Guten Abend Freunde!
Um pouco de música na noite.

Bis Morgen!!!

Agradecemos ao Tanz- und Spielgruppe Gartenstadt, grupo que nos recebeu e do qual, fazemos parte como folclorista, a oportunidade de refletir sobre estas questões e poder compartilhar com aqueles que se fizeram presentes.

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| Albert Richard Dietze. |
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| Imperatriz Tereza Cristina. |
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| Fotografia de Albert Richard Dietze em Espírito Santo. |
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| Albert Richard Dietze e a família. |
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| Grupo musical formada com seus familiares, filhos e esposa. Cultura natural das famílias alemãs e que trouxe para o Brasil. |
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| Fazenda Ibicaba, interior de São Paulo - Cordeirópolis. Observar a estrutura do galpão a esquerda. Enxaimel. Quem o construiu foram imigrantes alemães, cuja mão de obra substituiu a mão de obra escrava no plantio e na colheita do café de fazendas do Rio de Janeiro e de São Paulo. Estes imigrantes também traziam consigo ferramentas e construíam maquinário, muitas vezes desconhecidos no sistema de produção anterior. |
"Nas pesquisas que realizei no Arquivo do Estado da Turíngia, encontrei casualmente diversas cartas de emigrantes publicadas nos jornais da cidade de Rudolstadt, os mesmos de propriedade de Günther Fröbel, especializados em emigração como o Allgemeine Auswanderungs-Zeitung, o Pilot, o Fliegende Blätter für Auswanderer ou o Rudolstädter Wochenblatt. Este último, um periódico que, apesar de não tratar exclusivamente do assunto, possuía uma seção destinada à questão. Dentre estas cartas, encontrei 9 provenientes das fazendas de café fluminenses e 11 outras vindas das fazendas paulistas." Débora Bendocchi Alves
O sistema de parceria, empregado pelos cafeicultores paulistas e fluminenses a partir de meados do século XIX, é um tema bem estudado na historiografia, e vários trabalhos significativos foram publicados tanto no Brasil quanto na Alemanha e Suíça sobre aquela primeira tentativa de introduzir mão-de-obra livre no país.3 Suíços e alemães foram trazidos pela Firma Vergueiro a partir de 1847 para trabalharem nas fazendas de café substituindo, em parte, o escravo. Débora Bendocchi Alves
No Brasil, a revolta dos colonos suíços mobilizou tropas imperiais e diversas investigações foram feitas por parte das autoridades brasileiras e dos enviados diplomáticos suíços.10 Os pareceres dos representantes do governo suíço, Dr. Heusser e J. J. von Tschudi, foram publicados e divulgados na imprensa suíça e alemã11 e, como já mencionei, vários outros artigos contra a emigração alemã para o Brasil apareceram nos jornais da época. A Firma Vergueiro tentou defender-se das acusações, para assim salvar sua imagem e, principalmente, seus negócios, utilizando os próprios jormais alemães para inserir artigos que 'esclarecessem' o conteúdo dos contratos de parceria e a atitude da firma perante as queixas dos colonos. Esforços por parte do governo brasileiro para melhorar a imagem do país também foram feitos como, por exemplo, a publicação em 1863 do livro de Joseph Hörmeyer, explicando a política imigratória brasileira tanto para as colônias no sul do país (pequena-propriedade) quanto para as fazendas de café (sistema de parceria). Débora Bendocchi Alves
As atividades de Günther Fröbel despertaram disconfiança em seus contemporâneos pelo fato de ele ter sido proprietário de uma agência de emigração na cidade de Rudolstadt, a qual organizou entre 1846 e 1874 a viagem de 1264 emigrantes para vários países.22 Dizia-se, na época, que seus jornais estavam a serviço da sua agência e que ele defendia a emigração alemã para o Brasil, inclusive para as fazendas de café, visando atender a interesses particulares. (...)Durante 20 anos, Fröbel manteve uma intensa correspondência com Hermann Blumenau, um homem que quis por em prática as idéias vigentes na época e realizar uma 'colonização nacional (alemã)' no sul do Brasil.31 Blumenau teve alguns de seus mais importantes livros impressos na gráfica de Fröbel e seus jornais forneciam, com regularidade, notícias da colônia Blumenau, em Santa Catarina. (...)Günther Fröbel, através de suas publicações nunca deixou de apoiar a emigração de alemães para as fazendas de café, mesmo após a revolta de Ibicaba, quando a imprensa alemã e suíça passaram a fazer uma crítica acirrada ao sistema de parceria. Débora Bendocchi Alves
Para ler mais sobre este assunto, com o qual inúmeras famílias residentes, nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina tem sua história relacionada, basta acessar o livro.

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| Rio de Janeiro - 1852. |

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| Fonte: Facebook. |
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| Fonte: Facebook. |
Sandra R. C. Bugmann é graduada em Artes Visuais, pela Universidade Regional de Blumenau, com Mestrado em Educação pela mesma universidade com especialização em Direção de Criação, pelo Instituto Orbitato de Pomerode (SC), e Escola da Cidade – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, em São Paulo (SP). Além de pintora, atua como professora de pintura da arte Bauernmalerei há mais de 20 anos. Também coordena oficinas de artes para crianças, adultos e longevos, além de lecionar História da Arte, Elementos da Linguagem Visual, Semiótica e Laboratório de Criatividade em cursos de graduação e pós-graduação nas áreas de Artes e Design de Moda nas seguintes instituições: FURB, SENAI e IPGEX, em Blumenau e Região. É Diretora de Criação do Bugstudium – Projetos Criativos.



Bauernmalerei - como pintura popular-comercial
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| "Tölzer Kästen" - Século XIX |

| Souvenir de diferentes formas, recebem o as cores para serem comprados pelos turistas. |
“Desde pequena, muito pequena mesmo, tenho fascinação pelo desenho, pintura, todas as formas de arte e artesanato. Há 26 anos, minha mãe e grande incentivadora, viu uma matéria no Suplemento Feminino do Estadão sobre o Bauernmalerei com os trabalhos da artista Maria Carmen Osterne, de São Paulo. Ficamos encantadas na época. Já adulta e casada, fomos fazer um curso, em São Paulo, com essa professora. O Maurilio (meu esposo) e eu. O curso durava uns dois meses, tanto insistimos que ela concordou em dar quatro aulas em dois dias. Ficamos pintando fundos de peças e secando com o secador no quarto do hotel para pintar o maior número de peças possível. Na volta, logo aconteceu a primeira Mostra Bordeaux. Conseguimos um mini espaço e usamos peças com Bauernmalerei. Muitas pessoas começaram a pedir curso e comecei a dar aulas. Não tinha muito material sobre o Bauernmalerei, mas fui pesquisando e conseguindo buscar livros da Alemanha e dos Estados Unidos, estudando, treinando, pintando e assim por diante. Tenho profunda admiração pelas pinturas folclóricas e pelo Bauernmalerei, em especial, e pensava que essa técnica deveria ser mais divulgada e valorizada. Tem uma aldeia na Polônia, Zalipie, em que as pessoas pintam flores, em um outro tipo de pintura folclórica, nas paredes das casas. Surge então a ideia de transpor o Bauernmalerei do ambiente interno, das peças e móveis para a superfície mais ampla do muro ou da parede, pintando flores e elementos bem grandes. Uma forma de divulgar, difundir e permitir que mais pessoas conheçam e se encantem com as flores características da técnica”. Sandra Bugmann.


































