terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Ravensburg - Baden-Württemberg - Alemanha 2025

Ainda no dia 27 de abril de 2025, saímos de Weingarten (cidade coirmã de Blumenau), terra natal de Norbert Gälle. Ele e Alex nos guiavam, mostrando esta linda região de Baden-Württemberg, enquanto seguíamos para Ravensburg, cidade natal dela.
As duas cidades são praticamente conurbadas, com menos de 5 km de distância entre elas. Em Ravensburg, passamos o restante do dia e, sem querer, nos despedimos de nosso "relicário": um grande Edelweiss em forma de camafeu, perdido enquanto caminhávamos por suas ruas. Há registros fotográficos de que ele estava conosco até o almoço; depois, não mais. Nas últimas três viagens à Alemanha, ao longo de 13 anos, ele sempre nos acompanhou, mas desta vez ficou em Ravensburg — como um presente deixado para alguém.
Distância de menos de 5 Km entre Weingarten (Cidade natal de Norbert Gälle) e Ravensburg (Cidade natal de Alex Gälle).



Ravensburg
Exemplo: A morfologia do Centro Histórico de Ravensburg é praticamente a mesma do período em que a cidade ainda era murada. Fotografia de um mapa histórico em um painel locado no espaço público e imagem do Google Earth.

O mesmo relevo da cidade murada de Ravensburg. Esta parte mais alta é o Philosophenweg, onde estivemos com o Norbert e o Alex Gäle. De lá, há uma vista privilegiada da cidade histórica.
Ravensburg é uma cidade ao sul da Alta Suábia. A antiga Cidade Imperial Livre situa-se no Vale de Schussen, não muito  de Bodensee, e era anteriormente conhecida como a "Nuremberg da Suábia", devido às suas numerosas torres medievais tão bem preservadas.
A origem do nome Ravensburg é incerta, mas é indiscutível que a cidade o recebeu do Schloss situado acima dela, hoje chamado Veitsburg. Uma teoria comum sugere que a primeira parte do nome deriva de "Rabe" ou "Raban", que teria fundado a fortificação original. Alternativamente, a grafia mais antiga de inspiração latina, Ravenspvrg, pode ser interpretada como "Rauenburg", sugerindo uma ligação com a encosta íngreme próxima ao castelo.
Ao longo da história, a denominação local evoluiu de Ravenspurch (1088) para Ravensberc (1231) e Ravensburg (1323).
Os primeiros assentamentos  no local histórico de Ravensburg existiam já no período Neolítico, em torno de 2000 a.C. Depois sob domínio do Império Romano e após a invasão alamana, como demonstram as descobertas arqueológicas no Vale de Schussen e na colina de Veitsburg. 
Ravensburg foi mencionada pela primeira vez em um documento de 1088 e foi uma Cidade Livre Imperial até 1803. De acordo com o conhecimento atual, o núcleo da cidade atual se originou como um assentamento de habitantes abaixo do Schloss, castelo ancestral dos Welfs, na crista entre os vales de Flappach e Schussen.
Fonte: Wikipédia.
O primeiro castelo Welf ficava em Altdorf/Weingarten antes de construírem um novo castelo maior, o "Ravensburg", por volta de 1050, atualmente o Schloss Veitsburg, cujo nome derivado da capela do castelo dedicada a São Vito. Descobertas arqueológicas sugerem que o local do Schloss já havia sido nivelado como refúgio durante a época celta e separado do resto da colina por um fosso, mas permaneceu em pousio durante a época romana e posteriormente. A residência Welf, e mais tarde Hohenstaufen, ocupava a parte posterior noroeste do planalto, que, de acordo com descobertas arqueológicas, era fortificada em toda a sua extensão, enquanto a parte frontal provavelmente servia, entre outras coisas, como local de torneios e festivais, por exemplo, durante as celebrações do casamento de Frederico, o Belo , e sua esposa Isabel de Aragão em 1315. O último representante da família Welf em Ravensburg foi Welf VI, Duque de Spoleto. Após a morte de seu filho, ele legou o Schussengau — incluindo Ravensburg e Altdorf — ao seu sobrinho, Frederico I Barbarossa, da família Hohenstaufen, por meio de um tratado de herança. Essa decisão desapontou seu outro sobrinho, Henrique, o Leão, Duque da Baviera e da Saxônia (que pode ter nascido em Ravensburg entre 1129/1130 ou 1133/1135). A partir de então, Ravensburg passou a integrar as propriedades da dinastia Hohenstaufen.
Rodolfo I.
Com a queda da dinastia Hohenstaufen, o Ducado da Suábia deixou de existir como entidade política. Assim como muitas outras cidades suábias, Ravensburg passou a governar-se de forma autônoma, e o castelo tornou-se propriedade imperial. Em 1276, o rei Rodolfo I de Habsburgo confirmou os privilégios de Ravensburg como Cidade Imperial Livre. O oficial responsável pelo Bailiado Imperial da Suábia passou a residir no castelo, e os direitos de mercado foram um pilar crucial para esse desenvolvimento. Para monitorar as atividades no castelo imperial, a cidade ergueu a Torre de São Miguel — com mais de 50 metros de altura — no ponto mais alto do perímetro urbano. O nome foi herdado da Capela de São Miguel, a igreja mais antiga da cidade, que ali existia na época. Localmente, a torre logo passou a ser chamada de "Mehlsack" (Saco de Farinha), uma corruptela de seu nome oficial e uma referência à sua cor branca. A afirmação de que a torre teria sido usada como depósito de farinha em certas ocasiões é, provavelmente, apenas uma lenda. Atualmente, "Mehlsack" é o nome oficial desta torre circular singular que se destaca nas fortificações da cidade.
"Mehlsack".
Vista do alto da colina do Schloss Veitsburg, com a torre "Mehlsack" em destaque no ponto mais elevado — um dos principais pontos focais de Ravensburg. Na parte baixa, avista-se a cidade antiga, originalmente situada dentro das muralhas.
A previsão estratégica da época impediu o surgimento de concorrência nas imediações: em uma intervenção conjunta, bem-sucedida e mutuamente benéfica, a cidade de Ravensburg e a Abadia de Weingarten agiram para impedir que o município vizinho de Altdorf se tornasse uma Cidade Imperial. Essa união de esforços garantiu a hegemonia regional das duas instituições e moldou o desenvolvimento da área até os dias atuais.
Abadia de Weingarten.
No final da Idade Média, Ravensburg era a sede da Grande Companhia de Comércio de Ravensburg, a principal empresa comercial alemã da época, que tinha filiais por toda a Europa (mesmo antes dos Fuggers).
O rápido desenvolvimento econômico, particularmente no século XIV, levou a diversas expansões dos limites urbanos. A mais significativa delas foi a incorporação da chamada "cidade baixa" às fortificações e a demolição da antiga muralha entre os dois distritos (1330-1370). Isso resultou na criação da praça que ainda hoje domina a paisagem urbana: a Marienplatz. Situada sobre o antigo fosso da cidade, que foi aterrado, ela se estende entre o Frauentor (Portão das Mulheres), ao norte, e o local do antigo Kästlinstor (Portão de Kästlin), demolido no século XIX, ao sul.
Por volta de 1530, a Grande Companhia de Comércio de Ravensburg entrou em colapso. Nessa época, as famílias mais influentes já haviam migrado seus investimentos para a aquisição de propriedades rurais e solares. Surgiram disputas entre ramos familiares e, sobretudo, uma forte concorrência com os mercadores de Augsburg, que passavam a dominar as rotas comerciais antes exclusivas dos Ravensburgers. Somado a isso, a descoberta da América por Colombo provocou mudanças profundas e irreversíveis no comércio europeu de longa distância.
Paralelamente, desde o final do século XIV, Ravensburg desenvolveu uma relevante indústria de papel, que atingiu seu auge no século XVI. Durante a Idade Média, a cidade consolidou-se como a maior fornecedora de papel ao norte dos Alpes e, juntamente com Nürnberg, foi pioneira na produção desse material na Alemanha. Esse setor industrial conferiu a Ravensburg um caráter econômico distinto e pujante que se estendeu até o século XIX.
O declínio, contudo, iniciou-se com o fim do estatuto de Ravensburg como Cidade Imperial Livre e sua incorporação ao Reino de Württemberg, quando os antigos mercados desapareceram sob as novas fronteiras. A primeira das seis fábricas de papel fechou em 1833, e a última, em 1876.
Anteriormente, em 1544, a Reforma Protestante fora introduzida por instigação das corporações de ofício. Inicialmente, houve divergências significativas entre os seguidores de Lutero e Zwingli, mas os luteranos acabaram prevalecendo; havia também uma presença de seguidores de Kaspar Schwenckfeld. No entanto, após a Guerra de Esmalcalda, iniciada em 1547, um movimento de Contrarreforma levou à recatolização de grandes segmentos da população, fazendo com que os católicos voltassem a constituir a maioria.
Stadtkirche.
A coexistência das duas denominações — sistema conhecido como Paridade — só foi formalmente estabelecida em 1649, após a Guerra dos Trinta Anos. A congregação protestante recebeu a nave da antiga igreja carmelita como seu local de culto, que passou a ser conhecida como a Igreja Municipal (Stadtkirche). O sistema de governo paritário implicava igualdade de direitos e uma distribuição equitativa de cargos entre católicos e protestantes, modelo confirmado pela Paz de Vestfália em 1648 para as quatro "Cidades Imperiais de Paridade": Ravensburg, Augsburg, Biberach e Dinkelsbühl. Esse sistema permaneceu em vigor até o século XIX.
A cidade, já economicamente fragilizada — em parte devido à mudança das rotas comerciais para Augsburg —, sofreu um declínio populacional acentuado durante a Guerra dos Trinta Anos, assolada pela fome e por doenças. Lutou para se recuperar nos séculos seguintes e, como resultado, não houve expansão urbana significativa até a era moderna; a paisagem da cidade permaneceu praticamente inalterada até o século XIX.
No final da Guerra dos Trinta Anos, o Schloss Veitsburg foi arrasado pelas tropas suecas. Apenas algumas construções agrícolas permaneceram de pé. Em consequência disso, o administrador do Bailiado Imperial da Suábia passou a residir em Altdorf-Weingarten a partir de 1647.
Em 1803, o Recesso Final da Deputação Imperial (Reichsdeputationshauptschluss) aboliu a autonomia da maioria das cidades imperiais (mediatização) e nacionalizou as terras da Igreja que, até então, estavam sujeitas diretamente ao imperador (secularização). Ambas as medidas serviram para compensar territorialmente os príncipes imperiais que haviam perdido domínios a oeste do Reno devido às conquistas napoleônicas.
Inicialmente, a cidade foi atribuída ao Eleitorado da Baviera. No entanto, como as terras vizinhas dos Habsburgos passaram para Württemberg e as abadias imperiais de Weingarten e Weißenau foram entregues a outros príncipes, criou-se uma situação de enclave economicamente prejudicial. Em 1810, por força de um tratado de fronteira com a Baviera — confirmado posteriormente pelo Congresso de Viena em 1815 — Ravensburg tornou-se parte do Reino de Württemberg, que já havia adquirido os extensos territórios de Weingarten (incluindo o atual Schloss Friedrichshafen). Com essa integração, a cidade tornou-se a sede administrativa do distrito de Ravensburg.
Informações Turísticas de Ravensburg, com funcionárias (Frauen) devidamente trajadas. Endereço: Marienplatz 35, 88212 — Ravensburg. A Alex ficou atenta à programação e inscreveu nossos nomes para um tour.
Localização dos principais pontos focais históricos, ainda presentes na paisagem e sem perspectiva de alteração. A Administração Pública zela pela conservação dos mesmos, sob a fiscalização dos cidadãos.
Informações Turísticas de Ravensburg. A senhora da esquerda foi que nos guiou e passou informações históricas.
Passamos rapidamente por Weingarten antes de chegar em Ravensburg, pois tínhamos um compromisso com um grupo. Foi um momento incrível proporcionado pela iniciativa dos Gäle: assistimos à história da cidade contada no próprio centro histórico por uma guia de turismo devidamente trajada como na Idade Média. O roteiro iniciou pouco antes das 11h e foi muito interessante. Dentro de nossas limitações, já que precisávamos acompanhar o grupo, fizemos alguns pequenos vídeos para registrar esses momentos.
Com isto, a página do Turismo propaga que a cidade é a antiga Cidade Imperial Livre de Ravensburg, situada no coração da região turística de Bodensee e de Allgäu, é o centro econômico da região, com 50.000 habitantes. Outrora um importante polo comercial, é hoje o principal centro de compras da Alta Suábia.
O grupo na frente da histórica Rathaus de Ravensburg.





Aos fundos - a Blaserturm.

Porta frontal da Liebfrauenkirche. Foi construída entre 1279 e 1360 e é a segunda igreja paroquial mais antiga de Ravensburg. Ela está localizada na entrada norte da cidade velha. Na Idade Média, a igreja foi incorporada à Abadia de Weingarten. Uma nave lateral adicional foi acrescentada em 1470.




Frauentor — portão da cidade que dava acesso a Ulm. Inicialmente chamado de Niederes Tor em 1318, passou posteriormente a ser conhecido como Frauentor em referência à vizinha Liebfrauenkirche. À direita, encontra-se a Liebfrauenkirche.

Frauentor — portão da cidade que dava acesso a Ulm. Inicialmente chamado de Niederes Tor em 1318, passou posteriormente a ser conhecido como Frauentor em referência à vizinha Liebfrauenkirche. À direita, encontra-se a Liebfrauenkirche.




Lederhaus no Marienplatz.
Em frente a antiga Rathaus.

Maquete da cidade histórica em bronze - na Marienplatz.

Planta da antiga Rathaus.


Interior da antiga Rathaus.



















Detalhe do mobiliário e do ribeirão da cidade, com suas águas límpidas integradas ao equipamento urbano. Diferente da realidade de muitas cidades brasileiras. Seu curso d'água não foi canalizado ou tubulado para receber esgoto doméstico; pelo contrário, ele é preservado e valorizado na paisagem.










Vídeo Tour Turístico
Após o tour turístico pela cidade histórica, Norbert e Alex Gälle nos levaram a um lugar muito especial para ela: seu endereço favorito para comer desde a juventude, quando ainda residia com os pais na cidade. O estabelecimento é conhecido pela qualidade e pelo sabor de seus lanches. Chama-se Altes Lädele e está localizado na Seelbruckstraße 5, 88212 — Ravensburg, Alemanha.
Localização do Altes Lädele dentro de Ravensburg.


 Altes Lädele.
Roberto com Norbert e Alex, adentrando o  Altes Lädele.

Nosso lanche.

Fotografia da Alex. Nós ainda estávamos com o Edelweiss no pescoço.
Foi um momento delicioso em excelentes companhias. Estávamos tão envolvidos que, involuntariamente, deixamos para trás uma de nossas preciosidades. Na fotografia, eu ainda usava o colar com o Edelweiss, que nos acompanha nos melhores momentos há mais de 30 anos, devidamente registrado em cada ocasião importante.
Esta era a terceira vez que o colar retornava à Alemanha. É curioso notar que, pouco antes de sentirmos sua ausência — enquanto saboreávamos um sorvete em outro local —, o tínhamos fotografado sem perceber. Só ao levarmos a mão ao pescoço é que notamos o vazio: ele já não estava mais conosco.
Edelweiss que perdemos em Ravensburg.

Hora do sorvete, sem o Edelweiss. Um presente nosso para Revensburg.
Após o almoço, seguimos pelas ruas da cidade até alcançar a elevação onde se encontra o Schloss Veitsburg. O local é um mirante natural conhecido através do nome do caminho que é Philosophenweg (Caminho dos Filósofos). No topo, encontramos uma senhora de 84 anos que havia subido todo o trajeto sozinha.

Registros feitos por outros caminhos históricos de Ravensburg até chegarmos ao Philosophenweg.










Parte da antiga muralha da cidade - sul.

Parte da antiga muralha da cidade - sul.

Por ali, até o mato é bonito.

Acompanhando a parte sul, no lado externo, onde ficava a antiga muralha da cidade.
Muro da cidade (parte externa) e flores do campo - primavera.

Acompanhando a parte sul, no lado externo, onde ficava a antiga muralha da cidade.



Gemalter Turm, visto pelo lado "de fora do muro". O fosso foi aterrado.

Local da Gemalter Turm na cidade murada de Ravensburg.






Gemalter Turm, visto pelo lado "de fora do muro". 

Gemalter Turm, visto pelo lado "de fora do muro". 




Detalhes que fazem a diferença.




Haus Olgastrasse 10.


Konzerthaus de Ravensburg.
O Konzerthaus de Ravensburg é um teatro e sala de concertos inaugurado em 1897. Utilizado principalmente para apresentações teatrais, concertos e congressos, possui 574 lugares, sendo o maior teatro da cidade.
Financiado por doações, o edifício foi construído em estilo historicista pelo renomado escritório de arquitetura vienense Fellner & Helmer, permanecendo, em grande parte, em seu estado original. O Konzerthaus é o único edifício teatral histórico remanescente na Alta Suábia e em Baden-Württemberg. Devido à sua importância e à coleção preservada de cenários históricos, é um patrimônio tombado desde 1988.

Obertor - muito próxima da Mehlsack e do Philosophenweg.
Localização do Obertor, da Mehlsack e do Philosophenweg.


Philosophenweg

Percorremos o Philosophenweg até um dos pontos mais altos da cidade, que também serve como acesso a pé ao Schloss Veitsburg. Do mirante, é possível avistar quase todos os edifícios históricos e ter uma dimensão da vista que o senhor feudal tinha de sua propriedade.
Como já mencionado, encontramos no topo uma simpática senhora que conversou muito conosco; ela subiu a encosta com uma tranquilidade e disposição admiráveis.
Mehlsack em primeiro plano.













Vielen Dank, Norbert Alex, dass Sie uns unvergessliche Momente in Ihrer Region beschert und Ihre kostbare Zeit mit uns verbracht haben.



Para encerrar o dia 27 de abril de 2025, o Norbert e a Alex nos encaminharam para o local onde passaríamos a última noite em seu Heimat. Era um lugar que hospeda pessoas de maneira diferenciada. A Alex, conhecendo nossa profissão de arquiteta, viabilizou com a proprietária nossa hospedagem em uma casa de arquitetura peculiar, construída em madeira e com uma planta baixa parcialmente circular, distribuída em dois pavimentos, de maneira sustentável. Nesse local, despedimo-nos do Norbert e da Alex Gäle em um misto da alegria por tudo o que vivemos juntos e da melancolia pela despedida, mesmo em um lugar tão encantador, a mini casa Up Trulli.

Nossa Casa de Vogt - pertinho de Schwarzwald
Arquitetura


A casa onde nos hospedamos faz parte de um projeto maior na região de Allgäu, baseado no reaproveitamento de antigos silos e no fomento a métodos de construção sustentável. De acordo com o idealizador do projeto, o engenheiro Armin Claar, são necessários cerca de 220.000 euros para a construção de uma unidade.
O fundador da startup Trulli, sediada em Allgäu, tinha como uma de suas especialidades a restauração de edifícios históricos. Atualmente, a empresa constrói casas pré-fabricadas a partir de antigos silos, investindo no conceito de sustentabilidade aplicada à construção civil.
O engenheiro recém-formado Armin Claar fundou a Up Trulli em 2021 na região de Allgäu.
A ideia das casas pré-fabricadas feitas de silos surgiu enquanto ele pedalava. 
"Quando reparei nas coisas ao meu redor". Armin Claar. 
O nome da startup é uma combinação das palavras upcycling (reutilização de materiais) e trulli, termo usado para as casas cilíndricas da Apúlia, na Itália. Ao observar os silos, o idealizador concluiu que seria possível transformar aquelas estruturas circulares em espaços habitáveis. A Up Trulli constrói suas casas-silo sob medida. Os clientes podem escolher entre três modelos, batizados com nomes de montanhas da região de Allgäu: Himmelschrofen, Sonneck e Falkenstein. Claar faz questão de chamá-las de "mini-casas" em vez de "tiny houses", explicando que estas últimas são menores em termos de área útil do que o seu projeto. A menor unidade, a Himmelschrofen, possui 45 m² distribuídos em dois pavimentos.

A equipe, composta por três pessoas e uma rede de parceiros especializados, utiliza apenas materiais sustentáveis, como madeira e argila. Para o aquecimento, instalam um sistema inovador de "papel térmico" nas paredes: feito de papel reciclado e fibras de carbono, ele é embutido no gesso e alimentado por apenas 36 volts. Atualmente, as casas ainda dependem das redes públicas de água e energia, mas o objetivo é torná-las autossuficientes.



O processo completo leva aproximadamente nove meses: dois para planejamento, três para licenças e quatro para a execução. Além da estrutura, a empresa também cuida do design de interiores. O modelo básico custa cerca de 220.000 euros, enquanto a versão Falkenstein — que interliga dois silos com varanda e terraço — fica entre 360.000 e 380.000 euros. Até o momento, quatro unidades foram vendidas.
A Up Trulli também oferece uma unidade para locação de temporada via Airbnb, e foi exatamente nesta casa de férias que passamos nossa última noite em Allgäu
Muito obrigada, Alex, por essa experiência incrível.
Vielen Dank. Wir werden diese Momente
für immer in Erinnerung behalten.
Vielen Dank. Wir werden diese Momente für immer  in Erinnerung behalten.
Aufwiedersehen!

Às 6h30 da manhã, seguimos viagem em direção à Schwarzwald (Floresta Negra), nosso próximo destino. O roteiro iniciou-se em 28 de abril de 2025, uma data muito especial: o dia em que nossa filha, Isabel Wittmann, completou 40 anos de idade.
Rumo à Schwarzwald (Floresta Negra).

















Um registro para a História.
 
Eu sou Angelina Wittmann, Arquiteta e Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade.
Contatos:
@angewittmann (Instagram)
Angewitt  (You Tube) 
AngelinaWittmann  (Facebook)
Leituras Complementares - Clicar sobre o título

Roteiro 3 com base na cidade Passau
Roteiro 4 com base na cidade Wolfegg










Nenhum comentário:

Postar um comentário