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sábado, 1 de agosto de 2026

Um dos primeiros professores de Pomerode - Ferdinand Ludwig Albert Hackbarth

Há uma imagem por aí — criada a partir desta corrigida pela IA — em que ele parece bem mais velho do que a esposa; no entanto, nasceram no mesmo ano. Portanto, essa restauração da imagem foge muito da realidade.
Em um comentário no texto "Quem foi Ferdinand Ernst Friedrich Hackradt?", um tataraneto de Ferdinand Ludwig Albert Hackbarth escreveu:

"Bom dia, que reportagem maravilhosa! Estava à procura de outro Ferdinand, meu tataravô, onde muitos fizeram confusão, confundindo-os. Com essa história podemos distinguir muito bem os dois. Seria maravilhoso que um dia pudesse fazer um estudo sobre o nosso Ferdinand  Ludwig Albert Hackbarth, pois não tenho esse conhecimento seu e nem estudo para isso, onde as pesquisas ficam muito restritas, para o povo comum. Meu tataravô também foi muito importante para Pomerode, pelas informações que já consegui. Foi considerado por alguns pesquisadores, como o primeiro professor de Pomerode, mas poucos papéis comprovam essa realidade, talvez pelo período de era Vargas, onde muita coisa foi perdida, escondida ou mesmo queimada. Fica meu pedido para você e agradeço se puder ajudar, já temos certidão de casamento dele lá da Alemanha, mas só isso, estamos atrás da certidão de nascimento pra conferir o nome dos pais."

Nós ficamos curiosos em saber mais sobre a segunda personalidade, que é confundida com a primeira — esta muito conhecida na história local. De acordo com o registro do Pioneiro Colônia Blumenau, sua família era grande quando chegou à região.
Quem foi Ferdinand Ludwig Albert Hackbarth?

Ferdinand Ludwig Albert Hackbarth foi um dos imigrantes de origem germânica que se estabeleceram na Colônia Blumenau na segunda metade do século XIX. Ainda não existia a Alemanha como nação.
Ferdinand nasceu em 6 de março de 1830 em Latzig, na região da Pomerânia (Pommern), que na época pertencia ao Reino da Prússia e atualmente faz parte do território da Polônia, visto que a antiga vila alemã, após a 2ª Guerra Mundial, passou a integrar a Polônia, sendo rebatizada como Laski (no condado de Białogard)
Latzig/Laski.
Cidade que nasceu Ferdinand Ludwig Albert Hackbarth.

Os Hackbarth's chegaram à Colônia Blumenau em 6 de agosto de 1869 com sua esposa, Johanna Caroline (Ziebell) Hackbarth, com quem se casara em 16 de maio de 1852, na Prússia-Pomerânia — 17 anos antes de migrar para o Brasil. Ela também era nascida em 1830 e filha do pomerano Johann Peter Ziebell. Migraram para o Brasil com 10 filhos. Por certo, o salário de professor sua ocupação na região) não sustentaria a todos. Como todo imigrante, deveriam possuir uma pequena "fábrica" alimentícia em seu rancho, de onde saíam os embutidos, derivados do leite, conservas de frutas e verduras e doces diversos. 
Os filhos que migraram junto com os pais foram:
  1. Johanna Albertine Adele Hackbarth (1852– )
  2. Max Hackbarth (1854–1934)
  3. Carl Louis Emil Hackbarth (1856– )
  4. Theodoro Hackbarth (1857–1902)
  5. Martha Hackbarth (1860–1936)
  6. Bertha Hackbarth (1862– )
  7. Elise Hackbarth (1864– )
  8. Ferdinand Theodor Albert Hackbarth (1865–1937)
  9. Marie Bertha Wilhelmine Hackbarth (1867–1947)
  10. Anna Hackbarth (1869–1955)
Ainda nasceram na Colônia Blumenau mais dois filhos, somando 12 - 6 meninos e 6 meninas. São eles:
  1. Erich Eduard Wilhelm Hackbarth (1871–1909) – Pomerode
  2. Ernest Friedrich Wilhelm Hackbarth (1874–1874) – Tatutiba
Assim como os pioneiros mencionados no jornal Allgemeine Auswanderungs-Zeitung, a trajetória de Ferdinand e de sua família reflete o contexto anterior à unificação alemã de 1871. O Allgemeine Auswanderungs-Zeitung ("Um Mensageiro entre o Velho e o Novo Mundo") foi um importante jornal semanal em língua alemã publicado entre 1846 e 1871 na cidade de Rudolstadt, na Turíngia
O periódico surgiu em um momento crucial da história alemã, coincidindo com as grandes ondas de migração em massa do século XIX, quando centenas de milhares de pessoas deixavam a Europa rumo às Américas e à Austrália.
Ferdinand e sua família migraram dois anos antes da unificação da Alemanha como país - 1871. Partiram de uma região com dialeto próprio (o pomerano), com hábitos e dinâmicas culturais muito específicos de sua terra natal, somando-se à diversidade de identidades locais que moldaram o início da colonização regional. Como sempre lembramos: os alemães não eram todos iguais sob o aspecto cultural e histórico.
Estabelecendo-se inicialmente na região da sede da Colônia Blumenau, Como anteriormente mencionado, Ferdinand e Johanna tiveram doze filhos — sendo apenas dois nascidos no Brasil.
Traçado dos lotes coloniais da Colônia Blumenau.
Na Colônia Blumenau, além de colono, Ferdinand atuou como professor, mais especificamente em Pomerode, cuja nucleação fora recém-criada. Em 1863 — seis anos antes de sua chegada —, os primeiros imigrantes haviam chegado ao Vale do Rio do Testo, desbravando a mata densa da região. Ferdinand foi o primeiro professor com formação a lecionar no território que hoje compreende o município de Pomerode.
Nessa época, todos tinham que praticar a agricultura familiar de subsistência — plantando arroz, batata, fumo e mandioca, entre outros cultivos, e criando animais —, pois não havia "supermercados". As casas eram quase todas edificações provisórias vernaculars, construídas com materiais retirados do entorno.
Sendo a família Hackbarth muito numerosa (12 pessoas), necessitava plantar e criar animais para sua subsistência, como todos os demais. No início da história de Blumenau, todos eram colonos, pois adquiriam lotes coloniais e trabalhavam na terra, independentemente de sua formação prévia.
Como ocorria nos traçados de lotes coloniais na Colônia Blumenau — desenho dos primeiros agrimensores e, pode-se dizer, planejamento —, também em Pomerode, que fazia parte desta colônia, os lotes ocupavam os vales, neste caso do Rio do Testo e de seus afluentes. Estes lotes tinham grande profundidade e testada pequena, para que todos os colonos pudessem ter acesso à água, garantindo acessibilidade, irrigação e abastecimento às suas propriedades rurais.
O livro Centenário de Blumenau registra que, em 1869, surgiram 19 novas escolas rurais na Colônia Blumenau. Uma delas ficava na localidade de Alto Rio do Testo, e Ferdinand Hackbarth foi nomeado o seu primeiro professor.

"Em 1867 aparecem as escolas do Rio do Têsto, (Reinhold Freygang), Alto Garcia (Carlos Kühne), Ribeirão Encano e Rio Itajaí-açu (Carlos Strük-ker). Prédios escolares em Rio do Têsto e Alto Garcia. No ano seguinte construíram-se os prédios do Alto do Rio do Têsto e Encano.
Estatística de 1869: 1 escola pública em São Pedro Apóstolo do Gaspar (professor, Antônio Ribeiro Carvalho); 2 escolas públicas em Blumenau, na sede; 3 escolas particulares na sede; 19 na zona rural, sendo novas as de Rio Morto (Fr. Richter), Alto do Rio do Têsto (Ferdinand Hackbarth)." Livro Centenário de Blumenau - página 288.
Nos registros oficiais da Diretoria de Terras e Colonização do Estado de Santa Catarina, consta um requerimento de concessão de terras em nome de Ferdinand Hackbarth localizado justamente no Vale do Selke (Blumenau), datado de 1883.
Ferdinand Ludwig Albert Hackbarth faleceu em 10 de março de 1913, aos 83 anos, sendo sepultado em Pomerode. Sua trajetória exemplifica a complexa colcha de retalhos culturais e linguísticos dos imigrantes que partiram de diferentes Estados alemães antes da unificação do país.

Um registro para a História.
 
Eu sou Angelina Wittmann, Arquiteta e Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade.
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Sugestões de textos de pesquisas dessentidos por este blog - relacionados a Pomerode. Para acessá-los, basta clicar sobre o texto escolhido:
  1. Pomerode SC - Um pouco de sua história através do texto e registro do Prof. João Ehlert - Tradução de Lauro Harbs
  2. Um pouco da História de Pomerode e Momentos da 36° Festa Pomerana 2019 - Dia 15 de Janeiro.
  3. Legado Hermann Weege - Pomerode
  4. O "Alemão" de Pomerode
  5. Quem foi Ferdinand Ernst Friedrich Hackradt?
  6. Johanna Caroline (Ziebell) Hackbarth
  7. Pomerode - Localização e Igrejas históricas
  8. “Feito em Pomerode" - " Hergestellt in Pomerode”
  9. Uma Volta em Pomerode - Domingo a tarde
  10. Grupo Folclórico Alpino Germânico - Pomerode SC - Praça Pública Dr. Blumenau - 15° Festfolk
  11. Projeto Rota do Enxaimel - Pomerode SC
  12. Hermann Gehrmann e o Hotel Oasis - Pomerode SC - Décadas de 1940 até 1960
  13. Fanfarenzug Tamm - em Pomerode SC - e um pouco sobre a cidade alemã Tamm
  14. Poesia de um descendente de Pomerano - brasileiro
  15. Colônia Blumenau - Tatutiba
  16. Qual a origem etimológica e o significado do termo "Enxaimel" - em alemão - Fachwerk
  17. "Neu-Westfalen" - Vila do Rio do Testo - Pomerroda - Pomerroder - Pomerode - Qual a origem e a histórica dos nomes da cidade de Pomerode? O que significa Testo?


sábado, 6 de abril de 2024

Gastronomia do Norte da Alemanha - Heringsbrot

Heringsbrot é uma iguaria onde o ingrediente principal é o peixe, conhecido no Norte da Alemanha como arenque, peixinho com um tipo semelhante a sardinha encontrada no Brasil. Heringsbrot, em alemão, traduzida para o português significa "pão de arenque".

Arenque, encontrado no Mar Báltico, na Alemanha.

Sendo um dos principais ingredientes, o arenque, pode-se naturalmente deduzir que a iguaria foi trazida para o Brasil pelos pomeranos e prussianos que viviam junto ao mar. Para garantir a durabilidade do peixe pescado, as famílias os guardavam em vasilhas com salmoura com muito sal, onde o peixe era  curtido, semelhante ao que os tropeiros faziam com pedaços de carnes de gado, que levavam em suas viagens, fazendo o charque. Curtir em sal matem a carne por muito mais tempo. 
Pode-se dizer que uma das principais características peixe em salmoura, como também é do charque, é o alto grau
Osnir Carl.
de salgura - curtido. No caso, na Alemanha, o alimento, o peixe, durava muito tempo e era usado como mistura  no
café da noite, Abrendbrot, servido junto de pães e ovos cozidos
Por ter alto teor de sal, era usado em pequena quantidade para manter o equilíbrio do sal no lanche final, compreensível. No Brasil, o imigrante alemão e seus descendentes não tinham acesso a arenques e perceberam que a sardinha fresca, recém pescada, poderia substituir o peixe alemão sem qualquer problema e então poder degustar o lanche de sua casa, na Alemanha. Portanto, na região o Heringsbrot é feito com sardinha em salmoura, pão de forma feito em casa e ovos cozidos.
Para ilustrar, recebemos uma descendente de Gottlieb Reif e também, da grande família Bauer, Giseler Hamamm (solteira, Carl), que trouxe junto o peixe - sardinha, que está preparado desde novembro de 2023. O trabalho do preparo do peixe foi feito por seu irmão Osnir Carl.

Sardinha na Salmoura

A sardinha foi pescada no litoral, em novembro de 2023. Osnir Carl pescou os peixes, limpou-os e os colocou na salmoura em antiga vasilha de barro vitrificado limpo e sem as cabeças. Deve ficar curando pelo menos três semanas, para mais. No caso dos peixes preparados por Carl, estes foram guardados dentro do recipiente todo o tempo, de novembro de 2023 até esse dia 6 de abril de 2024, e poderia ficar mais tempo, até quando foi preparado na forma de um creme (foram limpos mais uma vez, e moídos - por Giseler Hamamm) para ser colocados, em pequenas porções sobre pedaços de ovos cozidos colocados sobre fatias de  pães com manteiga.
Potes de barro verificado para fermentar chucrute, onde, também, é feito a salga da sardinha.
Giseler Hamamm chegou em nossa casa com o creme de peixe na salmoura preparado e na forma de creme e registramos, em vídeo (abaixo), a montagem do lanche.
Esta iguaria, geralmente estava nas mesas de toda a região do Vale do Itajaí, onde a família se reunia para comemorar aniversários, festas religiosas e das sociedades, de casamentos e do Abendbrot de domingo, ou quando, recebiam visitas.


Vídeo



Creme de peixe na salmoura, limpo e moído, no Brasil, usado sardinha.





Um Registro Para a História.

 

Sou Angelina Wittmann, Arquiteta e Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade.
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Para acessar outras receitas - clicar sobre o título escolhido:
  1. Apfelstrudel
  2. Bolo de Natal
  3. Conserva de pepino
  4. Cuca de farofa
  5. Deutsch Kochrezepte
  6. Feijoada
  7. Honigkuchen 
  8. Käsekuchen
  9. Kochkaese
  10. Maultaschen
  11. Pão Pumpernickel
  12. Schwarzsauer
  13. Stollen
  14. Sülze
  15. O que é servido no Natal alemão
  16. Pretzel/Bretzel
  17. Krautwickel (Alemanha) - Kohlrouladen (Áustria)
  18. Gastronomia do Norte da Alemanha - Heringsbrot 








terça-feira, 18 de maio de 2021

Henry Fred Ullrich - Blumenau SC


Henry Fred Ullrich - no dia 27 de Julho de 2019, quando recebeu Homenagem na Fundação Cultural de Blumenau - durante Programação de Homenagem ao Imigrante.
Henry Fred Ullrich foi dono de uma das vozes mais conhecidas e ouvidas no rádio - na cidade de Blumenau, e em outras cidades da região, no Brasil e fora do país, principalmente, nas manhãs de domingo, por mais de duas gerações, por quase 55 anos.
Uma breve pesquisa foi suficiente para reconhecermos sua história e seu pioneirismo nas comunicações radiofônicas, pois mantinha um intercâmbio sólido e contínuo com colegas da Alemanha e de outros países que cultivavam a tradição da música alemã – também na América do Sul.
Fez história, com destaque para a consolidação e formatação das primeiras edições da Oktoberfest Blumenau, a partir da presença inédita de bandas alemãs nos palcos da festa – duas das primeiras marcaram a história da grande festa. 
Desfile da 1ª Edição da Oktoberfest Blumenau – Rua XV de Novembro. Recebemos esta fotografia juntamente com outras, de Marga Holzmann Nunes, esposa de Antônio Pedro Nunes, o idealizador da grande festa – Agora faz parte de nosso acervo, disponível para pesquisa e publicação. 
O menino Fred Ullrich. Livro: Fragmentos.
Fred
nasceu em Blumenau, em 4 de fevereiro de 1950, filho de Fides Albinus Ullrich  ( filho de Clemente Ullrich Junior que é irmão de  Ricardo Ulrich) Ullrich) e Elka Ullrich, descendentes de imigrantes pomeranos. Fazia questão de enaltecer e propagar sua descendência pomerana. Foi para a Alemanha em 2013, especialmente para conhecer suas origens e também as de sua família, na região da antiga Pomerânia, conforme registrado pelo jornal Testo Notícias – Pomerode.
Avós Clemente e Elsa Ullrich.


Fred Ullrich com seus irmãos. Livro Gragmentos.
O bebê Fred Ullrich com seus pais. Livro: Fragmentos Históricos.



Aldeia de Sydow

A família de Henry Fred Ullrich migrou da aldeia de Sydow, antiga propriedade feudal da família nobre Von Sydow de Brandenburg. A sede ancestral desta família é hoje o distrito Sydow, do município Wust-Fischbeck – distrito de Stendal (Saxônia-Anhalt). O pioneiro foi o pai de Clemente Ullrich Junior  avô de Fred e irmão de Ricardo Ullrich.
Matéria do Jornal Testo Notícias de Pomerode,  sobre sua ida ao local de origem de sua família.
Em busca das origens
Segundo Henry Fred Ullrich, os contos da sua avó materna não chegaram a ser claros o suficiente para que ele pudesse formar um quadro de como seria Pomerânia, de onde chegaram as suas bisavós maternas. ‘Tampouco seu diário foi esclarecedor. Meu estágio na Rádio Deutsche Welle, em 1972, e por consequência outro estágio na Pommesche Zeitung me deram uma vaga ideia sobre a Pomerânia, oportunidade em que conheci o escritor Klaus Granzow’, relembra Ullrich.
Durante os seis anos em que trabalhou na Rádio Difusora de Blumenau, Ullrich conheceu Helmut Kirsch, comerciante e redator em Winhuk, Suedwest-África, hoje Namíbia. ‘Meses depois aceitei o convite de Helmut  Kirsch e desembarcava na capital  da Namíbia. Ele, que nasceu em Köslin (Koszalin-Pomerânia Oriental) e eu bisneto de pomeranos, naquele ano de 1974, alimentamos a ideia de visitar a terra de nossos antepassados’, conta.
A viagem só se concretizou em 2000 quando Ullrich e um parente residente na Alemanha, de nome Günther Hinz, foram para a Pomerânia Oriental. ‘Günther era conhecedor da aldeia de Sidow, onde nasceram minhas bisavós. Lá tive a oportunidade de conhecer entidades de minorias pomeranas e várias cidades pomeranas. Velhos cemitérios abandonados e amplo material fotográfico em filmes da Fuji estavam, portanto, em minhas mãos’, expõe.
Ullrich também passou por Regenwalde, hoje Resko, terra do imigrante pomerano Carl Weege. ‘Eu fui incentivado pelo bisneto, o industrial Wander Weege, e o material fotográfico foi ampliado. Várias exposições no Espírito Santo e Santa Catarina aconteceram. O portal de Stettin já estava erguido em Pomerode, um presente à cidade da família Weege’.
Em 2009, Ullrich também participou das festividades dos 150 anos da Imigração Pomerana, em Vitória, no Espírito Santo. Dois anos depois a data também foi comemorada em Santa Catarina. “Na ocasião, a Regenwalde Tanzgruppe, da Armalwee de Jaraguá do Sul, completava seus 20 anos de fundação, com uma viagem para a Alemanha e à Pomerânia. ‘Foram duas viagens, que aconteceram em maio e setembro de 2011. As apresentações folclóricas em cidades alemãs e polonesas (Hinterpommern) despertaram a atenção dos poloneses, especialmente em Regenwalde e Stettin, onde os grupos participaram do Festival Internacional do Folclore’, relata.
Em 2012 uma comitiva de Resko, liderada pelo prefeito Arkadiuz Czerwinski e vereadores, visitou Pomerode e outras cidades em Santa Catarina e no Paraná. Em 2013, ano das comemorações dos 725 anos de Resko, outra delegação, a convite daquela cidade, participou das festividades. ‘Na oportunidade o industrial Wander Weege recebeu a homenagem da cidade de origem da família, tornando-se Cidadão Honorário de Resko. Observava-se que o interesse pela cultura pomerana estava ascendente’, reforça Ullrich.
Na sequência, foi lançado o livro ‘O Povo Pomerano do Brasil’, de Ivan Seibel, tendo como coparticipação vários autores. O livro foi bem aceito em todo o Brasil, tendo-se destacado na Alemanha e Polônia. ‘Em várias cidades brasileiras de origem pomerana, cresceu o interesse pela cultura, tradição e culinária pomerana, especialmente em Pomerode várias atividades estão em andamento. Por isso, fiz questão de relatar no livro que ‘a Pomerânia existe’, frase que também pronunciei durante o encontro nacional pomerano na Alemanha’, concluiu.  Testo Notícias – Pomerode
Quando participou do Encontro Nacional de Pomeranos na Alemanha, em Anklam – maio de 2017. Acervo: Edson Klemann.
Jovem Fred Ullrich. Livro: Fragmentos.

Em Blumenau, a família de Fred Ullrich residia no interior da Vila Itoupava e ele também, por algum tempo (trabalhavam na lavoura), até arrumar trabalho no centro da cidade. Fred contou, em entrevista, que percorria a distância entre a Rua XV de Novembro e a Vila Itoupava de bicicleta, percorrendo uma distância de aproximadamente 26 km em uma viagem de uma hora e meia. Estes tempos foram memoráveis e os melhores de sua vida, afirmou, conforme registrado em entrevista ao jornalista Vilmar Minozzo. Tinha a idade que variava entre 14 e 22 anos, primeiro período que viveu na centralidade de Blumenau.
Antes de acontecer a 1ª edição da Oktoberfest
Blumenau, usavam o traje.
Fred foi a primeira pessoa a levar o rádio para a Vila Itoupava. Seus irmãos Charles Ullrich e Eduard Ullrich, juntamente com cinco amigos (Waldemar Dix, Renato Jansen, Alcido Milbratz, Arno Uekert e Udo Uekert), e em homenagem ao bairro e Distrito de Blumenau onde viviam, pioneiramente – 10 anos antes da edição da primeira Oktoberfest Blumenau (1984), fundaram a banda Os Vilanenses, em 1974.

1ª Loja Walter Schmidt S.A. – 1910. Livro Fragmentos.
Em entrevista à TVL, Fred Ullrich comenta que no interior da Vila Itoupava a família ouvia rádio a bateria (durava somente 8 horas). Seu pai adquiriu o rádio para a família em 1959 e ouviam as Emissoras Coligadas de SC, que mais tarde, se tornaria TV Coligadas, inaugurada em 31 de agosto de 1969. Nesse tempo, Fred já residia na centralidade de Blumenau, e não mais na Vila Itoupava. Mudou-se em 1964, quando, com 14 anos, começou a trabalhar na loja Walter Schmidt, localizada nos altos da Rua XV de Novembro.
Valmira Siemann apresentando Mulheres em Vanguarda. Fonte: Memória Digital: TV Coligadas – Prefeitura de Blumenau. Livro Fragmentos.
Nessa época, ano de 1966, Fred Ullrich conheceu Vandrei Scheltzke, que fazia um programa na Rádio Difusão – Blumenau, e não desejava mais fazê-lo. Convidou Fred Ullrich, e este refletiu e concluiu que poderia aceitar o desafio, pois, segundo o próprio Fred, falava razoavelmente o idioma alemão e se mantinha atualizado, lendo o jornal em alemão de circulação nacional Brasil-Post.
O jovem Ullrich, com somente 16 anos de idade, aceitou o convite de Scheltzke e começou a fazer o programa “Saudação Dominical” na Radio YT34Sociedade Rádio Difusora Vale do Itajaí Ltda., em dezembro de 1966.
Imagem de 1º de junho de 1968 registra a cerimônia de entrega dos diplomas dos melhores radialistas do ano, prêmio concedido para a locutora Valmira Siemann, da Rádio Difusora Vale do Itajaí, e de melhor locutor, para Carlos Xavier, da Rádio Clube. O evento foi realizado no Teatro Carlos Gomes e a premiação foi entregue por André Luís Sada (Relações Públicas da Prefeitura de Blumenau). Estiveram presentes os locutores Nelson Tófano (Rádio Nereu Ramos), Edemir de Souza (Rádio Clube), Alfredo Otto Flatau (Rádio Nereu Ramos) e Jairo Casagrande (Rádio Blumenau). Livro Fragmentos.
Nas décadas de 1950 e 1960, Fred contou a Vilmar Minozzo que ainda havia restrições para se falar livremente o idioma alemão, em Blumenau e região. Comentou que nunca teve problemas relevantes, pois falava para aos ouvintes no idioma alemão, e traduzia tudo imediatamente para o português. Contou que só foi chamado ao DOPS (Delegacia de Ordem Política e Social) uma vez, para explicar a comunicação que mantinha com a Rádio de Havana, sendo que trocavam correspondência com as rádios internacionais BBC, DW, Voz da América, Rádio Central de Moscou e Rádio de Havana. Mas tudo ficou certo, após explicações. 
O escopo do programa “Saudação Dominical” foi o embrião do programa “Hallo Freunde”, pois era baseado na apresentação de músicas alemãs e entrevistas ao vivo.
Antes de iniciar o seu trabalho na Rádio Difusora, em dezembro de 1966, Fred Ullrich, com 16 anos, foi um frequentador assíduo de programas de auditório da Rádio Nereu. Prestigiava o programa de Osni Wilson Jacobs. 
A primeira vez que Ullrich falou ao microfone foi em um desses programas -  no caso, comandado por seu professor de História, Werner Greuel, que lecionava no Colégio Pedro II e tinha um programa de perguntas e respostas conhecido como “Fala, Estudante!”. Fred Ullrich gostava de História e se inscreveu. Este episódio marcou-o, por ter sido o momento de seu primeiro contato com o microfone, ocorrido no programa de auditório da Rádio Nereu Ramos.
Fred Ullrich nos contou, ainda, que no final da década de 1960, Blumenau possuía as seguintes rádios: Rádio Difusora, onde começou a trabalhar, Rádio Nereu, Rádio Clube, e depois surgiu a Rádio Alvorada – que se tornou, mais tarde, a Rádio União.
Rádio Clube de Blumenau – Programa de auditório – início da década de 1960 – programas ao vivo. Rolos de gravações de músicas que recebia dos sucessos de música alemã – da DW. Livro Fragmentos.
Na Alemanha. Livro Fragmentos.
No ano 1972, Fred Ullrich embarcou para a Alemanha com recursos próprios, para estagiar da Rádio DW. O jovem Fred Ullrich do interior da Vila Itoupava – interior de Blumenau, ficou encantado com a oportunidade naquele país. Na DW, conheceu uma rádio grandiosa, com 45 estúdios, transmitindo para 33 idiomas e na qual solidificou contatos e amizades importantes para o resto de sua carreira. Essa experiência foi responsável por alavancar o rádio em Blumenau e região.
Nesse período na Alemanha, Ullrich conheceu o jornalista Altair Carlos Pimpão, e teve também, a oportunidade de conhecer um de seus ídolos da música alemã pessoalmente – Freddy Quinn, o qual foi por ele recebido em Blumenau, na década de 1990.
Quando Fred Ullrich retornou a Blumenau, trouxe consigo, além da bagagem e de tecnologia para o rádio, contatos que fez e firmou na Alemanha. Por meio destes, começou a receber rolos semanais de gravações com músicas alemãs de sucesso naquele país, como se fosse uma das redes da DW. Instalado na Rádio União de Blumenau, a voz de Fred Ullrich era ouvida nas cidades de Montevidéu, Buenos Aires, Santos, entre outras, nos mais variados recantos do Estado de Santa Catarina e de outros Estados do Brasil. Nós ouvíamos sua voz, a partir da década de 1980. Em relação ao material que recebia da Alemanha, sem dúvida alguma, trata-se de um acervo precioso para um possível museu das comunicações e tecnologia da cidade, da região e do Estado de Santa Catarina.

Como fez para acompanhar os lançamentos na Alemanha e tocá-los no rádio, em Blumenau e região?

Antônio Pedro Nunes.
Arrumou um emprego na empresa aérea alemã Lufthansa, na qual trabalhou por 22 anos. Na empresa aérea encontrou facilidades para fazer “bate-volta” para a Alemanha, e o fazia nos feriadões. Com isto, adquiria os últimos LP’s lançados e de sucesso de músicas alemãs. Onde estará este acervo?
Nesse tempo, também conheceu o ex-Secretário de Turismo de Blumenau, Antônio Pedro Nunes e sua esposa, Marga Holzmann Nunes, proprietários da primeira agência de turismo do Estado de Santa Catarina, a qual também promovia disputadas viagens para a Alemanha. 
A Turismo Holzmann, como se denominava a agência dos Nunes, era a única agência de turismo de Santa Catarina, fundada em 1956, e tinha sua matriz localizada em Blumenau, com filiais nas cidades de Joinville e Florianópolis. Mantinha estreitas ligações comerciais e afinidades com a empresa aérea alemã Lufthansa, tanto que o primeiro contrato de trabalho de Fred Ullrich foi assinado pela Turismo Holzmann, até a consolidação da fixação da Lufthansa em Blumenau, com a instalação de seu escritório na cidade. Fred Ullrich permaneceu 6 meses registrado no quadro de funcionários da Turismo Holzmann, até ser transferido para a Lufthansa de fato, quando esta já estava instalada na cidade.
Sede da Agência de Turismo Holzmann, junto ao restaurante Cavalinho Branco “Zum Weissen Rössel”, restaurante dos Holzmann inaugurado em 1969. Edifício da antiga maternidade “Johannastift”, inaugurada em setembro de 1923. Livro Fragmentos.
Após essa época, por falar fluentemente o alemão, conforme informou Marga Holzmann Nunes, o radialista viajou para a Alemanha algumas vezes como convidado, em excursões da Holzmann Turismo.
Isso fortaleceu a amizade surgida antes da 1ª edição da Oktoberfest Blumenau, ocorrida em 1984. Fred Ullrich, trabalhando na empresa aérea alemã e como seu representante, visitava a agência de turismo dos Nunes, levando as passagens aéreas e de navio solicitadas à Lufthansa. Nestes momentos de encontro, os Nunes e Ullrich conversavam sobre música e cultura alemã, principal destino de viagens daquela empresa. 
Esse envolvimento, propiciado por meio da cultura e da amizade, fez com que em 1984, durante os preparativos para a 1ª edição da Oktoberfest Blumenau, sem que tivesse sido planejado, Fred Ullrich houvesse contribuindo para uma das tradições e atrações da grande festa, representado pelo intercâmbio da música originalmente alemã com a presença de bandas de grande qualidade musical.
Registre-se, pois, que a primeira banda alemã a tocar na Oktoberfest Blumenau, a Haubersbronner Dorfmusikanten, foi viabilizada por Ullrich. Detalhando os bastidores desse fato: com base em entrevista que nos foi concedida por Marga Holzmann Nunes, e também na que Fred Ullrich concedeu à TVL, em setembro/outubro de 1984, uma banda alemã estava na cidade de Porto Alegre e se deslocaria de lá, por via terrestre, até a cidade de São Paulo. Blumenau está localizada na rota que seria usada no translado da banda.
Alguém que tinha relação com a banda alemã telefonou para Fred Ullrich e perguntou se os organizadores da Oktoberfest Blumenau (coordenada por Antônio Pedro Nunes) teriam interesse na presença dessa banda alemã na festa. Ullrich “construiu” a ponte, pois tinha acesso ao Secretário de Turismo de Blumenau, idealizador e coordenador da Oktoberfest Blumenau, e obteve uma resposta positiva, que foi transmitida à banda. Ficou então acertado que na quinta-feira a banda alemã tocaria, chegando diretamente da viagem para a festa. E assim aconteceu.
Na foto: Albert Dahner, que teve a iniciativa da turnê pelo Brasil e era membro do conselho da banda na época, e o regente Dieter Gamm. A realeza não é a da primeira Oktoberfest Blumenau. Acervo: Dahner
A banda Haubersbronner Dorfmusikanten, com moças de Blumenau e região devidamente trajadas. Acervo: Banda Haubersbronner Dorfmusikanten.
Em 15 de abril de 2025 estivemos com os músicos que estiveram na Oktoberfest Blumenau 1984 - e tocaram na de 10 e 11 de outubro de 1984.
A banda alemã Haubersbronner Dorfmusikanten chegou ao local da 1ª Oktoberfest Blumenau, diretamente da estrada, em horário após as 23h. Entraram no ambiente da festa tocando e conquistaram todos os presentes – momento histórico. Fred Ullrich estava lá. A prática da presença de bandas alemãs na festa permaneceu nas edições posteriores até a atualidade. Fred também fez menção à tradicional banda Götz Buam, sob a batuta do  maestro Helmut Högl. As duas foram as primeiras bandas contratadas pela Oktoberfest Blumenau, tendo ele participado dessas contratações.
Sede do Turismo Holtzmann - Blumenau - na década de 1980.
Entrevista à TVL, falando com Vilmar Minozzo sobre a Götz Buam – Entrevista na íntegra, nesta postagem. Livro Fragmentos.
Não foi somente esta a contribuição de Fred Ullrich para a Oktoberfest Blumenau. Em 1985, um ano após a primeira edição, a Deutsche Lufthansa AG, por meio de Fred Ullrich – que trabalhava na empresa, entrou em contato com o Secretário de Turismo de Blumenau, Antônio Pedro Nunes, e comunicou que o maestro alemão Helmut Högl e sua banda estavam em São Paulo, e que, se os organizadores assim o desejassem, eles poderiam visitar a Oktoberfest de Blumenau antes de retornar à Alemanha. Conforme ocorrido na primeira edição, foi prontamente aceita a visita do maestro alemão e sua banda.
Helmut Högl no palco do Oktoberfest Blumenau.
O maestro Helmut Högl foi um ícone da música regional do Sul da Baviera e depois, também no Sul do Brasil. Högl esteve na Oktoberfest Blumenau inúmeras vezes, após esse primeiro contato. Criou fortes laços com a festa, que o inspiraram a compor a música que se tornaria o Hino Oficial da Oktoberfest Blumenau – Hallo Blumenau. Fred Ullrich foi sócio de Helmut Högl na produção de discos vendidos na Oktoberfest Blumenau.

Do Canal do You Tube - Adilson Bachtold - imagem de parte do contrato com a Banda de Helmut Högl.



O maestro Helmut Högl foi um ícone da música regional do Sul da Baviera e depois, também no sul do Brasil. Högel esteve no Oktoberfest Blumenau inúmeras vezes, após este primeiro contato. Criou laços com o Oktoberfest Blumenau que o inspirou a compor a música que se  tornaria o Hino Oficial do Oktoberfest Blumenau - "Hallo Blumenau". Link's no final desta postagem. 
Fred Ullrich, foi sócio de Helmut Högl, na produção de discos vendidos no Oktoberfest Blumenau.
– Fred Ullrich com os discos das duas primeiras bandas alemãs contratadas para a Oktoberfest Blumenau. O LP de Högl autografado por todos os músicos da banda. Livro Fragmentos.








Fred Ullrich comemora 50 anos de rádio.
Em 1993, dentro de um evento criado paralelamente à Oktoberfest Blumenau, o renomado cantor alemão Freddy Quinn foi convidado e tornou-se grande atração do evento denominado “A Oktoberfest dos Bons Tempos”, que aconteceu no então recém-inaugurado Outlet Center Celeiro do Vale. Fred o conhecera no seu tempo de DW, na década de 1970.
Foi através de sua programação dominical, no Programa Hallo Freunde, da Rádio União FM 96.5, que seu público aprendeu a ouvir, gostar, valorizar e entender o Volksmusik e outros estilos musicais da Alemanha. Em uma de nossas conversas, contou-nos que em dezembro de 2016 comemorou 50 anos “fazendo rádio”. Até pouco tempo atrás, recorte de tempo mais contemporâneo, além de trabalhar na Rádio União, onde também apresentava o programa “Europa Musical”, além do "Hallo Freunde”, também trabalhou em outras emissoras de rádio de outras cidades da região, como, por exemplo, a Rádio de Jaraguá do Sul, onde apresentou o programa Deutsche Music, de 1998 a 2013 e de 2018 a 2019 – somando mais de 15 anos de atividade nessa emissora. 

 "Quando o Freddy Quinn esteve aqui, e eu tratei de sua viagem, perguntei por que não grava novas musicas. Disse-me: 'Eu tenho o meu estilo com o meu violão e minha garganta. Não me submeto às gravações com truques eletrônicos ... Não tem mais ninguém como o Quinn'" Fred Ullrich.

Fred Ullrich na Rádio.




..."A música alemã no Rádio...cria um movimento integrando as famílias de Santa Catarina" Fred Ullrich

 Na mesma época em que viajou com uma comitiva para a região da antiga Pomerânia – Alemanha, em 2013, Ullrich também foi Secretário de Turismo de Pomerode – territorialmente, parte da antiga Colônia Blumenau. De acordo com Albert Ramlow, Fred Ullrich foi o grande responsável pelo resgate da cultura pomerana na cidade, que não era muito destacada. Sua atuação foi relevante e importante para essa cultura. Naquele momento, houve proximidade entre os demais municípios que também haviam recebido a migração pomerana no Brasil, como, por exemplo, Santa Maria de Jetibá e Domingos Martins – Espírito Santo; e São Leopoldo e Nova PetrópolisRio Grande do Sul. 


"Eu começo às 5 até às 7 da manhã, ao vivo. Isso para dar uma injeção de alegria  àqueles que vão trabalhar - Músicas alegres, hora certa..." Fred Ullrich, em 29 de junho de 2017.

 Em 6 de dezembro de 2017, abertura da Exposição Pulsações, assinada pelo artista Cesar Otacílio, que também apresentou o seu livro  A   solidão do Lagarto, no Teatro Carlos Gomes.

Em 6 de dezembro de 2017, na abertura da Exposição Pulsações, assinada pelo artista César Otacílio, que também apresentou o seu livro A solidão do Lagarto, no Teatro Carlos Gomes. Livro Fragmentos.



Em 27 de julho de 2019, dentro do evento promovido pela Prefeitura Municipal de Blumenau conhecido como “Homenagem ao Imigrante”Semana de Imigração Alemã, o qual registramos, Fred Ullrich recebeu a Homenagem “Amigos da Cultura”.
Fred Ullrich recebeu a Homenagem “Amigos da Cultura”.
Outras imagens de Fred Ullrich nesse dia festivo para a cidade de Blumenau, o qual fez questão, também, de registrar.
Com Angelina Wittmann, Sueli Petry, Sylvio Zimmermann, Mário Hildebrandt, Suzanne Klemz Adam, Carlos Buschler, Evandro Müller, Rodrigo Ramos, e visitante – Homenagem ao Imigrante junto ao Monumento do Imigrante – em 27 de julho de 2019.
Em 17 de maio de 2021, a Voz do Rádio calou-se definitivamente, deixando um legado para a história da comunicação de Blumenau, da região, do Estado de Santa Catarina e do Brasil. Também sentirão o silêncio aqueles que estavam no velho continente, no Heimat dos pioneiros que fundaram inúmeras cidades nessas regiões e cultivavam a cultura de suas famílias.
Fred Ullrich com a família.


Registrando o momento cívico/cultural.
Recebendo a homenagem das mãos do Prefeito de Blumenau.
Alegria.
Henry Fred Ullrich faleceu com a idade de 71 anos, na madrugada do dia 17 de maio de 2021, no Hospital Santa Isabel, em Blumenau, quando era atendido devido a complicações relacionadas com o tratamento que vinha fazendo contra o câncer.
Foi valente sempre, e corajoso no momento de decidir. Olhou a vida de frente e decidiu sem medos. Fez aquilo que o fazia feliz e levava felicidade às pessoas, inclusive quando escolhia a música certa, no horário certo.

Fred conta sua História para a TVL - Blumenau...
Em 2017, solicitamo-lhe uma seleção musical e trocamos algumas palavras via Messenger, quando Fred disse:
"Bem, selecionei algumas músicas, que não vou dizer que são as minhas preferidas. Não tenho musicas preferidas. Na verdades as preferidas minhas, são ainda as interpretações de Freddy, Udo Jürges, Heino, Helene Fischer  e tantos tantos outros. Interprétes da música alemã, suíça, da Áustria, Süd-Tirol.
Os programas precisam  atentar para o gosto dos ouvintes, não para o meu gosto. Seu eu tivesse a escolha, dizer que vou selecionar para mim só teria composições de Bach, Bethoven ,Vivaldi e ficaria assistindo em vídeo na minha tv. Entretanto isso, eu não posso. Preciso selecionar músicas, no caso de agora, ao DESPERTAR, cedinho, as pessoas vão ao trabalho e precisam se alegrar. Então no horário cedo é isso que apresento, do tipo que vou escrever aqui, alem da Blasmusik.
No domingo então, será mais SCHLAGER, do tipo Helene Fischer, Francine Jordi, Kastelruther, Florian Silbereisen, Alpentrio Tirol, Die Amigos. Mais Schalger do que a Volksmusik.
Indiquei essas para você
        • Die Schäfer - Einsd, zwei , drei
        • Aldreas Gabalier - Hulapulu
        •  Klubbb3-Jetzt erst recht
        • Nordwand - Ein hoch auf dem Schlager
        • Oesch's die Dritten
Mas longe do que poderia ser a tradicional musica alemã, que é hoje montada de pedaço em pedaço. Se for pra tocar ao vivo, não sai nada, com exceções, é claro." Fred Ullrich

E assim escrevemos o "Musik in der Nacht - Seleção Fred Ullrich" e publicada em 29 de junho de 2017. Paraacessar, clicar sobre: Musik in Der nach de Fred.

A seleção musical de Henry Fred Ullrich 





"A cerimônia de despedida foi realizada na Capela Mortuária da Comunidade Evangélica Luterana Centro. A pregação foi feita pelo pastor Milton Jandrey.
Pela Rádio União FM, falou o jornalista Andre Bonomini. Pelo município de Blumenau, discursou o secretário municipal de Cultura, Rodrigo Ramos.
Em função das normas sanitárias, aproximadamente 10 pessoas acompanharam as homenagens fúnebres. Ao término da celebração e das despedidas o corpo seguiu para a cidade de Itajaí, onde foi cremado." Rodrigo Ramos - em 18 de maio de 2021 - 16:56

Gehen Sie in Frieden, Herr Ullrich!
Auf dem Weg des Lichts!
Er tat viel für die Kultur von Blumenau und der gesamten Region, wo seine Stimme durch die Radiowellen reichte.


Depoimentos

Quem trará agora a alegria nas nossas manhãs? Milton Trapp Junior

Conheço o Fred desde 1978 - na empresa alemã Luftansa ali no Prédio Cavalinho Branco. Depois, na Rádio União. Agora quero ver, quem vai ficar no lugar dele. Beto Milke

Grande perda! Divulgador da cultura de origem germânica e da tradicional (e alegre) música alemã. 
A comunidade da nossa região sentirá sua falta. Hans-Dieter Didjurgeit

Uma perda irreparável para o Rádio, a música e a cultura alemã da nossa região! Valmir Starke

Conheci este comunicador somente através da rádio desde a década de 1980! A Cultura Alemã perde um grande legado, principalmente no tocante à música Alemã! E assim termina o “Hallo Freunde “ das manhãs de domingo da Rádio União de Blumenau! Ralf Buse

Que triste notícia.... era um dos mais entusiastas da música alemã aqui da nossa região... afinal eram mais de 50 anos dedicados a isso. Décio Isleb

Grande perda para a divulgação das músicas alemãs na cidade.sempre ouvi todos os dias as cinco da manhã. Rose Kropp

Que triste notícia!!!
Nossas manhãs - 5 às 7hs, bem como o "Hallo, Freunde" sempre alegre ao som da voz deste inesquecível locutor, agora se aquietam...
Nossas viagens, no litoral, no alvorecer, serão diferentes...
Gratidão, Fred Ullrich, por tantas músicas germânicas que alegraram estes momentos!! Fará falta ouvir esta voz grave e eminente...Cleide Weiss

Um grande amigo, ser humano fantástico, ótimo profissional com quem tive o prazer de trabalhar, Fred na extinta Lufthansa, eu como consultora de viagem. Ivone Neumann

Tive contacto e relacionamento com ELE, por por mais de uma década. Fiz parte da Diretoria da Rádio União, como Presidente, vice, Secretário vice e demais. Um profissional muito dedicado no segmento da cultura germânica. Leandro Ilmo Buelck

O Sr. Fred valorizava muito as músicas alemãs, grande perda para a cultura de Blumenau. Bia Pasold

Realmente uma perda lastimável para nós ligados a música e a todos os que de uma forma incansável procuram preservar as tradições! Não o conhecia pessoalmente, mas acompanhava sua trajetória via rádio e redes sociais. Dilmar Tascheck

Foi uma das figuras mais brilhantes do rádio blumenauense. Horst Otto Mödinger

Grande comunicador da música alemã na Rádio União FM. Fez história e vai ficar na História de nossas lembranças...Elcina Wolter

Um grande comunicador e um querido amigo... perdemos todos nós... Arian Grasmuk

Meu primeiro emprego foi na Turismo Holtzmann, Dona Marga Nunes era a minha chefe. Eram uns queridos comigo. Eu era a telefonista e levava sempre que podia café para as salas do Seu Antônio Nunes, que tomava por dia uns 20 cafezinhos ou mais. Foi lá que conheci essa pessoa maravilhosa, pois eu também levava as passagens de avião ou navio, até a antiga agência Varing, em frente ao hotel Plaza Hering. Agora só saudade. Suely Shulz

Grande perda para Blumenau e para a cultura germânica. Jorge Neves Melim

Meu preito de gratidão ao Fred. Foi um idealista, um amigo de muitas horas alegres e felizes, um emissário de boas notícias, lindas fotos que ele fez serão lembranças. Renate S. Odebrecht

Realmente uma perda lastimável para nós ligados a música e a todos os que de uma forma incansável procuram preservar as tradições! Não o conhecia pessoalmente, mas acompanhava sua trajetória via rádio e redes sociais. Dilmar Tascheck

Só de escutar ele falar me remetia àquelas rádios antigas! E as propagandas... me passava muita confiança! Escuto na rádio União todos os domingos!  Guilherme Cavichioli Braun

Vai fazer muita falta.  Ricardo Stodieck

Realmente vai fazer muita falta. Deixa uma lacuna. Sempre ouvia o programa dele. Especialmente quando era das 20:00 às 22:00 na rádio União FM. Todas as manhãs também.
Deixa muita saudade. Alfonso Eger

Parabéns pela bela biografia deste que, defendeu a cultura e As tradições alemãs em Blumenau. Fred será insubstituível, nossa cultura perde muito com sua partida!  Sérgio Scharf

Voz inesquecível, insubstituível, fez parte da minha infância, adolescência e até os dias de hoje com sua programação. Rael Leandro Grassmann

Deixou uma bela história para o povo blumenauense.  Vera Laffin

Minha esposa e eu ouvíamos aqui em Porto União/ Santa Catarina de manhã.  Ralf Buse

Em 23 de maio de 2021

A Rádio União homenageou Fred Ullrich em 23 de maio de 2021, na manhã de um a domingo. E de maneira indireta - participarmos desta homenagem repetindo o ritual de fazer os almoços de domingo para a família ouvindo seu programa.


Referências

  • Testo Notícias. Encontro Nacional de Pomeranos na Alemanha. Henry Fred Ullrich participa de evento para trocar informações e apresentar ações desenvolvidas em Santa Catarina. 05 Maio 2017 12:45:18. Pomerode SC. Disponível em: http://www.testonoticias.com.br/geral/encontro-nacional-de-pomeranos-na-alemanha-1.1972619. Acesso em: 18 de maio de 2021 - 16:07
  • MINOZZO, Vilmar. Nossa Gente 21/02/2018 - TVL. Entrevista com o radialista Fred Ullrich. Disponível  em: https://www.youtube.com/watch?v=jx1wmVEHyKo . Acesso em: 18 de maio de 2021 - 21:30h.
  • WITTMANN, Angelina.  Fragmentos históricos : vol. 1 : colônia Blumenau: arquitetura - cidade - sociedade - cultura / Angelina C. R. Wittmann. - 1. ed. - Blumenau : AmoLer, 2022. - 571 p. : il.

Sydow

A família de Henry Fred Ullrich migrou da aldeia de Sydow, antiga propriedade feudal da família nobre Von Sydow de Brandemburgo. A sede ancestral desta família é hoje o distrito Sydow do município Wust-Fischbeck no distrito de Stendal (Saxônia-Anhalt).
Stolzenfelde, Neumark.

Schloss Westhusen, Dortmund.
Dia 12 de setembro de 2025 - local de sepultamento do tio-avô de Fred Ullrich

Durante pesquisas no Cemitério Luterano do Centro, em Blumenau, em 12 de setembro de 2026, fotografamos um local que aparentemente está sendo "desmontado". Ao nos depararmos com as marcas das letras retiradas, pesquisamos sobre o nome de Ricardo Ullrich (1890–1976) — na verdade, Gustav Richard Ullrich —, e constatamos se tratar do local onde o tio-avô de Fred Ullrich estava sepultado. 
Nossa pesquisa revelou que Ricardo Ullrich carregava a ancestralidade de pioneiros imigrantes saxões, sendo filho de Theodor Clemens Ullrich (1866- 1934) e Minna (Dressel) Ullrich (1869-1942). 
Ricardo Ullrich  (1866- 1934)  também foi tio-avô de Eduard Clemens Ullrich (Eduardo) e de Charles Félix Ullrich, irmãos de Fred Ullrich. No ano de 1974  os irmãos Eduardo e Charles — impulsionados pelo apoio de Fred Ullrich e unindo-se aos amigos locais Waldemar Dix, Renato Jansen, Alcido Milbratz, Arno Uekert e Udo Uekert — fundaram a banda Os Vilanenses. 
 Oktoberfest Blumenau e a música de Blumenau. 

Recebemos esclarecimentos na tarde do dia 14 de setembro de 2026.
O corpo da personalidade histórica de Blumenau, Ricardo Ullrich (1890 - 1976) foi exumado a pedido de um representante da família e trasladado para outra sepultura no mesmo cemitério, disponibilizando o jazigo original para um novo sepultamento.
"O Sr. Ricardo Ullrich, sepultado no jazigo na Quadra I/05/22 - teve seus restos mortais traslado em 18/8/26 para o jazigo na Quadra A/27/24. Jazigo esse de responsabilidade de descendente. Ou seja, história preserva conforme decisão e encaminhamento da família."
Isso acontece - por que as famílias são responsáveis por esta história. Esta responsabilidade poderia ser compartilhada com um  órgão oficial, quando a questão está relacionado à história de todos.
O poder público poderia se tornar responsável por locais de sepultamento inseridos dentro de um determinado período histórico — como o de pessoas nascidas no século XIX, critério que utilizamos para efetuar nossos levantamentos para a pesquisa. Poderia existir um compromisso e uma ligação direta desses espaços com alguma Secretaria Municipal ligada à história, à cultura e à educação, do município.


Um Registro para a História...

Eu sou Angelina Wittmann, Arquiteta e Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade.
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