - ensaiando a narração.




Cenário da Live.




Coralistas antes da entrada - mesas vazias, ambiente sem público.







































Han Jurgen Jopp e Jairo.



Claudio e Santana
















































































 Rainha Sasha Benner Bauer.

 Sasha Benner Bauer e as princesas Franciele Aline Schwanke e Giane Prochnow. 










Caneco guardado até a edição de 2021.











A Rainha  Sasha Benner Bauer e as princesas Franciele Aline Schwanke e Giane Prochnow. 














Vídeos
Jamais devemos esquecer que o palco do Oktoberfest Blumenau - antes de focar nos lucros - é o palco da cultura local e regional, por isso é diferente.
Registrado para a História - a partir do ano 2020.
Referências:











quarta-feira, 11 de novembro de 2020

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Jornal Republicano em Blumenau - "Brazil" - Início do Século XX


D. Pedro II em 1880.
Aqueles que fundaram as cidades no Vale do Itajaí e seus descendentes, não tiveram vida fácil somente no período do Nacionalismo implantado no governo de Getúlio Vargas, mesmo antes da 2° Guerra Mundial. Também, após ao Golpe Militar impetrado ao Imperador do Brasil Pedro II, que foi um grande entusiasta e um dos principais articuladores para que houvesse a imigração de grupos organizados de imigrante alemães para o Sul do país - e, que foi deposto no ato promovido por alguns militares que estiveram na Guerra do Paraguai - o qual entrou para a história, como "Proclamação da República" - postagem no final sobre.
A República coibiu, de maneira violenta, qualquer ato de solidariedade ao Imperado D. Pedro II
A elite política blumenauense, simpatizantes ao Imperador foi trocada, muitas vezes, por nomes alheios a toda esta história pretérita. Houve assassinados de funcionários de Blumenau, junto com nomes de famílias de Nossa Senhora do Desterro, na Ilha Anhatomirim. 
Motivo? Não aceitavam o golpe impetrado ao Imperador do Brasil. Ler a postagem sobre o Comissário de Polícia de Blumenau Elesbão Pinto da Luz - link no final da postagem. O nome da política local, regional e depois estadual deste período da República foi Hercílio Pedro da Luz, cunhado e primo do comissário de polícia de Blumenau Elesbão Pinto da Luz - filho do Comendador do Rio de Janeiro João Pinto da Luz, na década de 1890.
Elesbão P. da Luz
Esse cenário se formou, resumidamente, porque na
década de 90 do século XIX, houve grandes movimentações das lideranças nacionais, estaduais e locais, em conseqüência das mudanças sociais, reflexo do golpe militar - Proclamação da república - e de outras passagens históricas neste mesmo período. O Brasil passava por uma crise econômica que desestabilizava a política do Império. Na região, um coletor de impostos, José Henrique Flores Filho, assumiu o lugar do fundador na administração da Colônia Blumenau (1883), que tinha como principal meta integrar os interesses da economia local à economia do país. A abolição da escravatura, em 1888, incendiou os ânimos dos republicanos, fortalecendo-os e culminando com a Proclamação da República, que surpreendeu os moradores do Vale do Itajaí. O Partido Republicano estabeleceu-se na cidade, tendo como líderes José Bonifácio da Cunha, Hercílio Pedro da Luz e Victorino de Paula Ramos.
Estes novos líderes políticos saem fortalecidos após essas mudanças, e são agora os novos representantes das lideranças econômicas e políticas locais - estaduais e os grandes atores nas ações para promoção do desenvolvimento social e econômico local e realizações no Vale do Itajaí, no início do século XX.
Rua XV de Novembro, Blumenau em 1920.
Alguns acontecimentos, como o término da escravatura no Brasil, as instabilidades dos primeiros momentos do regime republicano e a queda na arrecadação de impostos neste novo regime de governo refletiram, naturalmente, na redução de melhorias na infra-estrutura de uma maneira geral, com reflexos na região do Vale do Itajaí
O republicano engenheiro Hercílio Pedro da Luz, chefe da Comissão de Terras e Colonização de Blumenau, assumiu o governo do estado em 1894. 
Entre as "novidades" - causadas por toda esta movimentação social foi a fundação do jornal "Brazil", cuja pauta e prioridade era de desfazer os feitos dos imigrantes e de seus descendentes  em Blumenau e região. O "Brazil" na verdade era o antigo jornal "O Nacional", que foi bem aceito pela comunidade, por conte em suas pautas - Fakenews e perseguição deste editorial, a nomes da história local. O jornal depreciava nomes locais, seus feitos e principalmente desmerecia os imigrantes e seus descendentes. Nesta época Blumenau tinha o maior eleitorado do estado de  Santa Catarina e também  se destacava economicamente que reivindicou medidas formais contra "O Nacional", que saiu de cena  e, retornou repaginado de  jornal "Brazil".

"Brazil"

O "Brazil" foi um jornal impresso nas mesmas máquinas do "O Nacional" (Que poderia ser "A Nação") e tinha praticamente a mesma equipe editorial com nova direção - cujo diretor era o Alfredo da Luz, o redator era Edgar Barreto e quem recebia a correspondência era o Gerente Ildefonso Teixeira. O formato do jornal era de 28 x 37 cm com 4 páginas. Sua publicação era semanal e iniciou em 7 de junho de 1919. 
Sua sede  e máquinas  estavam localizadas  na Rua Amadeu na Luz, na época conhecida como Rua Goiás. O custo de sua assinatura era de 6$000 dentro de Blumenau e fora, era de 7$000
Em vários números, o redator publicou artigos eruditos sobre filologia e linguística, emitindo críticas ao material educativo local feito na língua portuguesa. Em uma das primeiras edições, N°4, há críticas ao Superintendente Paulo Zimmermann e também, ao Coronel Pedro Cristiano Feddersen, que punham empecilhos nas pretensões de Alfredo Luz e Ernest Mendel que pleiteavam a concessão  do Serviço de Águas e Esgotos e a construção de bondes elétricos em Blumenau. 
Em julho de 1919, praticamente um século atrás, Ildefonso Teixeira saiu do jornal para trabalhar, como auxiliar da Comissão de Engenheiros chefiado por Oscar Sá e em 31 de agosto, Edgar Barreto também deixou o jornal, rumando para São Paulo, para terminar seu curso de Direito, na tradicional Faculdade de Direito de São Paulo. Este foi substituído por Francisco Margarida na redação do "Brazil". Seu conteúdo tornou-se implacável - atacando a cultura e práticas locais e regionais, praticadas por àqueles que fundaram as cidades da região, imigrantes alemães e seus descendentes.
Em fevereiro de 1920, Luiz de Freitas Melro passa a integrar a equipe do jornal como Diretor-Secretário, Alfredo da Luz como Diretor-Proprietário e Francisco Margarida como Diretor-Redator. O advogado Antônio Gomes Winter, chegante em Blumenau,  passa a fazer parte da equipe, escrevendo artigos relacionados a temas nacionais e biografias das principais personalidade históricas do país e que não eram alemães.
Em 9 de maio de 1920, na edição N° 45, Francisco Margarida deixou de fazer parte da equipe, que permaneceu somente com o Diretor-Proprietário Alfredo da Luz e o Diretor-Secretário Luiz Freitas de Melro. 

"Brazil" era oponente a outro jornal de Blumenau "Blumenauer Zeitung", entre outras questões, por questões ideológicas. Constantemente se enfrentavam através dos artigos. Este embate teve início, de maneira efetiva e visível, durante a greve ocorrida na Empresa Industrial Garcia em junto de 1920, lideradas por Fritz Kochy e Georg Sterneck, expulsos do país por isto. 

Em 12 de abril de 1921, Luiz Freitas de Melro deixou o cargo de Diretor-Secretário que é ocupado por Gomes Winter. Com a nova formação e após entraves desgastantes com "Blumenauer Zeitung", "Brasil' se acalma e fica com um perfil menos agressivo, passando a publicar somente pautas com assuntos de interesses locais e gerais.
Blumenaur Zeitung foi o primeiro jornal de Blumenau, fundado em 1881 por Hermann Baumgarten - genro de Pedro Wagner e circulava todos os sábados. Era redigido em alemão, também continha quatro páginas e suas medidas eram 30 cm X 39,5 cm.  O Blumenauer Zeitung circulou até o ano de 1938.
Em 26 de fevereiro de 1922, "Brazil" cessou sua publicação.

" Mas, não se pode deixar de reconhecer que essa fôlha foi um representante da imprensa brasileira em Blumenau e, como tal, soube manter, de um modo geral, a linha e a compostura recomendáveis. Abstraindo alguns excessos de linguagem, devidos ao calor com que defendeu os seus pontos de vista, o "Brazil" manteve uma conduta serena, louvável. Defendeu, sempre, com calor, a política de Hercílio Luz." Blumenau em Cadernos Tomo XI - março de 1970 - N°3

Blumenau - início do Século XX - Rua XV de Novembro.

Hercílio Luz foi um republicano em terra de monarquistas - de Blumenau e quase em todo o estado de Santa Catarina. A narrativa expressa no jornal, voltava sua atenção contra os alemães e descendentes de maneira preconceituosa e desrespeitosa, cujo objetivo  era político - que ocasionou em mortes, também, em Blumenau. 
Quem não aceitasse o golpe da República era preso e assassinado, como conta a história da ilha de Anhatomirim, na grande Florianópolis.

Antes da grande enchente - em Blumenau de 1983/84, que levou boa parte do acervo da Fundação Cultural de Blumenau, este possuía boa parte da coleção deste jornal, como também, a Biblioteca Pública de Blumenau.
Outros jornais e suas publicações - após o "Brasil"





Verificaremos, em algum momento se há exemplares na Biblioteca Municipal de Blumenau. Seria muito bom. Postagem permanece aberta.
Da História para a história!

Referências

  • Blumenau Em Cadernos - Tomo XI - Março de 1970 N° 3
  • O Nascimento da Imprensa em Blumenau - FURB. Disponível em: https://furbjornalismo.wordpress.com/jornais-pioneiros/.  Acesso em  9 de novembro de 2020
  • SILVA, José Ferreira. História de Blumenau.

Leituras Complementares - Clicar sobre o título escolhido:













sábado, 7 de novembro de 2020

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

"Morar na Colônia: A Arquitetura da Imigração em Testo Alto e Rio da Luz" e "Histórias à mesa: Memórias e Sabores do Rio da Luz e Testo Alto" - Parte do Material resultante da Pesquisa do Projeto Lumiar - Livros On Line

Apresentamos dois livros de suma importância para a pesquisa regional do Vale do Itajaí e também, do Brasil, quanto aos aspectos: patrimônio cultural e patrimônio imaterial da região, em especial, das comunidades  de Testo Alto, localizada na cidade de Pomerode e de Rio da Luz, localizada na cidade de Jaraguá do Sul, no Médio Vale do Itajaí, Santa Catarina. 
A região pesquisada, teve sua história relacionada à colonização dos imigrantes alemães e estruturadores dentro de uma rede de cidades com aspectos e cultura deste imigrante, formada por cidades localizadas, desde o extremo Norte no Estado - como Mafra, São Bento do Sul, Corupá, Jaraguá do Sul, Timbó e Pomerode, até chegar nas localizações de comunidades limítrofes do antigo território da Colônia Blumenau, e por não dizer, até Itajaí, onde muitos imigrantes resolveram fixar residência, antes de subir o Rio Itajaí Açu - para o região do Vale do Itajaí, para onde geralmente era sua intensão de fixar residência.
Os livros, aqui apresentados, é a materialização do trabalho da equipe do Projeto Lumiar. 
Valorizar o patrimônio cultural e imaterial a partir de alguns aspectos é o objetivo central do Projeto Lumiar, formado para efetuar levantamento e estudos dentro das comunidades do município de Pomerode e Jaraguá do Sul, Testo Alto e Rio da Luz respectivamente - geograficamente, localidades separadas somente pela Serra de Jaraguá. 
Associação Recreativa Cultural Rio da Luz - Salão Barg.
Pomerode SC.
A região possui, em comum, os elementos históricos presentes na paisagem, na culinária e nos hábitos e costumes, os quais refletem a colonização e a ocupação dos pioneiros alemães que teve início no século XIX e que ainda estão presentes em algumas casas, originais casas da  arquitetura pioneira que faz parte destas duas cidades Pomerode e Jaraguá do Sul. As cidades possuem cheiro, sabor, melodia, dança, arquitetura, ... , ...
Este conjunto, por seu valor histórico, arquitetônico e cultural, da região, foi tombado pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - em 2007.
Surgiu a necessidade de construir uma Linha de Transmissão de Alta tensão, pertencente a empresa do Estado do Paraná Copel e o projeto da mesma previa sua passagem sobre a região de importância histórica e também, formalmente tombada.
Mapa da região estudada desenvolvido pela equipe de pesquisadores e também poderá ser baixado - link no final da postagem.
O que fazer?
Como regulamentação, diretrizes, acompanhamento técnico por parte de órgãos federais com sede em Santa Catarina - IPHAN , foi feito e confirmado uma licença ambiental para o projeto da rede de alta tensão com uma contrapartida e sob uma condição - o investimento, por parte da empresa paranaense de energia elétrica, no Projeto Lumiar. A COPEL contratou o Espaço Arqueologia que esteve na frente do projeto junto às comunidades de Testo Alto e Rio da Luz.
Foi elaborado o mapeamento da cultura imaterial referente saberes,sabores, celebrações, lugares e formas de expressão das famílias locais, documentados através de entrevistas, levantamento fotográfico e peças audiovisuais. Para o levantamentos das tipologias do patrimônio arquitetônico local, através de uma equipe técnica, foram feitos desenhos para ilustrar as diferentes técnicas construtivas usadas pelos pioneiros nas primeiras casas da região, acompanhados de fotografias e relatos colhidos no local. 
Foram dois anos de pesquisa in loco, resultaram em vários materiais para a pesquisa, entre os quais está estes dois livros que disponibilizamos aqui nesta postagem. Também foi criado um aplicativo para celular, um vídeos, um mapa impresso e placas informativas. Paralelamente, houveram encontros, na forma de seminários entre os pesquisadores do Projeto Lumiar e a comunidade, com a presença de educadores, lideranças, guias de turismo para apresentar e conscientizar sobre a importância desta região, onde foi abordada a importância de suas práticas e local, herdados dos antepassados e dos pioneiros.

A Equipe do Projeto Lumiar:
Coordenadores:

"Tade-ane Amorim - Doutora em Sociologia e estudiosa de patrimônio cultural. Acredita que todas as pessoas têm boas histórias para contar, e põe seu ofício de socióloga na escuta atenta àqueles que se dispõe a, generosamente, dividir suas visões de mundo e seus saberes. Para ela, uma entrevista é significativa se o entrevistador acessa a emoção daquele que entrevista. Assim, o sorriso e o choro não são somente invitáveis no decorrer da pesquisa, como também metodologicamente perseguidos." Site do Projeto Lumiar



 








Valdir Luiz Schwengber - Doutor em História, arqueólogo e estudioso em gestão do patrimônio cultural. Acredita que nos reconhecemos enquanto sujeitos de transformação quando nos sentimos parte de algo: temos uma história junto a um grupo, em um determinado espaço ou compartilhamos valores que nos são importantes. Construir um trabalho em conjunto faz de nós agentes da história que nos identifica. Site do Projeto Lumiar
Historiadores

"Josiel dos Santos - Também Antropólogo. Interessado no estudo e compreensão da vida em sociedade em suas mais variadas manifestações. Acredita que o contato com diferentes pessoas, culturas e experiências contribui para o conhecimento de si mesmo, além de incentivar o respeito, a empatia e a tolerância."  Site do Projeto Lumiar

"Alexandre Motta - Historiador e pesquisador. Acredita no poder transformador do homem, na sua sensibilidade social. Por isso, o trabalho em equipe é fundamental para transpor os obstáculos e, assim, construir uma história que diga respeito à coletividade e não apenas ao indivíduo."  Site do Projeto Lumiar
"Cauê Cristiano Cardoso - Professor, historiador e arqueólogo que crê na importância da empatia e entende que o processo, é tão relevante, ou mais que a conclusão, considera que o aprendizado não acontece distante do “bem estar” e fia-se na máxima freiriana “ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo". Site do Projeto Lumiar
Arquitetos
"Douglas Pereira - Apaixonado por tudo que se refere ao passado, nasceu na cidade de Laguna, Santa Catarina, onde desde pequeno foi engolido por um rico acervo arquitetônico de diferentes épocas. Muito além de uma profissão, para ele a arquitetura tem o poder de defender nosso patrimônio cultural, preservando suas histórias e, principalmente, ajudar a perpetuar suas memórias para as gerações futuras. Buscar esse desafio é poder se conectar com outras pessoas que compartilham a mesma missão." Site do Projeto Lumiar

"Isabela Bardini - Arquiteta e urbanista de formação, é apreciadora de toda a forma de patrimônio histórico e cultural. Acredita que o passado e o presente podem conviver em harmonia, e que para isso as pessoas devem sentir-se pertencentes à história, convivendo com o contexto cultural em que estão inseridas de forma a integrá-lo ao dia-a-dia contemporâneo. Assim, coloca-se em prática a elucidação de Aloísio Magalhães de que “a comunidade é a melhor guardiã de seu patrimônio”. Site do Projeto Lumiar
Comunicadora
"Raquel Schwengber - Perseguidora de novas cores, texturas, sabores, ruídos e silêncios. Acredita na manifestação cultural como poderosa ferramenta de posicionamento individual e coletivo. O presente é a herança do passado, e o futuro é o fruto da semente que plantamos hoje. Enquanto a imagem é a materialização momentânea do presente, e o som são as ondas que nos levam para passear por oceanos desconhecidos."  Site do Projeto Lumiar
Socióloga
"Manuela Diamico - Doutora em Sociologia, estudiosa do patrimônio cultural e amante das múltiplas relações entre sabores e saberes. Em conexão com a diversidade cultural e científica, crê que há muito a ser explorado. Mas, curiosa e comunicativa como é, não faz nada menos que envolver-se totalmente. Para ela, conhecer as diferentes nuances culturais, com seus múltiplos valores, saberes e seres se torna um prazeroso trabalho, compartilhado tanto entre a comunidade científica quanto entre os detentores dos saberes-fazeres." Site do Projeto Lumiar
Estudante
"Vinícios Matias - Buscando uma vaga para cursar jornalismo. Acredita que fazer parte de um projeto como este é uma oportunidade engrandecedora que acrescentará muita experiência para sua vida profissional. Amante de todas as formas de comunicação, crê que a solução de muitos problemas está justamente nessa troca, que é uma das primeiras coisas que vivenciamos quando criança, e também uma das primeiras que deixamos de aprimorar ao longo da vida." Site do Projeto Lumiar
Algumas passagens do Projeto - Registrados pela equipe de pesquisadores

Lançamento Online: Vídeo na íntegra!
Em 8 de outubro de 2020, envolvendo pessoas do Brasil, de diversos locais do país, aconteceu o lançamento dos produtos do Projeto Lumiar, através de uma Live.   Para assistir na íntegra o momento e a Live - Clicar sobre: Lançamento On line
Comunidades recebem livros e mapa cultural turístico
Os livros e o mapa desenvolvidos durante os 2 anos de pesquisa, foram distribuídos  entre os residentes da Comunidade de Testo Alto e Rio do da Luz. Para visualizar registros fotográficos destes momentos - Clicar sobre: Entrega de Livros e Mapas
Fonte: Site do Projeto Lumiar.
Mais notícias e detalhes relacionados ao Projeto Lumiar e todo o acontecido durante 2 anos de trabalhos desenvolvidos em Pomerode e Jaraguá do Sul, pela equipe, estão amplamente registrados e disponibilizados no Site do Projeto. Acesse - clicando sobre: Atividades e Notícias do Projeto Lumiar.

Os livros
A socióloga Manuela Diamico e a comunicadora  Raquel Schwengber efetuando a entrega dos livros "Morar na Colônia: A Arquitetura da Imigração em Testo Alto e Rio da Luz" e "Histórias à mesa: Memórias e Sabores do Rio da Luz e Testo Alto", em 16 de outubro de 2020. 



Recebemos a visita, em nossa casa, de representantes da equipe de pesquisadores do Projeto Lumiar, que nos entregaram dois livros, o quais desejamos compartilhar aqui neste espaço, de maneira On line, para constar  na Biblioteca Virtual.

Acesso aos livros

Para acessar e ler o Livro 
"Morar na Colônia: A Arquitetura da Imigração em Testo Alto e Rio da Luz" Clicar sobre:
Para acessar e ler o Livro  "Histórias à mesa: Memórias e Sabores do Rio da Luz e Testo Alto" Clicar sobre:
Para acessar e o Mapa da Região de Testo Alto - Pomerode e,  Rio da Luz - Jaraguá do Sul - Clicar sobreMapa Rota Lumiar
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Outros livros de Nossa Biblioteca Virtual
Clicar sobre o título escolhido.
Leituras Complementares - Clicar sobre o link escolhido: 
Material para a contribuição da pesquisa no futuro, sendo materializada e moldado no Presente!
Maravilhoso trabalho!

Quem conhece, gosta. E, quem gosta, cuida!!