Mostrando postagens com marcador Pomerania. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pomerania. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de agosto de 2026

Um dos primeiros professores de Pomerode - Ferdinand Ludwig Albert Hackbarth

Há uma imagem por aí — criada a partir desta corrigida pela IA — em que ele parece bem mais velho do que a esposa; no entanto, nasceram no mesmo ano. Portanto, essa restauração da imagem foge muito da realidade.
Em um comentário no texto "Quem foi Ferdinand Ernst Friedrich Hackradt?", um tataraneto de Ferdinand Ludwig Albert Hackbarth escreveu:

"Bom dia, que reportagem maravilhosa! Estava à procura de outro Ferdinand, meu tataravô, onde muitos fizeram confusão, confundindo-os. Com essa história podemos distinguir muito bem os dois. Seria maravilhoso que um dia pudesse fazer um estudo sobre o nosso Ferdinand  Ludwig Albert Hackbarth, pois não tenho esse conhecimento seu e nem estudo para isso, onde as pesquisas ficam muito restritas, para o povo comum. Meu tataravô também foi muito importante para Pomerode, pelas informações que já consegui. Foi considerado por alguns pesquisadores, como o primeiro professor de Pomerode, mas poucos papéis comprovam essa realidade, talvez pelo período de era Vargas, onde muita coisa foi perdida, escondida ou mesmo queimada. Fica meu pedido para você e agradeço se puder ajudar, já temos certidão de casamento dele lá da Alemanha, mas só isso, estamos atrás da certidão de nascimento pra conferir o nome dos pais."

Nós ficamos curiosos em saber mais sobre a segunda personalidade, que é confundida com a primeira — esta muito conhecida na história local. De acordo com o registro do Pioneiro Colônia Blumenau, sua família era grande quando chegou à região.
Quem foi Ferdinand Ludwig Albert Hackbarth?

Ferdinand Ludwig Albert Hackbarth foi um dos imigrantes de origem germânica que se estabeleceram na Colônia Blumenau na segunda metade do século XIX. Ainda não existia a Alemanha como nação.
Ferdinand nasceu em 6 de março de 1830 em Latzig, na região da Pomerânia (Pommern), que na época pertencia ao Reino da Prússia e atualmente faz parte do território da Polônia, visto que a antiga vila alemã, após a 2ª Guerra Mundial, passou a integrar a Polônia, sendo rebatizada como Laski (no condado de Białogard)
Latzig/Laski.
Cidade que nasceu Ferdinand Ludwig Albert Hackbarth.



Os Hackbarth's chegaram à Colônia Blumenau em 6 de agosto de 1869 com sua esposa, Johanna Caroline (Ziebell) Hackbarth, com quem se casara em 16 de maio de 1852, na Prússia-Pomerânia — 17 anos antes de migrar para o Brasil. Ela também era nascida em 1830 e filha do pomerano Johann Peter Ziebell. Migraram para o Brasil com 10 filhos. Por certo, o salário de professor sua ocupação na região) não sustentaria a todos. Como todo imigrante, deveriam possuir uma pequena "fábrica" alimentícia em seu rancho, de onde saíam os embutidos, derivados do leite, conservas de frutas e verduras e doces diversos. 
Os filhos que migraram junto com os pais foram:
  1. Johanna Albertine Adele Hackbarth (1852– )
  2. Max Hackbarth (1854–1934)
  3. Carl Louis Emil Hackbarth (1856– )
  4. Theodoro Hackbarth (1857–1902)
  5. Martha Hackbarth (1860–1936)
  6. Bertha Hackbarth (1862– )
  7. Elise Hackbarth (1864– )
  8. Ferdinand Theodor Albert Hackbarth (1865–1937)
  9. Marie Bertha Wilhelmine Hackbarth (1867–1947)
  10. Anna Hackbarth (1869–1955)
Ainda nasceram na Colônia Blumenau mais dois filhos, somando 12 - 6 meninos e 6 meninas. São eles:
  1. Erich Eduard Wilhelm Hackbarth (1871–1909) – Pomerode
  2. Ernest Friedrich Wilhelm Hackbarth (1874–1874) – Tatutiba
Assim como os pioneiros mencionados no jornal Allgemeine Auswanderungs-Zeitung, a trajetória de Ferdinand e de sua família reflete o contexto anterior à unificação alemã de 1871. O Allgemeine Auswanderungs-Zeitung ("Um Mensageiro entre o Velho e o Novo Mundo") foi um importante jornal semanal em língua alemã publicado entre 1846 e 1871 na cidade de Rudolstadt, na Turíngia
O periódico surgiu em um momento crucial da história alemã, coincidindo com as grandes ondas de migração em massa do século XIX, quando centenas de milhares de pessoas deixavam a Europa rumo às Américas e à Austrália.
Ferdinand e sua família migraram dois anos antes da unificação da Alemanha como país - 1871. Partiram de uma região com dialeto próprio (o pomerano), com hábitos e dinâmicas culturais muito específicos de sua terra natal, somando-se à diversidade de identidades locais que moldaram o início da colonização regional. Como sempre lembramos: os alemães não eram todos iguais sob o aspecto cultural e histórico.
Estabelecendo-se inicialmente na região da sede da Colônia Blumenau, Como anteriormente mencionado, Ferdinand e Johanna tiveram doze filhos — sendo apenas dois nascidos no Brasil.
Traçado dos lotes coloniais da Colônia Blumenau.
Na Colônia Blumenau, além de colono, Ferdinand atuou como professor, mais especificamente em Pomerode, cuja nucleação fora recém-criada. Em 1863 — seis anos antes de sua chegada —, os primeiros imigrantes haviam chegado ao Vale do Rio do Testo, desbravando a mata densa da região. Ferdinand foi o primeiro professor com formação a lecionar no território que hoje compreende o município de Pomerode.
Nessa época, todos tinham que praticar a agricultura familiar de subsistência — plantando arroz, batata, fumo e mandioca, entre outros cultivos, e criando animais —, pois não havia "supermercados". As casas eram quase todas edificações provisórias vernaculars, construídas com materiais retirados do entorno.
Sendo a família Hackbarth muito numerosa (12 pessoas), necessitava plantar e criar animais para sua subsistência, como todos os demais. No início da história de Blumenau, todos eram colonos, pois adquiriam lotes coloniais e trabalhavam na terra, independentemente de sua formação prévia.
Como ocorria nos traçados de lotes coloniais na Colônia Blumenau — desenho dos primeiros agrimensores e, pode-se dizer, planejamento —, também em Pomerode, que fazia parte desta colônia, os lotes ocupavam os vales, neste caso do Rio do Testo e de seus afluentes. Estes lotes tinham grande profundidade e testada pequena, para que todos os colonos pudessem ter acesso à água, garantindo acessibilidade, irrigação e abastecimento às suas propriedades rurais.
O livro Centenário de Blumenau registra que, em 1869, surgiram 19 novas escolas rurais na Colônia Blumenau. Uma delas ficava na localidade de Alto Rio do Testo, e Ferdinand Hackbarth foi nomeado o seu primeiro professor.

"Em 1867 aparecem as escolas do Rio do Têsto, (Reinhold Freygang), Alto Garcia (Carlos Kühne), Ribeirão Encano e Rio Itajaí-açu (Carlos Strük-ker). Prédios escolares em Rio do Têsto e Alto Garcia. No ano seguinte construíram-se os prédios do Alto do Rio do Têsto e Encano.
Estatística de 1869: 1 escola pública em São Pedro Apóstolo do Gaspar (professor, Antônio Ribeiro Carvalho); 2 escolas públicas em Blumenau, na sede; 3 escolas particulares na sede; 19 na zona rural, sendo novas as de Rio Morto (Fr. Richter), Alto do Rio do Têsto (Ferdinand Hackbarth)." Livro Centenário de Blumenau - página 288.
Nos registros oficiais da Diretoria de Terras e Colonização do Estado de Santa Catarina, consta um requerimento de concessão de terras em nome de Ferdinand Hackbarth localizado justamente no Vale do Selke (Blumenau), datado de 1883.
Ferdinand Ludwig Albert Hackbarth faleceu em 10 de março de 1913, aos 83 anos, sendo sepultado em Pomerode. Sua trajetória exemplifica a complexa colcha de retalhos culturais e linguísticos dos imigrantes que partiram de diferentes Estados alemães antes da unificação do país.

Um registro para a História.
 
Eu sou Angelina Wittmann, Arquiteta e Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade.
Contatos:
@angewittmann (Instagram)
Angewitt  (You Tube) 
AngelinaWittmann  (Facebook)
Sugestões de textos de pesquisas dessentidos por este blog - relacionados a Pomerode. Para acessá-los, basta clicar sobre o texto escolhido:
  1. Pomerode SC - Um pouco de sua história através do texto e registro do Prof. João Ehlert - Tradução de Lauro Harbs
  2. Um pouco da História de Pomerode e Momentos da 36° Festa Pomerana 2019 - Dia 15 de Janeiro.
  3. Legado Hermann Weege - Pomerode
  4. O "Alemão" de Pomerode
  5. Quem foi Ferdinand Ernst Friedrich Hackradt?
  6. Johanna Caroline (Ziebell) Hackbarth
  7. Pomerode - Localização e Igrejas históricas
  8. “Feito em Pomerode" - " Hergestellt in Pomerode”
  9. Uma Volta em Pomerode - Domingo a tarde
  10. Grupo Folclórico Alpino Germânico - Pomerode SC - Praça Pública Dr. Blumenau - 15° Festfolk
  11. Projeto Rota do Enxaimel - Pomerode SC
  12. Hermann Gehrmann e o Hotel Oasis - Pomerode SC - Décadas de 1940 até 1960
  13. Fanfarenzug Tamm - em Pomerode SC - e um pouco sobre a cidade alemã Tamm
  14. Poesia de um descendente de Pomerano - brasileiro
  15. Colônia Blumenau - Tatutiba
  16. Qual a origem etimológica e o significado do termo "Enxaimel" - em alemão - Fachwerk
  17. "Neu-Westfalen" - Vila do Rio do Testo - Pomerroda - Pomerroder - Pomerode - Qual a origem e a histórica dos nomes da cidade de Pomerode? O que significa Testo?


sábado, 6 de abril de 2024

Gastronomia do Norte da Alemanha - Heringsbrot

Heringsbrot é uma iguaria onde o ingrediente principal é o peixe, conhecido no Norte da Alemanha como arenque, peixinho com um tipo semelhante a sardinha encontrada no Brasil. Heringsbrot, em alemão, traduzida para o português significa "pão de arenque".

Arenque, encontrado no Mar Báltico, na Alemanha.

Sendo um dos principais ingredientes, o arenque, pode-se naturalmente deduzir que a iguaria foi trazida para o Brasil pelos pomeranos e prussianos que viviam junto ao mar. Para garantir a durabilidade do peixe pescado, as famílias os guardavam em vasilhas com salmoura com muito sal, onde o peixe era  curtido, semelhante ao que os tropeiros faziam com pedaços de carnes de gado, que levavam em suas viagens, fazendo o charque. Curtir em sal matem a carne por muito mais tempo. 
Pode-se dizer que uma das principais características peixe em salmoura, como também é do charque, é o alto grau
Osnir Carl.
de salgura - curtido. No caso, na Alemanha, o alimento, o peixe, durava muito tempo e era usado como mistura  no
café da noite, Abrendbrot, servido junto de pães e ovos cozidos
Por ter alto teor de sal, era usado em pequena quantidade para manter o equilíbrio do sal no lanche final, compreensível. No Brasil, o imigrante alemão e seus descendentes não tinham acesso a arenques e perceberam que a sardinha fresca, recém pescada, poderia substituir o peixe alemão sem qualquer problema e então poder degustar o lanche de sua casa, na Alemanha. Portanto, na região o Heringsbrot é feito com sardinha em salmoura, pão de forma feito em casa e ovos cozidos.
Para ilustrar, recebemos uma descendente de Gottlieb Reif e também, da grande família Bauer, Giseler Hamamm (solteira, Carl), que trouxe junto o peixe - sardinha, que está preparado desde novembro de 2023. O trabalho do preparo do peixe foi feito por seu irmão Osnir Carl.

Sardinha na Salmoura

A sardinha foi pescada no litoral, em novembro de 2023. Osnir Carl pescou os peixes, limpou-os e os colocou na salmoura em antiga vasilha de barro vitrificado limpo e sem as cabeças. Deve ficar curando pelo menos três semanas, para mais. No caso dos peixes preparados por Carl, estes foram guardados dentro do recipiente todo o tempo, de novembro de 2023 até esse dia 6 de abril de 2024, e poderia ficar mais tempo, até quando foi preparado na forma de um creme (foram limpos mais uma vez, e moídos - por Giseler Hamamm) para ser colocados, em pequenas porções sobre pedaços de ovos cozidos colocados sobre fatias de  pães com manteiga.
Potes de barro verificado para fermentar chucrute, onde, também, é feito a salga da sardinha.
Giseler Hamamm chegou em nossa casa com o creme de peixe na salmoura preparado e na forma de creme e registramos, em vídeo (abaixo), a montagem do lanche.
Esta iguaria, geralmente estava nas mesas de toda a região do Vale do Itajaí, onde a família se reunia para comemorar aniversários, festas religiosas e das sociedades, de casamentos e do Abendbrot de domingo, ou quando, recebiam visitas.


Vídeo



Creme de peixe na salmoura, limpo e moído, no Brasil, usado sardinha.





Um Registro Para a História.

 

Sou Angelina Wittmann, Arquiteta e Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade.
Contatos:
@angewittmann (Instagram)
@AngelWittmann (Twitter)

Para acessar outras receitas - clicar sobre o título escolhido:
  1. Apfelstrudel
  2. Bolo de Natal
  3. Conserva de pepino
  4. Cuca de farofa
  5. Deutsch Kochrezepte
  6. Feijoada
  7. Honigkuchen 
  8. Käsekuchen
  9. Kochkaese
  10. Maultaschen
  11. Pão Pumpernickel
  12. Schwarzsauer
  13. Stollen
  14. Sülze
  15. O que é servido no Natal alemão
  16. Pretzel/Bretzel
  17. Krautwickel (Alemanha) - Kohlrouladen (Áustria)
  18. Gastronomia do Norte da Alemanha - Heringsbrot 








terça-feira, 18 de maio de 2021

Henry Fred Ullrich - Blumenau SC

Henry Fred Ullrich - no dia 27 de Julho de 2019, quando recebeu Homenagem na Fundação Cultural de Blumenau - durante Programação de Homenagem ao Imigrante.







Desfile da 1° Edição do Oktoberfest Blumenau.
Conhecemos a voz de Henry Fred Ullrich, antes de o conhecer pessoalmente, quando adquirimos o hábito de fazer os almoços de domingo ouvindo música alemã na Rádio União FM, "Hallo Freunde" - apresentado nas manhãs dominicais.  Estes momentos faziam parte das lembranças de nossos domingos em família. Isso teve início na década de 1980
Depois, tivemos a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, por conta da pesquisa que efetuávamos sobre o Oktoberfest Blumenau, cuja primeira edição aconteceu em 1984. Neste momento soubemos que Fred Ullrich acompanhava as publicações deste blog, bem como, seu filho, que reside na Alemanha.
Conversa sobre cultura via plataformas - dizia que seu filho residente na Alemanha, acompanhava as postagens deste Blog - em 29/06/2017 - Neste momento solicitamos uma seleção musical para o "Musik in der Nacht" que prontamente atendeu.


Henry Fred Ullrich foi uma das personalidades mais atuantes nas comunicações e entretenimento da História de Blumenau e de toda a região e através do Rádio, cuja atividade teve início quando tinha  16 anos idade, em 1966. Foi um cidadão do mundo, pois era ouvido no Brasil e fora do Brasil, também. 
Nasceu em Blumenau em 4 de fevereiro de  1950 e era descendente de imigrantes pomeranos. Fato que fazia questão de enaltecer e propagar. Foi especialmente para a Alemanha, para conhecer suas origens e locais de sua família, na região da antiga Pomerania.
"Em busca das origens
Segundo Henry Fred Ullrich, os contos da sua avó materna não chegaram  a ser claros o suficiente para que  ele pudesse formar  um quadro de  como seria Pomerânia, de onde chegaram os seus bisavós maternos. “Tampouco seu diário foi esclarecedor. Meu estágio na Radio Deutsche Welle, em 1972, e  por consequência outro estágio na Pommesche Zeitung me deram uma vaga ideia sobre a Pomerânia, oportunidade em que conheci  o escritor Klaus Granzow”, relembra Ullrich.
Durante os seis anos em que trabalhou na Rádio Difusora de Blumenau, Ullrich conheceu Helmut Kirsch, comerciante e redator em Winhuk, Suedwest-África, hoje Namíbia. “Meses depois  aceitei o convite de Helmut  Kirsch e desembarcava  na capital  da Namíbia. Ele que nasceu em Köslin (Koszalin-Pomerânia Orintal) e eu bisneto de pomeranos, naquele ano de 1974, alimentamos a idéia de visitar a terra de nossos antepassados”, conta.
A viagem só se concretizou em 2000 quando Ullrich e um parente residente na Alemanha, de nome Günther Hinz, foram para a Pomerânia Oriental. “Günther  era conhecedor   da aldeia de Sidow, onde nasceram meus bisavós. Lá tive a oportunidade de conhecer entidades de minorias pomeranas e várias cidades pomeranas. Velhos cemitérios abandonados e amplo material  fotográfico em filmes da Fuji estavam, portanto, em minhas mãos”, expõe.
Ullrich também passou por Regenwalde, hoje Resko, terra do imigrante pomerano  Carl  Weege. “Eu fui incentivado pelo bisneto, o industrial Wander Weege, e o material fotográfico foi ampliado. Várias exposições no Espírito Santo e Santa Catarina aconteceram. O portal de Stettin já estava erguido em Pomerode, um presente à cidade da família Weege”.
Em 2009, Ullrich também participou das festividades dos 150 anos da Imigração Pomerana, em Vitória, no Espírito Santo. Dois anos depois a data também foi comemorada em Santa Catarina. “Na ocasião, a Regenwalde Tanzgruppe, da Armalwee de Jaraguá do Sul, completava seu 20 anos de fundação, com uma viagem para a Alemanha e Pomerânia. “Foram duas viagens, que aconteceram em maio e setembro de 2011. As apresentações folclóricas em cidades alemãs e polonesas (Hinterpommern) despertaram a atenção dos poloneses, especialmente em Regenwalde e Stettin, onde os grupos participaram  do Festival Internacional do Folclore”, relata.
Em 2012 uma comitiva de Resko, liderado pelo prefeito Arkadiuz Czerwinski e vereadores, visitou Pomerode e outras cidades em Santa Catarina e no Paraná. Em 2013, ano das comemorações dos 725 anos de Resko, outra delegação, à convite daquela cidade, participou das festividades. “Na oportunidade o industrial Wander Weege recebeu a homenagem da cidade de origem da família, tornando-se Cidadão Honorário de Resko. Observava-se que  o interesse pela cultura pomerana estava ascendente”, reforça Ullrich.
Quando participou  do Encontro Nacional de Pomeranos  na Alemanha, em Anklam - maio de 2017.
Na sequência, foi lançado o livro O Povo Pomerano do Brasil, de Ivan Seibel,  tendo como co-participação  vários autores. O livro foi bem aceito  em todo o Brasil, tendo-se  destacado na Alemanha e  Polônia. “Em várias cidades brasileiras  de origem pomerana, cresceu o interesse pela cultura, tradição e culinária pomerana, especialmente em Pomerode várias  atividades estão em andamento. Por isso, fiz que questão de relatar  no livro que “a Pomerânia existe”, frase que também pronunciei durante o encontro nacional pomerano na Alemanha”, conclui." Testo Notícias - Pomerode
A família de Fred Ullrich residia no interior da Vila Itoupava e ele também, por algum tempo (trabalhavam na lavoura) - até arrumar trabalho no centro da cidade. Fred contou em entrevista, que percorria a distância entre a Rua XV de Novembro e a Vila Itoupava, de bicicleta, percorrendo uma distância de aproximadamente 26 km em uma viagem de uma hora e meia. Estes tempos foram memoráveis e os melhores de sua vida, afirmou em entrevista a  Vilmar Minozzo. Tinha a idade que variava entre 14 e 22 anos, primeiro período que viveu na centralidade de Blumenau.
Fred foi a primeira pessoa que levou o  Rádio para a Vila. Seus irmãos Charles Ullrich e Eduardo Ullrich juntamente com 5 amigos (Waldemar Dix, Renato Jansen, Alcido Milbratz, Arno Uekert e Udo Uekert) e em homenagem ao bairro e Distrito de Blumenau onde viviam, fundaram a banda  Os Vilanenses, em 1974.
Em entrevista à TVL, Fred Ullrich comenta que no interior da Vila, a família ouvia o rádio à bateria (durava somente 8 horas). Seu pai adquiriu o rádio para a família em 1959 e ouviam as Emissoras Coligadas de SC, que mais tarde, tornou-se a TV Coligadas, inaugurada em 31 de agosto de 1969. Neste tempo, Fred já residia ba centralidade de Blumenau, e não mais da Vila Itoupava. Mudou-se em 1964, quando, com 14 anos, começou a trabalhar na loja Walter Schmidt localizada nos Altos da Rua XV de Novembro.
 Valmira Siemann  apresentando “Mulheres em Vanguarda”. (Escreveremos sobre a vida de Valmira - em breve - nome pioneiro na TV brasileira. Fonte: Memória Digital: TV Coligadas – Prefeitura De Blumenau

Nesta época, Fred Ullrich conheceu Vandrei Scheltzke que fazia um programa na Rádio Difusão - Blumenau, um programa Radiofônico e ele não desejava mais fazê-lo. Convidou Fred Ullrich e este refletiu e concluiu que poderia aceitar o desafio, pois, segundo o próprio Fred,  falava razoavelmente o idioma alemão e se mantinha atualizado, lendo o jornal em alemão de circulação nacional Brasil-Post.
Henry Fred Ullrich tinha somente 16 anos de idade. O jovem Ullrich aceitou o desafio e começou a fazer o programa de rádio na Difusão  que se chamava "Saudação Dominical".
Nesta época, década de 1950 e 1960, Fred comentou a Vilmar Minozzo, que ainda haviam restrições para se falar livremente, o idioma alemão. Comentou que nunca teve problemas relevantes, pois falava para os ouvintes no idioma alemão e traduzia  imediatamente para o português. Contou que só foi chamado ao DOPS uma vez, para explicar a comunicação que mantinha com a Radio de Havana, sendo que trocava correspondências com as rádios internacionais: BBC, DW, Voz da América, Rádio Central de Moscou e a Rádio de Havana. Mas tudo ficou certo, após explicações. 
O escopo  deste programa foi o embrião do programa Hallo Freunde, pois era baseado na apresentação de músicas alemãs e conversas - ao vivo.
Antes de iniciar o seu trabalho na Rádio Difusora, em dezembro de 1966, Fred Ullrich, com 16 anos, foi um frequentador assíduo de programas de auditório da Rádio Nereu. Prestigiava o programa de Osni Wilson Jacobs. A primeira vez que falou no microfone, foi em um destes programas, só que foi no Programa de seu Professor de História Werner Greuel que lecionava no Colégio Pedro II e tinha um de perguntas e respostas conhecido por "Fala Estudante". Fred Ullrich, gostava de História e se inscreveu respondendo as perguntas. Este episódio lhe marcou, por ter sido o momento de seu primeiro contato com o microfone - Programa de auditório da Rádio Nereu Ramos.
Fred Ullrich conta que no final da década de 1960, Blumenau tinha a Rádio Difusora, onde começou a trabalhar, Rádio Nereu, Rádio Clube e depois surgiu a Rádio Alvorada - que virou a Radio União mais tarde.
Rádio Clube de Blumenau - Programa de auditório - início da década de 1960  - programas ao vivo.



Rolos de gravações de músicas que recebia dos sucessos
 de música alemã - da DW.
Em 1972, conheceu Werner da Deutsche Welle da Alemanha que visitava Blumenau e este ficou encantado com o jovem de 22 anos que já possuía 6 anos de experiência em rádio (desde 1966). Fez-lhe um convite para estagiar na rádio alemã, o qual foi prontamente aceito. Neste mesmo ano de 1972, foi para a Alemanha com recursos próprios, para estagiar da Rádio DW. O jovem Fred Ullrich do interior da Vila Itoupava - interior de Blumenau, ficou encantado com a oportunidade na Alemanha. Na DW, conheceu uma rádio grandiosa com 45 estúdios, transmitindo para 33 idiomas e onde solidificou contatos e amizades importantes para o resto de sua carreira e que alavancou o Rádio em Blumenau e região. Neste período, na Alemanha, conheceu o jornalista de Blumenau Altair Calor Pimpão teve a oportunidade de conhecer um de seus ídolos da música alemã - Freddy Quinn, que recebeu em Blumenau na década de 1990.
Antônio Pedro Nunes.
Quando retornou da  Alemanha para Blumenau trouxe, além da bagagem e tecnologia, através dos contatos que fizera e construíra - Fred Ullrich começou a receber rolos semanais de gravações com músicas em sucesso na Alemanha, como se fosse uma das redes da DW. Já instalado na Rádio União, em Blumenau, sua voz era ouvida  nas cidades de Montevidéu, Buenos Aires, Santos, entre outras nos mais variados recantos do estado de Santa Catarina e de outros estados do Brasil. Nós ouvíamos sua voz, na década de 1980. 
Mesmo recebendo os rolos de músicas atualizadas de sucessos mensalmente, Fred Ullrich achava pouco e desejou adquirir os discos lançados na Alemanha
Como fazer? 
Foi quando arrumou um emprego na empresa aérea alemã Luftansa, na qual trabalhou por 22 anos. Na empresa aérea tinha facilidade de fazer "bate volta" para a Alemanha, e o fazia nos feriadões, com o tempo necessário para adquirir os último LP's lançados e de sucesso de músicas alemãs. Deve ter construído um acervo maravilhoso. Neste tempo também conheceu o ex Secretário de Turismo de Blumenau Antônio Pedro Nunes, que junto de sua esposa Marga Holtzmann Nunes, eram proprietários de uma agência de turismo, a qual promovia viagens para a Alemanha - muito interessante os sinapses. 
A Turismo Holtzmann, como se chamava a agência dos Nunes, era a única agência de turismo de Santa Catarina e tinha sua matriz em Blumenau com filiais nas cidades de Joinville e Florianópolis. Tinha estreita ligações comerciais e afinidades com a empresa aérea Luftansa, tanto, que o primeiro contrato de trabalho de Fred Ullrich foi assinado na Turismo Holtzmann, até a consolidação da fixação da Luftansa em Blumenau, através da instalação de seu escritório na cidade. Fred Ullrich permaneceu 6 meses registrado no quadro de funcionários da Turismo Holtzmann, até ser transferido para Luftansa, quando  já estava instalada na cidade.
Sede do Turismo Holtzmann - Blumenau - na década de 1980.
Após este tempo, por falar fluentemente o alemão, de acordo com Marga Holtzmann Nunes, o radialista viajou como convidado, algumas vezes em excursões da Holtzmann para a Alemanha. Isto fortaleceu a amizade surgida antes da 1° edição do Oktoberfest Blumenau, ocorrida em 1984. Também é conhecido que Fred Ullrich trabalhando na empresa aérea alemã, visitava a agência de turismo, levando as passagens aéreas e de navio solicitadas. Nestes momentos os Nunes e Fred conversavam sobre música e a cultura alemã, principal destino de viagens da empresa de turismo. 
Este envolvimento, através da cultura e da amizade, fez com que em 1984, durante os preparativos da 1° edição do Oktoberfest Blumenau, sem ser planejado, Fred Ullrich contribuísse para uma das tradições e atrações do Oktoberfest Blumenau, que é o intercâmbio da música originalmente alemã na festa, a partir da presença de bandas alemãs.
Cavalinho Branco "Zum Weissen Rössel",  restaurante  dos Holtzmann
 inaugurado em 19 69. Edifício da antiga maternidade  “Johannastift” 
inaugurada em setembro de 1923. Neste edifício também estava  a
Holtzmann Turismo.
A primeira banda alemã a tocar no Oktoberfest Blumenau foi viabilizada por Ullrich. Em 1984, como mencionado, trabalhava na empresa  alemã de aviação Deutsche Lufthansa AG.  De acordo com a entrevista de  Marga Holtzmann Nunes concedida a este Blog, e também com a entrevista de Fred cedida a TVL, em setembro/outubro de 1984 uma banda alemã estava na cidade de Porto Alegre e se deslocaria por via terrestre, desta cidade até a cidade de São Paulo. Blumenau está localizado na rota a que seria usada no translado da banda. Alguém que tinha relação com a banda alemã telefonou para o Fred Ullrich e perguntou se os organizadores do Oktoberfest Blumenau (coordenada por Antônio Pedro Nunes) tinham interesse na presença desta banda alemã na festa. Ullrich "construiu" a ponte, pois tinha acesso ao Secretário de Turismo de Blumenau e idealizador e coordenador do Oktoberfest Blumenau, e obteve a resposta positiva que foi transmitida à banda. Ficou acertado que na quinta feira de festa, a banda alemã tocaria, chegando diretamente da viagem para a festa. E assim aconteceu. A banda alemã chegou no local da 1° Oktoberfest Blumenau, diretamente da estrada, horário após as 23:00hs e entraram no ambiente da festa tocando e contagiando a todos os presentes - momento para a história. Fred Ullrich estava lá. A prática da presença de bandas alemãs na festa permaneceu nas edições posteriores - até a atualidade. Também, Fred mencionou a tradicional Götz Buam, que juntamente com a Banda do Maestro Hölmut Högl, foi as duas primeiras bandas contratadas  do Oktoberfest Blumenau e que ele participou destes contratos.
Entrevista a TVL, falando com Vilmar Minozzo sobre a Götz Buam - Entrevista na íntegra, nesta postagem.


1° Edição do Oktoberfest Blumenau.


Helmut Högl no palco do Oktoberfest Blumenau.
Não foi somente esta contribuição de Fred Ullrich para o Oktoberfest Blumenau. Em 1985, uma ano após a primeira edição, a Lufthansa, através de Fred Ullrich - que trabalhava na empresa, novamente entrou em contato com o Secretário de Turismo de Blumenau Antônio Pedro Nunes e comunicou que um maestro alemão Helmut Högl e sua banda estavam em  São Paulo, e se desejassem, poderiam visitar o Oktoberfest de Blumenau antes de retornarem para a Alemanha. Como o ocorrido na primeira edição, foi prontamente aceita a visita do maestro alemão e de sua banda. 
Do Canal do You Tube - Adilson Bachtold - imagem de parte do contrato com a Banda de Helmut Högl.



O maestro Helmut Högl foi um ícone da música regional do Sul da Baviera e depois, também no sul do Brasil. Högel esteve no Oktoberfest Blumenau inúmeras vezes, após este primeiro contato. Criou laços com o Oktoberfest Blumenau que o inspirou a compor a música que se  tornaria o Hino Oficial do Oktoberfest Blumenau - "Hallo Blumenau". Link's no final desta postagem. 
Fred Ullrich, foi sócio de Helmut Högl, na produção de discos vendidos no Oktoberfest Blumenau.
Fred Ullrich com os discos das duas primeiras bandas alemãs contratas para o Oktoberfest Blumenau. O LP de Högl autografado por todos os músicos da banda.








Em 1993, dentro de um no evento criado paralelo à Oktoberfest Blumenau, o renomado cantor alemão Freddy Quinn foi convidado e foi  a atração deste evento, denominado "A Oktoberfest dos Bons Tempos" e que aconteceu  no recém inaugurado  outlet center Celeiro do Vale. Fred o conheceu no seu tempo de DW, na década de 1970.
Fred Ullrich foi um dos acompanhantes do cantor alemão, na cidade de Blumenau e região e também, foi o responsável pela viagem do astro. Ele nos contou sobre o fato:

 "Quando o Freddy Quinn esteve aqui, e eu tratei de sua viagem, perguntei por que não grava novas musicas. Disse-me: 'Eu tenho o meu estilo com o meu violão e minha garganta. Não me submeto às gravações com truques eletrônicos ... Não tem mais ninguém como o Quinn'" Fred Ullrich.

Fred Ullrich na Rádio.

Em uma noite de 2017, solicitamos à voz do Rádio, uma seleção sua, de músicas para publicarmos no espaço deste Blog "Musik in Der Nacht". Foi através de sua programação dominical da Rádio União - no Programa "Hallo Freunde"  da Rádio União FM 96.5 que aprendemos a ouvir, gostar, valorizar e entender o Volksmusik e outros estilos musicais da Alemanha, ainda na década de 1980. Neste momento, contou-nos que, em dezembro de 2016, comemorou 50 anos "fazendo rádio". Até pouco tempo atrás, recorte de tempo mais contemporâneo, além de trabalhar na Rádio União, onde também apresentava o programa "Europa Musical", além do "Hallo Freunde", também trabalhou em outras emissoras de rádio, de outras cidades da região, como por exemplo a Rádio de Jaraguá do Sul onde apresentou o programa  "Deutsche Music" de 1998 à 2013 e de 2018 à 2019 - somando mais de 15 anos de atividades nesta emissora.

..."A música alemã no Rádio...cria um movimento integrando as famílias de Santa Catarina" Fred Ullrich

"Eu começo às 5 até às 7 da manhã, ao vivo. Isso para dar uma injeção de alegria  àqueles que vão trabalhar - Músicas alegres, hora certa..." Fred Ullrich, em 29 de junho de 2017.

 Em 6 de dezembro de 2017, abertura da Exposição Pulsações, assinada pelo artista Cesar Otacílio, que também apresentou o seu livro  A   solidão do Lagarto, no Teatro Carlos Gomes.





Em 27 de julho de 2019, dentro do evento promovido pela Prefeitura Municipal de Blumenau conhecido Homenagem ao Imigrante - Semana de Imigração Alemã, o qual registramos, Fred Ullrich recebeu a Homenagem "Amigos da Cultura".
Outras imagens de Fred Ullrich neste dia festivo para a cidade de Blumenau, o qual fez questão, também, de registrar.
Fred Ullrich com a família.


Registrando o momento cívico/cultural.
Recebendo a homenagem das mãos do Prefeito de Blumenau.
Alegria.

Com Sueli Petry, Sylvio Zimmermann, Mário Hildebrandt, Suzanne Klemz Adam, Carlos Buschler, Evandro Müller, Rodrigo Ramos, visitante e Fred Ullrich - Homenagem ao Imigrante  junto ao Monumento do Imigrante - em 27 de julho de 2019.




Fred conta sua História para a TVL - Blumenau...
Em 2017, solicitamo-lhe uma seleção musical e trocamos algumas palavras via Messenger, quando Fred disse:
"Bem, selecionei algumas músicas, que não vou dizer que são as minhas preferidas. Não tenho musicas preferidas. Na verdades as preferidas minhas, são ainda as interpretações de Freddy, Udo Jürges, Heino, Helene Fischer  e tantos tantos outros. Interprétes da música alemã, suíça, da Áustria, Süd-Tirol.
Os programas precisam  atentar para o gosto dos ouvintes, não para o meu gosto. Seu eu tivesse a escolha, dizer que vou selecionar para mim só teria composições de Bach, Bethoven ,Vivaldi e ficaria assistindo em vídeo na minha tv. Entretanto isso, eu não posso. Preciso selecionar músicas, no caso de agora, ao DESPERTAR, cedinho, as pessoas vão ao trabalho e precisam se alegrar. Então no horário cedo é isso que apresento, do tipo que vou escrever aqui, alem da Blasmusik.
No domingo então, será mais SCHLAGER, do tipo Helene Fischer, Francine Jordi, Kastelruther, Florian Silbereisen, Alpentrio Tirol, Die Amigos. Mais Schalger do que a Volksmusik.
Indiquei essas para você
        • Die Schäfer - Einsd, zwei , drei
        • Aldreas Gabalier - Hulapulu
        •  Klubbb3-Jetzt erst recht
        • Nordwand - Ein hoch auf dem Schlager
        • Oesch's die Dritten
Mas longe do que poderia ser a tradicional musica alemã, que é hoje montada de pedaço em pedaço. Se for pra tocar ao vivo, não sai nada, com exceções, é claro." Fred Ullrich

E assim escrevemos o "Musik in der Nacht - Seleção Fred Ullrich" e publicada em 29 de junho de 2017. Paraacessar, clicar sobre: Musik in Der nach de Fred.

A seleção musical de Henry Fred Ullrich 




Em 17 de maio de 2021 a Voz do Rádio calou em definitivo e deixou um legado para a história da comunicação de Blumenau, da região, do Estado de Santa Catarina e Brasil. Também sentirão o silêncio, àqueles que estavam no velho continente, no Heimat dos pioneiros que fundaram inúmeras cidades nestas regiões e cultuavam a cultura de suas famílias.
Henry Fred Ullrich faleceu, com a idade de 71 anos, na madrugada do dia 17 de maio de 2021, no Hospital Santa Isabel, em Blumenau, quando era atendido em função de complicações relacionadas ao tratamento que vinha fazendo contra o câncer.
Foi valente sempre, e corajoso no momento de decidir. Olhou a vida de frente e decidiu sem medos. Fez aquilo que lhe fazia feliz e levava felicidade às pessoas, até mesmo, quando escolhia a música certa, no horário certo
Sem dúvidas, viveu intensamente.
Alegria.
A municipalidade de Blumenau o homenageia, com a bandeira de Blumenau, localizada  no Mausoléu Dr. Blumenau hasteada em meio mastro por três dias. Não sabemos se foi aplicado o "luto oficial"na cidade. Para escrever esta postagem, trocamos algumas palavras com a viúva do ex Secretário de Turismo de Blumenau Antônio Pedro Nunes - Marga Holtzmann Nunes. Relembramos em conjunto, algumas destas passagens aqui registradas.

"A cerimônia de despedida foi realizada na Capela Mortuária da Comunidade Evangélica Luterana Centro. A pregação foi feita pelo pastor Milton Jandrey.
Pela Rádio União FM, falou o jornalista Andre Bonomini. Pelo município de Blumenau, discursou o secretário municipal de Cultura, Rodrigo Ramos.
Em função das normas sanitárias, aproximadamente 10 pessoas acompanharam as homenagens fúnebres. Ao término da celebração e das despedidas o corpo seguiu para a cidade de Itajaí, onde foi cremado." Rodrigo Ramos - em 18 de maio de 2021 - 16:56

Gehen Sie in Frieden, Herr Ullrich!
Auf dem Weg des Lichts!
Er tat viel für die Kultur von Blumenau und der gesamten Region, wo seine Stimme durch die Radiowellen reichte.


Depoimentos

Quem trará agora a alegria nas nossas manhãs? Milton Trapp Junior

Conheço o Fred desde 1978 - na empresa alemã Luftansa ali no Prédio Cavalinho Branco. Depois, na Rádio União. Agora quero ver, quem vai ficar no lugar dele. Beto Milke

Grande perda! Divulgador da cultura de origem germânica e da tradicional (e alegre) música alemã. 
A comunidade da nossa região sentirá sua falta. Hans-Dieter Didjurgeit

Uma perda irreparável para o Rádio, a música e a cultura alemã da nossa região! Valmir Starke

Conheci este comunicador somente através da rádio desde a década de 1980! A Cultura Alemã perde um grande legado, principalmente no tocante à música Alemã! E assim termina o “Hallo Freunde “ das manhãs de domingo da Rádio União de Blumenau! Ralf Buse

Que triste notícia.... era um dos mais entusiastas da música alemã aqui da nossa região... afinal eram mais de 50 anos dedicados a isso. Décio Isleb

Grande perda para a divulgação das músicas alemãs na cidade.sempre ouvi todos os dias as cinco da manhã. Rose Kropp

Que triste notícia!!!
Nossas manhãs - 5 às 7hs, bem como o "Hallo, Freunde" sempre alegre ao som da voz deste inesquecível locutor, agora se aquietam...
Nossas viagens, no litoral, no alvorecer, serão diferentes...
Gratidão, Fred Ullrich, por tantas músicas germânicas que alegraram estes momentos!! Fará falta ouvir esta voz grave e eminente...Cleide Weiss

Um grande amigo, ser humano fantástico, ótimo profissional com quem tive o prazer de trabalhar, Fred na extinta Lufthansa, eu como consultora de viagem. Ivone Neumann

Tive contacto e relacionamento com ELE, por por mais de uma década. Fiz parte da Diretoria da Rádio União, como Presidente, vice, Secretário vice e demais. Um profissional muito dedicado no segmento da cultura germânica. Leandro Ilmo Buelck

O Sr. Fred valorizava muito as músicas alemãs, grande perda para a cultura de Blumenau. Bia Pasold

Realmente uma perda lastimável para nós ligados a música e a todos os que de uma forma incansável procuram preservar as tradições! Não o conhecia pessoalmente, mas acompanhava sua trajetória via rádio e redes sociais. Dilmar Tascheck

Foi uma das figuras mais brilhantes do rádio blumenauense. Horst Otto Mödinger

Grande comunicador da música alemã na Rádio União FM. Fez história e vai ficar na História de nossas lembranças...Elcina Wolter

Um grande comunicador e um querido amigo... perdemos todos nós... Arian Grasmuk

Meu primeiro emprego foi na Turismo Holtzmann, Dona Marga Nunes era a minha chefe. Eram uns queridos comigo. Eu era a telefonista e levava sempre que podia café para as salas do Seu Antônio Nunes, que tomava por dia uns 20 cafezinhos ou mais. Foi lá que conheci essa pessoa maravilhosa, pois eu também levava as passagens de avião ou navio, até a antiga agência Varing, em frente ao hotel Plaza Hering. Agora só saudade. Suely Shulz

Grande perda para Blumenau e para a cultura germânica. Jorge Neves Melim

Meu preito de gratidão ao Fred. Foi um idealista, um amigo de muitas horas alegres e felizes, um emissário de boas notícias, lindas fotos que ele fez serão lembranças. Renate S. Odebrecht

Realmente uma perda lastimável para nós ligados a música e a todos os que de uma forma incansável procuram preservar as tradições! Não o conhecia pessoalmente, mas acompanhava sua trajetória via rádio e redes sociais. Dilmar Tascheck

Só de escutar ele falar me remetia àquelas rádios antigas! E as propagandas... me passava muita confiança! Escuto na rádio União todos os domingos!  Guilherme Cavichioli Braun

Vai fazer muita falta.  Ricardo Stodieck

Realmente vai fazer muita falta. Deixa uma lacuna. Sempre ouvia o programa dele. Especialmente quando era das 20:00 às 22:00 na rádio União FM. Todas as manhãs também.
Deixa muita saudade. Alfonso Eger

Parabéns pela bela biografia deste que, defendeu a cultura e As tradições alemãs em Blumenau. Fred será insubstituível, nossa cultura perde muito com sua partida!  Sérgio Scharf

Voz inesquecível, insubstituível, fez parte da minha infância, adolescência e até os dias de hoje com sua programação. Rael Leandro Grassmann

Deixou uma bela história para o povo blumenauense.  Vera Laffin

Minha esposa e eu ouvíamos aqui em Porto União/ Santa Catarina de manhã.  Ralf Buse

Em 23 de maio de 2021

A Rádio União homenageou Fred Ullrich em 23 de maio de 2021, na manhã de um a domingo. E de maneira indireta - participarmos desta homenagem repetindo o ritual de fazer os almoços de domingo para a família ouvindo seu programa.


Referências

Testo Notícias. Encontro Nacional de Pomeranos na Alemanha. Henry Fred Ullrich participa de evento para trocar informações e apresentar ações desenvolvidas em Santa Catarina. 05 Maio 2017 12:45:18. Pomerode SC. Disponível em: http://www.testonoticias.com.br/geral/encontro-nacional-de-pomeranos-na-alemanha-1.1972619. Acesso em: 18 de maio de 2021 - 16:07

MINOZZO, Vilmar. Nossa Gente 21/02/2018 - TVL. Entrevista com o radialista Fred Ullrich. Disponível  em: https://www.youtube.com/watch?v=jx1wmVEHyKo . Acesso em: 18 de maio de 2021 - 21:30h.

Leituras Complementares - Para acessar, Clicar sobre o título escolhido:

Sydow

A família de Henry Fred Ullrich migrou da aldeia de Sydow, antiga propriedade feudal da família nobre Von Sydow de Brandemburgo. A sede ancestral desta família é hoje o distrito Sydow do município Wust-Fischbeck no distrito de Stendal (Saxônia-Anhalt).
Stolzenfelde, Neumark

Schloss Westhusen, Dortmund.