sábado, 2 de setembro de 2023

A História da Fundação de Blumenau e suas Principais Personalidades Históricas

A centralidade da Colônia Blumenau – século XIX, localizada no Stadtplatz. Aos fundos – o Barracão dos Imigrantes. Desenho original de Joseph Brüggemann, de 1868 - Vista a partir do morro da Igreja Luterana Espírito Santo do Centro. Barracão dos Imigrantes, Casa Meyer & Spierling e aos fundos, à direita, Morro do Aipim. Presente do Filho de Hermann Blumenau - Pedro Hermann Blumenau à cidade de Blumenau. Acervo: Biblioteca Nacional Digital do Brasil publicado no livro Colônia Blumenau.
Blumenau - sua fundação - dia 2 de setembro, o marco da chegada dos 17 imigrantes na cidade de Nossa Senhora de Desterro - no dia 2 de setembro de 1850.

História pretérita à chegada dos pioneiros...

A história de Blumenau tem suas origens na Alemanha, delineada pelas decisões e ambições de um jovem que, ao travar contato com naturalistas — sobretudo com a família Müller (Dr. Fritz Müller) —, passou a volver os olhos para as ciências naturais. O fascínio recém-descoberto aguçou-lhe a curiosidade pelo Novo Mundo, em um período — a primeira metade do século XIX — marcado por intensas correntes migratórias germânicas rumo à América do Norte e, em menor escala, ao Brasil. Esse jovem era Hermann Bruno Otto Blumenau.
Hermann Blumenau — como doravante o chamaremos — nasceu em Hasselfelde, no Ducado de Brunswick, a 26 de dezembro de 1819.
Monumento a Hermann Blumenau localizado na cidade de Hasselfeld.
Hasselfelde atual - onde nasceu Hermann Blumenau.



Nessa época — início do século XIX —, boa parte do território em que hoje está localizada a Alemanha pertencia aos franceses, conquistado pelo exército de Napoleão Bonaparte. Nesse período, o Sacro Império Romano-Germânico havia sido abolido. Em seu lugar, foi criada a Confederação do Reno, que logo após foi dissolvida pelo Congresso de Viena e reconstituída em novas bases sob o nome de Confederação Germânica, em 1815.
Na Prússia, os Junkers (nobres) eram contrários a essa tentativa de unificação da Alemanha a partir da Confederação — formada por 39 estados soberanos e sem força política —, que seguia uma inspiração austríaca. A Prússia (de onde veio grande parte dos imigrantes que povoaram o Vale do Itajaí, pautada nas leis de Quesnay) assumia princípios absolutistas, porém com uma visão liberal voltada ao desenvolvimento econômico acentuado, enquanto o sul do território da atual Alemanha adotava em suas constituições um ideário conservador francês — resquício da presença do exército vencedor na região.
Junkers prussianos.
Nesse cenário socioeconômico e político no território onde está situada a atual Alemanha, na primeira metade do século XIX, nasceu o fundador da Colônia Agrícola Blumenau, Hermann Blumenau — filho de Karl Friedrich Blumenau (Chefe dos Guardas Florestais e de Minas do Ducado) e de Christiane Sophie Kegel.
Hermann Blumenau ingressou na escola de Hasselfelde aos 6 anos de idade, permanecendo até os 10 anos — completados em 1829 —, quando ingressou em um pensionato de Schöppenstedt, na cidade de Gross Winnigstedt, dirigido pelo Pastor Götting.
Prefeitura de Erfut em 1842 - Fonte Wikipédia
Aos 12 anos de idade, Hermann Blumenau adoeceu e, por conta disso, ficou com a audição comprometida, carregando essa sequela para sempre. Em abril de 1832, ainda no pensionato de Schöppenstedt, fez a Confirmação na Igreja Luterana. Algumas semanas depois, mudou-se para a capital do ducado para estudar no Gymnasio Catharineum.
Anos mais tarde — em janeiro de 1842, Hermann Blumenau, então com 23 anos, foi convidado para trabalhar em Erfurt, na fábrica de produtos químicos da família Trommsdorff, por Christian Wilhelm Hermann Trommsdorff, filho de Johann Bartholomaeus Trommsdorff e de Martha Elisabetha Johanna Hoever — avós maternos do naturalista Dr. Fritz Müller, que nessa época estudava em Berlim.
 Johann Bartholomaeus Trommsdorff - renomado químico da  Europa e avô materno do
 naturalista Dr.  Fritz Müller - Fonte: Wikipédia.
Johann Jacob Sturz - 1878.
Em 1842, em Erfurt, terra natal de Dr. Fritz Müller, Hermann Blumenau conheceu Alexander von Humboldt e também o próprio naturalista. Tinham em comum o gosto pelas ciências naturais e tornaram-se amigos, favorecidos pelo fato de Blumenau trabalhar na empresa da família materna de Dr. Fritz Müller — fato pouco difundido pela historiografia tradicional de Blumenau.
Nesse período, influenciado por essas novas amizades em Erfurt, Hermann Blumenau passou a voltar sua atenção à natureza, despertando nele o desejo de conhecer a América. Era uma época em que muitos alemães emigravam para a América do Norte e, em menor escala, para o Brasil.
No final de 1843, Hermann Blumenau viajou a trabalho para Londres. Na capital inglesa, conheceu Johann Jacob Sturz, Cônsul-Geral do Brasil na Prússia.
A conversa com o diplomata brasileiro foi longa. Nesse encontro, Hermann Blumenau ouviu atentamente relatos sobre a natureza tropical e os detalhes da propaganda que o governo brasileiro promovia na Europa para atrair imigrantes. O objetivo do Império era povoar e desenvolver o quanto antes o sul do país — região estrategicamente cobiçada pela Espanha, que temia investidas para a tomada do território, como demonstrado nas tentativas anteriores (já abordadas neste blog no artigo sobre as fortalezas de Nossa Senhora do Desterro).
Sabia-se que o governo brasileiro não podia recorrer ao auxílio de Portugal, de quem havia se tornado independente em 1822; havia, portanto, a urgência de povoar e consolidar as fronteiras meridionais.
Pioneiros de São Bento do Sul - Fonte: Blog São Bento no Passado.


Enquanto isso, na Europa, aconteciam algumas transformações sociais, econômicas e políticas.
Dr. Fritz Müller compartilhou com Hermann Blumenau seu plano de formar-se médico e exercer a profissão a bordo de um navio — unindo o útil ao agradável — para, por meio de seu trabalho, conhecer outros países, principalmente o Brasil, onde vislumbrava a oportunidade de realizar pesquisas inéditas.
Portão da Universidade de Erlangen - Nürenberg.
Após conversar com o diplomata brasileiro em Londres, Hermann Blumenau demitiu-se da fábrica de produtos químicos do tio de Dr. Fritz Müller e matriculou-se na Universidade de Erlangen, na região de Nuremberg — inspirado na ideia de Müller de que, após formado, poderia trabalhar a bordo de um navio.
Blumenau pesquisou intensamente sobre a imigração e a colonização no Brasil. Procurou conversar com brasileiros, estudou a história do país e analisou os fluxos migratórios oriundos de sua região (vale lembrar que a Alemanha ainda não existia como Estado unificado) rumo às terras brasileiras.
Em 1846, graduou-se em Química, mesmo sem ter concluído o ginásio.
Cabe ressaltar que a graduação em Química não concede automaticamente o uso do título de "Doutor" — a exemplo do que ocorre por vezes na política contemporânea com o uso indevido dessa distinção. O título de Doutor é uma titulação acadêmica obtida estritamente mediante a conclusão e aprovação em um curso de doutorado. Portanto, é incorreto atribui-lo ao fundador de Blumenau nesse contexto.
Na década de 1840, chegavam no território onde hoje é Alemanha notícias vindas do Brasil que expunham o contraste entre a propaganda promovida pelo Estado brasileiro na Europa e a realidade enfrentada no destino. As promessas para atrair famílias dispostas a povoar e trabalhar no sul do país eram muitas; todavia, parte expressiva delas não era cumprida, lançando numerosos imigrantes em situações extremamente precárias após a longa travessia marítima.
Paralelamente, ecoavam na Europa relatos sobre os maus-tratos infligidos aos alemães nas fazendas de café do Sudeste brasileiro. Os contratos de parceria raramente eram respeitados e, embora os intermediários tentassem "maquiar" as cartas e informações antes que chegassem aos familiares no exterior, a gravidade dos fatos acabava por vir à tona.
Diante do impacto desses relatos sobre as condições de seus compatriotas, fundou-se nas regiões de língua germânica, onde atualmente está a Alemanha, a Sociedade de Proteção aos Emigrantes Alemães (Verein zum Schutze deutscher Auswanderer / Sociedade Colonizadora de Hamburgo, entre 1845 e 1846), sediada em Hamburgo, com o propósito de organizar e proteger os fluxos migratórios.
Os imigrantes foram atraídos ao Brasil por propagandas enganosas com o propósito de substituir a mão de obra escravizada nas fazendas de café. O Sul do país, por sua vez, encontrava-se desprovido de povoamento expressivo e estagnado economicamente, correndo inclusive o risco de ser invadido pelos espanhóis. Grande parte das promessas divulgadas na Europa não se cumpria, e as notícias sobre a real situação dos imigrantes no Brasil logo começaram a desembarcar no continente europeu. Em resposta a essa realidade, organizou-se na Alemanha a Sociedade de Proteção aos Emigrantes Alemães (Verein zum Schutze deutscher Auswanderer). A repercussão do tema deu origem, inclusive, a charges e ilustrações que circulavam em território alemão retratando a dura rotina enfrentada por esses trabalhadores nos cafezais.
Como representante da Sociedade de Proteção aos Emigrantes Alemães, sediada em Hamburgo, Hermann Blumenau foi enviado ao Brasil para averiguar in loco a real situação dos imigrantes germânicos.
Em maio de 1846, partiu rumo ao território brasileiro com a viagem custeada por essa entidade — aproximação que pode ter ocorrido por intermédio de Johann Eduard Wappäus. Blumenau foi o verdadeiro autor do texto intitulado Emigração e Colonização Alemã, trabalho que Wappäus, então professor de geografia, anotou e publicou ainda em 1846 sem creditar a autoria original. Para fundamentar sua análise, Blumenau valeu-se dos relatórios e das avaliações de Johann Jakob Sturz (1800-1877), diplomata que defendia a abolição da escravidão sob uma perspectiva própria e que, a partir de 1843, exercia o cargo de cônsul do Brasil na Prússia.
Observamos que, movido pela oportunidade de conhecer o Brasil pessoalmente e sem custos, Hermann Blumenau candidatou-se à vaga de agente fiscal da Sociedade de Proteção aos Emigrantes Alemães. Como representante oficial e munido de cartas de apresentação, visitou colônias de imigração alemã nas províncias do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além da então capital do Império, o Rio de Janeiro.
Em abril de 1846, aos 27 anos, embarcou a trabalho rumo ao Brasil representando a entidade. Despediu-se de seus pais no porto de Hamburgo e partiu a bordo do Veleiro Johannes.
"Entre 1846 e 1850, Hermann Blumenau permaneceu no Brasil, onde buscou estabelecer relações com autoridades brasileiras que o ajudassem a realizar seus planos, mantendo-se em contato com políticos e empresários na Europa. Seu interesse maior era se envolver com um empreendimento de imigração e colonização alemã no país. Neste capítulo tratarei dos planos e estratégias de Hermann Blumenau em relação à imigração e colonização, retomando sua atuação tanto nos negócios do transporte de imigrantes quanto no projeto para criar um núcleo colonial no sul do Império brasileiro." Dissertação de Mestrado de Vanessa Nococeli
Viajou por mais de dois meses e desembarcou no Rio Grande em 19 de junho de 1846. Visitou localidades, fazendas e conduziu pesquisas para seu projeto pessoal, registrando a travessia e as impressões em correspondências enviadas aos pais, na Alemanha. Tais cartas constituem documentos históricos materiais que evidenciam suas reais intenções ao visitar o Brasil.
Fonte: Wikipédia

Em vez de averiguar a situação de seus compatriotas no Brasil e emitir relatórios ao governo prussiano, Hermann Blumenau dedicou-se a estabelecer contatos e a realizar pesquisas para fundamentar seu próprio empreendimento imobiliário no país.
Nessa mesma época, a família Wagner — imigrantes alemães pioneiros da Colônia de São Pedro de Alcântara — decidiu transferir-se para o Vale do Itajaí. Na ocasião, solicitaram ao Governo da Província de Santa Catarina uma "companhia de pedestres", espécie de escolta oficial para proteção contra os povos originários que habitavam a região.
Ao se estabelecerem no Vale do Itajaí, os Wagner preocuparam-se em oficializar a posse das terras mediante concessão formal. A cautela justificava-se pelo ocorrido em São Pedro de Alcântara, onde diversos colonos ficaram desamparados após benfeitorias e plantios ao surgirem os reais proprietários dos lotes, que não eram devolutos.
No período em que Hermann Blumenau selecionava a área para a negociação de terras e as famílias vindas de São Pedro de Alcântara aportavam na região, o regime fundiário brasileiro passava por profundas transformações.
Primeira regulação do direito de propriedade após a Independência, a Lei de Terras (Lei nº 601, de 18 de setembro de 1850) substituiu o antigo regime de sesmarias — marcado por incertezas jurídicas e pela ausência de um mercado formal de compra e venda. Sancionada de forma coincidente à chegada dos primeiros imigrantes da Colônia Blumenau a Nossa Senhora do Desterro, a legislação estabeleceu a compra e venda como única via de acesso às terras públicas, extinguindo definitivamente as concessões sesmarias. O texto foi regulamentado em 30 de janeiro de 1854, pelo Decreto Imperial nº 1.318.
Com a nova lei, a ocupação passou a exigir a aquisição formal ou a autorização expressa da Coroa. Aos ocupantes já estabelecidos ou aos que pleiteavam a regularização, concedeu-se o título de propriedade sob a condição de moradia e produção efetivas no lote, o que levou muitos a recorrerem às repartições e registros paroquiais para assegurar a posse de suas terras.
Curato de Itajaí.
Nessa época, a Igreja Católica de Roma desempenhava funções estatais no âmbito local, o que explica, por exemplo, o processo de fundação da cidade de Itajaí. O imigrante português Agostinho Alves Ramos estabeleceu-se na foz do Rio Itajaí-Açu e requereu ao Bispo do Rio de Janeiro a criação de um curato, instalado em 31 de março de 1824.
O termo curato refere-se à circunscrição dirigida por um cura (pároco), designando povoados que reuniam condições para sua posterior elevação a paróquia. Competia a essas estruturas eclesiásticas o controle da distribuição de terras aos posseiros estabelecidos na região antes da chegada de Hermann Blumenau — a exemplo da família Wagner, que já residia no território onde mais tarde se consolidaria a Colônia Blumenau.
Caminho até a Foz do Rio Itahahi - percorrido pelos Wagner pelo mar
Mapa de 1828 -  S. Sidney - Fonte: Pelos caminhos-antigos.

As terras da família Wagner pertenciam à jurisdição do administrador local e estavam vinculadas ao recém-criado núcleo de Belchior, cuja fundação integrava o projeto do governo provincial voltado à distribuição de terras aos novos imigrantes na região.
Tratava-se de distribuição gratuita, e não de venda, como viria a ocorrer posteriormente na Colônia Blumenau. A demarcação dessas propriedades abrangia a área que se estendia da foz do Rio Itajaí-Mirim até o Ribeirão Conceição (atual município de Gaspar), partindo do Estaleiro das Naus e passando por localidades como Pocinho, Volta de Gaspar, Pedra de Amolar, Volta de Belchior e Arraial do Belchior, até alcançar a Fortaleza.
Cumpre notar que as matas dessa região eram habitadas por comunidades de povos originários, inteiramente desconsideradas no novo regime de posse de terras.
Ao subirem o Rio Itajaí-Açu em busca de seus lotes, os Wagner receberam a instrução de que, assim que ultrapassassem a casa do último morador, estariam em suas próprias terras. Naquele momento, não imaginavam que, imediatamente acima de suas propriedades, seria fundada em 1850 a Colônia Blumenau, local onde se estabeleceria o seu Stadtplatz — o centro urbano da nova colônia.



As novas colônias não possuíam diretores e sua administração estava vinculada ao Juiz de Direito sediado em Santíssimo Sacramento de Itajaí. Como residentes dessas colônias, aceitavam-se todos os moradores locais e os estrangeiros sem impedimentos. Os recém-chegados recebiam lotes de 350 a 730 metros de frente por 915 metros de profundidade. Nos primeiros tempos, as terras eram concedidas gratuitamente e isentas de impostos por dez anos. Proibia-se aos estrangeiros a posse de pessoas escravizadas, visto que o Império pretendia testar um modelo agrícola baseado na pequena propriedade familiar. O processo, contudo, não se deu de forma homogênea — contexto do qual derivou a tese do "embranquecimento", associada aos debates posteriores sobre a abolição promovida pela Princesa Isabel. Esta narrativa não procede.
Quando Johann Peter Wagner (Pedro Wagner) e os demais imigrantes — entre os quais seus familiares — desembarcaram às margens do Rio Itajaí-Açu, encontraram famílias brasileiras já estabelecidas no local e dedicadas à produção de açúcar, como os Furtado e os Mafra. Limparam a vegetação e prepararam ripas de palmito para a construção do primeiro rancho.
Johann Peter Wagner / Pedro Wagner e os demais homens fizeram um trabalho em suas terras, semelhante a este - derrubada da mata, roças e rancho provisório  com material de palmito.


Após se instalarem em suas terras e com a chegada dos demais membros da família, Johann Peter Wagner (Pedro Wagner) e os homens da comunidade construíram uma capela, a qual batizaram de Nossa Senhora da Conceição.
Na década de 1840, o representante da Sociedade de Proteção aos Emigrantes Alemães, Hermann Blumenau, na companhia do balseiro Ângelo Dias, de outro balseiro e de seu sócio Ferdinand Ernst Friedrich Hackradt, visitou a família Wagner.
Como isso aconteceu?
Nesse período, Hermann Blumenau recebeu uma doação de terras em nome da Sociedade Protetora — a qual representava no Brasil — para o estabelecimento de seu negócio privado, projeto que não se concretizou. 
Por que recebeu esse presente?
Diante disso, os planos mudaram e Hermann Blumenau, de forma oportuna, estabeleceu uma sociedade com o comerciante de Nossa Senhora do Desterro, o imigrante alemão Ferdinand Ernst Friedrich Hackradt. Blumenau necessitava de um representante local para salvaguardar seus interesses enquanto estivesse na Alemanha adotando as providências necessárias para retornar em definitivo com os primeiros imigrantes de sua colônia. 
A firma recebeu a denominação de Blumenau & Hackradt — empreendimento particular de agricultura e indústria sob a forma de colônia agrícola.
O Marechal Antero, em um primeiro momento, concedeu terras nas imediações do Ribeirão Garcia — cerca de uma gleba, ampliada no decorrer do tempo até atingir a extensão de 150 000 jeiras, equivalente a 378 000 000 m².
Ficou acertado entre os sócios que, enquanto Blumenau estivesse na Europa para buscar os imigrantes, Hackradt permaneceria nas terras escolhidas preparando o local, construindo ranchos, efetuando plantações e organizando as primeiras acomodações para os colonos.
Os sócios visitaram a família Wagner. Durante a visita, os anfitriões responderam a diversas perguntas, tais como:
  • As terras são propícias ao plantio? 
  • Os alemães se adaptam bem? 
  • Há contato com o restante do mundo? 
  • As crianças se desenvolvem? 
  • Como se mora? 
  • Como se vive? 
Nada relacionado ao tratamento dispensado aos imigrantes em solo brasileiro — o que caberia à sua função investigativa como representante da sociedade.
Por ocasião da visita de Blumenau, a família Wagner serviu frutos da época colhidos na própria terra. No decorrer da troca de informações, Blumenau anotou os dados mais relevantes para subsidiar o seu empreendimento. Os moradores locais acompanharam toda essa movimentação com grande expectativa e entusiasmo, oferecendo auxílio sempre que necessário.
Durante a primeira expedição de reconhecimento, os sócios Hermann e Ferdinand subiram o Rio Itajaí-Açu em duas embarcações, jornada na qual se destacou o canoeiro Ângelo Dias. Nascido em Itajaí — núcleo urbano recém-fundado, como visto —, Ângelo conduzia uma das duas canoas alugadas por Blumenau, transportando o próprio fundador da colônia. Além de hábeis na navegação fluvial, esses homens, em geral pescadores habituados às corredeiras, conheciam os desafios das expedições na mata.
Ao atingirem a foz do Ribeirão da Velha no Rio Itajaí-Açu, a equipe dividiu-se: Ferdinand Ernst Friedrich Hackradt seguiu um rumo com o seu canoeiro, enquanto Hermann Blumenau e Ângelo Dias subiram o rio além do salto (atual bairro do Salto, em Blumenau, próximo a onde surgiria a segunda povoação após o Stadtplatz, Badenfurt, na margem esquerda), avançando até a localidade de Subida, de onde empreenderam o retorno.
Há indícios de que, nesse momento, Hackradt tenha explorado o Ribeirão do Testo, indicando o caminho para o local onde mais tarde se fundaria a atual cidade de Pomerode.
Essa exploração durou dois dias, ao fim dos quais os viajantes passaram novamente pela propriedade dos Wagner, prometendo retornar.
"Sabe-se, pelas cartas do Dr. Blumenau que, ao chegarem, ele e Ângelo Dias, à confluência do Rio Benedito (Indaial), o último negou-se a continuar a viagem, rio acima, por ter-se esgotado a provisão de cachaça, “combustível” sem o qual o “motor” de Ângelo Dias não funcionava. Não se sabe como foi que Dr. Blumenau conseguiu resolver o impasse; se pela persuasão, ou por ter conseguido arranjar a “água que passarinho não bebe”. Isso não seria impossível, dado que, ao que tudo indica, já naquela época, as proximidades da embocadura do Rio Benedito, contavam com alguns habitantes caboclos que, mais provavelmente, possuíam engenho de açúcar e alambique. O fato é que os exploradores chegaram até Subida, onde o rio, pelas suas muitas corredeira, e saltos não mais oferece possibilidade de navegação."  
Ferdinand Ernst
Friedrich Hackradt.
E assim prosseguiu: após a exploração do local, retornaram — ou Hackradt retornou —, acompanhado de cinco pessoas escravizadas adquiridas junto ao administrador de Itajaí (contrariando as disposições vigentes que proibiam imigrantes de possuírem escravos). Iniciaram a construção de ranchos, roças e engenhos na foz do Ribeirão da Velha, nas proximidades de onde hoje se localiza a Prefeitura Municipal de BlumenauHermann Blumenau regressou à Europa (o país Alemanha ainda não existia). Lá, em vez de relatar as condições desfavoráveis enfrentadas por seus conterrâneos nas fazendas de café — onde imigrantes frequentemente ocupavam o lugar da mão de obra escravizada nas senzalas —, passou a propagar as supostas vantagens da mudança para o Brasil.
Na foz do Ribeirão Garcia e na região habitada pela família Wagner e outros moradores, o entusiasmo era grande diante da perspectiva de fundação de uma colônia alemã e da infraestrutura e desenvolvimento que o empreendimento poderia trazer. Enviaram inclusive homens de Belchior para auxiliar nos trabalhos, haja vista o interesse geral no êxito do projeto, assunto constante em toda a região.
O auxílio e a colaboração entre o sócio de Blumenau e os antigos residentes, contudo, duraram pouco. Surgiram divergências e incompatibilidades com os métodos adotados por Hackradt. Com o tempo, a iniciativa esteve prestes a ser abandonada: do projeto original restaram apenas um rancho e um engenho de serra semiacabado, sem plantações estabelecidas, culminando no desfazimento da sociedade.
Por que isso ocorreu?
Carl Franz Albert Hoepcke.
Sobrinho do ex sócio de Hermann Blumenau.
Hermann Blumenau levou dois anos para retornar da Europa à região.
Hackradt voltou para seus outros negócios em Nossa Senhora do Desterro e comunicou ao sócio, por carta, seu desligamento da sociedade. Nessa correspondência, relatou que o engenho construído na foz do Ribeirão da Velha estava ameaçado de ser carregado por uma enchente e que as tábuas serradas alcançavam preços muito baixos — evidência de que já existia um pequeno comércio local antes da chegada dos pioneiros fundadores da Colônia Blumenau.
Após um trabalho intenso de propaganda na região da atual Alemanha, Hermann Blumenau reuniu um pequeno grupo de pessoas para emigrar para o Vale do Itajaí. O embarque ocorreu em junho de 1850 e, após 84 dias de travessia, o grupo aportou no Rio de Janeiro.
Vale registrar que, mais tarde, o sobrinho de Hackradt, Carl Franz Albert Hoepcke — que viera em uma leva de imigrantes para a Colônia Blumenau —, foi aconselhado pelo tio a não permanecer no local, transferindo-se para Nossa Senhora do Desterro para trabalhar com ele.
Vapor semelhante.
O grupo viajou da região onde seria a atual Alemanha para o Brasil a bordo do veleiro Christian Mathias Schroeder. No Brasil, Hermann Blumenau adiantou-se ao grupo e encontrou o local na foz do Ribeirão da Velha abandonado. Ali restavam apenas velhas cabanas habitadas por um homem escravizado idoso e acometido de paralisia, acompanhado de sua companheira, também escravizada. Encontrou ainda um engenho de serra inoperante — estrutura que posteriormente seria adquirida pelo Pastor Stutzer, figura importante na narrativa deste texto.
Não havia plantações no local, apenas uma área de pastagens com algumas vacas.
A família Wagner e os demais vizinhos da região acompanharam a chegada do primeiro grupo, composto por 17 imigrantes alemães de um contingente total de 250 previstos para dar início à colônia privada agrícola de Hermann Blumenau.
O local, na atualidade, do comércio de Gärtner.
Em um primeiro momento, a família Wagner manteve negociações com Reinhold Gärtner, sobrinho de Blumenau, que havia aberto um pequeno comércio no Stadtplatz da colônia emergente. Os Wagner cederam-lhe onze sacos de farinha e três barris de melado, estabelecendo relações estreitas marcadas por visitas constantes, trocas de experiências e permuta de mudas e sementes — convivência e cooperação que a historiografia tradicional pouco destaca.
Palmenallee — Rua das Palmeiras, onde se instalou o negócio de Gaertner (Fonte: Arquivo Nacional).




Com a fundação da nova colônia alemã, colônia agrícola privada de Hermann Blumenau, aportaram na região diversos profissionais que passaram a oferecer suporte aos antigos moradores, como a família Wagner e seus vizinhos. O agrimensor Emil Julius Richter, por exemplo, realizou a medição das terras de Johann Peter Wagner (Pedro Wagner), permitindo sua regularização e integração formal à Colônia Blumenau.
Chegada dos primeiros 17 imigrantes alemães para fundar a Colônia Blumenau - Foz do Ribeirão da Velha. Passaram pela propriedade de Johann Peter Wagner / Pedro Wagner e família.

Esse era o quadro existente quando chegaram à foz do Ribeirão da Velha o sobrinho de Hermann Blumenau, Reinhold Gärtner, e os primeiros 16 moradores da Colônia Blumenau, que surgia de forma embrionária e simbólica naquele momento, em setembro de 1850.
Nos primeiros tempos, a data de fundação de Blumenau era comemorada no dia 28 de agosto de 1852 — marco a partir do qual seu 25º aniversário foi celebrado em 28 de agosto de 1877.

Os Primeiros 17 trazidos por Hermann Blumenau
      • Reinhold Gaertner - 26 anos de idade, solteiro, natural de Brunsvique, sobrinho de Hermann Blumenau;
      • Franz Sallenthien - 24 anos, solteiro, lavrador, também natural de Brunsvique;
      • Paul Kellner - 23 anos, solteiro, lavrador, igualmente de Brunsvique;
      • Julius Ritscher - 22 anos, solteiro, agrimensor, natural de Hannover.
      • Wilhelm Friedenreich - com 27 anos de idade, alveitar, natural da Prússia, casado com ...
      • Minna Friedenreich - 24 anos de idade, possuindo o casal os seguintes filhos; 
      • Clara Friedenreich - com 2 anos de idade; 
      • Alma Friedenreich - com 9 meses.
      • Daniel Pfaffendorf - 26 anos de idade, solteiro, carpinteiro, natural da Saxônia; 
      • Friedrich Geier - 27 anos de idade, solteiro, marceneiro, natural de Holstein;
      • Friedrich Riemer - 46 anos de idade, solteiro, charuteiro, natural da Prússia.
      • Erich Hoffmann - 22 anos de idade, ferreiro, funileiro, também da Prússia;
      • Andreas Kuhlmann - 52 anos de idade, ferreiro, igualmente da Prússia, acompanhado da esposa; 
      • Johanna Kuhlmann - 44 anos de idade, e das filhas; 
      • Maria Kuhlmann - 20 anos de idade; 
      • Christine Kuhlmann - 17 anos.
      • Andreas Boettcher - 22 anos de idade, solteiro, ferreiro, natural da Prússia.
O material desse barracão foi reutilizado na construção da casa de apoio à Igreja Católica no final do século XIX. No local funcionavam restaurante, café, hotel, salão de baile e teatro, servindo também como ponto de chegada para o transporte dos fiéis vindos do interior da Colônia Blumenau para os eventos religiosos. Esse empreendimento acabou por deslocar a centralidade urbana de Blumenau em direção à atual Rua XV de Novembro.
Os primeiros imigrantes eram da religião protestante luterana. Logo que aportaram, iniciaram a construção de novos ranchos, efetuaram o abate da vegetação, a limpeza dos terrenos e as primeiras plantações. Desde o desembarque, contaram com o apoio das famílias já residentes na região. Dentre estas sobressaíam dezessete famílias de imigrantes alemães estabelecidas nas localidades de Pocinho e Belchior, situadas a apenas quatro quilômetros rio Itajaí-Açu abaixo em relação à centralidade da nova colônia - Stadtplatz.
Quando assumiam suas terras.
Os antigos moradores da região — como os Wagner, que acompanharam a chegada dos 17 imigrantes alemães, conforme comentado anteriormente — auxiliaram os recém-chegados com dicas e orientações para a adaptação local, por já estarem há mais tempo na região (pelo menos quatro anos). Estes já possuíam propriedades próprias com hortas, pomares, roças e criação de vacas, porcos e galinhas.
Alguns dos nomes de famílias oriundos da Colônia São Pedro de Alcântara que se encontravam residindo na região do Vale do Itajaí e que foram de grande auxílio e apoio aos 17 primeiros pioneiros da Colônia Blumenau:
    • Georg Schmidt;
    • Ludwig Werner (roceiros);
    • Johann Händschen;
    • belga Jacob Villain (Ferreiros); 
    • Georg (Pai de Peter Wagner) Wagner;
    • Ludwig Wagner;
    • Antonio Händschen;
    • Josef Sesterheinn;
    • Peter Lukas;
    • Nikolau Deschamps;
    • Joaquim Antônio Amorim;
    • Jacinto Miranda;
    • Marcelino Dias;
    • Valentim Theiss, entre outros.
Todos auxiliaram em tudo, um pouco.
Hermann Blumenau, além de juntar sua voz às propagandas do governo brasileiro no território da atual Alemanha — vendendo os lotes coloniais às famílias que chegavam —, fez surgir pela primeira vez na província o negócio fundiário.
A residência foi danificada pela grande enchente de 1880 - após essa
tragédia, Hermann Blumenau passou a residir no Hotel Schreep,  onde
permaneceu até partir em 1884.
Hermann Blumenau foi proprietário da Colônia Blumenau por 10 anos, vendendo-a ao Império brasileiro em 1860. Na ocasião, assinou o termo de cessão da colônia ao Governo Imperial do Brasil e entregou as terras que possuía no Vale do Itajaí — cerca de 20 léguas quadradas.
As terras foram avaliadas em 120 contos de réis. Desse total, o Império deduziu 85 contos referentes a dívidas e pagou 30 contos, considerando que Hermann Blumenau já havia recebido 5 contos adiantados.
Blumenau permaneceu como diretor da colônia na condição de funcionário público, percebendo um rendimento expressivo para a realidade local da época: 4 contos de réis por ano (equivalente a mais de 40 mil reais mensais em valores atuais). Ele exerceu a função até a emancipação do município, em 1880.

Para entender:
1 Réis (Real) — R$ 0,123
1 Mil-réis — R$ 123,00
1 Conto de Réis (um milhão de réis) — R$ 123.000,00

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Família Müller

Lembram-se da família Müller, com a qual Hermann Blumenau teve contato em Erfurt?
Dr. Fritz Müller, colega de Hermann Blumenau na Alemanha, foi convencido por este a se mudar para sua colônia no Brasil. Em solo brasileiro, contudo, por incompatibilidade com as ideias livres do professor, Hermann Blumenau usou sua influência política e transferiu Fritz Müller para Nossa Senhora do Desterro
Colônia Blumenau.
 Dr. Fritz Müller.
Relembrando...

Em 19 de maio de 1852, Dr. Fritz Müller, sua esposa Karoline (Thöllner) Müller, sua filha mais velha Luise e seu irmão Friedrich Wilhelm August Müller, embarcam em Hamburg, com destino ao Brasil, Vale do Itajaí - Colônia Blumenau. Dizem que mudou-se, devido à perseguição política relacionada à Revolução de 1848. 
Curioso é que o negociante de lotes da Colônia BlumenauHermann Blumenau, vendeu aos dois irmãos Müller, os lotes com valores muito mais altos, pelo menos 10 vezes, do que aqueles vendidos aos demais colonos, na época. Os irmãos Müller adquiriram os primeiros lotes coloniais no Vale do Garcia. Perguntamo-nos se Hermann Blumenau lembrou de que trabalhou para o avô dos irmãos Müller, em Erfurt, e usufruiu do poder econômico sólido da família para aumentar seu ganho.
Portanto, os irmãos Müller foram os primeiros colonos a comprarem lotes coloniais de Hermann Blumenau no Vale do Garcia, seguidos pelas famílias: August Hesse, Friedrich Seiffert, Gaspar Huhn, Johann Gebien, Christian Josinger, Eurico Ehrhardt, Andreas Klinger, Karl Spiess,, Chistian Hahnemann, Eurico Leuthäuser, por ordem de aquisição. Os Müller pagaram um valor muito mais alto que qualquer outro dos citados, aproximadamente 10 vezes a mais. Hermann Blumenau conhecia muito bem a família Müller, pois fora funcionário do avô materno de  Dr. Fritz Müller e do professor August Müller.
Os Müllers foram convidados por Hermann Blumenau para migrar para sua colônia. Do livro - História de Blumenau de José Ferreira da Silva - 2°ed. Blumenau: Fundação Casa Dr. Blumenau - 1988. - 299p.
Mapa Colônia Blumenau 1864, com o local marcado dos lotes 1 e 2 vendidos aos irmãos Müller.
Localização aproximada, dos lotes coloniais 1 e 2, pertencentes aos irmãos Müller, os primeiros a serem comercializados por Hermann Blumenau na Colônia Blumenau. Isso foi possível, estudando-se o mapa da Colônia Blumenau - Ano 1865.

São anos de História.
Para perpetuar sua memória foi colocada esta placa, no primeiro centenário de Blumenau  1950.
A cidade de Blumenau - cidade que continua acolhendo os chegantes. Estes devem lembrar que a cidade possui uma identidade pautada em uma História. Esta identidade tem relação direta à alma da cidade, aquela que atraiu sua atenção, quando a escolheu para morar.
Monumento do Imigrante, localizado na Praça Hercílio Luz -
 antigo porto fluvial.
Monumento: Voluntários da Pátria. Inaugurado no centenário do alistamento - em  8 de outubro de 1965. O seu entorno foi descaracterizado em 2022.
Centro Histórico de Blumenau - em 2025, recebeu uma megaloja de departamento agredindo a escala histórica local.
Veículos de transporte público municipal passam junto à casa mais antigo do Vale do Itajaí - Residência de Hermann Wendeburg, com vias impermeabilizadas por pavimentação asfáltica. Foi retirado o paralelepípedo original da Rua das Palmeiras.
Residência de Hermann Wendeburg - Do ano de 1856.

história deve ser compartilhada com todos.
Um presente...
As imagens históricas da Colônia Blumenau restauradas e coloridas por Tonon.
Presidente Getúlio - Território da antiga Colônia Blumenau. Atual Rua Mirador, Centro. Muito antes da chegada das primeiras famílias à região onde hoje é Presidente Getúlio (1904), Emil Odebrecht já tinha estado no local 41 anos antes. No dia 14 de janeiro de 1863, o engenheiro Emil Odebrecht iniciou sua primeira expedição no interior do Vale do Itajaí Açu. Foi um dos fundadores de Hammonia em 1897. Seu objetivo era de localizar as nascentes do grande Rio Itajaí Açu, estruturador natural das muitas povoações e do próprio Stadtplatz da Colônia Blumenau.
Rua XV de Novembro - Blumenau, defronte ao atual Teatro Carlos Gomes.
Gustavo Adolpho Konder - Da tradicional família Konder de Itajaí/Blumenau e que residiu na comunidade Altona, quando se casou com uma moça da família Spernau. O escritor e poeta nos chamou atenção em especial, o que lhe confere importância histórica entre outro feitos, por ter informado o nome de quem vandalizou a casa de Gottlieb Reif em Itajaí. Fomos buscar esta informação fotográfica, para lhe dar feições, no cemitério.


Homenagem ao Imigrante - dia 25 de Julho, com a presença do C.C. 25 de Julho de Blumenau.

Imigrantes trentinos (1875) e seus primeiros filhos nascidos no Brasil. Em pé : Antonio Dee Pin (de Luigi), Massemino Moser (de Nicolà), Antonio Tonet (de Francesco), Benniamino Fruet (de Valentino), Germano Depiné ( de Carlo), Luiggi Sardagna. Sentados: Giovanni Battista Fiamoncini, nonno Titi - de Bernardo,  Nicola Moser, Giovanni Tonet, Valentino Fruet, Giacomo Furlani.

Hammônia - Atual Ibirama.

Bella Alliança - Atual Rio do Sul SC. Fonte Arquivo Municipal Histórico de Rio do Sul. Foto Pastor Grau.


Cia Jensen - Itoupavazinha Blumenau.
Neta de Hermann Blumenau e muito pouco mencionada na História de Blumenau, mesmo já tendo residido na cidade. Nasceu em 17 de maio de 1899 – Hamburg e faleceu  em  27 de setembro de 1957,  em Hamburg. Gerda migrou para o Rio de Janeiro - Brasil em 26 de junho de 1950. Também neste ano esteve em Blumenau com sua mãe nas  comemorações do centenário de fundação da cidade. Existe um documento que confirma a residência de Gerda Jacobi, neta de Hermann Bruno Otto Blumenau, na cidade de Blumenau e que informava sua profissão: Doméstica. Sabe-se que a residência de sua mãe Gertrud foi muito avariada durante ataque aéreo, na 2° Guerra Mundial. Não se tem a informação de como ficou a situação da família, para que Gerda migrasse para o Brasil em 1950. Escrevemos, dentro da biografia de Alda Niemeyer, que forçosamente passou todo o tempo de duração da 2° Guerra Mundial, na Alemanha e sua situação, de sua mãe e de sua irmã não foi muito boa. Fazemos uma leve noção do que, também foi e dos momentos difíceis que foram vividos pela família  Sierich/Jacobi/Blumenau e que também, não muito diferente de outras famílias como a história de Alda Niemeyer, que retornou ao Brasil em 1948. Na fotografia do documento de migração abaixo, de 1950, Gerda contava com 51 anos. Faleceu 7 anos depois na sua cidade natal, Hamburg.

Hansa Hammonia - atual Ibirama. A cidade de Ibirama atual, antiga Hansa Hammônia, completou em março, 86 anos de emancipação. Está situada em um território de 247,348km2, possui 18.097 habitantes (dados de 2013) e um PIB per capita de R$ 16.943,84. Muitos dos imigrantes que vieram para a região o fizeram por intermédio de companhias colonizadoras, empresas que se comprometiam a assentar determinado número de imigrantes em uma região e a dotá-los de áreas providas de serviços públicos necessários, por meio de contratos de colonização com o governo brasileiro, em troca de uma gleba de terra. As companhias faziam investimentos em meios de transporte, nas obras iniciais de colonização e cediam aos colonos, terras e equipamentos gratuitamente ou pelo preço de custo, além de, também, empregarem agentes recrutadores, hábito que sempre ocorria na prática. Gradativamente, a colônia em expansão se desenvolvia urbanisticamente e ficava mais fácil atrair novos interessados em nela residirem, pois a terra se valorizava cada vez mais. Por meio da valorização, o negociante de terras recuperava o capital investido e obtinha lucro sobre as transações. Por volta de 1895, uma das áreas mais valorizadas da bacia do Itajaí, banhada pelo Rio Hercílio, começou a ser colonizada por meio de concessão dada à Sociedade Colonizadora Hanseática, sediada em Hamburgo, Alemanha. A concessão era de 650 mil hectares e compreendia toda a área da bacia do Rio Hercílio. De acordo com a narrativa de Niels Deeke, verificado posteriormente, foi a área da concessão real, foi de somente 170mil hectares, não chegada na época, mas 25 anos após. Embora a área fosse munida de potencial geográfico, estava isolada da sede da colônia Blumenau e, por conseguinte, do porto fluvial. Nos primeiros tempos de fundação era chamada de Die Hansa. No dia 7 de novembro de 1897, saíram da localidade de subida, o Presidente da Sociedade Colonizadora Hanseática - A. W. Sellin, o Eng. Emil Odebrecht, mais sete homens. Subiram o rio Itajaí Açu de canoas, até chegarem na confluência com o Rio Itajaí do Norte, onde passaram a noite. No dia 8 de novembro chegaram à Barra do Ribeirão Taquaras, onde foi oficializada a fundação da Colônia Hammônia. Após analise, concluíram ser o local adequado para a nova cidade. Em abril de 1898, Emil Odebrecht e os agrimensores Theodor Kleine e Johann Denk, inciaram as medições dos lotes de terras, e a providenciar o mapa hidrográfico do Rio Hercílio e seus afluentes. Com a quantia de um pequeno valor, construíram um galpão para os imigrantes que estava pronto já no final do ano. O primeiro morador oficial da Die Hansa, mais tarde Colônia Hammônia - Willy Lüderwald e sua esposa, chegaram em julho de 1899. A família ficou instalada no galpão dos imigrantes e Lüderwald, ficou com o cargo de administrador do mesmo. O agrimensor José Deeke assumiu a direção da colônia e mantinha ligações diretas com as lideranças do Stadtplatz da colônia de Blumenau. “Hammonia” significa “Hamburgo”, cidade e porto alemão em que era situada a sede da “Sociedade Colonizadora Hanseática”, fundadora e responsável pelas Colônias Hanseáticas: “Hansa-Hammonia” (Ibirama), “Hansa-Humbolt” (Corupá), “Itapocu”, em Joinville, e um núcleo colonial em São Bento do Sul. “Hammonia” foi a denominação dada pelos invasores romanos, no início da era cristã, à mais importante das cidades hanseáticas da Alemanha. (Blumenau em Cadernos, Tomo XXII, nº 7, julho de 1981, p. 195). Assim que começou a assentar os imigrantes em um dos pontos de convergência de grande número de imigrantes, bem como a instalação da sede da colônia, percebeu-se a necessidade de se construir uma ferrovia que ligasse a Colônia Hammônia à sede da Colônia Blumenau, uma contribuição grande para que este projeto fosse efetuado. Face aos precários meios de transporte estaduais, na época, o caminho aberto até Aquidaban,e o trajeto entre Blumenau e a sede da nova Colônia Hansa Hammônia eram difíceis e penosos, mormente se se considerar que os imigrantes eram, em geral, portadores não só de ferramentas e utensílios indispensáveis ao desbravamento de seus lotes, mas ainda de grandes caixas de roupas, objetos caseiros e até peças de mobiliário. (SILVA, 1972, p. 152). Ver menos


Rua XV de novembro - Blumenau.

Aurora SC - Acervo Arquivo Histórico de Rio do Sul.

Fecularia de F. Raun - Lontras - Colônia Blumenau.

Fotografia do Pastor luterano de Bela Aliança Pastor Grau - atual Rio do Sul, viajante no Alto Vale - caminho de comércio entre o Stadtplatz da Colônia Blumenau o oeste do estado e a serra catarinense.

Trem da Estrada de ferro Santa Catarina no trajeto localizado em Blumenau próximo às oficinas, junto a Rua Bahia, estrada colonial que subia para o Alto Vale do Itajaí, passando por Indaial, Ascurra, Apiúna, Lontras....

Trombudo Alto - Atual Agrolândia SC.

Schützengesellshaft Blumenau. Nove anos depois da fundação da Colônia Blumenau, no dia 2 de dezembro de 1859 - aniversário do imperador do Brasil - D. Pedro II, aconteceu a fundação da Sociedade de Atiradores de Blumenau - Schützengesellshaft Blumenau. A Homenagem é algo cultural e inerente aos imigrantes alemães, que vinham de um sistema que teve origem no Feudalismo e naturalmente, nutriam respeito ao líder maior dentro do sistema , que poderia ser o feudal. O Imperador era o senhor máximo. Schützengesellshaft Blumenau foi instituído por um grupo de imigrantes, integrantes e voluntários na organização da comuna, criada pelo Sr. Blumenau. Esta iniciativa resultou na primeira de muitas Sociedades de atiradores, centros esportivos e culturais que foram fundados na Colônia e depois, no município de Blumenau. Os estatutos da Sociedade foram aprovados em 1863 - consolidado pelo ofício enviado pelo Sr. Pedro Leitão da Cunha ao Sr. Hermann Blumenau com o seguinte teor: "Palácio do Governo, de Sta Catarina, 13 de julho de 1863. Nesta data aprovo os estatutos da Sociedade do Tiro, que me foram apresentados pelos colonos Victor Gilsa, Carlos Guilherme Friedenreich e Dr. Bernardo Knoblauch, dessa colônia, com as seguintes restrições que V. Mcê. lhes fará constar pelos meios que julgar mais conveniente: 1° que a casa seja colocada em um ponto distante de qualquer povoação e das vias públicas; 2° que o terreno seja cercado e elevado da parte onde se haja de colocar o alvo, se sorte que não ocorra o menor perigo de ofender-se qualquer pessoa, que por ali passe; 3° que nas horas de exercício não sejam admitidos no centro pessoas estranhas a ele, nem expectadores que fiquem ao alcance dos tiros; 4° que a Sociedade deverá ter um número limitado de armas, não podendo exceder de dez, devendo cada colono ter a pólvora somente que for precisa para o número de tiros que houver de dar em cada exercício. Cumpre que V. Mcê. tenha toda vigilância e cautela nestes exercícios, de modo que não se deem abusos, pelos quais fica responsável. Deus guarde a V. Mcê. Pedro Leitão da cunha". Os sócios fundadores: Carl Wilhelm Friedenreich; Heinrich Pettermann; Jacob Louis Zimermann; Jayme Dittmar; Rudolph Oswlad Hesse; Victor Gärtner; Victor von Gilsa. Em função da 1° Guerra Mundial , a Sociedade teve suas atividades encerradas no período entre 1917 e 1921. Em 1938, adotou o nome de Sociedade de Atiradores de Blumenau. De 1939 a 1940, aconteceu o aquartelamento do 32° Batalhão de Caçadores no Clube. Em 1944, adotou-se o nome de tênis Clube Tabajara e em 1946, passou-se a chamar Tabajara Tênis Clube.

Rua XV de Novembro ´Blumenau.

Estação, casa do agente da Estrada de ferro Santa Catarina - Hansa.

Agronômica SC.

Irmão do Dr. Fritz Müller -  Hermann Müller.


Pastor Hermann Faulhaber.

Propriedade de um imigrante alemão no Alto Vale, início do século XX - foto do Pastor Grau - Acevo do Arquivo Histórico de Rio do Sul.

Estação Ferroviária de Ibirama SC.
Trecho a Estrada de Ferro Santa Catarina - localidade de Apiúna....

Tipologia enxaimel da centralidade de Blumenau início do século XX, com aspectos da casa urbana, através da presença do alpendre sobre a porta principal. 


Homenagem ao Imigrante - dia 25 de Julho de Blumenau - Presença da Banda Municipal de Blumenau.
Vila Pouso Redondo - local de pouso dos tropeiros que iam do Rio Grande do Sul para São Paulo.

Ituporanga SC ainda com a presença da Floresta.

Hansa Hammonia - atual Ibirama.
Rua XV de Novembro, com igreja católica aos fundos - construída com a linguagem neogótica. Responsável por sua construção foi o padre alemão Josef Maria Jacob. Waschstraße - antiga picada conhecida Estrada da linguiça....ligava as duas foz dos ribeirões da Velha e do Garcia.
Igreja do Espírito Santo - Igreja Luterana Centro Blumenau.Dentro da história de Blumenau Colônia, no princípio, durante a ocupação dos primeiros lotes coloniais, a partir da segunda metade do Século XIX, foram construídas igrejas temporárias, posteriormente, com o uso da técnica conhecida por eles e o estilo do período, reproduziram suas primeiras edificações religiosa em solo brasileiro. Com o passar de algumas décadas, ocorreu algumas mudanças no método e uso da técnica de construir. A expressão arquitetônica praticada no período das chegada dos primeiros imigrantes na região do Vale do Itajaí, era oriunda da técnica construtiva enxaimel, isto nas construções residenciais. As igrejas, quase em uma unanimidade seguiam o estilo romântico (Século XIX) com características do Neogótico. Estilo com traços do gótico mais a influência das culturas exóticas do oriente e do Egito, caracterizando, então, o estilo eclético (mistura de estilos e linguagens). Não foi diferente com uma das primeiras igrejas do Vale do Itajaí - a Igreja do Espírito Santo, Igreja Protestante de Confissão Luterana, do Stadtplatz da Colônia Blumenau, ou do centro. A Igreja do Espírito Santo está localizada na primeira centralidade do Vale do Itajaí e dentro de um plano cuidadosamente planejado e elaborado pelas primeiras lideranças locais - primeiros imigrantes. Está localizada em uma das "pontas" de um "eixo", onde na outra, está o antigo porto fluvial, uma das principais portas de entrada dos imigrantes que chegaram durante as primeiras décadas da História à região, principalmente, aqueles oriundos do porto de Itajaí. Arquitetura - Seu projeto foi assinado por Heirich Krohberger, dentro da linguagem neogótica, com planta octogonal (23 de setembro de 1877). Observamos a "não funcionalidade" da planta octogonal. Predominou o efeito decorativo, destaque para os adornos de origem asiática. Pode-se dizer que pretendeu seguir o cultural Estilo neogótico, mas com pouca exploração de suas principais características. Foram adotados os vitrais, porém em pouca quantidade. A posição dos vitrais está voltado para o Sul, onde a luminosidade do sol é menor. Tentou-se fazer uma arquitetura dentro da cultura vigente da época com todos os seus significados, porém com a presença de inovações - novo. Adotando a mudança da planta (octogonal) e a forma de uso da abóboda central. Explorou-se muito pouco a liberação das paredes da estrutura principal, com o uso dos vitrais. Desta forma, se poderia ter conseguido mais leveza e transparência interna. Isto não significa que não possua uma beleza arquitetônica única e com personalidade e com lastro histórico.


Estação Ferroviária de Blumenau - a primeira, no local onde está construída a prefeitura com o fachadismo que lembra o enxaimel.

Presidente Getúlio. Rua Mirador, Presidente Getúlio. Ao fundo, torre da Igreja Evangélica.

Rua XV de Novembro - Blumenau. 
Foto feito sobre o morro rua Padre Jacobs, com a igreja antiga aos fundos e a rodoviária, a segunda de Blumenau, no primeiro plano. Na parte superior funcionava um hotel. Atualmente é um edifício comercial. 






Morro Pelado em 1908 durante as obras de construção do trecho Blumenu a Hansa. 

Ponte Ferroviária de Ibirama - a primeira ponte construída sobre o Rio Itajaí Açu. 

Estação de Itoupava Seca - Blumenau. 
Em 5 de julho de 2023 completou 40 anos do início de uma das maiores enchentes na cidade de Blumenau e região. A cidade de Blumenau foi fundada em um vale, às margens do grande rio Itajaí-Açu e de seus afluentes. A bacia hidrográfica do rio Itajaí-Açu, juntamente com a ferrovia EFSC, estruturaram a rede de cidades do Vale do Itajaí. É uma das características das cidades alemãs e, portanto, não poderia ser diferente, uma vez que seus colonizadores eram oriundos daquele país. Uma questão cultural. A elevação do nível das águas sempre foi uma constante na história da cidade, em períodos grandes. A última enchente de grandes proporções tinha acontecido em 1911. Poucos dos adultos tinham lembrança dela, e jovens e crianças não conheciam uma enchente.
A sede da Maternidade "Johannastift", do Hotel Alameda, da Turismo Holzmann, dos Restaurantes Zum Weissen Rössel(Cavalinho Branco) e Escola do SENAC "Bistrô Johannastift" e da Casa de Comércio de Blumenau, é uma das tipologias mais emblemáticas e bonitas construídas no início do século XX, na centralidade de Blumenau, dotada de grande decorativismo e arte presentes nos seus detalhes que compõem os dois pavimentos, a mansarda ou o sótão e o Keller, ou porão. Esta, em processo de ruinificação, após as grandes enchentes de 1983 e 1984, estado que registramos e que nutria grande preocupação, cujo estudo levantamos em 1997, a fim de sensibilizar os responsáveis na época e que, felizmente, aconteceu fazendo com que esta obra de arte arquitetônica marcasse a esquina da Alameda Rio Branco com a Rua Sete de setembro.











Parabéns Blumenau!
Referências

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  • WITTMANN, Angelina. Hermann Bruno Otto Blumenau – Primeiro Negociante de Terras no Vale do Itajaí. Rio Sul – RIO DO SUL – TOMO XXI N. 5/6 Novembro/Dezembro de 2019. Páginas: 32-69.
  • WITTMANN, Angelina. Hermann Bruno Otto Blumenau – De 1819 até 1846 – Sua carta. 9 de janeiro de 2014. Disponível em: https://angelinawittmann.blogspot.com/2014/01/dr-blumenau-de-1819-ate-1846-sua-carta.html. Acesso em: 22 de junho de 2022 – 10:15h.

Leituras Complementares - Clicar sobre o Título escolhido:
  1. 171° Aniversário de Blumenau - 2021 - Na Palmenalee - Rua das Palmeiras - Sem a Casa Branca
  2. 170° Aniversário de Blumenau - 2 de Setembro de 2020 - Com Lockdown e Presentes em forma de imagens
  3. Momentos - 169° Aniversário de Blumenau - 2 de setembro de 2019
  4. Desfile do 166° Aniversário de Blumenau
  5. Momentos de 2 de setembro - 164º Aniversário de Blumenau 2017
  6. Clic - Momento do dia 2 de Setembro - Homenagem no Mausoleu
  7. Uma História que iniciou muito antes da chegada de Blumenau - Peter Wagner
  8. Homenagem ao Imigrante - Monumento do Imigrante
  9. 192 Anos de Imigração Alemã no Brasil
  10. A genealogia da família de Hermann Bruno Otto Blumenau e a sua Neta que viveu na Cidade
  11. Um pouco da História de Pomerode
  12. Hermann Bruno Otto Blumenau - Primeiro Negociante de Terras no Vale do Itajaí 
  13. Colônias Alemãs no Vale do Rio Cubatão - Igreja Sagrado Coração de Jesus - Águas Mornas SC
  14. Fritz e Hermann - Dois Personagens da História de Santa Catarina
  15. História comum entre as Colônias Blumenau, Pommerroder, Itapocu, Humbold e São Bento - José Deeke
  16. Carl Franz Albert Hoepcke - Uma personalidade da História Catarinense
  17. Colono no espaço da Colônia Blumenau.
  18. Nome dos moradores da Colônia Blumenau - Ano 1857
  19. August Müller e seu Diário - Colônia Blumenau e a enchente de 1880
  20. Nacionalismo no Vale do Itajaí
  21. Como pingos Fazer surgimento do Estado Alemão - Século XIX
  22. História ... Parte I - Dos Germanos AO surgimento: "Deutschland"
  23. História - Prússia e Alemanha
  24. Historia ... Primeiros Imperadores Germânicos
  25. Império Alemão
  26. Residência da Família Blumenau - Texto da Filha do Sr. Hermann Blumenau
  27. Blumenau - Século XIX até a construção da Ferrovia
  28. Fundação de Blumenau e sua formação a partir
  29. Imigrantes alemães nas Fazendas de Café do Rio de Janeiro - São Paulo e depois - Santa Catarina - Século XIX - Kaffeepfklücker
Um registro para a História.
 
Eu sou Angelina Wittmann, Arquiteta e Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade.
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Em construção....





 



4 comentários:

  1. Ótimo documentário Escrito! Parabéns!

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    1. Que bom que apreciou. ao escrevê-los buscamos os fatos históricos de fato. Abraço grande.

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  2. Muito bom, esse documento é riquíssimo. Espero que futuramente haja políticas para preservar e resgatar a memória e a luta dos imigrantes que nos deixaram Santa Catarina como o melhor lugar para viver no Brasil.

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  3. Parabéns pela história e as lindas fotos coloridas!!

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